IX. L’AUGMENTATION DE LA VALORISATION
2. L ES PERSPECTIVES TECHNIQUES
2.4. L’orientation du calcin vers d’autres marchés : quelques exemples
No que se refere ao grupo das “populações especiais” são reconhecidas as dificuldades que envolve a recolha de dados relativos a este grupo Fait (1983), em especial nas situações onde o grau de afectação nos vários domínios é maior (e.g., paralisia cerebral), (Rodrigues, 1998).
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A avaliação da criança compreende, por um lado, os conhecimentos, as competências e, por outro lado, os aspectos ligados à personalidade. Com efeito, os instrumentos de avaliação não parecem particularmente adaptados à maior parte das deficiências, designadamente quanto à duração da prova é um dos critérios do seu sucesso (Simon, 1991).
Segundo Fait (1983), tal dificuldade deve-se aos instrumentos de avaliação válidos não estarem disponíveis desde o início e o seu número contínua reduzido nos dias de hoje, por diversas razões:
i) Os conceitos teóricos da natureza dos ensinamentos e avaliações motoras das habilidades motoras em Educação Física não têm sido bem estabelecidos;
ii) À medida que novos conhecimentos ficam disponíveis muitos autores de Ed. Física não têm aplicado a informação às suas práticas mas têm em vez disso aderido a conceitos ultrapassados;
iii) Rápida aceitação e aplicação de teorias não validadas de transferência do ensinamento motor para as habilidades académicas e outras habilidades motoras.
Baumgartner e Jackson (1995) afirmam que é comum surgirem problemas quando queremos avaliar pessoas com NE:
i) Uma bateria de testes é necessária para cada espectro das NE; cada condição pode criar um conjunto diferente de limitações na fixação de um teste;
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ii) Dificuldade de desenvolver normas para testes usados na AFA, uma vez que o tamanho da amostra é muito reduzida e pode não ser facilmente acessível para ser avaliada;
iii) Esta população pode ter problemas que são tipicamente apresentados pelas crianças normais: atenção reduzida, limitada capacidade para entender direcções complexas e motivação.
Seguindo na mesma linha de pensamentos dos autores anteriores, Baumgartner e Jackson (1995), afirmam que em populações especiais, onde a singularidade parece ser mais acentuada, a dificuldade na representatividade da amostra é significativamente maior (Castro, 2005).
Simon (1991) partilha desta opinião ao afirmar que a constituição das amostras é referida como um obstáculo de ordem metodológica. Segundo o autor, estas só são possíveis de se formar com casos semelhantes, segundo valores rudimentares respeitando o grau de deficiência, inclusive a combinação de deficiências no caso de multideficientes.
É por estas razões, que os instrumentos são tantas vezes adaptados e alterados para que possam ser aplicados. Burlingame e Blaschko (2002) argumentam que qualquer modificação de um instrumento de avaliação estandardizada faz com que o teste não mais seja uma ferramenta estandardizada.
Tal como é referido anteriormente, e atendendo à existência de um escasso número de instrumentos adaptados a esta população, surge a necessidade de adaptação e validação dos mesmos, tentado deste modo, obter uma mais adequada capacidade de resposta às suas necessidades.
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Horvat et al. (2007) sugerem que se entenda a pessoa com necessidades como única, em que os seus atributos podem afectar a sua capacidade de focar e, em seguida, concluir com êxito os vários itens do teste, a fim de obter uma verdadeira representação das suas habilidades.
Esta ideia é reforçada por Zittel (1994) que afirma que antes da selecção de instrumento, há que ter em conta as características da criança e da ferramenta.
Se um instrumento desenvolvido pata avaliar determinada componente não atingir os seus propósitos, Fait (1983) aconselha a que devemos parar de usar o teste e seleccionar um procedimento de avaliação que nos proporcionará informação válida acerca da componente relativamente a quem estamos a avaliar. Senão, não podemos auxiliar verdadeiramente a população com NE.
Podemos completar através de Safrit (1973) que o processo de avaliação é dificultado pela falta de instrumentos estandardizados, de material sobre testes e de profissionais capazes de construir instrumentos apropriados.
Estas realidades podem representar um forte condicionamento à realização de investigação e intervenção nesta área do conhecimento. Daí que a construção, adaptação e validação de instrumentos específicos para populações com NE assuma uma importância vital (Willingham, 1988).
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2.5___________________________________________________________________________________________
Testes
Teste é um instrumento utilizado para se obter as informações dos indivíduos ou objectos (Kirkendall, Gruber & Johnson, 1987).
“Através dos testes é que iremos determinar os valores numéricos das medidas” (Pitanga, 2005, p. 13).
Para Vasconcelos (2000), um teste é uma tarefa concreta e específica a realizar por um indivíduo e que explora uma qualidade ou um aspecto específico do seu funcionamento bio – motor.
Rodrigues (1998, p. 123) define teste como “uma prova precisa e bem determinada que permite avaliar e situar o desempenho de um dado indivíduo numa escala de valores”
Testes têm sido designados como sendo muito úteis para um número elevado de propósitos diferentes.
