CHAPITRE 3 MÉTHODE
3.4 L ES DÉFINITIONS DES VARIABLES ET DES INSTRUMENTS DE MESURE
3.4.1 Les définitions des variables et des instruments de mesure
O ABLLS foi mencionado numerosas vezes do começo ao fim deste manual, e ele torna a feitura do estabelecimento do currículo bem mais fácil para você. Entretanto, se optar por estabelecer seu próprio currículo, talvez usando um dos recursos mencionados, aqui estão algumas dicas.
1) Mantenha-o apropriado em termos de desenvolvimento. Se você não está usando o
ABLLS, tenha certeza de tentar ensinar habilidades que sejam adequadas em termos
de desenvolvimento e na seqüência correta. Se as crianças com 3 anos de idade geralmente não são boas em compartilhar, então esta pode ser uma habilidade que deveria ser ensinada mais tarde, em um momento do desenvolvimento mais apropriado. Pergunte a si mesmo: “Eu esperaria que uma criança da mesma idade
e com um desenvolvimento típico tivesse esta habilidade?” Da mesma forma, só
porque seu aluno tem 8 ou 9 anos, você não deveria esperar que ele desempenhasse neste nível, sem construir gradualmente tal competência. Comece onde o seu aluno está e vá daí para a frente. Deixe que os dados e observações do seu aluno o guiem nas decisões quanto à programação.
identificar as letras e seus sons antes de ser capaz de ler fluentemente. Tem que ser capaz de contar de frente para trás e de trás para frente antes de somar e subtrair. Se seu filho/aluno está com dificuldades ou não está conseguindo “pegar” alguma coisa, você pode ter pulado um passo intermediário.
3) Esteja atento quanto às “Habilidades de Jardim de Infância”. Como nossas crianças estão freqüentemente em idade pré-escolar ao começar um programa ABA, pode haver talvez uma tendência a começar ensinando habilidades de pré-escola, tais como letras, números, cores, formas. Cuidado. Se seu aluno não é verbal, ou é um
“verbal emergente” ensinar tais habilidades pode não ser a melhor forma de usar o
tempo da criança, que pode ser mais bem empregado no ensino de mandos, no seu
ambiente natural. Além disto, o quanto é funcional ensinar cores para a criança se
ela ainda não sabe pedir suco quando está com sede, ou pedir seu vídeo preferido? Comida e vídeos são concretos e naturalmente reforçadores. “Oval” ou “losango” são conceitos muito abstratos, e de qualquer maneira provavelmente seu aluno não precisará pedir alguma coisa oval no decorrer do dia.
4) Comece com habilidades funcionais ou pré-requisitos. As habilidades e conhecimentos funcionais são aqueles que seu aluno/filho irá precisar freqüentemente durante o dia. As habilidades ou conhecimentos pré-requisitos são aqueles que irão conduzir ao domínio de outros conceitos. Por exemplo, emparelhar é uma habilidade pré-requisito para a leitura.
5) Não superestime as habilidades de seu aluno. Garanta que a habilidade esteja consistente antes de considerá-la dominada. Dominar uma habilidade é mais do que
“sabê-la de cor” – ou em termos de CV (comportamento verbal): “rápido, correto e sonoro”.
6) Comece com pouco. Comece com poucos programas e sessões curtas. Você pode gradualmente adicionar programas e aumentar a sessão. Também pode passá-los duas vezes durante uma sessão, se achar que há tempo e a criança está pronta para mais. 7) Trabalhe com o estilo de aprendizagem de seu aluno. Algumas crianças são
aprendizes visuais e podem responder bem ao computador, ou precisam VER como alguma coisa é feita. Alguns são aprendizes auditivos e podem se dar bem com
instruções verbais. Alguns garotos são aprendizes cinestéticos e precisam manipular fisicamente as coisas. Algumas vezes funciona uma abordagem
combinada. Entretanto, lembre-se que, se quiser levar seu aluno na direção de um estilo de aprendizagem mais típico, pode precisar desenvolver nele a habilidade de aprender em diferentes áreas.
8) Existem diferentes maneiras de ensinar tudo. Se um programa não estiver funcionando, você pode mudar o estímulo, o local ou o método? Por exemplo, você pode ensinar números usando fichas (flashcards)24 ou seja, colocando as fichas sobre
uma mesa; mas também pode ensinar números escrevendo-os com giz na calçada ou na rua e fazendo seu aluno pular ou pisar sobre eles quando pedido. Seja criativo. Continue tentando coisas diferentes.
CURRÍ CULO - CAPÍ TULO 7- 16 de ensinar cores – a criança pode muito bem ser capaz de demonstrar compreensão e de aprender “não-verbalmente”.
