As relações entre ciência e capital não são recentes. Hessen (1984), por exemplo, se propôs a analisar as conexões entre a produção científica de Isaac Newton e o contexto social e histórico em que ele vivia, tendo o materialismo dialético como base teórica. Ele apresenta o desenvolvimento das forças produtivas ao longo da história e centra sua atenção no período de transição do feudalismo para o capitalismo, quando há um desenvolvimento do mercantilismo, da navegação e da mineração mostrando como os grandes feitos das ciências naturais neste período estavam condicionados àquele momento histórico da expansão capitalista. Para sustentar sua tese, Hessen mostra que havia problemas técnicos relacionados à expansão marítima, à exploração de minérios em áreas difíceis e à guerra, que só conhecimentos mais profundos de Física permitiriam resolver. Como exemplo, temos a flutuação de corpos em líquidos, que permitiria a construção de navios maiores.
Paralelamente ocorre o desenvolvimento de equipamentos óticos, que ensejou o conhecimento dos corpos celestes e a determinação de posições geográficas para uma navegação mais precisa. Outrossim, máquinas mecânicas permitiram a elevação de minérios encontrados em grandes profundidades e novos estudos de balística viabilizaram o aperfeiçoamento e o desenvolvimento de armas. Embora várias áreas da Física já estivessem desenvolvidas, o aspecto central é que estes temas, e não outros, foram escolhidos porque eram interessantes à nascente classe burguesa, diferente do que tinha acontecido no período medieval, quando pouco ou nenhum espaço houve para o desenvolvimento das Ciências Naturais, dado o domínio da Igreja. Como vários problemas envolviam a questão mecânica, entra aí o papel de Newton de estruturar, no campo da Física, a base para estudos mais avançados em mecânica.
Na Alemanha, no período de transição entre os séculos XIX e XX, as interações entre a pesquisa científica e a indústria eram intensas, notadamente na área química, pois, pela visão do então imperador Otto von Bismarck, a força militar, herdada do império prussiano, deveria estar aliada com grande capacidade econômica e industrial. Devido a restrições antissemitas que restringiam o acesso dos judeus a profissões ligadas ao Estado, e restando como uma das poucas opções o acesso à Universidade, cerca de 12% dos acadêmicos eram judeus e 7% eram judeus batizados, quando na população em geral eles representavam 1% do total (KAUFMANN, 2009). É este modelo de associação que vai servir de inspiração para os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a ascensão do nazismo e consequente migração judaica trarão impactos nas pesquisas.
Naquele país, segundo Noble (1977a; 1977b), foi a partir de 1890 que os grandes conglomerados, em especial dos setores de mineração, petróleo, eletricidade, aço e química, começaram a investir na construção de laboratórios de pesquisa nas suas próprias instalações55. Gradativamente se tornaram
empreendimentos vultosos, com muitos pesquisadores, engenheiros e técnicos, em
55 Um grande exemplo são os Bell Labs que surgem, nos anos 1920, a partir da American Telephone
and Telegraph (AT&T) e da Western Electric Company, respectivamente a operadora de telefonia de
longa distância e a fabricante de materiais elétricos, ligados ao Bell System, o monopólio privado de telecomunicações, criado em 1877 nos Estados Unidos. Iniciou empregando 4.000 pesquisadores e chegou a patentear mais de 30.000 descobertas ao longo dos anos. Dos seus laboratórios saíram invenções como a transmissão por fac-símile (1925), o sintetizador de voz (1937), o transistor (1947), as células fotovoltaicas (1954), o raio laser (1957) e as comunicações por satélite (1962).
