Partie 1 : les bases du langage Java
3. La syntaxe et les éléments de bases de Java
3.4. La déclaration et l'utilisation de variables
2.5.1 Classificação dos Sistemas de Produção
Dentre as diversas classificações de sistemas de produção existentes na literatura, duas serão utilizadas para descrever o sistema de produção de empresas de bens de capital sob encomenda descritas neste capítulo:
2.5.1.1 Volume X Variedade
Slack et al (1999) propõe um modelo de classificação dos processos de produção baseado na posição que se encontra em um continuum volume variedade, apresentado na figura 2.1, que implicam em formas diferentes de organizar as atividades da produção.
Nesse contexto, as empresas de bens de capital sob encomenda, devido à sua vasta gama de processos, podem estar localizadas entre os processos de Projetos e os processos de Jobbing.
Figura 2.1 - Tipos de Processo em Operações de Manufatura
Fonte: Slack et al (1999)
Os processos de Projetos são os que trabalham com alta variedade e baixíssimo volume de produção e são caracterizados por produzirem produtos discretos, muito customizados, com
tempos de produção longos e intervalo de tempo entre a conclusão de cada produto/projeto relativamente longos. Os recursos de produção são normalmente dedicados a cada projeto.
Os processos de Jobbing, também lidam com variedade alta e baixos volumes de produção. São caracterizados por um compartilhamento de recursos com os demais produtos da empresa, e cada produto apresenta características diferentes e tem necessidades diferentes entre si.
Alguns bens de capital, como os Grandes Equipamentos, Embarcações, Plataformas, etc, que são o objeto de pesquisa desta dissertação, utilizam um processo híbrido entre esses dois casos. Enquanto fabricam alguns produtos intermediários em processos de Jobbing, com recursos compartilhados entre diversos produtos, dentro da planta da empresa, a montagem do produto final é feita em um processo de Projetos, normalmente em uma área externa, com recursos alocados especificamente para determinado projeto, por um longo período de tempo.
2.5.1.2 Nível de Repetição e Grau de Variedade
MacCarthy e Fernandes (2000) apresentam uma classificação para sistemas de produção que levam em consideração quatro grupos de características que englobam 12 variáveis. Segundo Fernandes e Godinho Filho (2010) dentre essas características, a variável de maior impacto na escolha do sistema de controle da produção e, portanto, na forma como gerenciar o próprio sistema, é o nível de repetição do sistema. As demais variáveis, de acordo com os autores, têm impacto na complexidade do detalhamento do sistema de controle da produção.
Segundo essa variável, os sistemas de produção podem ser divididos em sistema contínuo puro, sistemas semi-contínuo, produção em massa, sistema de produção repetitivo, sistema de produção semi repetitivo, sistema de produção não repetitivo e grandes projetos.
Para determinar em qual nível de repetição de cada sistema, é necessário determinar o grau de variedade dos produtos produzidos por este sistema. De acordo com Fernandes e Godinho Filho (2010), a variedade de cada produto pode ser definida como distinção, que se relaciona com a variedade de modelos semelhantes, ou como diversificação, que se relaciona com a variedade de produtos muito diferentes (ver tabela 2.1).
Nesse contexto, as empresas de bens de capital sob encomenda podem estar localizadas desde os sistemas de produção repetitivos, para produtos pouco customizados, ou seja, o sistema de produção apresenta apenas distinção de produtos, passando pelos sistemas semi repetitivos e não repetitivos à medida que aumenta o nível de customização e, portanto, aumenta a diversificação do sistema de produção, até chegar ao sistema de Grandes Projetos.
Tabela 2.1 - Grau de Diversificação e Distinção - Sistemas de Produção Discretos
Fonte: Adaptado de Fernandes e Godinho Filho (2010)
Assim como na classificação anterior, os bens de capital objetos deste estudo são classificados como sistemas híbridos. Enquanto fabricam produtos intermediários menos customizados, ou seja, com certo grau de distinção e até diversificação, em sistemas repetitivos, semi repetitivos ou não repetitivos, o sistema de montagem dos produtos finais destas empresas é altamente customizado, e pode ser considerado um sistema de grandes projetos, pois, dificilmente pode ser repetido.
2.5.2 Arranjo Físico e Centros de Trabalho
Segundo Sipper e Bulfin (1997) o chão de fábrica deve ser organizado de forma a facilitar a transformação de matéria prima em produto acabado e esse arranjo físico deve ser determinado pelo volume de produção e variedade de produtos do sistema de produção.
