Exemple 7. La figure 4.8 montre le résultat d’application de la mutation sur le schéma de fragmentation A P roduit
4.2.2.2.3 Le regroupement des fragments: F &A-ALLOC
Com base no estudo de Ellison et al. (2007), foram utilizados como indicadores dos hábitos de utilização do Facebook, a frequência de utilização, o tempo de utilização e a atitude perante o Facebook.
Como indicador de frequência recorreu-se à média das respostas a quatro perguntas relativas à frequência com que os utilizadores procediam a alterações na página da rede social, ou seja, realizavam as seguintes ações: “alterava o perfil”; “colocava posts no seu próprio mural”; “acedia só para ler os comentários”; “colocava comentários no mural dos amigos”. A cotação variava de 1 = acedeu todos os dias a 6 = nunca acedeu (escala invertida).
Para quantificar o tempo despendido na rede social, foi perguntado aos jovens quantos minutos permaneciam no Facebook. As opções de resposta variaram entre 1 = zero minutos e 5 = mais de três horas.
A atitude foi avaliada através da resposta a seis afirmações (e.g., “O Facebook faz parte da minha atividade diária”) assinalada numa escala de 5 pontos que variava entre 1 = nada favorável e 5 = totalmente favorável.
2.2.2 (Des)ajustamento psicossocial
2.2.2.1 Índice de Ajustamento Psicossocial
No estudo 3 foi considerado o ajustamento psicossocial dos jovens, criando-se para tal uma medida geral de ajustamento psicossocial (Índice de Ajustamento Psicossocial) através do cálculo da média das respostas à Escala de Solidão Social e Emocional (SELSA-S) adaptada para a população portuguesa (Fernandes & Neto, 2009) e à Escala de Ansiedade Social para Adolescentes (SAS-A) de Cunha, Pinto Gouveia, Salvador e
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Alegre (2004). As respostas aos itens destas escalas foram invertidas para traduzirem “ausência de solidão” e “ausência de ansiedade social” e, deste modo, ajustamento e não desajustamento psicossocial.
2.2.2.2 Escala de Solidão Social e Emocional
A Escala de Solidão Social e Emocional 87 de DiTommaso, Brannen e Best (2004) foi adaptada por Fernandes e Neto (2009) para a população portuguesa. É constituída por 15 itens, distribuídos por três subescalas: relações com os amigos, relações com a família e romântica. A subescala relações com os amigos inclui itens como “não tenho nenhum amigo que me compreenda, mas gostaria de ter”, na subescala relações com a família, surgem itens como “sinto-me próximo da minha família” e na subescala
romântica as afirmações são do tipo “tenho um/a parceiro/a88 com quem partilho os meus pensamentos e sentimentos mais íntimos”. As opções de resposta variam entre 1= totalmente em desacordo e 7 = totalmente de acordo existindo um ponto médio 4 = indiferente. Alguns itens são invertidos. No estudo de adaptação de Fernandes e Neto (2009) a análise dos componentes principais, com rotação varimax, observou que os 15 itens explicavam 52.68% da variância total. A consistência interna (Alfa de Cronbach) foi de .71 para a subescala de relações com os amigos e para a subescala de relações com a família e .80 para a subescala de solidão romântica. Os resultados obtidos ao nível das intercorrelações entre escalas levaram os autores a concluir que se tratavam de três aspetos distintos da dimensão solidão.
87 Social-Emotional Loneliness Scale for Adults (SELSA-S).
88 A denominação foi substituída por “namorado/a” por se considerar mais adaptada às faixas etárias da
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Para este estudo, efetuou-se uma análise fatorial confirmatória que revelou um fraco ajustamento dos dados da amostra ao modelo inicial de três fatores (CFI = .805; GFI = .782; TLI = .764; RMSEA = .137; X2 /gl = 89.048) [Figura 8].
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Realizou-se seguidamente uma análise fatorial exploratória que permitiu isolar dois fatores89 que explicaram 70.3% da variância total: solidão sociofamiliar (𝛼 =.86) e solidão romântica ( 𝛼 =.96).
