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L’étude 2

Dans le document Sciences de la gestion (Management) (Page 132-171)

A propriedade agrícola, objeto de estudo está localizada na cidade de Boa Vista do Cadeado- RS, com área de cultivo de 70 hectares de soja. A cinco anos o produtor não planta outra cultura a não ser a soja. A propriedade é administrada pelo próprio proprietário- agricul- tor, sendo ele responsável pela parte produtiva e financeira. O produtor rural não possui controles, somente as notas, que são guardadas e enviadas para um contador, e ou, sindicato para a realização do livro caixa, onde é elaborado o imposto de renda pessoa física no ano se- guinte.

4.1.1 Culturas

O processo da cultivação da soja se inicia no mês de outubro, mais propriamente a par- tir do dia 15 de outubro, mas as despesas e parte dos custos ocorrem um mês antes, pois tem todo o manuseio do preparo da terra, que antecedem o plantio, outros custos e despesas são calculados depois da colheita, que ocorre no mês de abril e maio.

Após a colheita da soja é a época do plantio de trigo e aveia, mais conhecido como plantio de inverno, mas o produtor não realiza a planta de inverno a 5 anos, ele deixa o aze- vem cobrir naturalmente o solo, para palhada e cobertura da terra, a principal renda do produtor é a soja, foi o cultivo da soja que gerou toda a receita em 2014. A mão de obra é feita pelo proprietário e quando necessário ele contrata funcionários temporários, principalmente na planta ou colheita da soja, em 2014 o produtor utilizou mão de obra somente na colheita, o plantio foi realizado pelo mesmo.

4.2. RECEITAS, DESPESA/CUSTO

São apresentados os dados relativos as receitas, despesas e custos, que servem como base para elaborar o livro caixa e realizar a análise, e para elaboração da contabilidade. A re- ceita federal por meio do regulamento do Imposto de Renda- RF- pessoa física, quanto a

atividades rural, estabelece que as receitas e despesas representam, respectivamente, acrésci- mo e diminuição de seu patrimônio líquido.

Essas receitas e despesas são controladas em contas específicas que, em geral, são de grande volume, chamadas contas de resultado, pois a cada aquisição e ou recebimento de in- sumos, referente ao produto que está sendo efetuado são as notas emitidas, e estas devem ser lançadas uma a uma, tendo como base os dados do produtor em cada documento para que seja considerado idôneo.

Assim, há necessidade de separação de cada nota em custo, receitas, financiamentos e aquisição de máquinas, equipamentos, ou seja, bens móveis e imóveis de uso para a manuten- ção da produção.

4.2.1. Receitas

A comercialização é umas das partes mais importantes na produção, é o resultado da atividade agrícola, é nela que os esforços de aumento de produtividade e redução de custos, obtidos na produção podem ser ou não realizados. A soja, produto da lavoura desse estudo, pode ser comercializada através do mercado físico, onde o produtor pode vender o produto com entrega imediata ou após breve período de armazenagem (venda em balcão) ou realizar uma venda antecipada para entrega futura (BRAUN; TALAMINI, 2009).

Em 2014 as vendas que o produtor realizou foram todas entregas imediatas, não houve período de armazenamento. Logo após as vendas foi feito um levantamento dos valores que corresponde a receita agrícola, por meio do bloco de produtor, pois é nele que estão todas as vendas que o agricultor fez durante o ano, ou seja, são as notas fiscais referente a comerciali- zação rural.

Tabela 1: Receita de Venda dos Produtos

DATA DA VENDA KG/BRUTO SACAS DE SOJA(60KG)

PR. UNITARIO TOTAL 08/05/2014 49.200,00 820 65,00 53.300,00 26/05/2014 6.000,00 100 66,50 6.650,00 30/06/2014 16.866,00 281 66,50 18.693,15 10/06/2014 36.000,00 600 64,50 38.700,00 09/07/2014 48.000,00 800 59,50 47.600,00 11/07/2014 6.549,00 109,15 61,00 6.658,15 TOTAL 162.615,00 2.710,25 171.601,30

O preço da soja pode variar de um dia para o outro, pois envolve vários fatores como, por exemplo, o dólar, mercado acionário commodities, e também a política que as cooperati- vas e ou empresas que compram o produto adotam.

