• Aucun résultat trouvé

a. Centro de Tecnologia Canavieira – CTC

O CTC é privado e mantido por cerca de 160 unidades produtoras de açúcar, etanol e energia situadas nos estados de SP, MG, PR, MS, GO, ES, AL e PE, e responsáveis por 60% da cana-de-açúcar produzida no Brasil. A missão do CTC é gerar valor para as associadas, criando e disseminando tecnologias e inovações aplicadas à cadeia de valor da cana-de- açúcar. Ele atende em torno de 12 mil fornecedores de cana e conta com unidades regionais instaladas em pontos estratégicos das regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste; todas com o objetivo de oferecer excelência no atendimento às unidades produtoras associadas. O papel do CTC foi essencial para o desenvolvimento do setor sucroalcooleiro no período do Proálcool. Ele é hoje o maior desenvolvedor de novas variedades do país e realiza pesquisas nas áreas industrial; logística; e agronômica, que inclui estudo como novas variedades, plantio, colheita mecanizada, biotecnologia, controle biológico de pragas, fertilização, irrigação, geoprocessamento e produção de energia e produção de etanol de primeira e segunda geração. Esses estudos são custeados pelas contribuições societárias pagas (CTC, 2010).

b. União da Indústria de Cana-de-Açúcar - UNICA

A UNICA é a maior organização representativa do setor de açúcar e bioetanol do Brasil. Sua criação, em 1997, resultou da fusão de diversas organizações setoriais do estado de São Paulo, após a desregulamentação do setor no país, como a Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar), por exemplo. As 123 companhias associadas à UNICA são responsáveis por mais de 50% do etanol e 60% do açúcar produzidos no Brasil. Ela atua nas áreas de meio-ambiente, energia, tecnologia, comércio exterior, responsabilidade social corporativa, sustentabilidade, legislação, economia e comunicação relacionadas ao setor de açúcar, etanol e bioeletricidade; trabalhando com o fluxo de informações sobre o setor sucroenergético junto a consumidores, governos, ONGs, empresas e mídia. A missão da UNICA é fortalecer a imagem do etanol, do açúcar e da

bioeletricidade; buscando, principalmente, consolidar o etanol como uma commodity. Para isso a instituição busca dar suporte às melhores práticas do agronegócio, encorajando pesquisas de novas tecnologias de etanol, como as biorrefinarias (UNICA, 2010).

c. Dedine S.A. Indústria de Base

O grupo Dedine foi fundado em 1920 e totaliza um conjunto de nove fábricas pelo país. Ela atua em vários segmentos industriais de infraestrutura e insumos básicos, energia e alimentos. A empresa se destaca como líder mundial no fornecimento de equipamentos e plantas completas para o setor sucroalcooleiro. Seus equipamentos abrangem todas as etapas de produção do setor; recepção, preparo, extração e tratamento do caldo até a produção de açúcar e etanol. Ela possui capacidade para produzir cerca de 12 unidades por ano, as destilarias projetadas e montadas pela Dedine são responsáveis por 80% da produção nacional de álcool e de aproximadamente 25% da produção mundial. Além do mercado brasileiro, a empresa atua na América do Sul, América do Norte, América Central, Caribe, Ásia, Oceania e Sudeste Asiático (DEDINE, 2010).

A Dedine investe muito em pesquisas e inovação tecnológica e realiza parcerias com diversas instituições nacionais e internacionais para desenvolver equipamentos que trazem diminuição de problemas ambientais ao mesmo tempo em que melhoram ou mantém o nível de produtividade e eficiência da usina produtora. São maquinários que permitem, por exemplo, transformar a cana-de-açúcar em bioprodutos; desenvolver fertilizante produzido com os resíduos da agroindústria sucroalcooleira, como a vinhaça; otimizar o uso da água, aumentar o nível de fermentação alcoólica; reduzir o consumo de energia sem necessidade de agente químico; e permitir a obtenção de créditos de carbono. Uma das últimas inovações tecnológicas da Dedine é um equipamento que pode se acoplar perfeitamente à planta já existente e que altera os níveis de fermentação alcoólica, diminuindo a quantidade de vinhaça produzida (DEDINE, 2010).

