Conclusion du titre 1
Chapitre 2 - La responsabilisation du droit administratif
A implementação da metodologia SMED tem como objetivo a diminuição do tempo de paragem da linha durante uma mudança de produção ou um arranque. Como verificado anteriormente, estas 2 paragens estão entre as 5 que mais contribuem para a redução da disponibilidade pelo que o desenvolvimento de um projeto SMED na linha é a resposta a uma possível oportunidade de melhoria.
4.1.1 Aplicação da metodologia SMED à mudança de produção
Conforme indicado no subcapítulo 3.1, a linha produz Hydrocork e Subertech, 2 produtos distintos em termos de composição e de condições de prensagem. De acordo com os registos de produção, a mudança de um produto para o outro dura em média cerca de 1 hora e 25 minutos, sendo realizados 3 a 4 setups por mês.
Quanto à variabilidade do processo, o tempo de execução do setup estava longe de ser constante, podendo esta operação ser executada em mais ou menos 30 minutos do valor médio da sua duração. Isto pode ser resultado do facto de não existir um procedimento standard para esta operação, pelo que se admitiu diferenças no modo e na ordem de execução das tarefas de um turno para outro.
O setup na Subertech é realizado por 2 operadores e, de um modo geral, trata-se de um processo bastante complexo e prolongado que envolve atividades como a limpeza de equipamentos, alteração de parâmetros de produção, pela afetação das matérias primas a utilizar, e pela alteração de parâmetros de produção.
Num primeiro momento da implementação do SMED efetuou-se uma listagem de todas as tarefas e das respetivas durações. Dada a complexidade na execução desta operação, esta listagem foi realizada com base em filmagens dos 2 postos de trabalho. Este método revelou- se extremamente importante, uma vez que permitiu uma melhor compreensão do processo e uma recolha mais fiável dos tempos.
Uma vez listadas as tarefas, foi construído o modo operatório atual dos 2 postos de trabalho, que serviu de base à implementação desta técnica. Este modo operatório, foi validado e posteriormente testado, tendo uma duração total de 1 hora e 10 minutos.
Posteriormente, procedeu-se ao desenvolvimento das etapas seguintes do SMED, ocorrendo uma focalização individual em cada posto de trabalho.
Aplicação do SMED no posto de entrada
Após a devida separação das tarefas em setup interno e em setup externo (etapa 2 do SMED), desenvolveram-se planos que permitissem reduzir o tempo de paragem da linha. Nesta etapa 3 do SMED, o objetivo prendeu-se com a redução da duração do setup interno uma vez que é este que contribui para a perda de disponibilidade numa mudança de produção.
Consequentemente, foi efetuada uma análise cuidada das operações com vista a identificar as que pudessem ser transferidas para o setup externo, as que pudessem ser eliminadas e a identificar a melhor sequência de atividades
A figura 20 mostra o tempo de execução das tarefas correspondentes ao setup interno executado pelo operador da Entrada.
Figura 20 - Setup interno executado pelo operador da entrada antes do SMED
O Setup Interno tem uma duração de 66,1 minutos que resulta da execução sequenciada de 26 tarefas (Anexo A). A sua duração corresponde ao período desde o momento em que a scattering pára de depositar material (tarefa 1), até ao instante em que este equipamento começa novamente a espalhar material na cinta inferior.
Além disso, é de referir que a duração deste setup interno coincide com o tempo registado para o modo preliminar construído. Isto deve-se ao facto, de a rapidez de execução do setup interno no posto de entrada determinar a duração da paragem da máquina. Como tal, foi desenvolvido um novo modo operatório que incorpora as seguintes alterações:
• Redução no tempo da tarefa 3: “Abrir e limpar misturadora” (operador passa a utilizar uma escova em vez de uma vassoura);
• Eliminação das tarefas 4, 5, 6 e 7 correspondentes ao esvaziamento dos restos de material da misturadora, após a sua limpeza com a vassoura;
• Passagem para setup externo da tarefa 8: “Preparar aspirador para a limpeza da scattering”;
• Tarefa 9, “Limpar a scattering”, passa a ser a 2ª atividade executada;
• Eliminação das tarefas 10, 11 e 12: “Transporte do aspirador até à misturadora”; “Prepara aspirar para a limpeza da misturadora” e “Aspirar resto de material no interior da misturadora”;
• Eliminação das tarefas 16, 17 e 18 correspondentes à ajuda dada ao operador da saída; À exceção da 1ª alteração, não houve mudanças na forma como o operador executa as tarefas do setup interno. A remoção de tarefas do setup interno, quer por transferência para o externo ou simplesmente pela eliminação das mesmas, esteve na base do novo modo operatório. No que diz respeito às 2ª e 4ª alterações, estas foram aplicadas uma vez que, do ponto de vista técnico, não se justificava tanto rigor na forma como se procedia à limpeza da misturadora.
aspiração da mesma, tarefas cuja execução era considerada necessária pelos operadores, na verdade, representavam uma perda de tempo. Isto deve-se ao facto de ao executar a tarefa 22, “Avaliar o transporte da mistura e a homogeneização da mistura”, o operador já garante que a nova produção não é afetada por restos de mistura do produto anterior.
Quanto à 5ª alteração, o objetivo passa por não interromper o setup interno à entrada da prensa, anulando-se, deste modo, qualquer ajuda ao operador da saída, pelo que este consegue executar as tarefas 16,17 e 18 sozinho.
Por fim, estas alterações foram fruto de uma análise conjunta com os operários e os responsáveis da linha. Uma vez validadas, procedeu-se ao teste do novo modo operatório, e os resultados obtidos são apresentados na tabela 7.
