2.2.4.5.2.2 Les vitrocéramiques
2.2.4.5.3 Les matériaux injectables
Este serviço de suporte permite a transferência de informação entre pontos de referência da RDSI no modo pacotes no canal D, não estando associado a nenhuma outra conexão que venha se desenvolvendo. Aplica-se aos casos de comunicação entre terminais através da RDSI utilizando circuitos virtuais bidirecionais no canal D e é muito parecido com o serviço de suporte modo pacote sem conexão. Não existe ainda um consenso no CCITT sobre sua real necessidade atualmente.
l) Serviço de Suporte Modo Quadro
Conhecido como FMBS (Frame Mode Bearer Service) e definido na recomendação 1.233, prove a transferência bidirecional de unidades de dados de serviço (SDUs) com preservação da ordem na entrega. A diferença para o modo pacote é que as SDUs são roteadas através do campo DLCI (Data Link
Connection Identifier), que está no quadro de nível 2, não possuindo este serviço o nível 3. A rede
atualmente em serviço que usa este conceito é o Frame Relay. Uma grande vantagem do uso desta técnica é o estabelecimento de múltiplas chamadas virtuais e/ou circuitos virtuais permanentes com muitos destinos (Multicast).
Telesserviços
Define-se telesserviços como sendo aqueles em que a RDSI interage de forma a controlar e manter o funcionamento da aplicação. Ou seja, são aqueles serviços que são nativos da tecnologia RDSI, e surgem como uma sofisticação do serviço telefônico. Exemplos desse tipo de serviço são: telefonia digital, vídeofone, fax grupo 4, etc.
Quando falamos em serviços de suporte estamos usando a RDSI como uma provedora de um serviço de comunicação, logo ela desempenha, a nível de informação, as funções relativas aos níveis altos 4 a 7 do RM-OSI (Modelo de Referência OSI).
Durante a fase de conexão, as centrais RDSI são informadas do tipo de serviço que devem trafegar, e isso é o suficiente para que a rede se capacite para o provimento do serviço solicitado.
Da mesma forma que no caso anterior a RDSI deve se capacitar para a troca de informações de cada tipo de serviço, isto se dá pela informação por parte do usuário durante a fase de conexão dos seus atributos de acesso. A RDSI por sua vez irá definir uma topologia aceitável para a conexão pedida, através dos atributos de transferência de informação. A figura 50 ilustra o que foi dito.
A grande diferença, ao nível de padronização, está no fato de agora a RDSI necessitar definir protocolos de aceitação mundial, para permitir a interconectividade global dos telesserviços. Segue uma lista com os telesserviços atualmente definidos.
Figura 50 - Capacitações de Telesserviços
a) Telefonia
Permite que usuários transmitam sinais de voz com a mesma faixa de áudio hoje possível na rede telefônica (até 3,4 KHz), em tempo real e de forma bidirecional. Técnicas apropriadas para o serviço de conversação podem ser utilizadas pela rede, tais como canceladores de eco e codificadores de voz em taxas menores do que 64 Kbit/s.
b) Teletexto
Permite comunicação entre usuários para troca de correspondência empresarial na forma de documentos codificados, de memória a memória de terminais, de acordo com um conjunto de caracteres básicos comuns a todos os terminais. Na velocidade de 64 Kbit/s transmite um documento tamanho A4 em menos de 1 segundo.
c) Fax Grupo 4
Permite que usuários troquem correspondência, inclusive figuras, através do formato fac-símile, um documento A4 leva cerca de 10 segundos para ser transmitido através da RDSI. Existem três classes de terminais fax grupo 4:
9 classe I: terminal habilitado a enviar e receber documentos fac-símiles;
9 classe II: terminal habilitado a enviar e receber documentos fac-símiles, teletexto e modo misto; 9 classe III: terminal habilitado a enviar e receber documento fac-símiles, teletexto e modo misto.
d) Modo Misto
Permite a transmissão combinada de documentos na forma de comunicação por fac-símile e por teletexto. Os documentos adequados a este serviço são aqueles que são compostos de figuras e texto. Os atributos de camada alta são aqueles definidos para os serviços teletexo e fac-símile correspondentes.
e) Videotexto 64 K
Permite acesso a bases de dados na velocidade de 64 Kbit/s utilizando combinação de modos de apresentação geométrico, mosaico ou fotográfico, capaz de compor uma imagem em tempos de cerca de 1 a 20 segundos, dependendo de seu conteúdo e modo. Também podem ser adicionadas funções para tornar o videotexto interativo e com caixas postais (adição de valor ao serviço básico).
f) Telex
Permite o transporte de textos entre pontos de referência da RDSI de acordo com os requisitos estabelecidos para o serviço telex em suas padronizações já estabelecidas internacionalmente. A informação pode ser transmitida por modo circuito ou modo pacote, em geral com interfuncionamento com a rede telex existente.
Serviços Suplementares
O oferecimento dos serviços RDSI (Serviços de Suporte e Telesserviços), são valorados, aos olhos do cliente, com uma flexibilidade no controle da conexão, estas facilidades dizem respeito ao controle da conexão, tanto na fase de estabelecimento como na fase de "conversação". Esses serviços se adicionam ao repertório básico (o serviço fim a que se destina aquela comunicação), e por isso são chamados de Serviços Suplementares.
