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CHAPITRE 4 LES RÉSULTATS

4.1 L ES CARACTÉRISTIQUES DE L ’ ÉCHANTILLON

Há uma série de técnicas usadas em ABA que são úteis de serem conhecidas. A verdadeira arte de ser professor de ABA depende da habilidade de avaliar uma situação rapidamente e determinar qual a melhor opção para ajudar a criança a aprender e ter sucesso em situações variadas. Aqui estão algumas das técnicas básicas:

• Técnica da Transferência de Estímulo – Sobre essa técnica essencial, veja o capítulo sobre Comportamento Verbal (Capítulo 6).

• Modelando o Comportamento – Modelagem é um procedimento de reforçar diferencialmente sucessivas aproximações ao comportamento desejado. Isto significa simplesmente que, quando tivermos uma meta – sentar-se em uma roda por 15 minutos, por exemplo – estejamos preparados para esperar e recompensar por menos, no começo. Poderíamos esperar que a criança se

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Nota dos tradutores: Há muitos analistas de comportamento que não concordam com esta afirmação, pois em muitos programas é importante estabelecer/solicitar primeiro contato visual, antes das tentativas.

é fazer com que a criança sempre termine com um sucesso. Assim, se sabemos que ela vai se aborrecer após 10 minutos; faremos com que fique sentada por 9 minutos e então dizemos que fez um bom trabalho e que agora pode ir brincar. Assim, estaremos no controle do tempo, ela aprende a nos ouvir, sente-se bem pela realização e provavelmente ficará feliz em repetir o feito. Expandiremos lentamente os limites, até que ela esteja cumprindo a tarefa por quanto tempo ou da maneira planejada.

Um problema poderia ser como isso pareceria para outras crianças na classe, que poderiam perguntar por que alguém é tratado de maneira diferente. A resposta poderia ser: “O Caio é novo e ainda está aprendendo nossas regras” ou “Nós vamos ajudar o Caio a aprender a escutar uma história por mais tempo e ele vai nos ajudar com o quebra-cabeça”.

• Momentum Comportamental – Significa passar rapidamente por uma série de comandos que a criança pode realizar facilmente e então passar para um mais difícil dentro da série. O “momentum”, construído por uma série de respostas corretas e reforçamentos, facilitará o sucesso de uma demanda mais difícil. A idéia é deixar a criança habituada a responder. (Pense em “Macaco Simão diz” ou “siga o mestre”). Os SDs devem ser repassados rapidamente para construir o momentum. Por exemplo: “Toque seu nariz! – Bata palmas! – Bata os pés! – Toque suas orelhas! – Diga Papai!”.

• Encadeamento – é ensinar todos os passos de uma tarefa individualmente na ordem que resulta no comportamento final desejado. O encadeamento de trás- para-a-frente ensina o último passo primeiro, então o penúltimo e assim por diante. Esse método é muito usado para ensinar linguagem. Por exemplo, as crianças podem achar mais fácil completar a última palavra de uma canção, por exemplo: “Ciranda, cirandinha, vamos todos __________”. O Encadeamento de frente-para-trás ensina cada passo a partir do começo, isto é: “Primeiro ligue o computador, depois clique no ícone do Chico Bento, então jogue”.

• Diminuir uma demanda – Como sempre desejamos que a criança complete uma tarefa com sucesso, é correto facilitar a demanda ou a tarefa quando esta é muito difícil. Deste modo, a criança continuará trabalhando sem “fugir da demanda”. Um exemplo poderia ser: “Diga ‘Bom dia, Dona Maria’”, então “Diga ‘Bom dia’” então só “Diga ‘Ôi’”.

• Esvanecimento - É a remoção gradual da ajuda ou de dicas. Por exemplo, em um programa de nomeação expressiva de objetos, você pode começar mostrando uma figura do Cascão, perguntando “Quem é esse? Cascão!” e então gradualmente vá para “Quem é esse? Cas...” e depois finalize com “Quem é esse?”. Outro exemplo poderia ser traçar uma letra sobre uma já impressa,

I NSTRUÇÃO - CAPÍ TULO 8- 9 extras, gradativamente retiramos o apoio – à medida que ganham competência. O esquema de esvanecimento dependerá da criança e da dificuldade da tarefa. Se continuarmos dando dicas ou ajudando quando já não é mais necessário, a criança pode tornar-se “dependente de dica”, isto é, incapaz ou desmotivada a fazer a tarefa sem a assistência extra.

• Generalização – Uma resposta reforçada na presença de um estímulo resulta em uma tendência a responder da mesma maneira aos estímulos que compartilhem propriedades semelhantes. A generalização é uma coisa boa – geralmente. Permite que identifiquemos uma caneta corretamente mesmo que ela seja vermelha ou azul, Bic ou Cross, tinteiro ou esferográfica, etc. Nós queremos que- as crianças generalizem boas maneiras, de modo que digam “por favor” e “obrigado” não apenas quando a mãe está por perto, mas todas as vezes que alguém lhe dê alguma coisa.

Queremos que as crianças generalizem no tempo, através de ambientes e com diferentes pessoas. Isto é, não queremos que a criança só aprenda a identificar a cor vermelha durante uma situação um-para-um na sala de terapia e não seja capaz de identificar algo vermelho na cozinha. Para ajudar no processo de generalização, gostamos de usar vários professores diferentes e variados ambientes de aprendizagem.

Uma supergeneralização normalmente acontece quando a criança começa a nomear coisas antes de ser capaz de fazer discriminações mais finas. Por exemplo, uma criança pequena chama seu pai de “Papai”, mas também chama de “Papai” todos os outros homens adultos. Até que a criança tenha um vocabulário mais amplo, uma palavra ou frase pode servir – ser generalizada – para muitas coisas. “Colo” pode significar ao mesmo tempo me pega, estou com sono, quero ir embora, etc.

Procure por algo positivo todo dia

Pense nos ganhos em vez de sempre se concentrar nas falhas. Alguns

dias serão mais difíceis que outros. Lembre-se que este é um processo de aprendizagem gradual e não segue uma progressão linear perfeita.