B. Pratiques et propositions en France 33
2. Le sujet lecteur et d’autres nouveautés 39
Utilizaram-se, nesta pesquisa, dados de origem primária e secundária. Os dados primários referem-se à aplicação de um questionário estruturado, divulgado aos agentes da cadeia tritícola no Brasil, abrangendo as cooperativas e empresas cerealistas privadas que recebem trigo dos municípios nos quais a produção de trigo é expressiva em relação ao total produzido em cada estado brasileiro, por meio das quais se procurou alcançar os triticultores,
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Procurou-se, inicialmente, verificar os efeitos marginais das variáveis econômicas e sociais sobre a intenção de uso do contrato futuro. Entretanto, devido a pouca variabilidade da variável dependente, qual seja a intenção de uso do contrato futuro de trigo, esta análise não se apresentou factível.
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os moinhos associados à Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABITRIGO), as indústrias de massas alimentícias associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (ABIMA) e as indústrias de biscoitos cadastradas à Associação Nacional das Indústrias de Biscoitos (ANIB). Os questionários assemelham-se aos já aplicados em estudos de viabilidade de implantação de contrato futuro de outras commodities agropecuárias, a citar, Siqueira (2003), Costa (2008) e Clemente (2009).
Anteriormente ao envio dos questionários às cooperativas e empresas cerealistas, foi realizado contato via telefone, convidando as mesmas a participar da pesquisa e repassar o questionário aos seus associados. Às empresas que demonstraram interesse em colaborar com a pesquisa, foi encaminhado um e-mail com um ofício, esclarecendo os objetivos do estudo e o modelo de questionário a ser aplicado (Apêndice A). Com a confirmação das empresas em cooperar, foi enviada, via correio, uma correspondência que continha em torno de 10 a 15 questionários impressos e uma carta de apresentação para os gestores das empresas, além de um envelope já endereçado e selado para devolução dos questionários preenchidos. Nesta modalidade de distribuição de questionários, 200 questionários foram enviados, dos quais retornaram 104 questionários respondidos. Além disso, o questionário direcionado aos produtores de trigo estava disponível no site do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa, o qual deveria ser devolvido por e-mail, e, em uma página na Internet, na qual o questionário poderia ser preenchido online, por meio do Google Docs.
Nos meses de julho e agosto de 2010, cinco cooperativas agropecuárias foram visitadas, nas quais foi possível o contato presencial com produtores de trigo. Nestas visitas, foram levantadas informações acerca do setor e das principais dificuldades da atividade produtiva, em especial, no que concerne à comercialização das safras.
As empresas do segmento de processamento de trigo foram contatadas via e-mail, por meio do qual foi encaminhado um ofício, explicando os objetivos do estudo, o questionário direcionado ao diretor ou responsável pela empresa (Apêndice B), e o endereço do site do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa, no qual o questionário foi divulgado e estava disponível. Este e-mail foi encaminhado para todas as empresas cadastradas à Associação Brasileira da Indústria do Trigo, abrangendo o total de 66 firmas, em 18 estados, nas cinco regiões do Brasil. Entretanto, em decorrência do número reduzido de respostas obtidas (apenas uma empresa respondeu), providenciou-se a possibilidade de responder o questionário online, em página criada na Internet, por meio do Google Docs. Ainda, foram encaminhadas correspondências com os questionários impressos a 33 indústrias
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de moagem de trigo, dentre as 66 empresas que já haviam sido contatadas por e-mail, para as quais se teve acesso ao endereço por meio do site da empresa. Ainda, foram visitados dois moinhos de trigo na cidade de Santa Maria – RS, nos quais o questionário foi aplicado presencialmente e se pôde obter informações adicionais sobre as características do mercado e da comercialização de trigo e farinha de trigo.
No caso das empresas de segundo processamento de trigo, fábricas de biscoitos e massas alimentícias, o contato foi realizado via e-mail e por meio do serviço de atendimento ao cliente no site das empresas, pois as associações deste segmento não disponibilizam o contato das empresas associadas. Para cada empresa associada à ANIB e à ABIMA foi enviado o ofício esclarecendo os objetivos da pesquisa e o convite à empresa para participar, bem como o questionário em anexo (Apêndice C) e o endereço do questionário que poderia ser preenchido online, por meio do Google Docs.
Os dados secundários utilizados na pesquisa relativos à área plantada, produção, produtividade, volume exportado, volume importado e consumo de trigo foram obtidos junto a Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB.