que o estilo militar de organização imperava. No ambiente universitário, na área de engenharia, entretanto, predominava o ensino da matemática e de teorias relacionadas à área, ao invés de treinamento em práticas, o que, segundo o autor, resultava numa certa arrogância dos profissionais ou numa pesquisa sem tantos interesses comerciais, ou ainda num espirito laissez-faire, típico do capitalismo da época. Estava longe do perfil desejado pelas empresas, que incluía eficiência, lealdade a elas e subordinação à hierarquia empresarial. Para fazer a adaptação dos profissionais começaram a surgir as escolas corporativas56, que não só visavam
fornecer treinamento para as rotinas de trabalho da empresa, mas inculcavam a visão da alta diretoria nestes trabalhadores, ao mesmo tempo em que os ensinava a obedecerem a ordens. Como seu modus operandi passava pela seleção, classificação de graduados, bem como aplicação de testes, em linhas gerais, segundo Noble, elas se tornam o modelo da educação superior no século XX.
Entretanto as críticas se voltaram contra as universidades, já que estas não estavam produzindo material humano na qualidade que eles desejavam. Com isso, pressões foram feitas pelas associações de escolas corporativas para que os currículos fossem mudados. Mas a cooperação entre escolas de Engenharia e universidades remonta ao ano de 1907, na Universidade de Cincinnati, quando alunos alternavam períodos entre a escola e as empresas para já saírem da primeira em direção à segunda com a visão empresarial devidamente incorporada.
O controle sobre as universidades vai aumentar durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Neste período, de acordo com Noble (Ibid), as universidades passam a ser supervisionadas por um Comitê de Guerra encarregado da Educação e de treinamentos especiais. Nele estavam presentes os representantes das escolas corporativas, bem como membros da Sociedade para Promoção do Ensino de Engenharia, o que resultou na introdução de novas práticas educativas a fim de preparar pessoal para a indústria e para as Forças Armadas. O pós-guerra vê espalhar as avaliações externas de cursos, nos moldes que queriam as empresas, através do American Council of Education (ACE)57. Nos anos 1920 já vigoram vários acordos de
56 As primeiras surgem na General Motors (GM) e General Eletric (GE) em 1914 e são o embrião das
atuais universidades corporativas. Fonte: http://www.cuenterprise.com/777about/cuhistory.php. Acesso em: 20 ago. 2016.
cooperação entre as universidades e as empresas58. No caso específico do MIT,
desde esta década já havia uma Divisão de Cooperação Industrial, na qual, mediante pagamento, era possível encomendar trabalhos específicos e ter acesso ao corpo funcional e às instalações do Instituto. Nos anos 1940 esta divisão é convertida numa Divisão de Pesquisa Patrocinada, que incluía não só empresas, mas governos e militares. Segundo o autor, isto se tratou de uma transferência dos custos da pesquisa do setor privado para o setor público, que afetou profundamente a forma como a pesquisa científica era feita naquele país, envolvendo seu conteúdo, seus limites e resultados.
Em 1941 os Estados Unidos, no esforço para ganhar a guerra, criaram o Office of Scientific Research and Development (OSRD)59, encarregado de coordenar a
pesquisa científica com propósitos militares. Castelfranchi (2008) mostra que lá é o lugar onde o engenheiro Vannevar Bush desenvolve um computador analógico e mecânico que possibilitou o rápido desenvolvimento militar daquele país, o que, dentre outras coisas, possibilitou a construção da bomba atômica. Com o término da guerra, e elogiado pelo então presidente Roosevelt, o engenheiro será o mentor de um modelo no qual o Estado estimula as pesquisas em novos campos de conhecimento e a iniciativa privada se encarrega de tornar estes mesmos conhecimentos em produtos. Ao final da Segunda Guerra, conforme Pielke Jr. (2010), Bush60 publica o
Relatório Science – the endless frontier61, a pedido do então presidente Franklin D.