No ano de 2014 o agricultor entregou os produtos em uma empresa particular, iniciou a venda dos produtos no mês de Maio, onde na primeira venda o produtor vendeu 49.200 kg que correspondem a 820 sacas de soja o preço do dia era R$ 65,00 a saca, a venda gerou um valor total de produto R$53.300,00, na segunda venda foram comercializados 100 sacas a R$ 66,50 cada totalizando R$ 6.650,00.

As sacas de soja são encontradas na seguinte fórmula, o kg bruto é dividido por 60 kg que corresponde uma saca de soja, assim encontrará a quantidade de sacas que o produtor vendeu no dia. No mês de junho foram vendidas 281 e 600 sacas de soja, na primeira venda o preço do dia foi de R$ 66,50 o valor total do produto R$ 18.639,15 e na segunda venda o pre- ço foi R$ 64,50 o que gerou R$ 38.700,00.

As vendas do agricultor em julho geraram R$ 47.600,00 e R$ 6.549,00, que corres- ponderam a 800 sacas de soja na primeira venda e 109,15 na segunda. Foram vendido no total 2.710,25 sacas de soja que gerou uma receita total de R$ 171.601,30.

Os descontos do Fundo de Assistência ao Trabalhador rural (funrural), ou Contribui- ção Social Rural tem incidência na comercialização da soja, incidentes sobre a receita bruta total, é uma contribuição social destinada a custear a seguridade (INSS) geral. Este tributo é cobrado, com o percentual de 2,3% sobre o resultado/receita bruta da comercialização rural. A tabela demonstra o cálculo do funrural incidente em cada venda de 2014.

Tabela 2: Desconto do Funrural

Data da venda Pr. Total bruto % Funrural Funrural

08/05/2014 53.300,00 2,30 1.225,90 26/05/2014 6.650,00 2,30 152,95 30/06/2014 18.693,15 2,30 429,94 10/06/2014 38.700,00 2,30 890,10 09/07/2014 47.600,00 2,30 1.094,80 11/07/2014 6.658,15 2,30 153,14 TOTAL 171.601,30 2,30 3.946,83

Fonte – Dados da pesquisa (2015)

De todas as vendas realizadas foi descontado os 2,30% do funrural. No mês de maio somando os dois valores das vendas totalizaram R$ 59.950,00 com o desconto 2,30% o valor

do funrural é R$ 1.378,85, em junho uma venda de R$ 18.696,15 e R$ 38.700,00 assim soma- ram R$ 57.396,15 com desconto dos 2,30% o valor do funrural foi de R$ 1.320,20. Nas últimas vendas os dois valores totalizaram R$ 54.258,15 descontando 2,30% o valor do funru- ral é R$ 1.247,94. No ano de 2014 o produtor teve um desconto total de funrural no valor de R$ 3.946,83.

4.2.2. Despesa/custos

Foram incluídas como despesa da atividade rural as despesas com pessoal, utilizadas no mês da colheita, as despesas de insumo, despesas com óleo diesel, aplicação de fertilizan- tes que foi usado na lavoura, manutenção de maquinários e despesas com funrural. As despesas gastas em 2014 foram indispensáveis para o desenvolvimento e realização da colhei- ta.

A saída de caixa foi dividida entre os meses de maio á novembro, pois o produtor pa- gou o pessoal, manutenção de maquinário, os fertilizantes, insumos e óleo diesel para depois da colheita.

Na tabela 3 a separação das despesas de mês á mês, sem os investimentos e financia- mentos, assim foi possível verificar os valores despendidos das despesas que o produtor teve com a lavoura.

