• Aucun résultat trouvé

L’infusion d’une affection

3. Organisation du chapitre

1.2. Expressions alternatives : cinq phénomènes différents

1.2.5. L’infusion d’une affection

A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) foi criada em 1975, por um grupo de professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela é uma entidade de direito privado sem fins lucrativos reconhecida como fundação de apoio universitário. Seu objetivo é ser um instrumento de apoio às atividades acadêmicas e de pesquisa da universidade e contribuir para o seu desenvolvimento nas diversas áreas do conhecimento. “É uma parceria constante na disseminação do saber e na construção e fortalecimento da imagem institucional da UFMG.” (FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA, 2010).

62

4 METODOLOGIA

A estratégia de pesquisa escolhida para a condução deste trabalho foi o estudo de Caso. Calazans (2007) apresenta o estudo de Caso como uma importante estratégia de pesquisa nas Ciências Sociais e que é muito usada especificamente no campo da Ciência da Informação. Esta estratégia, segundo a autora, exige uma avaliação qualitativa com foco na interpretação e não tanto na quantificação. É uma ferramenta de investigação empírica onde os fenômenos podem ser investigados em seu contexto real. Segundo a autora:

[...] Essa estratégia permite ao pesquisador estudar um aspecto ou situação específica e identificar, ou tentar identificar, os diversos processos que interagem no contexto estudado. É uma estratégia mais receptiva a informações não previstas pelo pesquisador, diferente de outros métodos estruturados que respondem somente os aspectos questionados. O pesquisador tem a possibilidade de explorar os processos sociais à medida que estes ocorrem, permitindo sua análise em profundidade e das relações entre eles. (CALAZANS, 2007, p. 55).

A pesquisa é descritiva e tem uma abordagem qualitativa. Os dados para análise foram coletados por meio de entrevistas com os pesquisadores do Instituto de Ciências Exatas (ICEX) / Departamento de Química da UFMG. Procurou-se traçar o posicionamento dos pesquisadores e dirigentes do departamento em relação à questão da propriedade intelectual no Departamento de Química. Buscou-se identificar a situação atual e tendências da política de patentes no departamento devido à importância das patentes como recurso estratégico, bem como, buscou-se nas entrevistas, resgatar as experiências dos pesquisados relacionadas às patentes.

O universo a ser explorado, portanto, é o de pesquisadores do Departamento de Química (DQ). Conforme o relatório fornecido pela CAPES (2009) referente aos docentes da pós-graduação e bolsistas de produtividade em pesquisa ligados ao DQ, existem atualmente 61 pesquisadores. Buscou-se com base nos relatórios das patentes depositadas e concedidas ao DQ entre 2007 e 2009 fornecidos pela CT&IT, estabelecer uma amostra referente aos pesquisadores que participaram de pesquisas que geraram pedidos de patentes no referido período. Percebe-se que alguns pesquisadores são extremamente ativos em relação à produção de patentes, enquanto outros apresentaram apenas um pedido de patente no período. Deste modo, gerou-se uma amostra composta pelos seguintes pesquisadores:

63

2. EDUARDO NICOLAU DOS SANTOS 3. ELENA VITALIEVNA GOUSSEVSKAIA 4. GERALDO MAGELA DE LIMA

5. GRÁCIA DIVINA DE FÁTIMA SILVA 6. HELOISA DE OLIVEIRA BERALDO 7. JADSON CLÁUDIO BELCHIOR 8. MARIA HELENA ARAÚJO 9. MARIA IRENE YOSHIDA 10. ROCHEL MONTERO LAGO 11. RUBEN DARIO SINISTERRA 12. VANYA MARCIA DUARTE PASA

Teixeira (2007) estudou o uso das informações tecnológicas contidas em documentos de patentes nas práticas de inteligência competitiva. Ela apresentou um estudo das patentes da UFMG e fez um levantamento dos principais inventores da instituição. O Departamento de Química estava entre os departamentos que mais protegiam o conhecimento gerado pelos seus pesquisadores. Rubén Dario Sinisterra e Rochel Montero Lago eram os pesquisadores que mais possuíam pedidos de patentes no DQ e naquela época, somavam 15 e 8 depósitos, respectivamente. A pesquisadora Maria Helena de Araújo, também apareceu no levantamento feito. Na amostra selecionada está a Profa. Grácia Divina de Fátima Silva, que é, atualmente, Chefe do DQ.