Indústrias de bens de capital sob encomenda, por trabalharem em ambientes de baixo volume com relativa variedade de produtos, tanto distinção quanto diversificação, como foi visto nas seções anteriores, estão historicamente organizados em arranjos físicos funcionais ou por processos, também conhecidos Job Shops (SIEVÄNEN, 2004, LITTLE et al, 2000 E MEGLIORINI, 2003). Nesse tipo de arranjo físico, processos similares, máquinas similares ou
trabalhadores com habilidades semelhantes, são localizados juntos uns dos outros de forma a aumentar a flexibilidade e ocupação de cada recursos. Cada produto recebe um roteiro com informação sobre por quais recursos devem passar (SLACK et al, 1999). Nesse arranjo, o padrão de fluxo de produção é bastante complexo por permitir diferentes fluxos de ordens de produção entre os recursos e diferente número de operações por ordem que são processadas apenas uma vez em cada recurso.
O processo de fabricação de bens de capital de grande porte sob encomenda é intensivo de mão-de-obra e pouco automatizado, porém as máquinas, quando existem, são, geralmente, de grande porte, de uso universal.
Sipper e Bulfin (1997) afirmam ainda que nesse ambiente, o Job Shop, são utilizados equipamentos universais de propósito geral que podem realizar uma variedade de tipos de operações, dentro de certos limites.
Da mesma forma, segundo os autores, os trabalhadores também devem ser qualificados o suficiente para produzir uma alta variedade de produtos. Essa característica traz implicações que serão vistas na próxima seção.
Figura 2.2 - Arranjo Físico por Processo da Fabricação por Encomenda - Job Shop
Fonte: adaptado de Zaccarelli (1987)
2.5.3 Mão de Obra
Segundo Megliorini (2003) o avanço da tecnologia das máquinas e equipamentos, aliado à alta especialidade e pouca repetição das operações pode implicar na necessidade de longos períodos de treinamento da mão de obra, condição que recomenda uma relativa estabilidade do quadro de funcionários. Segundo o autor, os administradores desse tipo de empresa tendem, de
algum modo, a recorrer menos à admissão e dispensa para absorver as flutuações da demanda, mantendo um volume de pessoal consistente com a demanda média e absorvendo as flutuações de demanda pela alteração das horas de trabalho, utilizando trabalho extraordinário para atender picos de demanda e reduzindo as horas em situações de baixa demanda.(MEGLIORINI, 2003).
2.5.4 Capacidade e Carga de Trabalho
Em empresas que trabalham com produtos especiais sob encomenda, customizados, em Job Shops, geralmente não é possível utilizar unidades de produtos por hora, dia ou mês como unidade de capacidade produtiva, como se faz na indústria seriada, considerando a capacidade em unidades do recurso com menor capacidade (ZACCARELLI, 1987 e MEGLIORINI, 2003). É comum nessas empresas utilizar a unidade HH (horas-homem), ou HM (horas-máquina), disponíveis como unidade de capacidade. A capacidade total, então, é dada pelo produto do número de recursos similares pelo número de horas de trabalho efetivo.
Dessa forma, também a carga de trabalho, ou seja, a capacidade necessária por período para satisfazer o total de pedidos em carteira e o plano (previsões) de vendas, precisa ser explícita em termos de horas (HH ou HM) necessárias para a produção dos diversos pedidos e previsões (ZACCARELLI, 1987). Segundo o autor, na produção sob encomenda, o cálculo da carga de trabalho tem a função importante de permitir calcular, mantendo um certo nível de mão-de-obra, quando será possível entregar um determinado pedido ainda em fase de negociação. Esse tema será visto mais em detalhe na seção 2.6.
Notemos que a situação descrita, representa dizer que em empresas com processos não repetitivos, a capacidade é dada por uma unidade de entrada do processo (input), o número de recursos, horas disponíveis de homens ou máquinas, enquanto que em empresas com processos repetitivos, a capacidade é dada por uma unidade de saída (output) do processo, ou seja, o número de produtos fabricados, ou throughput.
Segunda Zaccarelli (1987), uma exceção se dá em caso de um sistema de produção de uma grande variedade de produtos similares, que utilizam o mesmo roteiro de produção. Neste caso, determinando um produto-padrão, pode-se simplificar a determinação da capacidade de um sistema de produção, por meio de uma relação de equivalência de todos os produtos e esse
produto padrão. A capacidade do sistema se dará, então, em termos de unidades de produto- padrão por hora, dia, mês.
Este caso pode ser utilizado no caso em que o sistema é semi repetitivo, segundo a classificação de MacCarthy e Fernandes (2000).
2.6 Aspectos do Planejamento e Controle de Produção: Um Modelo Integrado de