As séries mensais de preços recebidos pelos produtores pelo quilograma de trigo em grão nos estados cuja produção tritícola é expressiva foram coletadas no banco de dados da Fundação Getúlio Vargas, à exceção da série para o estado de São Paulo, que foi adquirida junto à Editora Agroeconômica Safras e Mercado Ltda. Estes dados foram deflacionados pelo índice geral de preços do mercado (IGP-M), tendo como período base maio de 2010. As séries históricas referentes ao preço mensal da tonelada de trigo em grão para os principais fornecedores da commodity ao Brasil, Argentina, Canadá e Estados Unidos, estão disponíveis no site do United States Department of Agriculture – USDA, enquanto a série histórica do preço médio mensal da tonelada de trigo em grão em Maringá – Paraná foi adquirida do banco de dados da Safras e Mercado Ltda. Estas séries estão medidas em dólares/tonelada e foram deflacionadas pelo índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (IPC-EUA), com período base em outubro de 2009.
Os dados utilizados para mensurar a concentração de mercado do segmento de produção de trigo correspondem aos divulgados pelos Censos Agropecuários de 1995-1996 e 2006, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que divulga o número de produtores por faixa de área colhida.
No que se refere aos dados de volume de financiamento para o setor produtivo tritícola e para outros setores agrícolas, os dados foram obtidos no Anuário Estatístico do Crédito
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Rural, divulgado pelo Banco Central do Brasil. O volume de estoques decorrente das diversas políticas de garantia de preços aos produtores de trigo estão disponíveis junto à CONAB.
Para a verificação da efetividade do hedge com a utilização de contratos já existentes, utilizaram-se as séries históricas da cotação média mensal da saca de 60 kg dos contratos de soja e milho comercializados na BM&F, sendo que o contrato da soja, cujo código utilizado foi SOJ, tem vencimento nos meses de março (H), abril (J), maio (K), junho (M), julho (N), agosto (Q), setembro (U) e novembro (X) e o contrato de milho (CNI) tem vencimento nos meses de janeiro (F), março (H), maio (K), julho (N), agosto (Q), setembro (U) e novembro (X). Foram calculadas as médias mensais da cotação média de cada dia de negociação do contrato que tem o vencimento mais próximo ao mês considerado no mercado físico, ou seja, considerou-se o primeiro vencimento em aberto para verificar a relação entre preços físicos e preços futuros. Para o mês de vencimento do contrato, utilizou-se o próximo vencimento em aberto, uma vez que os contratos, em geral, não são encerrados no último dia de cada mês de vencimento e sua liquidez vai diminuindo à medida que se aproxima a data do seu vencimento. Os preços à vista para a saca de 60 kg de trigo correspondem ao preço médio mensal no estado do Paraná, disponibilizado pelo site Agrolink.
Para avaliar a efetividade da utilização do contrato futuro de trigo negociado na
Kansas City Board of Trade, no estado de Missouri – Estados Unidos, cujo código é KW,
foram coletadas as séries diárias da cotação média (em centavos de dólares/bushel), disponíveis no próprio site da bolsa. Os preços foram transformados em US$/tonelada, sendo que um bushel corresponde a 35,24 litros, e para a densidade do trigo, um bushel corresponde a 27,216 quilogramas de trigo. Assim, uma tonelada de trigo é equivalente a 36,7437 bushels e, por exemplo, US$300 cents/bushel é igual a US$11.023 cents/t, que corresponde a US$110,23/t. Posteriormente, para cada mês de vencimento, construiu-se a média aritmética das cotações diárias praticadas em cada mês considerado no mercado físico, que foi utilizada para relacionar o preço futuro da tonelada de trigo ao preço no mercado disponível de trigo no Brasil, para a praça de Maringá, cujos dados foram adquiridos da Editora Agroeconômica Safras e Mercado Ltda. O contrato futuro de trigo na Bolsa de Kansas tem vencimento nos meses de março (H), maio (K), julho (N), setembro (U) e dezembro (Z). Da mesma forma como se fez para os contratos de milho e soja, considerou-se o vencimento em aberto mais próximo ao mês considerado em mercado físico.
Os dados da cotação média mensal do contrato futuro de trigo negociado na Chicago
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centavos de dólares/bushel. Assim, a operacionalização da série seguiu os procedimentos adotados para o contrato negociado em Kansas, descritos acima. Os vencimentos do contrato de trigo na Bolsa de Chicago correspondem aos meses de março(H), maio(K), julho(N), setembro (U) e dezembro(Z).
No Mercado a Término de Buenos Aires – MATba, os contratos não têm meses definidos de vencimento, sendo definidos quando ocorre o lançamento do contrato. A operacionalização das variáveis seguiu o mesmo procedimento adotado para os demais contratos. Para todos os contratos de trigo negociados internacionalmente, a cotação é em dólares/tonelada de trigo. Na Bolsa de Kansas, negocia-se trigo hard, enquanto na Bolsa de Chicago, o contrato refere-se ao trigo soft, ambos de inverno. No Mercado a Término de Buenos Aires, trata-se de trigo pão, duro.
38 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO