III. LES ELABORATIONS DES VERRES
7. L ES PROBLEMES RENCONTRES LORS DE LA FABRICATION ET LEURS SOLUTIONS
Qualquer programa de AFA deve seguir alguns princípios para orientar a dinâmica. Sherrill (1998) fala-nos de níveis de desenvolvidos, segurança, habilidades, socialização e prazer. A elaboração e organização das actividades
devem ter em conta diversos aspectos, tais como: a idade, os níveis de habilidade e necessidades iniciais, objectivos gerais e específicos, os métodos de aplicação, o plano de avaliação e a frequência. As actividades envolvem o reconhecimento do próprio corpo, expressam e utilizam diversos planos e posições.
Os profissionais devem considerar dois tipos de programas, considerando o tipo de deficiência da sua população. Um é implementar programas de desenvolvimento que aumentem os modelos motores, padrões desportivos e aptidão física. O outro é a estrutura do ambiente, da qual os indivíduos com deficiência podem tirar benefícios físicos na participação em competições desportivas (factor que pode ser facilitador). O profissional deve ainda estar preparado para acompanhar os programas, tendo em atenção as necessidades dos indivíduos, a avaliação formal e funcional, usando adaptações e modificações nas actividades para envolver uma maior variedade de indivíduos. Então, primeiro estão interessados na extensão das habilidades, classificando e localizando o problema (Auxter, Pyfer & Huettig, 1997).
Em sete passos, Winnick e Short (1985) oferecem uma estratégia para o desenvolvimento de um programa de intervenção:
1. Determinar os níveis de performance dos indivíduos; 2. Estimar a aptidão física;
3. Estabelecer objectivos a alcançar; 4. Desenvolver objectivos de instrução; 5. Prescrever a actividade;
6. Implementar o programa, recomendando regras e princípios; 7. Avaliar o programa.
Sherrill (1998) faz a distinção entre AFA e actividade física regular. Assim AFA tem muitos significados, mas o foco central é o individual ou ecossistema de diferença que está na base de problemas psicomotores durante a vida. É entendida como 1.) serviço para remediar os problemas psicomotores, 2.) a especialização de academias, disciplinas e sub-disciplinas, 3.) o inter-
disciplinar corpo de conhecimentos e 4.) é uma profissão com especialistas de competências específicas.
Para Simard, Drouin e Caron (2003), uma vez ultrapassado todos os elementos do problema, o profissional está preparado para actuar de modo que as pessoas com deficiência que vêem limitadas as suas capacidades só experimentem situações de desvantagem de forma ocasional. As tarefas dos especialistas em AFA incluem actividadess de investigação fundamental e aplicada, actividades de supervisão de programas e avaliação e gestão. Os profissionais de AFA devem ser capazes de integrar os conhecimentos teóricos e práticos às necessidades dos indivíduos. Os factores ambientais, assim como os genéticos, podem influenciar o desenvolvimento de um indivíduo. O facto de possuir uma desvantagem motora, física ou psicológica, pode não ser factor determinante se o meio é propício e permite o desenvolvimento.
Ainda a propósito da formação profissional em AFA, Castro e Marques (1999) defendem que a formação nesta área específica deve ser realizada a nível superior, com um currículo generalista, numa primeira fase, e que seja gradualmente específico. Defendem ainda que deve incluir uma sensibilização e formação contínua em exercício de funções, proporcionando modelos de especialização por área de intervenção.
O profissional de educação e actividade física é um dos muitos profissionais que têm interesse no crescimento, desenvolvimento e maturação dos alunos. Na área da adaptada, têm uma responsabilidade específica em encontrar actividades adequadas às necessidades. A qualidade dos programas requer uma boa comunicação entre todos os intervenientes.
