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Atualmente os Estad de etanol do mundo, sendo do milho, enquanto no Br principais produtores mund

Figura 6 – Principais produtores Fonte: SÃO MARTINHO, 2010.

A consolidação do e da tecnologia de veículos b nicho de mercado extremam (2010), isso se deveu ao e usineiros, que entraram co Petrobras que se encarrego tecnologia e promoveram u

e de R$ 20 milhões para pesquisa básica e ap fase agrícola da cana-de-açúcar com foc cesso pré-tratamento da biomassa e desenvolvi

hidrólise (CORTEZ et al., 2010).

E POSICIONAMENTO E CONSOLIDAÇÃ NO E NO EXTERNO

tados Unidos e o Brasil são os principais produ do que a maior parte do álcool produzido nos E Brasil este deriva da cana-de-açúcar. Pode-se ndiais de etanol na safra de 2008:

es mundiais de etanol na safra de 2008 0.

o etanol no mercado interno é atribuída, princ bicombustível (flex fuel), movidos à etanol e g

amente bem sucedido (CGEE, 2009). De aco o entrosamento entre governo, que planejou e com a produção para atender à demanda d

gou da distribuição; e as montadoras de veíc uma boa parte da estratégia de marketing que

aplicada, e formação de foco na biotecnologia, lvimento de misturas de

ÃO DO BIOETANOL

dutores e consumidores s Estados Unidos deriva se ver, na figura 6, os

ncipalmente, ao sucesso e gasolina, que criou um cordo com Cortez et al. e financiou o projeto; de mercado gerada; a ículos, que aportaram a ue alavancou a demanda

de mercado. O resultado dos veículos leves de passeio bicombustíveis foi tão bem sucedido que já há diversas experiências no país de uso de bioetanol em veículos de transporte urbano:

Finalmente, há grandes oportunidades para o uso do etanol em substituição ao diesel, sobretudo no setor sucroenergético e no transporte urbano de passageiros e cargas, onde é desejável o uso de combustíveis limpos e renováveis. Nesses casos, o uso em frotas cativas permitiria o desenvolvimento de soluções técnicas otimizadas para etanol. Devido ao caráter social do transporte urbano de passageiros, há potencial para incentivos fiscais que facilitem sua viabilização. As alternativas tecnológicas em desenvolvimento convergem para quatro opções: a) transformação de motores Diesel em motores Otto; b) uso de etanol aditivado; e c) etanol nebulizado em motores Diesel; e d) misturas de etanol, diesel e cossolvente. . (Nigro e Szwarc, p. 157, 2010).

A tecnologia empregada para aumentar a eficiência na produtividade, sobretudo a de segunda geração, é um elemento chave para resolver a questão de deficiência na relação entre oferta e demanda do bioetanol. O modelo de produção de açúcar e etanol em uma única planta industrial adotado no Brasil é único no mundo, e o país também tem o menor custo de produção de etanol, com condições de aumentar a produtividade nos próximos 20 anos. Os incentivos fiscais e empréstimos diferenciados por parte de agentes financeiros, como o BNDES, visam induzir o setor a melhorar a competitividade e os indicadores sociais, econômicos e ambientais. Sendo que os indicadores de sustentabilidade podem ser decisivos na certificação da produção do bioetanol e, consequente, abertura de novos negócios (CGEE, 2009).

Segundo Vian e Ribeiro (2008), 75% de todo o álcool consumido no mundo é utilizado como combustível, o produto teve um aumento grande de produção nos últimos anos devido ao aporte tecnológico introduzido no setor sucroenergético e o país conseguiu criar um mercado consumidor interno bastante desenvolvido. Por isso, as produtoras brasileiras de bioetanol não dependem da inserção do etanol no comércio mundial. E também, para os autores, a crescente exigência dos consumidores por práticas ambientalmente e socialmente sustentáveis e as pesquisas de novos usos do biocombustível, entre outros fatores, contribuem positivamente para a consolidação do mercado interno do bioetanol.