Roosevelt. Agora ele apresentava as diretrizes para a pesquisa científica daquele país, no que pode ser considerado como um marco das modernas políticas científicas. Embora não totalmente implementadas, as propostas de Bush vão nortear o financiamento público das pesquisas, a criação da National Science Foundation
58 Novamente, dadas as peculiaridades do sistema de ensino superior nos Estados Unidos, há várias
universidades privadas, e poucas públicas: University of Pittsburgh, na Pensilvânia, pública; Drexel
University, no mesmo estado, privada; Harvard University, Massachusetts Institute of Technology (MIT), Northeastern University e Tufts University em Massachusetts, privadas, Case Western Reserve University em Ohio, privada, Union College e New York University no estado de Nova York, privadas,
Marquette University em Wisconsin, privada, Antioch University na Califórnia, privada.
59 Gabinete de Pesquisa e Desenvolvimento Científico.
60 Embora os sobrenomes sejam iguais, Vannevar Bush não tem relação com a família Bush. O primeiro
nasceu, passou parte da vida, estudou e faleceu em Massachusetts, nordeste dos EUA, e teve uma atuação mais acadêmica e militar. A família Bush se origina no Texas, no sul do país, e tem vários políticos no seu rol: o ex-governador da Flórida, Jeb Bush, o 41º presidente daquela nação, George Herbert Walker Bush, e o ex-governador do Texas e 43º presidente, George Walker Bush, por vezes conhecido como Bush Jr.
(NSC)62, nos anos 1950, e estabelecer uma vinculação entre ciência e desenvolvimento, necessária para que eles atingissem seus objetivos em áreas como saúde, defesa e economia. O histórico da Segunda Guerra, com a criação da bomba atômica, a penicilina e o radar, é que pautava esta visão. Como havia uma distinção entre pesquisa básica, entendida até então como aquela movida pela curiosidade dos cientistas, e a pesquisa aplicada, voltada para interesses imediatos, ele amplia o conceito da primeira de maneira que, ao longo dos anos, os conceitos se imiscuem um no outro, sem grandes distinções63. Isto se deve ao fato de que apelos anteriores
por pesquisa aplicada tinham encontrado resistência nas comunidades acadêmicas por causa do interesse dos cientistas em pesquisa básica. Agora este tipo de pesquisa deveria levar em consideração não somente a curiosidade científica, mas também as necessidades nacionais, o que satisfez os formuladores de políticas públicas. Como resultado, as verbas destinadas à pesquisa multiplicaram por dez entre os anos 1940 e 1960 naquele país, e gradativamente até o termo pesquisa básica cai em desuso, já que o que se vislumbra no horizonte é o desenvolvimento.
Porém não se pode desassociar o grande avanço das pesquisas nos Estados Unidos a partir da década de 30 do século XX à situação de guerra que havia na Europa e ao maciço suporte dado pelos imigrantes. Pesquisando os judeus perseguidos na Europa no período, Nachmamsohn (apud WEISS, 1998) coloca que 1.150 cientistas judeus emigraram para os EUA a partir daquela década, bem como doze ganhadores do prêmio Nobel. Mas houve grande suporte de outros imigrantes. É notória a colaboração que físicos alemães tiveram na construção da primeira bomba atômica durante a Segunda Guerra. Este projeto teve início no laboratório de metalurgia da Universidade de Chicago, contando com a participação ativa de três prêmios Nobel64. Para além desta invenção de sérias consequências, a imigração
62 Fundação Nacional de Ciência.
63 Em tempos recentes o entendimento é outro: “pesquisa básica compreende trabalhos experimentais
ou teóricos desenvolvidos com a finalidade principal de adquirir novos conhecimentos sobre os fundamentos de fenômenos ou fatos observáveis, sem objetivo de aplicação ou utilização particular. A pesquisa aplicada envolve a realização de trabalhos originais, desenvolvidos com a finalidade de adquirir novos conhecimentos. O desenvolvimento experimental abrange a relação de trabalhos sistemáticos baseados nos conhecimentos existentes, obtidos por meio de pesquisa ou experiência prática, com vistas a produzir novos materiais, produtos ou dispositivos, criar novos processos, sistemas e serviços, ou aperfeiçoar consideravelmente os existentes” (FAPESP, 2010, apud ANDES, 2018).
