EFFICACITÉ ET INNOCUITÉ DES TECHNIQUES D ’ ABLATION DE L ’ ENDOMÈTRE DANS LE TRAITEMENT DES SAIGNEMENTS UTÉRINS ANORMAUX
5.2 Techniques d’ablation de deuxième génération
5.2.3 L’ablation hydrothermique
Para atingir os objetivos deste trabalho, foi elaborado um material didático com foco em aspectos fonéticos relevantes da Língua Inglesa, a fim de favorecer o desempenho da oralidade em alunos do Ensino Médio na produção em Inglês de gêneros textuais orais como o Limerick; e posteriormente analisados os resultados obtidos com a aplicação. Este material foi aplicado junto a alunos do Ensino Médio de um colégio particular situado na cidade de Londrina-Paraná.
A fonética do Inglês foi trabalhada com a presença de tópicos explicativos de como assimilar e produzir os sons relevantes da Língua Inglesa para falantes brasileiros. As atividades presentes no material em questão têm a intenção de tornar os alunos aptos a entender os símbolos fonéticos da Língua Inglesa para assim produzir os sons, praticando-os em diálogos contextualizados.
As atividades foram finalizadas pela criação de um Limerick oral produzido e gravado pelos alunos através das ferramentas que eles possuem como celular ou computador, o qual será enviado por email para a análise do áudio pela professora.
Para a produção do material em discussão nesta dissertação, foi optado por sons da Língua Inglesa que são relevantes na pronúncia para os falantes do Português Brasileiro6. Para tanto, a professora pesquisadora teve de questionar os temas escolhidos quanto à necessidade deles no material elaborado, levando em consideração o nível de conhecimento dos alunos e o tempo hábil para a aplicação do produto. O primeiro questionamento da professora pesquisadora surgiu ao iniciar a elaboração do produto, uma vez que o tema de abertura não poderia ser algo aprofundado sobre fonética, para que assim os alunos não se desmotivassem sobre a temática ao se deparar com algo que possui certa complexidade. Desta forma, a solução da temática inicial do material elaborado, deu-se através do conhecimento da vivência em sala de aula da professora pesquisadora, onde foi concluído por ela que grande parte dos alunos realizam na primeira aula o equívoco de pronunciar as palavras da mesma forma como são escritas. Então, é através da discussão sobre writing x pronunciation que o produto é iniciado, fazendo uso de exemplos do inglês e também do português, para que assim os alunos não pensem que o fonema se difere do grafema somente na Língua Inglesa.
A discussão inicial sobre a diferença de grafema e fonema dá abertura para a introdução dos símbolos fonéticos, para que os alunos possam compreender que a fala pode ser representada por símbolos, evitando assim um possível equívoco que eles possam cometer na pronúncia através da simples leitura das palavras em inglês. Para mostrar a serventia dos símbolos fonéticos, foi optado pela professora pesquisadora em continuar o material elaborado com o uso do dicionário como suporte para pronunciar palavras na Língua Inglesa, uma vez que a pronúncia fonética está presente neste tipo de ferramenta.
Antes de iniciar a análise para quais sons da Língua Inglesa são relevantes para o falante do português brasileiro, a pesquisadora optou por inserir no material os sons, e seus respectivos símbolos fonéticos, das letras do alfabeto. Assim é possível discutir que uma letra pronunciada de forma individual possui um som e quando inserida em uma palavra pode possuir outro, fato que possibilita a criação de pronúncias inadequadas na fala em inglês, como por exemplo, a palavra apple, onde
6
Caracteriza-se aqui como português brasileiro, pois há grandes variações linguísticas e estruturais da língua portuguesa de outros países.
falantes equivocados perante ao som que a letra A possui no alfabeto /ei/, pronunciam /eipəl/, sendo que a fala satisfatória para apple é /ˈæpəl/.
Para dar continuidade ao material era necessário pensar quais seriam os sons discutidos e a sequência a ser seguida, para tanto a professora decidiu por optar por tópicos analisados pela pesquisadora em aspectos fonéticos Cristófaro- Silva (2012) no livro “Pronúncia do Inglês- para falantes do português brasileiro”. Entretanto nem todos os sons discutidos neste livro foram abordados no material elaborado, pois a professora pesquisadora confrontou os tópicos levantados por Cristófaro-Silva (2012), com a sua experiência de 7 anos em sala de aula para assim chegar ao sumário final do produto. O livro “Pronúncia do Inglês- para falantes do português brasileiro” foi escolhido como base para a escolha dos sons inseridos no material uma vez que autora Cristófaro-Silva (2012, p.16), afirma que: “Como se trata de um livro diretamente voltado para os falantes do português brasileiro, serão enfatizados aspectos da pronúncia do Inglês relevantes para os brasileiros que aprendem Inglês como língua estrangeira.”