O Brasil tem atraído centros de pesquisas internacionais e empresas estrangeiras para realizarem, com parceiros brasileiros, as fases de desenvolvimento de pesquisa, num ambiente em que a produção de insumos básicos está completa e a capacidade na linha de desenvolvimento de novas tecnologias está também disponível. De acordo com o site de notícias especializadas do setor sucroenergético, Ethanol Brasil (2010), os grupos estrangeiros já detêm 25% do capital do setor de etanol brasileiro e as empresas petrolíferas também estão

começando a investir no negócio do bioetanol de cana. Exemplo disso é a Petrobrás, que está investindo maciçamente; e a Shell, que se uniu à Cosan em uma joint venture de 12 bilhões de dólares para a produção e a distribuição de álcool combustível. Empresas como a Bunge também tem começado a investir no setor sucroenergético, a vantagem de instituições como ela entrarem no setor é a experiência que elas detêm a respeito de cadeias de escoamento e infraestrutura de comercialização.

Um estudo realizado por Carvalho et. al. (2006) afirma que os processos de criação e difusão da inovação são mais afetados pelas diferenças nas oportunidades tecnológicas entre indústrias ou setores do que pelas estruturas de mercado. Segundo os autores, onde as inovações incrementais predominam, há estabilidade da trajetória tecnológica, e as empresas estabelecidas tendem a impor barreiras à entrada de novas empresas. No entanto, quando é projetado o surgimento de inovações radicais, aquelas entidades que já estão estabelecidas e são exitosas no desenvolvimento de inovações incrementais e de sustentação, permitem ou não tem forças para impor barreiras aos novos entrantes, e esses tem facilidade para ocupar espaço no mercado.

Estudos que demonstram que a importância do transporte individual deve continuar nas próximas décadas, e que as alternativas de veículos puramente elétricos ou de veículos com células a combustível são menos viáveis que a mistura de bicombustíveis aos combustíveis fósseis tradicionais, ou os carros bicombustíveis gasolina-etanol. Sendo assim, um dos fatores de risco de que o bioetanol não tenha grande importância em nível mundial pode ser considerado improvável, pois dificilmente haverá, para uso em larga escala, alternativas de motorização melhores do que os combustíveis líquidos (CGEE, 2009).

A produção de bioetanol a partir da cana-de-açúcar, nas condições como atualmente ocorrem no país, será imbatível quanto a seus custos, mesmo considerando o eventual sucesso no desenvolvimento de tecnologias como a produção de bioetanol a partir da celulose. Se for colocado em prática um programa para as exportações de bioetanol, os resultados mostram que o impacto sobre o PIB seria grande. Na região Centro-Oeste, por exemplo, a média de crescimento seria de 2,3% ao ano quando se consideram os efeitos totais. Mas há o risco de que o mercado internacional não absorva a produção brasileira (CGEE, 2009).

Para que os biocombustíveis venham a ser utilizados como solução para recursos ociosos e para a promoção do desenvolvimento seria preciso responder a duas importantes questões. Uma diz respeito ao seu preço em relação ao do petróleo. Outra a se somente no Brasil seria possível produzir etanol em bases competitivas, o que dificultaria a formação de um mercado mundial para o combustível, seja porque o Brasil não seria capaz sozinho de atender a demanda global, seja porque, se o

fosse, se criaria dependência indesejável de um único fornecedor. Isso contribuiria negativamente para a formação e a estabilidade de preços e geraria insegurança quanto ao fornecimento. (Feres, p. 33, 2010).

O que pode favorecer enormemente a assimilação do bioetanol no mercado externo é o processo de transferência de tecnologia de produção de bioetanol para países como os situados no continente africano. Segundo Feres (2010), um mercado internacional para biocombustíveis dará uma contribuição importante ao desenvolvimento econômico de diversos países e regiões para os quais até hoje não se encontrou significado econômico, como os da África, por exemplo, que tem regiões que podem obter novo impulso social e econômico, com as possibilidades oferecidas pelos biocombustíveis.