Assim, para este estudo, no caso das entrevistas utilizou-se uma amostragem intencional por acessibilidade (ou conveniência), pois, apesar de não haver um rigor científico para a sua determinação, considerou-se a amostra bastante significativa para a coleta de evidências devido às características expostas acima.

Os procedimentos para coleta dos dados foram realizados por meio da elaboração do roteiro de entrevista adaptado de Lobato (2000) em duas versões. Uma completa em ANEXO B destinada ao entrevistador e contendo alguns aspectos a serem lembrados ao entrevistado caso este não os comentasse durante a entrevista; e a outra contendo apenas as questões principais em ANEXO C e que era enviada ao entrevistado com antecedência para que este pudesse se preparar para a entrevista.

O roteiro elaborado objetivou a identificação dos fatores favoráveis e desfavoráveis externos e internos que podem influenciar a política de patentes e consequentemente, influenciam também os pesquisadores do DQ a patentearem ou não suas invenções. Deste modo, optou-se por subdividir estes fatores nas seguintes categorias de análise:

64

• Fatores desfavoráveis externos à universidade • Fatores desfavoráveis internos à universidade

• Fatores facilitadores ou favoráveis externos à universidade • Fatores facilitadores ou favoráveis internos à universidade

Foi feito um pré-teste a fim de verificar se o roteiro estava adequado ou se havia necessidade de fazer alguma modificação. Em seguida, foram agendadas as entrevistas que foram realizadas durante os meses de julho a setembro de 2010 nas salas dos pesquisadores ou nos laboratórios de pesquisa do Departamento de Química, conforme a disponibilidade de cada um. Foram entrevistadas cinco pessoas incluindo o coordenador da CT&IT, que é pesquisador e professor do DQ.

Após a realização das entrevistas, os relatos foram transcritos e analisados para qualificação e comparação com a literatura a fim de chegar às conclusões necessárias para alcançar os objetivos do estudo.

Para facilitar a análise de todos estes fatores e os aspectos em que foram subdivididos, foi escolhida a ferramenta estratégica chamada de análise SWOT (strenghts, weaknes, oportunities and threats) ou forças e fraquezas, oportunidades e ameaças relacionadas ao ambiente externo à organização (ameaças e oportunidades) e ao ambiente interno (fraquezas e forças).

65

5

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

Conforme explicado no tópico anterior que tratou da metodologia, nas entrevistas individuais feitas com os pesquisadores do DQ foram colhidas, na maioria das vezes, as impressões individuais de cada um. Deste modo, optou-se pela utilização de um questionário (roteiro de entrevista) semi-estruturado, a fim de facilitar a identificação de aspectos novos e não previamente identificados na literatura ou até mesmo específicos do DQ que viessem a mencionar durante a entrevista. Assim, estas impressões estão relacionadas ao seu modo de ver os fatores internos e externos que dificultam ou incentivam o patenteamento dos resultados das pesquisas que realizam quando estas têm potencial para aplicação industrial. De um modo geral, os relatos mostram uma postura crítica quanto aos aspectos que representam entraves e que estão impedindo o melhor aproveitamento dos recursos intangíveis que são produzidos pelos pesquisadores do DQ.

Para simplificar a apresentação dos relatos, tantos os pesquisadores, quanto as pesquisadoras serão aqui qualificados como entrevistados. Apenas o coordenador da CT&IT será identificado, pois, suas observações representam também a visão institucional desta questão da PI na instituição. Foram feitas cinco entrevistas. Apenas um dos entrevistados preferiu que a entrevista não fosse gravada e sim registrada por escrito. As outras quatro entrevistas realizadas foram, portanto, gravadas com o consentimento dos entrevistados e depois transcritas.