Os sons escolhidos foram divididos conforme as letras que os emitem iniciando assim pelas consoantes, assim elas foram divididas em voiceless (desvozeadas) e voiced (vozeadas). Este primeiro momento do tópico consonant sounds (sons das consoantes), é para uma explicação da emissão de tais sons de forma geral para que não houvesse a necessidade da explicação desse tema em cada aula que o tópico estivesse presente. A professora pesquisadora pensou em iniciar a apresentação das consoantes as dividindo em voiceless (desvozeadas) e voiced (vozeadas) ao lembrar-se dos sons existentes para o TH // e /θ/, e da necessidade de eliminar o acréscimo da vogal I da pronúncia no final de palavras como, por exemplo, milk /mɪlk/, temas que também foram discutidos no produto.
Durante uma das aulas da qual a professora pesquisadora leciona durante a semana, um aluno questionou o porquê da diferença na pronúncia do artigo THE /ði/ e /ðə/, em frases distintas presentes em um diálogo. A professora apresentou os argumentos com exemplos para sanar a dúvida do aluno, e então foi optado por adicionar estes sons ao produto, uma vez que os alunos desconhecem a diferença.
O som da consoante G foi acrescentado, pois durante a pesquisa para a elaboração do produto a professora se deparou com reportagens e discussões sobre a pronúncia da palavra GIF /jif/. Este assunto estava em alta nesse momento devido
ao pronunciamento realizado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, adotando uma pronúncia para esta palavra. Em contrapartida o criador do GIF, se proferiu tomando frente quanto à forma “correta” de dizer o nome de sua criação, além disso, se trata de uma ferramenta virtual que faz parte do cotidiano dos alunos, assim tal som foi tido como relevante para o material. Para que a letra G não ficasse limitado a sua presença somente na palavra GIF, a professora pesquisadora optou por prolongar a discussão dos sons emitidos por esta consoante através do uso do sufixo-ING, para que os alunos pudessem compreender que não há a pronúncia significativa da letra G neste caso.
Uma discussão presente no material que pode não ser muito familiar para residentes de outras regiões do Brasil, que não sejam do interior, é o som emitido pela letra R no início de palavras na Língua Inglesa devido à forma como foi abordada em sua apresentação. A professora escolheu acrescentar este som no produto, não somente pela diferença de sua pronúncia do Inglês Americano para o Britânico, mas para que os alunos para os quais ela leciona, na cidade de Londrina no interior do Paraná, pudessem se orgulhar da pronúncia que realizam da consoante R, sendo um R “puxado”, um som muito característico dessa região, que se iguala ao som emitido pela LI. O som do R foi estendido para discutir o connected speech (conexão das palavras durante a fala), uma vez que o som dessa letra é emitido para conectar palavras durante a fala em uma frase.
Para que os alunos entendessem a diferença do som da letra R que reproduzimos no interior do estado que se assemelha ao produzido na LI como em rose, ao som “seco” que esta mesma letra reproduz no Português em palavras como rosa, a professora deu sequência ao material com a letra H, responsável por este último som emitido na Língua Portuguesa pela letra R. Também para a consoante H, foi explicado a isenção de som em algumas palavras como em helicopter, por isso a professora pesquisadora pôde dar continuidade ao material fazendo uso do tema das sillent letters (letras silenciosas) em outros casos existentes.
Para discutir as vogais, não foi necessária uma seleção prévia de quais seriam discutidas no material, uma vez que existem somente 5 delas. Logo no início do capítulo dedicado a este tema, foi selecionada uma imagem para que os alunos pudessem ter conhecimento uma vez mais, de que em Inglês, as palavras podem ser pronunciadas diferentemente da forma como são escritas, pois apesar de existirem somente 5 vogais, em LI as mesmas totalizam 11 sons diferentes. Desta
forma, o material trouxe cada vogal, com seus respectivos sons e algumas observações sobre essas diferentes pronúncias. O som chamado de schwa /ə/ foi acrescentado de forma que antecede todas as vogais, uma vez que ele pode ser emitido por diferentes letras.
Por se tratar de um material no qual se espera que ao final o aluno esteja apto a realizar pronúncias na LI de forma satisfatória, a professora pesquisadora optou também por adicionar tópicos que são perceptíveis somente durante a fala como sentence/word stress, intonation, rhyming e homophones.
