VI. LES COLLECTES ET LES DESTINATIONS DES VERRES RECUPERES
1. L ES MODES DE COLLECTE
1.1. La collecte du verre d’emballages ménagers
1.1.3 La collecte par consignation
De acordo com Castro (2005), um dos problemas das avaliações e utilização de instrumentos estandardizados é a variedade entre indivíduos. Mesmo em indivíduos ditos “normais", em qualquer área de investigação surge o problema da singularidade. Cada sujeito é diferente do outro, mesmo dentro da mesma população. Quando se procede a investigações, procuram-se recolher como amostra, indivíduos que sejam representativos da população.
Como tal, o mesmo acontece em populações especiais, onde a singularidade parece ser mais acentuada, logo a dificuldade na
representatividade da amostra é significativamente maior. É por esta razão, que os instrumentos são tantas vezes adaptados e alterados, para que possam ser aplicados.
Por causa da complexidade de cada caso de deficiência (nas diversas áreas, seja visual, motora…), naturalmente, começam a surgir limitações. Para combater ou minimizar essas limitações, procura-se alterar listas de verificação já estandardizadas.
Existem determinados conceitos considerados importantes a ter em conta ao avaliar o aluno com deficiência:
1. Diferenciar o input sensorial de modalidades perceptivas;
2. Reconhecer o status da integração sensorial: organizando a informação presente com a informação existente;
3. Interpretação motora: se ele sabe tomar decisões motoras; 4. Activação do movimento;
5. Feedback: utilizar a avaliação contextualizada no ambiente de
aprendizagem;
6. Ser capaz de operacionalizar a tríade ecológica (ambiente, organismo, tarefa);
7. Filosofia: o encorajamento e o desafio são ferramentas importantes para se obter o melhor desempenho e a máxima participação, mesmo no uso de testes padronizados (Castro, 2005).
Este autor apontada ainda alguns campos de interesse para avaliações, nomeadamente, o psicomotor, antropometria, postura e alinhamento corporal, auto-controlo e relaxamento.
O reconhecimento da prática da actividade física adaptada como um meio privilegiado de luta por acessibilidade a programas e recursos, de acordo com Borges (2004), resulta numa postura critica por parte dos profissionais desta área quanto aos objectivos dos sujeitos e às metas dos programas.
Assim, como em qualquer área profissional, é importante a compreensão dos procedimentos na aplicação no processo de avaliação e medição:
Situação – todos os indivíduos devem ser similares nas suas habilidades, elemento para a aprendizagem, instrução e treino da performance;
Diagnóstico – muitas vezes os resultados das avaliações são usados para determinar deficiências ou problemas em atletas, pacientes ou participantes de programas;
Predição – o resultado de pesquisas científicas são usados para predizer eventos ou resultados futuros, através de dados do presente ou passado, sendo uma das maiores dificuldades.
Motivação – no processo de avaliação é necessário a motivação dos indivíduos participantes no programa. As pessoas precisam de estímulos para a avaliação dos seus conhecimentos e capacidades.
Aquisição – num programa de instrução ou treino, uma série de objectivos devem ser estabelecidos para o nível de aquisição dos participantes que vão ser avaliados.
Avaliação do programa – o programa de avaliação deve ser conduzido com o intuito de justificar a instrução ou treino de um programa, sendo o objectivo demonstrar (com alguma evidência) o sucesso dos objectivos do programa (Castro, 2005).
Existem situações de medição específica na área da performance humana bem adaptada por medições referenciadas ao critério e ainda técnicas estatísticas. O problema inicial associado aos instrumentos referenciados ao critério é o estabelecimento de critérios. O estabelecimento destes critérios também afecta a fiabilidade e a validade estatística, sendo então estabelecidos com um elevado grau de precaução (Morrow, Jackson, Disch & Mood, 2000).
Muitas vezes, são necessárias modificações nos instrumentos para que se adeqúem às limitações dos indivíduos. Em AFA, falamos de modificações nas exigências de estímulo e nas respostas. As modificações para facilitar o uso com deficientes apresentam vantagens e desvantagens. Ao modificar as exigências de estímulo ou resposta, consegue-se obter amostras de
comportamento, que não estão referenciadas com a norma. Logo, tornam-se interpretações individualizadas dos resultados (Salvia & Ysseldyke, 1997).
Para Auxter, Pyfer e Huettig (1997), existem muitas formas de avaliação, cada uma contribui da melhor forma para a selecção da apropriação da situação e procedimentos de instrução com deficientes. Tendo estes indivíduos limitações, o profissional deve determinar quais as necessidades e seleccionar as estratégias de intervenção apropriadas para a aprendizagem. Os profissionais praticam para aumentar a qualidade dos serviços, para ajustar e criar procedimentos. Para tal, devem ter cuidados na preparação, comunicação e documentação necessários neste processo de trabalho.
A escolha do melhor instrumento é difícil e deve ser baseada no programa e nos objectivos. Variáveis como o equipamento e espaço necessário, tempo de preparação e administração, apropriação do sexo e da idade e segurança requerida podem ser aceites como componentes viáveis da actividade. As mais importantes variáveis a serem consideradas são: a validade, fiabilidade e objectividade (Strand & Wilson, 1995).
Já para Burlingame e Blaschko (1997), a escolha dos instrumentos está ancorada em dois princípios gerais: a capacidade de análise quantitativa dos dados recolhidos e a capacidade de recolha dos dados objectivos. A partir dos princípios, define-se a montagem dos instrumentos.
Auxter, Pyfer e Huettig (1997) indicam ainda como factores a serem considerados na selecção do instrumento certo: 1.) as necessidades de adequação do instrumento, 2.) a praticabilidade da administração e 3.) o tipo de deficiência dos indivíduos. A praticabilidade da administração refere-se à forma de prática e realidade do instrumento. Muitos factores podem ser considerados entre eles: o custo, o equipamento, o nível de treino para administração e interpretação, os propósitos do instrumento, o tempo de duração e as NE. O tipo de deficiência tem um impacto importante no processo de avaliação. Alguns instrumentos foram desenvolvidos com vista a determinada população alvo, enquanto que outros foram adaptados.