2.2.2.3 Escala de Ansiedade Social para Adolescentes
A Escala de Ansiedade Social para Adolescentes90 destina-se a avaliar a ansiedade social dos adolescentes no contexto das relações com os pares (La Greca & Lopez, 1998, traduzida e adaptada por Cunha, et al., 2004). É uma escala de autorresposta, composta por 22 itens, 18 relacionados com a ansiedade e 4 neutros. Os 18 itens encontram-se distribuídos por três fatores. O primeiro fator - Medo de Avaliação Negativa (FNE91), é
constituído por itens associados a uma avaliação negativa por parte dos outros (por exemplo, “preocupo-me com o que os outros dizem acerca de mim”), o fator Desconforto e Evitamento Social em Situações Novas - SAD-N (e.g., “fico nervoso quando tenho de falar com colegas que não conheço bem”) e o facto Desconforto e Evitamento Social Geral (SAD-G, avaliado através de afirmações como “sinto-me tímido mesmo com colegas que não conheço bem”). Os itens são respondidos segundo uma escala de Likert de 5 pontos (desde 1 = de forma alguma, até 5 = todas as vezes).
Na versão portuguesa (Cunha, Pinto Gouveia, & Salvador, 2008) a análise fatorial revelou uma estrutura semelhante à da versão americana, ou seja, em três fatores (FNE, SAD-N, SAD-G) que explicaram 51% da variância total. O alpha de Cronbach
89 Os restantes itens, correspondentes aos itens invertidos da escala, saturaram todos num único fator
não interpretável teoricamente, motivo pelo qual optou-se por eliminá-lo.
90 Social Anxiety Scale for Adolescents - SAS-A.
91 No original Fear of Negative Evaluation” (FNE), Social Avoidance and Distress in New Situations (SAD-N)
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revelou valores elevados de consistência interna, tanto para o total da escala (𝛼 = .88) como para os factores FNE( 𝛼 = .87 ), SAD − N, (𝛼 =.74) e SAD-G (𝛼 = .71) .
Por forma a tornar o questionário mais curto, no nosso estudo foram retirados os quatro itens neutros da subescala SAD-G (“gosto de fazer coisas com os meus amigos”, “gosto de ler”, “gosto de praticar desportos”, “gosto de fazer coisas sozinho(a)”), por não acrescentarem conteúdo à escala e, ainda, os itens com pesos fatoriais abaixo de .60 para utilizar os itens mais ilustrativos dos fatores. Restaram 11 itens, cinco dos quais pertencentes à subescala de “medo da avaliação negativa” (itens 3, 8, 9, 12 e 14 da escala original), três itens da subescala de “desconforto social e evitamento” (itens 4, 10 e 13 da escala original) e três itens da escala de “desconforto e evitamento social geral” (itens 17, 21 e 22 da escala original).
Os itens retirados das subescalas SAD-N e SAD-G foram, na sua totalidade, relativos às situações de evitamento. Assim, o facto destes itens terem sido eliminados levou a rebatizar as duas subescalas, passando estas a designar-se Desconforto social em situações novas “(SD-N) e Desconforto social geral (SD-G).
Através da análise fatorial confirmatória apuraram-se três fatores (FNE, SD-N, SD-G), tendo sido necessário eliminar dois itens da subescala FNE (itens 3 e 9 na escala
original) cujos erros se correlacionavam com os erros de outras escalas, conseguindo-se assim obter bons índices de ajustamento (X2 /gl = 22.170; CFI = .981; GFI = .978; TLI = .969; RMSEA = .067). No final a escala ficou composta por nove itens, três de cada facto atrás descrito (figura 9). O alpha de Cronbach revelou valores elevados de consistência interna, FNE ( 𝛼 = 0.89), SD − N, (𝛼 =0.85) e SD-G (𝛼 =0 .81).
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Figura 9 – Estrutura em 3 fatores relativos à Escala SAS-A ajustada à amostra deste estudo
2.3.3 Escala de Avaliação dos Riscos e Oportunidades dos Jovens Utilizadores do