III- QUELLE GOUVERNANCE ? LA NÉCESSAIRE FLEXIBILITÉ
1. La gestion des personnels et des établissements
.
(a) (b)
Imagem 15: (a) Como claramente pode-se verificar há o apoio maciço do governo do estado maranhense e, traduzido em apoio creditício e fiscal ao empreendimento da Suzano. Na placa ao lado do governo do estado, também se pode observar esse apoio no âmbito do governo federal. Autoria da fotografia: Adaildo Pereira dos Santos. Julho/2014, (b) No relatório da SUDENE, intitulado “PROJETOS BENEFICIADOS COM INCENTIVOS FISCAIS - 1º de janeiro de 2014 a 31 de outubro de 2014”, foram aprovados pela diretoria- colegiada da referida superintendência 220 pleitos de incentivos fiscais, dos quais 134 solicitações obtiveram a redução de 75% do imposto de renda, entre esses pedidos, a Suzano47 foi prontamente atendida. Fonte da fotografia: Adaildo Pereira dos Santos. Julho/2014.
46 A Suzano Papel e Celulose S.A demonstrou esse tipo de estratégia na parte Amazônica maranhense quando adquiriu as terras com plantio homogêneo de eucalipto que pertenciam a Celmar, empresa pioneira na produção de eucalipto na região.
47 O Estado do Maranhão, com 13 pleitos aprovados, somou investimentos da ordem de R$ 6,9 bilhões por conta das inversões realizadas pela Suzano Papel e Celulose S.A., no valor de R$ 4,9 bilhões, para implantação de uma moderna fábrica de celulose em Imperatriz, com capacidade de produzir 1,5 milhão de celulose por ano, destinada prioritariamente aos mercados europeu e norte-americano. (SUDENE, 2014, p.1). Serviço Público Federal /Ministério da Integração Nacional /Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste/ Diretoria de
3.3 Grupo Suzano na Amazônia Maranhense: O monstro verde se alastra
O monocultivo de árvores aparece com maior destaque no território brasileiro na década 1990 e vem ganhando força nos últimos anos tendo como seu maior expoente as espécies do gênero Eucalyptus que é utilizado na produção de celulose de mercado de fibra curta branqueada, uma commodity majoritariamente exportada para a Europa e a Ásia como matéria-prima da produção de papéis (PERPETUA e THOMAZ JÚNIOR, 2013).
A atividade de plantios homogêneos de arvores para uso industrial no Brasil cresce a passos largos com uma tendência de crescimento de 15% anualmente (SBF, 2012). Sob a denominação de “setor florestal” são desenvolvidos estudos e políticas por órgãos governamentais, no sentido de expandir a cadeia produtiva brasileira do agronegócio relacionado ao plantio homogêneo de árvores.
Em 2007, esse setor foi responsável por 3,5 % do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, equivalente a US$ 10,3 bilhões. O setor de celulose é responsável por US$ 4 bilhões, no qual a madeira serrada, compensados e produtos de maior valor agregado compõem uma parcela de US$ 2,9 bilhões; móveis de US$ 1,05 bilhão e ferro gusa e carvão vegetal US$ 1,65 bilhão (SNIF, 2014).
Já em 2013, o setor em questão é responsável por 60 bilhões de reais, o que significou 6% do Produto Interno Bruto – PIB. As exportações somaram cerca de US$ de 08 bilhões, o que equivalente a 3,0% das exportações brasileiras. Os projetos de investimento das empresas, em andamento ou previstos, apontam o aumento dos plantios, ampliação de fábricas e novas unidades, somando investimentos R$ 53 bilhões entre 2012 a 2020 (BRACELPA, 2013).
Foram 7,2 milhões de hectares de árvores plantadas de eucalipto, pinus e demais espécies (acácia, araucária, paricá e teca) para os seguintes segmentos: celulose e papel: 37%; siderurgia a carvão vegetal: 16%; painéis de madeira: 6%; produtos sólidos de madeira: 4%; investidores institucionais: 6%; produtores independentes: 31% (BRACELPA, 2013).
Gestão de Fundos e Incentivos e de Atração de Investimentos/ Coordenação-Geral de Incentivos e Benefícios
Fiscais e Financeiros. Informação disponível em
http://www.sudene.gov.br/system/resources/W1siZiIsIjIwMTQvMTEvMTIvMTdfMTFfMjdfODAyX1JlbGF0b 3Jpb18wMV9hXzEwX2RlXzIwMTQucGRmIl1d/Relatorio%2001%20a%2010%20de%202014.pdf, acesso em 01.09.2015.
Ressalta-se que ainda em 2000, o Brasil, já era o 5º maior produtor mundial de celulose (fibra longa e curta), ultrapassado apenas pelos Estados Unidos, Canadá, Japão e Finlândia. No ano de 2012, passou a ser o 3º maior produtor mundial de celulose entre os produtores integrados48 e o 1º entre os produtores que comercializam celulose no mercado (ABRAF, 2012).
O Grupo Suzano contabiliza 90 anos de existência, configurando-se como uma das mais convencionais empresas privadas brasileiras que atua nos segmentos de celulose de eucalipto, comercializa em 31 países, cuja atuação é integrada por quatro linhas e aproximadamente 30 marcas, vendida em mais de 60 países (SUZANO, 2013).
A empresa é a segunda maior produtora mundial de celulose de eucalipto e é líder no mercado de papéis no Brasil e na América do Sul. No exterior, possui subsidiárias na Inglaterra e na Argentina, escritórios comerciais na China, nos Estados Unidos e na Suíça e laboratórios de pesquisa em Israel (FAGUNDES et al, 2012).
48 Produtores integrados são aqueles que são proprietários das áreas de terras onde são realizados os plantios homogêneos que abastecem suas unidades industriais.
Mapa 6-Estrutura de Funcionamento do Grupo Suzano no Brasil.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente (2013). Suzano (2015) Organização: NÓBREGA, M.L. C (2015); Elaboração Cartográfica: MARTINS, M.I.F.P. O (2015)
Conforme pode ser verificado no mapa, o Grupo Suzano mantém sede administrativa em São Paulo (SP) e seis unidades industriais – quatro no Estado de São Paulo (Embu, Limeira e duas em Suzano), uma na Bahia (Mucuri) e uma inaugurada recentemente cidade de Imperatriz.
A Unidade Imperatriz tem capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano e geração de excedente de energia de 100 MW.
Em 2010, expandiu seus negócios com a aquisição da FuturaGene, empresa britânica de biotecnologia que trabalha no desenvolvimento genético de culturas florestais e biocombustíveis. Desde março de 2011 é detentora da SPP-KSR, maior distribuidora de papéis e produtos gráficos da América do Sul.
Neste contexto, especialmente a microrregião de Imperatriz49, insere-se em um ambiente previamente preparado por meio da implantação dos monocultivos de eucalipto desde a década de 1990 através da empresa Celmar, posteriormente incorporada à empresa Suzano.
49 Os municípios abrangidos pelo projeto de silvicultura do eucalipto são: Açailândia, São Pedro da Água Branca, Vila Nova dos Martírios, Cidelândia, São Francisco do Brejão, João Lisboa, Imperatriz, Senador La Roque, Davinópolis, Governador Edson Lobão e Ribamar Fiquene.