Assim como os serviços básicos, os serviços suplementares seguem uma padronização conforme a metodologia definida pelo CCITT. Esta necessidade surge ao se estender a funcionalidade de facilidades RDSI por diversos equipamentos de fabricantes diferentes. Atualmente, nas redes existentes, que não têm estas facilidades padronizadas, não há possibilidade de ter um serviço suplementar oferecido globalmente, por exemplo, ter rerroteamento de chamadas (follow-me) fora do âmbito de uma central.
A padronização dos serviços suplementares é a chave para a implementação por toda a rede de um país, e mesmo mundialmente, destas facilidades. Nos fóruns internacionais de padronização já foram relacionados diversos serviços suplementares - cerca de uma centena. No entanto, com a finalidade de se atingir uma padronização mais rápida daqueles serviços que tenham maior aplicabilidade, foi estabelecida uma prioridade para os trabalhos de especificação de cada um deles. Os serviços suplementares prioritários terão tratamento no Livro Azul do CCITT, ficando os restantes para os próximos períodos. A seguir descrevemos alguns destes serviços prioritários.
a) Discagem Direta a Ramal
Permite que um usuário chame outro usuário diretamente em um PABX RDSI sem necessitar da intervenção da telefonista. Uma parte da numeração selecionada pelo usuário originador é passada ao usuário de destino para a interpretação e localização da interface interna do PABX em questão.
b) Número Múltiplo de Usuário (MSN)
Possibilita que vários números RDSI (número de lista) sejam associados a uma única interface, permitindo: 9 seleção de um terminal específico em um barramento de acesso básico, seja a partir de outras
redes (telefônica, por exemplo),
9 indicação do número de um terminal específico para a rede em chamadas originadas, para propósito de tarifação ou notificação ao usuário de destino;
9 seleção de uma capacitação específica de um terminal específico em um barramento de acesso básico.
É um serviço muito parecido com o Discagem Direta a Ramal, sendo, entretanto, voltado para aplicação no acesso básico. Necessita da transmissão de um número fixo de dígitos da rede para a interface do usuário para a respectiva identificação.
c) Identificação do Número Chamador
Permite que o usuário chamado receba o número RDSI do usuário chamador, incluindo o subendereço, por ocasião da ocorrência de uma chamada de entrada. A apresentação do número do usuário chamador pode ser feita no visor de um telefone digital, no visor de um adaptador de terminal, no monitor de vídeo de um terminal, ou mesmo não ser apresentado, sendo apenas usado por procedimentos internos do terminal para testes de compatibilidade e autorizações de acesso, por exemplo.
d) Restrição à Identificação do Número Chamador
Quando o usuário chamador não quiser ter seu número RDSI apresentado ao usuário chamado, deverá se subscrever a este serviço, que tem como objetivo manter a privacidade do usuário chamador. O serviço pode ser ativado em cada chamada executada ou de maneira permanente para todas as chamadas executadas pelo usuário chamador. Em geral existem categorias especiais de usuários na rede (polícia, bombeiros) que recebem a identificação do número chamador; mesmo que este tenha restringido sua apresentação.
e) Identificação de Número Conectado
Serviço oferecido ao usuário chamador que fornece o número RDSI do assinante "conectado" em uma chamada. A necessidade deste serviço suplementar se deve ao fato de que nem sempre o usuário chamado é o usuário conectado (por exemplo, quando há rerroteamento de chamadas).
f) Restrição à Identificação do Número Conectado
Este serviço permite, da mesma forma que a Restrição à Identificação do Número Chamado, a privacidade do usuário conectado quanto à identificação de seu número ao usuário chamador.
g) Transferência de Chamada
Permite que um usuário transfira uma chamada no estado ativo (atendeu a chamada), destinada a seu acesso, para um terceiro usuário. O usuário que executa esta transferência pode ser tanto o originador quanto o destinatário.
Possibilita que as chamadas direcionadas a um acesso (ou a um número do acesso) sejam redirecionadas a outro, na ocorrência de uma situação de usuário ocupado. (Nota: Este redirecionamento pode ser realizado para todos os serviços subscritos pelo assinante ou então por tipo de serviço.)
Nota: Como um acesso de usuário na RDSI possui vários canais de informação, que podem estar
simultaneamente disponíveis ao usuário, o conceito de "ocupado" na RDSI é diferente do usual. Assim, o usuário de um acesso pode estar "ocupado por razões de rede" quando todos os canais controlados pela rede para aquele acesso (canais de informação e os adicionais que podem ser usados para retenção de chamadas) já foram utilizados. O usuário de um acesso pode estar "ocupado por razões de usuário" quando seu terminal consegue receber uma chamada (o acesso ainda possui canais livres), é compatível com a chamada, mas não possui mais instâncias internas para se conectar aos canais do barramento.
i) Rerroteamento em caso de não Atendimento
Neste caso a chamada destinada a um acesso (ou a um número do acesso) é redirecionada a outro quando o usuário não atende dentro de um prazo prefixado. Da mesma forma, a subscrição pode ser feita tanto de uma forma geral para todos os serviços, como individualizada para cada um deles.
j) Rerroteamento Incondicional
Este serviço suplementar faz com que todas as chamadas, de uma forma geral para todos os serviços ou apenas às relativas a um tipo de serviço, sejam sempre redirecionadas a outro número RDSI previamente escolhido, independente do estado do usuário para o qual a chamada foi originalmente encaminhada.
k) Linha em Busca
Permite que chamadas endereçadas a um número RDSI sejam distribuídas em um grupo de interfaces associadas a este número. Estas interfaces podem estar em uma mesma central ou em várias centrais. Sendo encontrado um acesso "livre", a chamada é encaminhada normalmente.