64 A colaboração entre empresas e universidades no Projeto Manhattan, que deu origem à bomba
atômica, foi ampla. O primeiro reator nuclear é construído na Universidade de Chicago pelo físico italiano Enrico Fermi, que fugira do fascismo. Laboratórios governamentais, como o de Los Alamos, no
trouxe uma forma de produção científica comum na Alemanha, que era o trabalho de orientação (ou tutoria) de um pesquisador com maior titulação auxiliando estudantes de pós-doutorado ou graduados, por exemplo. Também vem dos anos 1940 uma renovação nas pesquisas em Biologia, que conta com o papel decisivo do físico alemão Max Delbrück, do físico austríaco Erwin Schrödinger, do físico húngaro Leo Szilard e da física austríaca Lise Meitner. Esta mudança nas Ciências Biológicas é que permitirá a descoberta do DNA nos anos 1960. Esta dinâmica será o embrião de um movimento maior de intercâmbio de cientistas, como será visto adiante. Freeman (2006) cita outros fatores, além da migração de cientistas, que fizeram os EUA se posicionarem na liderança da produção tecnológica do pós-guerra. Com uma ascendente classe média, houve uma massificação do ensino superior que durou dos anos 1950 até meados dos anos 1970. Do outro lado do Atlântico, a Europa em reconstrução precisou de vários anos até reconstruir sua estrutura de pesquisa. No Extremo Oriente a Revolução Cultural chinesa trouxe efeitos nocivos sobre a produção intelectual daquele país. Sem estes adversários, e envolvido na Guerra Fria, a competição estadunidense se voltara para a antiga União Soviética, que lançara o primeiro satélite artificial no espaço em 1957, o Sputnik, dando origem à corrida espacial.
Com a crise do fordismo e as transformações por que passa a Universidade nos anos 1970, como já demonstrado, a pesquisa também vai sofrer modificações para se adaptar aos desígnios neoliberais. Com o corte de recursos para as pesquisas nos anos 1980, apontado por Renault (Ibid), há uma procura maior por recursos para pesquisa em empresas do setor privado nos Estados Unidos. Ali também, conforme a autora, a Lei Bayh-Dole, do mesmo período, muda a política de patentes e permite
Novo México, estavam sob a supervisão da Universidade da Califórnia. A multinacional do ramo químico Du Pont operava fábricas e construiu plantas de enriquecimento de urânio e outras etapas do ciclo de produção. A Union Carbide também cuidou do enriquecimento de urânio. A Monsanto, outra multinacional do ramo químico, enriquecia plutônio, trabalho este que era fruto de uma pesquisa de Los Alamos. No pós-guerra, o famoso Met Lab, berço do primeiro reator, se torna uma empresa resultante da associação do governo federal com a Universidade de Chicago e é rebatizado como Argonne
National Laboratory. A Monsanto também adquiriu plantas responsáveis por etapas de enriquecimento
de urânio. HEWLETT, R. G. et al. (1989) vão mostrar o crescimento da energia nuclear e da descoberta de outros usos, como em saúde, num mesmo modelo de associação entre empresas, governos e universidades. A partir dos anos 1950 os projetos da Comissão de Energia Atômica chegam a envolver 15.000 cientistas trabalhando em 90 universidades e institutos de pesquisa. Empresas como a General
Eletric também passam a enriquecer plutônio, e outras tantas entram no ramo de armamentos. Tais
contratos chegam a gerar 137.000 empregos na construção e operação de instalações para a indústria nuclear.
que elas, ao invés de serem retidas pelo governo, possam ser utilizadas pelas universidades para criarem novas empresas ou repassarem as mesmas para o setor privado, mesmo que as pesquisas tivessem sido bancadas com verbas públicas65. Em
paralelo, uma decisão da Suprema Corte permite que organismos geneticamente modificados sejam patenteados. Estes são alguns dos motivos que proporcionam um crescimento no número de patentes registradas. Neste contexto, os pesquisadores se mostram cada vez mais favoráveis à colaboração com a indústria, geração de patentes e criação de novas empresas.