Tabela 3: Relação das Despesas

MAIO JUNHO JULHO AGOSTO OUTUBRO NOVEMBRO

Desp. Manut.Máquina 15.546,00 40.950,00 Desp. Pessoal 3.000,00 Desp. Insumo 105.000,00 Despesa funrural 1.378,85 1.320,04 1.247,94 Fertilizante 28.245,00

Despesa com diesel

3.453,00 6.753,00 Total 1.378,85 19.866,04 1.247,94 44.403,00 133.245,00 6.753,00 Fonte – Dados da pesquisa (2015)

A venda de soja no valor de R$ 53.950,00 gerou uma despesa em funrural no valor de R$ 1.378,85. No mês de junho foi pago a manutenção referente maquinário no valor de R$ 15.456,00, despesa com pessoal no valor de R$ 3.000,00, funrural R$ 1.320,04 referente a

venda de soja no valor de R$ 57.393,15, totalizando R$ 19,866,04, de pagamento das despe- sas ocorridas nesse mês.

Em julho a despesa corresponde o funrural R$ 1.247,86, no mês de agosto o agricultor pagou outra manutenção de maquinário no valor R$ 40.950,00, e diesel R$ 3.453,00. No mês de outubro as despesas pagas foram R$ 105.000,00 e R$ 28.245,00, respectivamente os valo- res correspondem a insumos e fertilizantes e a última despesa paga em 2014 foi em novembro com óleo diesel R$ 6.753,00. As despesas totais ocorridas no ano de 2014 é de R$ 206.893,83. Os dispêndios com formação e manutenção da atividade rural são considerados despesas ou investimentos no mês em que forem efetivados como custeio ou como inversão de capital.

Nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, setembro e dezembro não houve retirada de dinheiro do caixa para pagamentos. Teve despesas nesses meses, como por exemplo, apli- cou fungicida/fertilizantes, e houve consumo de óleo diesel para aplicar, mas o pagamento foi efetuado somente depois da colheita, ou seja, essas despesas foram pagas em agosto, outubro e novembro.

4.3. INVESTIMENTOS

Os investimentos no caso da atividade rural são especificamente classificados nos imobilizados, mas alocados no caixa, considerando como despesas a medida que ocorre o pa- gamento dos mesmos.

Tabela 4: Investimento

INVESTIMENTO

QUANTIDADE ESPECIFICAÇÃO VALOR

1 Pulverizador Automotriz Power Jet, Marca JAN- 357.500,00

1 Distribuidora Auto propelido Power Lance 4x4, Marca JAN- 360.000,00

1 Tanque 12 mil litros com registro- 11.111,00

1 Carreta Agrícola Múltipla Hidráulica- 76.594,00

1 Trator Agrícola de Rodas, Marca NEW HOLLAND- 52.000,00

TOTAIS MÁQUINAS E IMPLEMENTOS

857.205,00 Fonte – Dados da pesquisa (2015)

Em 2014 o produtor investiu em maquinários, implementos, equipamentos e motores, visando elevar a eficiência do uso dos recursos da propriedade e da exploração rural.

Através da tabela 4 é possível visualizar os investimentos que o agricultor realizou em 2014. Os bens adquiridos são especificamente para a utilização na atividade rural, sendo esses considerados investimentos e devem ser relacionados no anexo da atividade rural na declara- ção de ajuste anual (TAVARES, 2013), conforme a tabela 4.

O produtor investiu em 2014 um total de máquinas e implementos no valor de R$ 857.205,00. Esse valor corresponde a compra de um pulverizador no valor de R$357.500,00 de uma distribuidora auto propelido R$ 252.340,00, um tanque, uma carreta e um trator, res- pectivamente nos valores R$11.111,00, R$ 76.594,00, e R$52.000,00.

O conceito de investimentos pode ser definido como a aplicação de recursos financei- ros que visem o desenvolvimento da atividade rural e o aumento da capacidade produtiva. Em termos fiscais na atividade rural os investimentos são considerados como despesas e não ape- nas um imobilizado, mas um redutor do resultado da atividade rural, (SAFRAS & CIFRAS, 2014).

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