d. Cana Vialis e Allelyx

A função da CanaVialis é, principalmente, disponibilizar para o setor sucroalcooleiro as tecnologias desenvolvidas pela Monsanto, como variedades de cana-de-açúcar resistentes ao ataque de insetos e variedades tolerantes a herbicidas. Criada em 2003 e comprada pela Monsanto em 2008 a CanaVialis, pertencia à Votorantim, e antes disso à Universidade

Federal de São Carlos. A missão da empresa é desenvolver e fornecer variedades de cana-de- açúcar para os produtores, bem como prover serviços, produtos e consultoria que possibilitem a obtenção da produtividade máxima do canavial. No desenvolvimento de variedades geneticamente modificadas, a CanaVialis possui uma parceria com Alellyx Applyed Genomics e recebe apoio financeiro do BNDES. Desde 2007, a Plataforma Biotecnológica da CanaVialis/Alellyx, juntamente com a Monsanto, concentram esforços para o desenvolvimento e comercialização de cana RR/Bt, resistente ao herbicida glifosato e insetos da família dos lepidópteros. Esta mesma tecnologia é amplamente utilizada com sucesso em outras culturas. O grupo desenvolve também o sistema de genotipagem de cana-de-açúcar CanaVialis (MONSANTO, 2010).

A CanaVialis e a Allelyx realizam pesquisas de vulnerabilidade genética e gestão e melhoramento de variedades usando a técnica da transgenia, mediante a qual se inserem genes de indivíduos diferentes no genoma da cana, para obter variedades mais produtivas e mais resistentes a doenças e à seca. Para desenvolver suas atividades e atender aos contratos firmados, a CanaVialis possui estações experimentais certificadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). (CGEE e BNDES, 2008).

e. Brasken

A Braskem foi formada em 2002, quando os grupos Odebrecht e Mariani integraram seus ativos petroquímicos à Copene Petroquímica do Nordeste S.A. A Braskem é a primeira petroquímica integrada do país, combinando operações de primeira e segunda geração da cadeia produtiva do plástico em uma única empresa. Ela tem 26 unidades industriais no Brasil e três nos Estados Unidos e foi a primeira a desenvolver polietileno feito a partir de fonte renovável no mundo; usado para isso o bioetanol de cana-de-açúcar. A partir daí, a Braskem passou a trabalhar em parceria com empresas de diversas partes do mundo e focadas em sustentabilidade para testar novas aplicações e produtos. Em 2008, a Braskem e a Fapesp assinaram um convênio de cooperação para desenvolvimento de pesquisas em biopolímeros com o objetivo de incentivar cientistas a elaborar trabalhos que contribuam para o avanço do conhecimento e da tecnologia nas áreas de processo de síntese a partir de matérias-primas renováveis, derivadas de açúcares, etanol, biomassa, glicerol e outros intermediários, e subprodutos da cadeia produtiva dos biocombustíveis (Brasken, 2010; Fapesp, 2010). A Brasken está atuando com os polímeros em escala comercial, por isso já compra bioetanol em grandes volumes de produtores como a Cosan.

f. Amyris Biotechnologies Inc.

A Amyris desenvolve tecnologias na área de biologia sintética para gerar produtos advindos de fontes energéticas renováveis que se constituam em uma alternativa àqueles derivados do petróleo, ela consegue fazer isso porque a sua tecnologia cria uma nova geração de produtos biológicos capazes de substituir similares à base de petróleo. A Amyris Brasil vem trabalhando em conjunto com os produtores de açúcar e etanol do Brasil, para fabricar combustíveis e produtos químicos através de um modelo de “capital light”. De acordo com esse modelo, os produtores investirão uma parcela substancial, ou todo o capital necessário para a construção das instalações da Amyris para produção de produtos renováveis, enquanto ela fornecerá tecnologia, projetos e conhecimentos técnicos. Nesse sentido, foi feita uma joint

venture com a Usina São Martinho para construir a primeira instalação brasileira inteiramente

dedicada à fabricação de produtos renováveis Amyris (AMYRIS, 2010).