Podem ser usados para seleccionar, para classificar, para avaliar ou para aconselhar. Um teste útil mede com precisão uma propriedade do comportamento (Allen & Yen, 1979).
Segundo Castro (2005), muitos instrumentos utilizados definem como resultado final um comportamento, ou índice, ou resultado único que reflecte o produto. Centrada nesta estratégia (produto), normalmente têm uma lógica de “passa” ou “falha”.
Para a autora a vantagem da avaliação centrada no produto é que ela é relativamente rápida, resume diversos elementos comportamentais num só parâmetro.
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Por outro lado, a autora defende que uma avaliação centrada no processo permite acompanhar detalhadamente a contribuição e o efeito das estratégias adoptadas.
Os autores Eichstaedt e Lavay (1992) afirmam que antes de seleccionar um teste, o profissional deve colocar as seguintes questões:
“Porque vou testar?” – qual é o propósito do estudo; “Será que o teste vai de encontro às necessidades
únicas e particulares do indivíduo ou do grupo que está a ser estudado?” – se o instrumento de avaliação
seleccionado é apropriado;
“Será que o teste é válido, fiável e administrativamente exequível?” – a utilidade do teste
seleccionado.
Davis (1984, cit. por Winnick, 1985) reportou que existem mais de 250 testes para o uso na avaliação na Educação Física. Winnick (1985) refere que quando se escolhem os instrumentos de testes, os profissionais devem considerar pelo menos os seguintes critérios:
i) Economia: os testes seleccionados devem ser económicos, tanto a nível de tempo como de dinheiro;
ii) Validade: os que aplicam o teste devem ter conhecimento do que é que a medição tem realmente de medir;
iii) Fiabilidade: os professores devem ter confiança de que o teste vai obter resultados consistentes;
iv) Propósito: devem considerar o motivo do estudo, o que estão a testar e quem estão a estudar.
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Para Rodrigues (1998) não basta construir um instrumento de avaliação. Já vimos anteriormente que para que um instrumento possa ser considerado um teste é fundamental que possua um conjunto de qualidades que lhe confiram fiabilidade.
Contudo, nunca é demais referir, que são consideradas como qualidades nobres do teste no que se refere à validação: i) garantia, ii) validade e iii) fiabilidade.
Muitos tipos de teste com diferentes tipos de standards são usados em Educação Física Adaptada tal como em outras áreas profissionais.
Auxter, Pyfer e Huettig (1993) distinguem seis diferentes tipos de teste. Estes incluem: i) Testes estandardizados normativos referenciados; ii) Testes referenciados ao critério; iii) Testes referenciados ao domínio; iv) Testes referenciados ao conteúdo; v) Testes baseados na comunidade; vi) Testes baseados no currículo.
i) Testes estandardizados normativos referenciados
São testes que são administrados a um grande número de pessoas (população da amostra) em condições semelhantes;
Permite a comparação do nível de performance de um indivíduo relativamente à performance de uma população de amostra;
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ii) Testes referenciados ao critério
Donlon (1975, cit. por Auxter et al., 1993,) define de duas formas:
i) O critério é um nível estabelecido arbitrariamente em relação ao domínio que representa um objectivo educacional; o resultado indica se um indivíduo demonstrou a performance acima, igual ou abaixo do nível de critério;
ii) Demonstram o nível de consistência da performance;
São úteis para propósitos de instrução quando se aliam a outras condições;
São usados para determinar se o conteúdo de instrução na turma de Educação Física foi aprendido.
iii) Testes referenciados ao domínio
Envolvem a medição de uma habilidade geral - para se fazer isto geralmente testa-se um comportamento específico e depois faz-se inferências acerca das capacidades gerais do estudante;
Fornecem-nos informação acerca das habilidades que são pré – requisitos para habilidades específicas;
Quando são identificados domínios deficientes, são seleccionadas actividades e administradas para fortalecer os domínios das fraquezas.
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iv) Testes referenciados ao conteúdo
Determinam deficiências relativamente aos grupos normais;
Especificam os pontos fortes e as fraquezas de habilidades gerais relacionadas com as habilidades motoras a serem aprendidas;
Melhoram a forma como o professor deve alterar a instrução de modo a melhorar o ensino;
Determinam os objectivos de curto prazo que conduzem a um objectivo comportamental que um aluno pode realizar;
v) Testes baseados na comunidade
Examina o ambiente comunitário corrente onde os indivíduos com uma deficiência são esperados utilizar as habilidades físicas motoras e desportivas num contexto recreacional e doméstico;
Define quais são as habilidades que são aprendidas e quais as que não são; quando ambientes são mudados novas habilidades são necessárias para a adaptação;
vi) Testes baseados no currículo
Determina se o aluno com dificuldades está a aprender o conteúdo específico.
Vasconcelos (2000) afirma que depois de o profissional ter optado por um determinado teste deverá informar-se do local e da forma mais adequada no sentido de ter acesso a todo o material pertencente ao teste que pretende aplicar:
Teste propriamente dito;
Normas de aplicação para o examinador;
Normas de execução para o examinador e normas para a avaliação dos resultados.
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2.5.1_____________________________________________________________________________________