Essa transferência de tecnologia também representa oportunidades de parcerias para diversas empresas brasileiras, como as de bens de capital, expandirem os seus negócios. A transferência de tecnologia deve incluir também programas de treinamento; desenvolvimento de processos regulatórios; como agrozoneamento; e de logística e infraestrutura. Mas a transferência de tecnologia não deve ser vista só como um meio de se expandir a venda de maquinário e a obtenção de divisas, ou a realização de joint ventures no exterior; mas sim como uma estratégia de consolidação do mercado do etanol (EMBRAPA, 2010).

De acordo com Michalet (1983); do lado da oferta de tecnologia, as empresas que se expandem para o comércio exterior exercem um papel de destaque na circulação internacional dos conhecimentos técnicos. Eles são, ao mesmo tempo, produtores de um conjunto de conhecimentos e os principais vetores da sua transferência, através dos investimentos diretos no estrangeiro.

Em relação à cooperação internacional, deve-se atentar também para as potencialidades de realizar experimentação, na fase de desenvolvimento de inovações tecnológicas mais radicais em produtos e processos (Cortez et al., 2010). Sendo necessário reforçar os vínculos já existentes entre as organizações em diversos países com efetivo potencial para a produção eficiente de bioetanol (CGEE e BNDES, 2008).

Em 2006 e 2007, o Brasil exportou no total cerca de 3,5 bilhões de litros de etanol. E a expectativa é que as barreiras existentes nos EUA, Japão e Europa sejam removidas nos próximos anos (CGEE, 2009). De acordo com Cortez et al. (2010), a exportação exige também estrutura, além do esforço em pesquisa, é preciso investir em novas destilarias e infra-estrutura de alcooldutos e portos, viabilizando a produção e o escoamento desse etanol aos países compradores. Para os autores, o Brasil também procura promover a produção de

álcool em outros países com a finalidade de reduzir a aversão à dependência do álcool brasileiro, utilizando como ferramenta principal a transferência tecnológica:

A Embrapa com a Ridesa tem um papel importante, com possibilidades de obtenção de resultados de curto prazo, no sentido de expandir no exterior uma agenda de pesquisa e desenvolvimento de variedades de cana, nos mesmos moldes que se faz internamente no Brasil para regiões de menor produtividade com variedades tradicionais. Esse tipo de experiência pode ser facilmente compartilhada com outros países por meio da integração de programas do Conselho Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia - CNPQ/MCT, tais como Prosul e ProÁfrica, e do Ministério de Relações Exteriores – MRE – ProRenova; assim como por meio de parcerias com organismos multilaterais, como Comissão Econômica das Nações Unidas para America Latina e Caribe – Cepal, Banco Interamericano de Dsenvolvimento, BID, Confederação Andina de Fomento – CAF, com relação ao países da América Latina e do Caribe, a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África – UM-ECA e escritórios regionais da Organização das Nações Unidas para Alimentos e Agricultura – FAO. (Cortez et al., 2010, p. 29)

A situação de busca da transformação do bioetanol de cana-de-açúcar em uma

commodity se encaixa na explicação de Shumpeter (1964), segundo o qual em casos de

combinações comerciais, como uma fonte nova e mais barata para o fornecimento de um meio de produção (o bioetanol, nesse caso pode não ser mais barato, mas é mais sustentável); talvez uma matéria-prima, que não existia anteriormente para o sistema econômico; se não houver uma conexão direta e regular com o seu país de origem a inovação é arriscada, impossível para a maioria dos produtores. Mas se alguém estabelece um negócio relacionado com essa fonte de fornecimento, e tudo vai bem, então a situação muda. Para o autor, a busca de novos mercados nos quais um artigo ainda não tenha se tornado familiar e no qual não é produzido é uma fonte extraordinariamente rica de lucro empresarial, mas o próprio Shumpeter prossegue o texto alertando que esta situação pode não ser muito duradora, caso não seja bem estruturada.