As tecnologias desenvolvidas pela Amyris incluem os diversos produtos a partir da matéria-prima cana-de-açúcar, tais como biodiesel, polímeros, e bioquerosene para aviões. As perspectivas novas de mercado e negócios que sua tecnologia abre para o setor sucro no Brasil tem despertado o interesse de diversos atores, tais como CTBE, Petrobras, BNDES, Bunge e grupos usineiros com São Martinho e Cosan. Com apenas uma molécula mapeada e patenteada pela Amyris, a farneseno, a empresa já tem tecnologia para produzir diesel puro, renovável e sem enxofre e; ao mesmo tempo, matérias-primas naturais para segmentos tão distintos quanto os de polímeros, farmacêutico e cosmético. Além da venda dos produtos, também pode-se vender o Biofeno diretamente ao cliente final, ele é um óleo que é matéria- prima para os co-produtos e tem a produção diferente da do açúcar e do etanol, o que exige que a usina crie uma nova linha de produção e, para isso invista em equipamentos apropriados (AMYRIS, 2010).

g. Syngenta

A Syngenta é uma das maiores empresas do mundo na área de sementes e pesticidas, atuando em mais de 90 países. Ela tem um processo geral de P&D que é um dos mais rápidos da indústria de proteção de cultivos e promove investimentos em pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias, dentre as quais se destaca a biotecnologia e a pesquisa

genômica, inclusive voltadas para melhor produtividade em plantações destinadas à produção de etanol (SYNGENTA, 2011).

h. Novozymes Latin America Ltda.

A Novozymes iniciou as suas atividades no Brasil em 1975, ela atua com processos biológicos e fornece enzimas para diversos tipos de indústrias. A empresa atua com pesquisas avançadas nas áreas de engenharia genética, química protéica avançada e engenharia protéica. Para isso, mantém contato constante com o meio acadêmico, através de parcerias com universidades e centros de pesquisa. As plantas piloto da empresa são capazes de trabalhar em cooperação com os clientes no desenvolvimento e otimização de processos industriais que utilizam enzimas. As novas tecnologias do setor sucroenergético, sobretudo os processos de etanol de segunda geração, demandam enzimas (NOVOZYMES, 2011).

i. Oxiteno

A Oxiteno é uma das maiores indústrias químicas do país, ela atua em mais de 40 países e os seus produtos vão desde o setor de cosméticos e embalagens para bebidas até o de fluidos para freios, tintas, solventes e vernizes. Ela formou uma parceria com a Fapesp para financiamento de projetos de pesquisa na área de tecnologia para produção de açúcares, álcool e derivados; a parceria também tem financiamento do BNDES. O objetivo é envolver pesquisadores de instituições paulistas na busca de soluções tecnológicas que ajudem a reduzir os custos de produção de etanol. A intenção da Oxiteno é passar a produzir produtos químicos com preços competitivos usando insumos naturais, como álcool e açúcar. A Oxiteno se uniu com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a FINEP, o BNDES, o CTBE, o CTC e a Esalq/USP; para criar o Centro de Desenvolvimento de Gaseificação de Biomassa (CDGB) no futuro Parque Tecnológico de Piracicaba, em São Paulo. O centro terá uma planta-piloto que desenvolverá a tecnologia de gaseificação do bagaço de cana-de-açúcar. O gás de síntese do bagaço de cana será avaliado em três aplicações: para a geração de energia elétrica, produção de biocombustível líquido e como precursor de biopolímeros (OXITENO, 2010).

j. John Deere

Líder mundial na produção de equipamentos agrícolas, chegou ao Brasil em 1979 e além das fábricas, possui uma Unidade de Negócios da Cana, localizada em Ribeirão Preto (SP). A sua linha de produtos inclui tratores, implementos para o preparo do solo, plantadeiras, cultivadores mecânicos, pulverizadores e colheitadeiras. A Companhia investe pesadamente em pesquisa e desenvolvimento e se mantém como a mais inovativa do setor de maquinários agrícolas (JOHN DEERE, 2010).