A primeira produção do produto educacional aqui discutido foi realizada através do programa chamado Power Point que faz parte do pacote Office – o download para teste deste programa pode ser realizado através do link: <http://www.baixaki.com.br/download/microsoft-powerpoint.htm>. Esta decisão foi feita, pois a professora pesquisadora teve como ideia criar um material sobre fonética utilizando vídeos e áudios, e o Power Point era, até então, o único programa de conhecimento da pesquisadora que poderia suportar diferentes mídias. Neste primeiro momento, a ideia era de criar um material que proporcionasse o conhecimento sobre fonética da Língua Inglesa para alunos do Ensino Médio de uma escola regular iniciando com a temática sobre Lendas Urbanas.
Desta forma, os alunos iriam discutir o tema em questão e então partir para as particularidades da fonética da Língua Inglesa e finalizar com a criação de um Limerick sobre Lendas Urbanas. Entretanto este projeto foi modificado, pois, ao iniciar o material com a discussão sobre a temática das Lendas Urbanas, seria necessário um grande número de aulas, uma vez que o produto educacional estava longo, além disso, os alunos que não se sentirem à vontade sobre o tema teriam que escrever sobre ele da mesma maneira que os demais alunos.
O segundo esboço foi criado com base no mesmo programa do primeiro, o Power Point. Para a criação deste segundo produto, houve a possibilidade de reaproveitar algumas páginas do primeiro esboço sobre a fonética da Língua Inglesa. Ao levar o material para os orientadores, foi observado o excesso de informações e a falta de possíveis interações entre o produto educacional e os alunos. Para tanto, decidiu-se por reorganizar este mesmo material, a fim de poder ser aplicado em sala de aula de forma que se tornasse mais interessante a alunos do Ensino Médio de uma escola regular. É possível analisar este esboço no link: <http://cintiaps.pbworks.com/w/file/111120766/produto%202%20versao.pptx>.
Para dar continuidade à criação do produto educacional, a professora pesquisadora usou as observações levantadas pelos orientadores e assim utilizou o segundo esboço como base para uma melhor versão. Para que isto fosse possível, foi realizada pesquisa de vídeos através do site <youtube.com> que abrangessem os temas fonéticos discutidos no produto educacional. A ideia era de que os vídeos colaborassem com a interação do produto educacional com os alunos e se tornasse mais atraente, podendo também facilitar o entendimento de algumas explicações. Para adicionar os vídeos no Power Point, é necessário salvá-los na mesma pasta do documento criado, assim não é possível que eles funcionem em outro computador. Então a professora pesquisadora optou por colocar os links dos vídeos abaixo deles e, além disso, os adicionar em sua wiki onde o professor, ao usar o material, possa baixá-los para utilizá-los em sala de aula.
Um questionamento que a professora pesquisadora se fez era de que os alunos deveriam ter oportunidade de ouvir as palavras presentes no produto educacional pronunciadas por uma pessoa que não fosse brasileira, de preferência um nativo da Língua Inglesa. Assim, uma alternativa encontrada pela pesquisadora foi a de pedir a um colega americano – chamado Garey que reside em Martinez, Califórnia, nos Estados Unidos da América - para que gravasse o conteúdo que estava em Inglês no produto educacional em diferentes faixas de áudio para serem adicionados corretamente ao material. As redes sociais são grandes aliadas em encontrar pessoas que são falantes nativos da Língua Inglesa, ou até não são mas residem em países que têm como língua materna o Inglês, situação que colabora para a criação de material para a aprendizagem desta língua e até para a prática dos alunos. Enfim, a professora pesquisadora entrou em contato com o Garey, através de uma rede social da qual ambos fazem parte, para pedir que ele gravasse as faixas de áudio, pedido que foi aceito imediatamente por ele. As faixas demoraram 10 dias para retornarem para a professora pesquisadora, que logo as adicionou ao produto educacional no Power Point, para que pudesse ser levado aos orientadores de forma completa.
Ao iniciar a aplicação, a professora se deu conta de que não haveria como os alunos terem contato autônomo com o produto educacional, uma vez que ele foi criado através do Power Point, que não é um programa online, e para que um aluno tenha acesso a ele, deve-se salvar o documento no computador a ser usado. Ao ser percebido este problema e o fato de o colégio não dispor de uma sala de informática
com os equipamentos necessários, a professora pesquisadora necessitou rever a criação do produto educacional.