Cabe observar que em 1976 já havia surgido um tipo de empresa que vai ser considerada o modelo para diversas que deveriam ser geradas a partir das interações entre o capital e a Academia: é a primeira Spin-off surgida dentro das universidades: a Genentech, empresa de biotecnologia surgida nos laboratórios da Universidade Stanford e da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF). No início dos anos 70 o bioquímico Herbert Wayne Boyer era professor de bioquímica e biofísica e diretor do programa de pós-graduação em genética na UCSF, bem como pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes no estado de Maryland. Juntamente com o professor Stanley Norman Cohen, da Faculdade de Medicina de Stanford, eles demonstraram a possibilidade de utilização da tecnologia de DNA recombinante para a produção de medicamentos. Boyer, em conjunto com o investidor de risco Robert A. Swanson, criou a empresa em 1976. Mas, como será visto adiante, existe um processo de apropriação desta produção de tecnologia pelo grande capital. Em 2009 a Genentech foi adquirida pelo laboratório suíço Hoffmann-La Roche.
O quadro que se desenha é de um crescente desinvestimento público na educação superior e na pesquisa científica, ao mesmo tempo em que o investimento privado, que já era grande, aumenta. Segundo Vincent-Lancrin (2006), nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o percentual do PIB gasto com pesquisa subiu de 1,9% em 1981 para 2,3% em 2003. Entretanto a participação do setor privado cresceu de 65,4% para 67,7%, ao passo que a participação pública caiu de 17,9% para 12,3% no mesmo período. Muito embora a maioria das pesquisas ainda seja realizada por empresas, a participação do setor de educação superior passa de 14,5% para 17,4%. No conjunto dos países cerca de 40%
65 Slaughter e Rhoades (Ibid) colocam que as universidades exerceram um lobby para que esta lei
dos pesquisadores estão ligados às universidades, enquanto que nos EUA 74% dos artigos científicos são publicados por acadêmicos. Mas o número de artigos publicados em conjunto com empresas cresceu mais de 80% entre 1988 e 2001. Em paralelo, o número de alunos matriculados em tempo integral aumenta em torno de 80% entre 1985 e 2003, passando de cerca de 20 milhões para 36 milhões, o que leva a uma saturação em alguns países. Some-se a este quadro uma mudança nos próprios fundos públicos de pesquisa. Em geral as verbas gerais, que serão alocadas nas universidades de acordo com suas políticas internas, agora dão lugar a verbas para pesquisas aplicadas e que tendem a se concentrar em poucas universidades. No Reino Unido, em 2002, nove universidades ficam com 47% das verbas públicas de pesquisa. Nos EUA, das 3.600 instituições de ensino superior as 200 maiores ficam com 96% dos recursos para pesquisa, sendo que as 100 maiores ficam com 51% do total.
Porém isto não significa que o interesse público na pesquisa universitária tenha desaparecido nos Estados Unidos. A Lei Morril, do século XIX, inspirou outras ações. Em 1966 é criado um fundo para pesquisa dos oceanos, em 1985 surge outro fundo para pesquisas envolvendo urbanismo e em 1989 a National Aeronautics and Space Administration (NASA)66 cria um consórcio de pesquisa para o setor espacial que envolve dezenas de instituições no país. Em 1994 o mesmo departamento de agricultura que doou terras que originaram várias universidades públicas fez novas concessões para tribos indígenas estabelecerem faculdades, em geral com cursos de curta duração, para atender às especificidades culturais de cada tribo. Em 2003 outro fundo é criado, desta vez para energias renováveis.