Para Feres (2010), além de o Brasil ter uma infra-estrutura consolidada na produção de cana-de-açúcar e de bioetanol, também é favorável para o país, na sua busca de tornar o etanol uma commodity, o fato de não ter mais subsídios à produção, limitando-se o governo ao incentivo a pesquisas voltadas ao desenvolvimento de inovações tecnológicas para o setor sucroenergético, através da manutenção de entidades como Embrapa, CTBE, Fapesp e IAC. Indo além do autor, pode-se acrescentar o papel do MCT, que lança diversos editais anuais, diretamente ou através de suas agências de fomento, para financiar pesquisa básica e aplicada. Segundo o PNA (2006), as diretrizes da política de agroenergia apontam pontos básicos para o processo de internacionalização do bioetanol, podendo ser destacadas as seguintes diretrizes: processo baseado em ações de governo para governo, por se tratar de

projeto macro que requer uma posição de Estado; política de atração de investimentos com foco na produção para o mercado externo, como o objetivo de garantir o suprimento aos países demandantes; promoção internacional da agroenergia e seus produtos; e estrutura logística para viabilizar as exportações.

Para Vian e Ribeiro (2008), o Brasil tem liderança na produção de etanol, mas outras nações vêm caminhando a passos largos neste setor, principalmente em termos tecnológicos. Para que não haja ameaça ao potencial das exportações brasileiras, deve-se aprimorar a tecnologia de produção para aumentar o rendimento industrial. E os atores privados da cadeia do álcool precisam atentar para as possibilidades da alcoolquímica, sendo que cabe ao poder público minimizar os riscos para o investimento privado.

De acordo com Feres (2010), os países que podem alcançar posições de destaque no cenário internacional de biocombustíveis são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. As vantagens comparativas do Brasil derivam das suas condições de clima e de solo, às quais se agregou a base de pesquisa e desenvolvimento que foi oferecida a partir do Proálcool.

Os futuros mercados de etanol poderão ser caracterizados por diversas regiões de abastecimento e produção com suportes tecnológicos e financeiros que assegurem a sustentabilidade e, consequente, comercialização do produto (Faaij; Szwarc e Walter; 2008). E os benefícios da produção e uso do bioetanol de cana-de-açúcar no Brasil podem servir como uma plataforma e modelo para a aceitação e desenvolvimento de fontes renováveis de combustíveis para o mundo (Amaral et al., 2008).

Acordos internacionais estabelecem a substituição, em 10%, da matriz de combustível fóssil para a de fonte renovável, nos próximos 10 anos, isso representa um mercado de mais de US$ 100 bilhões (MCT, 2010). O aumento na demanda de exportação do etanol exige tecnologia voltada para o aumento da produção aliada com práticas de sustentabilidade, uma vez que o mercado importador exige selos que atestem o modelo sustentável de produção. Para fazer transferência tecnológica, exige-se que o Brasil também possa investir em ciência básica e aplicada que implique no desenvolvimento de inovações tecnológicas de produção.

Segundo Zuurbier e Vooren (2008), as projeções de produção de etanol para o Brasil, Estados Unidos e União Europeia indicam que o abastecimento projetado para 2020 será alcançado com a combinação de tecnologias de primeira e de segunda geração, em um mercado aberto. O desenvolvimento das tecnologias de segunda geração aumentará a competitividade do preço do etanol em relação a outros combustíveis, mas o preço do petróleo é crucial para o desenvolvimento desse mercado de biocombustíveis. O quadro 9 demonstra a

estratégia que diversos países tem para a introdução do bioetanol em suas matrizes energéticas:

Região/Países Uso do Etanol Estratégias de Suprimento.

América Latina

El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Costa Rica, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Argentina.

Já estão adicionando o etanol à gasolina em uma proporção de 5% a 24% ou tem programas previstos para iniciar esta adição.

- O projeto de

desenvolvimento

agroindustrial com

reestruturação das usinas já existentes e implantação de novas.

- Importações.