Foram pesquisadas através do site de busca <google.com.br> as ferramentas disponíveis para a publicação de um material em forma de ebook que pudesse possuir vídeos e áudios, uma vez que a característica do ebook é a de possuir textos e não interatividade. Através desta pesquisa, foi possível descobrir um programa chamado Kotobee Author, o qual cria ebooks com toda a interatividade que a professora pesquisadora necessitava. Foi realizado o download grátis do programa pelo site <https://www.kotobee.com/pricing>, e então a pesquisadora começou a interagir com esta nova ferramenta, a fim de descobrir as funções disponíveis nela e se seria possível criar o produto educacional através dela. Após um tempo para descobrir quais as funções presentes neste novo programa, a professora pesquisadora iniciou a criação do produto educacional neste novo formato. O programa Kotobee Author permite criar um ebook interativo com base em um PDF que você possa possuir. Desta forma, a professora pesquisadora salvou no formato .pdf o produto educacional que se encontrava em .ppt, o próprio Power Point permite realizar esta conversão através da guia ‘Arquivo’, em ‘Salvar Como’. Após este processo, o PDF foi aberto no programa Kotobee Author para que os vídeos e os áudios fossem adicionados.
Ao fim da elaboração do produto educacional pelo programa Kotobee Author, a professora pesquisadora não encontrou uma forma de publicar online o material através desta mesma ferramenta. Assim, foi optado por salvar o produto educacional nos formatos ebook.exe e ebook.zip na nuvem da professora pesquisadora pelo Google drive nos seguintes links: <https://drive.google.com/open?id=0Byj9u0Les9nob0p2Wl9TVnlnOGM>,
<https://drive.google.com/open?id=0Byj9u0Les9nocENBd1Y0a1pScTQ>,
<https://drive.google.com/open?id=0Byj9u0Les9noUDltVVNEZWFQRmc> e <https://drive.google.com/open?id=0Byj9u0Les9noWDNoSDgxaVV4OFk>.
O material é o mesmo em todos os links, porém a disponibilidade em locais diferentes fez-se necessária para evitar problema com o carregamento do material. O aplicativo é simples de ser manuseado, pois possui poucos botões de navegação, facilitando o uso por parte dos alunos e do professor. Para maior compreensão na forma de manusear o material, foi elaborado o esquema que se segue.
Imagem 4 – Tela de download do material. Fonte: Produto Educacional.
Imagem 5 – Tela do aplicativo do material. Fonte: Produto Educacional.
Para iniciar a aplicação desse material, é necessário que o professor introduza o tema da fonética da Língua Inglesa para os alunos, para que assim eles
se sintam situados durante as aulas. O material possui essas introduções, mas o professor deve se sentir livre para complementá-las. Além disso, é fundamental que o professor assista aos vídeos antes da visualização pelos alunos, pois há vídeos que não possuem explicação e atividades no material, cabendo ao educador fazer este papel, o de introduzir o tema e discutir com os alunos.
Durante a aplicação do material, não há necessidade da fala do professor em todas as páginas, os alunos podem fazer o estudo dirigido e o professor somente irá mediar esta aprendizagem, cabendo ao educador saber quando parar as atividades para explicar o conteúdo, de forma geral para todos os presentes.
Imagem 6 – Exemplo de página com explicação Imagem 7 – Exemplo de vídeo sem
para ajuda do professor. explicação.
Fonte: Produto Educacional. Fonte: Produto Educacional.
Ao aplicar as atividades ou explicações com vídeos, o professor irá encontrar logo abaixo um link para download ou para acesso direto da fonte que a ferramenta foi retirada. É interessante que o professor esteja preparado para qualquer problema que ocorra, pois como de conhecimento, quando se depende do uso das tecnologias, é importante antever o que pode acontecer. Por isso, pode ser necessário que o professor faça o download destes vídeos para que assim evite qualquer problema que venha ocorrer durante a aplicação diante do uso das tecnologias disponíveis.
Para a aplicação dos áudios, ou até mesmo dos vídeos, é interessante que o professor peça aos alunos que tragam de casa fones de ouvido, pois assim o estudante pode se sentir confortável em ouvir quantas vezes for necessário para a compreensão. Além disso, o material disponibiliza as funções completas para utilizar o áudio, pelo qual o aluno pode pausar quando sentir necessidade e até retornar ao ponto que sentiu dificuldade na compreensão, assim o professor fica livre para dar atenção àqueles que sentem uma maior dificuldade em atividades do gênero. Deixando os alunos livres para darem andamento nas atividades, o professor pode se sentar ao lado do aluno que possui uma maior dificuldade e ajudá-lo através de explicações e até mesmo acompanhá-lo durante os exercícios. É possível também que o professor possa acompanhar o diálogo entre duplas diferentes, pois como os alunos estão realizando as atividades e o professor livre para mediar, se torna mais fácil essa participação durante a oralidade dos alunos, além disso, o educador pode fazer anotações das maiores dificuldades e finalizar a aula discutindo esses pontos.
As atividades propostas para a realização pelos alunos estão disponíveis no site
<http://cintiaps.pbworks.com/w/browse/#view=ViewFolder¶m=Material%20para %20download%20-%20fon%C3%A9tica>, para que o professor possa fazer a impressão.