Tabela 7 - Setup interno do operador de entrada após implementação do SMED
Conforme se pode verificar, o novo modo operatório implementado, resultou num setup com uma duração de 37 minutos, composto agora por 15 tarefas (Anexo B). Trata-se de uma redução de 29,1 minutos em relação ao setup observado inicialmente e uma redução de 48 minutos em relação aos registos de produção.
Aplicação do SMED no posto de saída.
Quanto ao setup interno realizado no posto de saída, este inicia-se quando a última placa entra no paletizador e termina quando a primeira placa da produção seguinte é aceite. Trata-se de um setup mais simples do que o do posto de entrada, caracterizado por um menor número de tarefas. Assim sendo, o seu tempo de execução é menor, pelo que em condições normais, não tem impacto na disponibilidade da linha.
No entanto, procurou-se com a implementação do SMED uma redução na duração deste setup e a obtenção de um modo operatório padronizado. A implementação deste método seguiu as mesmas etapas aplicadas anteriormente.
Na tabela 8 é apresentado o tempo de execução das tarefas correspondentes ao setup interno executado pelo operador da saída.
Tabela 8 - Setup interno inicial executado pelo operador da saída
Nº da tarefa Tempo de Realização da tarefa (min) 1 1,0 2 4,0 3 0,3 4 1,1 5 15,0 6 4,9 7 13,2 8 4,1 9 1,6 10 0,3 Total 45,4
Conforme referido anteriormente, este setup tem uma duração de 45,4 minutos durante os quais são realizadas 10 tarefas (Anexo C). Tendo isto em conta, procedeu-se à construção de um novo modo operatório onde foram incluídas as seguintes alterações:
Tabela 9 - Alterações ao Setup durante a etapa 2 do SMED
Alteração Tarefa Descrição da Alteração
Eliminação da tarefa 7
Abastecimento do depósito desmoldante
Tarefa passa a ser executada
exclusivamente em rotina, de acordo com a padronização de tarefas desenvolvidas no presente projeto.
Alteração no modo de execução da tarefa 2
Limpeza dos restos de material da última produção
Antes do setup interno, o operador posiciona uma palete à saída da prensa. Sem a ajuda do operador da entrada, o material é partido e amontoado na palete para ser transportado pelo empilhador Alteração no modo
de execução da tarefa 5
Troca dos injetores desmoldante
Tarefa passa a ser executada de acordo com o standard works desenvolvido
Alteração no modo de execução da tarefa 8 Preenchimento dos registos da última produção
Registos de produção da última palete são pré-preenchidos antes do setup ser
realizado Alteração do modo e da ordem de execução da tarefa 6 Dividir as últimas paletes da última produção em 4
Última tarefa do setup interno, que passa a ser executada sem a ajuda do operador da entrada.
Uma vez validado, o modo operatório foi testado, sendo o tempo de execução de cada tarefa apresentado na tabela 10.
Tabela 10 - Setup interno do operador de entrada após saída do SMED
Nº da tarefa Tempo de Realização da tarefa (min) 1 2,2 2 6,6 3 0,5 4 1,4 5 4,3 9 1,8 8 2,2 10 0,3 6 7,4 Total 26,8
Ao seguir o procedimento do novo modo operatório (Anexo D), o operador da saída consegue realizar o seu setup interno em 26,8 minutos, obtendo-se, por conseguinte, uma redução de cerca de 18,6 minutos quando comparado com o setup observado inicialmente.
Padronização do Processo
Com a aplicação do SMED desenvolveu-se um procedimento padronizado que permite anular a variabilidade detetada na execução duma mudança de produção. Logo, os 3 turnos começaram a cumprir todos o mesmo procedimento e, consequentemente, a disponibilidade da linha aumentou. Dois cartões de setup (Anexo E e F) foram elaborados, com vista a orientar os dois operadores no cumprimento do modo operatório estabelecido.
4.1.2 Aplicação da metodologia SMED ao arranque da produção
A operação de arranque é realizada pelos 2 operadores da linha, geralmente, às 05:00 de 2ª feira e, segundo os registos de produção tem, em média, uma duração de 1 hora e 42 minutos. Trata-se da primeira operação realizada pelo turno A e consiste na preparação da linha e início de produção após a paragem de fim de semana. O operador da entrada é responsável pela limpeza de equipamentos e por garantir a correta incorporação das matérias primas, enquanto que o operador da saída realiza algumas tarefas de manutenção à linha.
De modo a agilizar o processo, um operador da área de componentes está encarregue de arrancar previamente com o funcionamento das caldeiras utilizadas no aquecimento da prensa. No início do primeiro turno (05:00 horas) já estão reunidas as condições de temperatura ideais à produção.
Tal como na mudança de produção, procedeu-se numa fase inicial à observação e registos das tarefas executadas no arranque. Assim, foi observado que, à entrada da linha, o arranque e o
equipamentos (operador apenas não executa a alteração aos parâmetros de produção). Deste modo, estão reunidas as condições que permitem aplicar ao arranque de linha o novo modo operatório desenvolvido para o setup interno.
Quanto ao operador da saída da linha, durante uma operação de arranque, foi estipulado que passaria a ser responsável pelo cumprimento do plano de manutenção preventiva desenvolvido no presente projeto (plano que inclui as tarefas que este operador já realizava no arranque). Por conseguinte, esta paragem da linha deve ser aproveitada para a execução das tarefas de manutenção que requerem a máquina completamente parada.
Finalmente, com o novo modo operatório aplicado ao arranque, obtém-se, conforme esperado, uma redução de cerca de 48 minutos no tempo total de execução.