- Argentina tem planos de atender a demanda doméstica com folga e se tornar exportadora.

- Para atender aos compromissos do Protocolo de Quioto os países tem de diminuir o uso de combustíveis fósseis.

América do Norte Estados Unidos e Canadá.

Mistura de até 10% do etanol à gasolina e incentivo para os carros bicombustíveis com mistura de 85% de etanol.

- O projeto de

desenvolvimento

agroindustrial com

reestruturação das usinas já existentes e implantação de novas.

- Importações.

- No Canadá está sendo desenvolvida uma política de incentivo à produção como subsídios, incentivos fiscais e obrigatoriedade de mistura e também incentivos para projetos para carros flex do tipo E85.

Ásia e Oceania

China, Índia, Tailândia, Austrália, Indonésia.

Já estão adicionando o etanol à gasolina e tem projetos de aumentar gradativamente a proporção da mistura dentro de uma escala de 5% a 20%.

- O projeto de

desenvolvimento

agroindustrial com

reestruturação das usinas já existentes e implantação de novas.

- Importações.

- A China tem programa que só aceita matéria-prima que não intervenha na oferta de alimentos. - Incentivos tributários. - Subsídios a produtores na Austrália - Introdução de carros bicombustíveis na Tailândia. Países da União Europeia Uma diretiva traçou o plano de uso de

energias renováveis deverá ter 20% de energias renováveis em sua matriz em 2020, sendo a participação mínima dos biocombustíveis de 10% do consumo de combustíveis do setor de transportes. Nos países em que já há a

- Incentivos fiscais.

- O projeto de

desenvolvimento

agroindustrial com

reestruturação das usinas já existentes e implantação de novas.

mistura de etanol à gasolina, a

proporção chega a 10%. - Importações. - A Suécia é um dos países mais favoráveis e que mais incentiva a produção de uso de biocombustíveis na Europa. África

África do Sul, Zimbábue, Nigéria, Sudão,

Percentual de mistura de 8% a 12% na gasolina.

- Projeto de desenvolvimento

agroindustrial com

reestruturação das usinas já existentes e implantação de novas.

- Importações.

- Contratos de parceria para transferência tecnológica com a Petrobras e a Embrapa. Quadro 9 – Estratégias de inserção do bioetanol.

Fonte: MAPA, 2010. (Com adaptações)

Segundo Neves (2010), as exportações de etanol brasileiro somaram 5,12 bilhões de litros em 2008. Os principais compradores foram Estados Unidos (34%), Holanda (26%), Jamaica (8%) e El Salvador (7%). Embora o volume exportado seja pequeno se comparado à produção total, o volume de exportação já aumentou 14 vezes desde 2001, e a tendência é de crescimento contínuo. Em relação ao uso de etanol como biocombustível, o autor salienta que há uma cadeia de ganhos nessa indústria, sendo que as distribuidoras faturaram US$ 8,6 bilhões e os postos, US$ 11,1 bilhões.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a UNICA formaram uma parceria para promover a imagem do etanol brasileiro de cana-de- açúcar como energia limpa e renovável no exterior, o objetivo é influenciar o processo de construção de imagem do etanol brasileiro junto aos principais formadores de opinião mundial – governos e meios de comunicação, bem como empresas de trading, potenciais investidores e importadores, ONGs e consumidores. As duas instituições assinaram um convênio que prevê investimentos compartilhados.

Fica evidente pela análise dos autores apresentados que tanto o preço competitivo do bioetanol em relação ao petróleo quanto os seus critérios de sustentabilidade socioambiental são duas importantes variáveis que afetam diretamente o sucesso do seu processo de internacionalização; e que essas variáveis estão diretamente ligadas ao aporte tecnológico da sua cadeia produtiva, levando em consideração a pesquisa, o desenvolvimento e também a transferência de tecnologias. Verifica-se também que as redes de inovação tecnológica do setor sucroenergético estão se internacionalizando cada vez mais com a entrada de atores representativos de capital estrangeiro na sua constituição.