A actividade física regular e AFA têm a mesma proposição e objectivos. Os objectivos são, contudo, diferentemente prioritários. Na actividade regular, acontecem muitas apropriações. Primeiro o aluno assume ter suficiente auto- conceito, competência social e saúde mental para beneficiar das metodologias e instruções, segundo necessita de formação e regras básicas para os jogos, e em terceiro o processo de estimulação. Finalmente, é assumido que o aluno pode generalizar padrões e aptidões desenvolvidas. Enquanto que na AFA não são feitas apropriações. Os objectivos são individualizados e baseados nos
dados recolhidos. A diferença de habilidades dos alunos pressupõe muito mais necessidades do que na actividade regular.
Estando este trabalho não só relacionado com actividade física, mas também com os aspectos educacionais, torna-se pertinente relacioná-lo minimamente com a educação física. Neste sentido, Rosadas (1986) e Sherrill (1986) fazem a distinção entre os conceitos de Educação Física, Educação Física Adaptada (EFA) e Educação Física Especial.
A Educação Física tem vindo a solidificar-se e a ganhar definitivamente o seu espaço como uma ciência que tem como um dos objectivos mais importantes o ajuste e o equilíbrio biopsicossocial do homem (Rosadas, 1986).
Para Castro (2005), em termos práticos, a Educação Física é vista como a actividade direccionada à formação do indivíduo. É uma matéria como outra qualquer, que difere de acordo com a filosofia do professor. Como área de conhecimento, a educação física inclui disciplinas e fundamentos centrados no fenómeno “corpo em movimento” e suas bases biológicas, psicológicas e sociais.
Numa linha de pensamento muito próximo, Riera (2000) considera a Educação Física, de um modo global, como uma das áreas que mais promovem o desenvolvimento integral do individuo, assim como a maturidade do aluno, uma vez que o seu trabalho também compreende tarefas de carácter colectivo, as quais permitem um melhor auto-conhecimento, mais participação, convívio e resolução de problemas, daí que a educação física deva ser praticada por todos.
Para Sherrill (1986), uma instrução em “skills” motores está directamente relacionada com o conhecimento standard da performance, com, respectivamente, forma, distância, velocidade, função, e exactidão. Assim, EFA é dirigida ao ensinamento das habilidades motoras iniciais. Indivíduos com atrasos ou patologias motoras, muitas vezes, não têm domínio sobre todas as habilidades motoras como os indivíduos normais. Constrangimentos com o contexto da avaliação, refere a anormalidade das estruturas e funções corporais, que limitam as habilidades funcionais. Enquanto que para Rosadas
(1986), apesar de ser uma prática antiga, somente tomou importância cientifica mais recentemente. A EFA trata-se portanto de uma Educação Física aplicada em condições especiais, usando uma população especial que necessita de estímulos especiais de desenvolvimento.
Para reforçar esta posição, compreende Educação Física Especial, como sendo uma das opções que a Educação Física, enquanto ciência, nos traz, outrora demonstrada empiricamente, e que hoje experimenta técnicas mais eficazes e amparadas pela pesquisa imediata. Motivar e sensibilizar são algumas das características afectivo-sociais importantes numa aula de educação física especial, promovendo ajustamentos, interesse e participação do aluno (Rosadas, 1986).
De um modo geral, Auxter, Pyfer e Huettig (1997) fazem a distinção entre os diferentes tipos de educação física direccionada para este tipo de população, com necessidades diferentes e específicas:
1. Educação Física Adaptada – modificação da actividade física tradicional para habilitar as crianças com deficiência a participar com segurança, sucesso e satisfação.
2. Educação Física Correctiva – actividade designada para habilitar ou reabilitar deficientes na postura ou alinhamento corporal.
3. Actividade Física Reparadora – actividade designada para habilitar ou reabilitar movimentos motores e desenvolvimento físico motor.
4. Educação Física especial – como sendo um outro termo para designar educação física adaptada.
Para Sanchez e Vicent (1988, cit. Rodrigues, 2006, p.63), “O desporto, o jogo e os exercícios físicos são importantes para as crianças com deficiência, porque são crianças e não porque têm uma deficiência”.
2.3. Medidas e Avaliação