10) Vários tipos de estilos de ensino podem ser incluídos. A ABA é uma área ampla e pode incluir uma variedade de abordagens, tais como DTT25 (Ensino por Tentativa
Discreta), NET (Ensino em Ambiente Natural), “Floortime”26, etc. Contanto que você
siga os fundamentos do reforçamento positivo, divida as tarefas em passos pequenos, dê dicas e modele, estará usando a metodologia da ABA. Você pode decidir ensinar alguns programas em ambientes naturais na medida em que oportunidades apareçam; para outros programas, pode querer seguir o método DTT.
11) Mantenha-o atual. Revise os dados. Observe seu aluno/filho e as sessões. Ajuste o foco sempre que necessário. O programa está funcionando? O currículo continua pertinente? Se não, você pode mudar como está ensinando ou o que está ensinando. É correto “dar um tempo” aos programas: se preciso, ponha-os “em espera” ou mude o método. O programa e o planejamento do currículo é um processo contínuo e interativo.
12) Não continue ensinando uma habilidade após sua conclusão lógica. Se seu aluno/filho consegue identificar os sons ambientais mais comuns, por exemplo, provavelmente você não precisa que ele seja capaz de distinguir entre os sons de uma motocicleta e uma bicicleta cheia de lama, ou identificar um pandeiro. Quantas vezes ele precisará dizer “Ouça mamãe, eu ouvi um pica-pau de crista vermelha?” O tempo da criança será provavelmente mais bem gasto aprendendo uma nova habilidade. 13) Incorpore informações de outros profissionais. Se você estiver trabalhando com um
Fonoaudiólogo, Terapeuta Ocupacional, Ludoterapeuta, etc., pode incluir as idéias deles no planejamento curricular. Embora uma sessão de meia hora semanal possa ser útil, pode ser mais proveitoso incorporar suas técnicas e sugestões no currículo, de forma que a criança possa trabalhar freqüentemente tais habilidades durante o dia. Por exemplo, um Fonoaudiólogo pode ser capaz de orientar você na montagem de exercícios articulatórios que você pode aplicar algumas vezes ao dia, todos os dias. Um TO pode ajudar a montar um programa de “dieta sensorial” para ser usado durante cada sessão.
14) Lembre-se que todas as crianças são diferentes. As crianças desenvolvem-se de diferentes maneiras e vão precisar de uma maior ou menor atenção em áreas específicas. Se seu aluno/filho é excepcional em atividades motoras amplas ou habilidades para brincar, mas tem déficits de linguagem e habilidades acadêmicas, você pode precisar concentrar mais atenção nessas áreas. Os déficits em uma certa área podem merecer mais tempo e esforço do que os de outras áreas.
15) Coordene a aprendizagem com o currículo escolar – se isto fizer sentido. Por exemplo, se a pré-escola está estudando o tempo, você pode decidir trabalhar com palavras e conceitos tais como sol, vento, chuva, etc. Pode incluir fotos das crianças da sala-de-aula como parte de um exercício sobre pessoas conhecidas.
25
DDT – em inglês: “Discrete Trial Teaching”.
26
“Floortime” é um método de tratamento e uma filosofia de interação com a criança com TID que consiste em se aproximar da criança no seu nível de desenvolvimento, seguindo sua liderança em atividades lúdicas e sintonizando seus desejos e interesses. Ver: www.floortime.org/
Por exemplo, algumas pessoas incluem cores e formas em “Conhecimentos Gerais”, outras vão incluí-las em “Linguagem Receptiva” e algumas podem decidir que se ajustam em “Pré-Acadêmica”. Você pode descobrir que as categorias precisam mudar com o passar do tempo – podem ser combinadas (Brincar + Habilidades Sociais) ou mudar para refletir categorias mais parecidas com as escolares (Leitura, Escrita). Divida sua “Pizza Curricular” da maneira que você quiser – se achar melhor, acrescente “fatias”!
17) Fique de olho nos objetivos. Saiba quais são seus objetivos de curto e longo prazo e
I NSTRUÇÃO - CAPÍ TULO 8- 1
8. Instrução
Torne o ambiente de aprendizagem reforçador. Prepare o ambiente de aprendizagem. Combine e varie demandas de ensino. Intercale tarefas fáceis e difíceis. Aumente gradualmente o número de demandas. Agilize o ritmo de instrução. Ensine fluência das habilidades. Cartões de dicas para professores. Contato visual. Técnicas comportamentais usadas em ABA. Exemplo de currículo, espaço de trabalho e aulas.
Ensinar ABA é ciência e arte. Uma vez que você compreendeu os conceitos e a metodologia, você precisa saber quando e como aplicá-los. Você terá de tomar decisões por si mesmo. Toda criança pode aprender – seu trabalho é descobrir a melhor maneira de ensiná-la. Há algumas coisas que você pode fazer para tornar a experiência mais fácil e agradável para ambos.
Ca pít ulo