État de l’art sur l’évaluation de la qualité des images
2.4 Méthodes d’apprentissage automatique
2.4.2 K-Plus proches voisins
O homem é um ser naturalmente social, por isso, onde existem duas ou mais pessoas existe comunicação. A história da comunicação é inerente à história da humanidade.
A história da comunicação iniciou-se no momento em que os integrantes de um grupo primitivo começaram a se entender por gestos e gritos indicativos de objetos, intenções e sentimentos. Os desenhos nas cavernas são propagandas que nos contam a história de quem matou quem, dos tipos de animais da época, dos valores e das culturas. Depois surgiu a linguagem e, com o passar do tempo, a palavra, que não se limita a indicar um determinado objeto, mas sim todos os objetos de uma mesma espécie (fruta, peixe, árvore...). O passo inicial de um itinerário impressionante foi o aparecimento da fala, que permitiu a eficiente transmissão de conhecimento de uma pessoa para outra. (COSTELLA, 2001, 13- 14).
Segundo Thayer (1972, p. 35),
Comunicação pode ser considerada como um processo dinâmico subjacente à existência, ao crescimento, à modificação e ao comportamento de todos os sistemas vivos – indivíduo ou organização. E pode ser compreendida como função indispensável de pessoas e organizações, através da qual a organização ou o organismo se relaciona com o meio ambiente, com os outros e com suas próprias partes, mediante processos internos.
O autor também reforça a importância da comunicação para a existência humana ao compará-la com um
“alimento” ou “combustível” que movimenta a maquinaria física e psicológica do homem. Mais do que isso, a comunicação é “processo vital através do qual indivíduos e organizações se relacionam uns com os outros, influenciando-se mutuamente (sic). (THAYER, 1972, p.35).
A comunicação é essencial para viabilizar a sobrevivência dos sistemas vivos. É constituída de elementos que são interdependentes e, por isso informam e são informados ininterruptamente.
A própria definição de comunicação demonstra a relação intrínseca entre comunicação e informação. Após análise das definições apresentadas por Chiavenato (1997), Alarcon (1994), Sartini (1980) e Thayer (1972) pode-se definir comunicação como o processo social básico de interação entre partes, em que o pensamento é transmitido por qualquer canal, o fluxo de informação é permanente e intercambiável em diversas situações sociais e a informação é compreendida por quem a recebe.
Em outras palavras, a fórmula básica da comunicação é a soma de três elementos:
Pessoas (emissor e receptor) + Informação + Compreensão = Comunicação
Em muitas situações, a informação é transmitida, porém não é compreendida. A respeito desse fato, Barreto (2002) ressalta que o compreender é individualizado e relaciona-se às competências específicas do sujeito, que compreende seu contexto informacional, a sua convivência institucional no presente e as suas perspectivas para o futuro. Logo, se o compreender está relacionado às competências específicas do indivíduo, a comunicação, para que seja efetiva, necessita ser direcionada, ou seja, as informações que serão transmitidas precisam ter relação com os interesses do indivíduo que as receberá, caso contrário as informações serão dispersas e sem valor. Portanto sem compreensão, não é possível haver comunicação.
Thayer (1972), ao afirmar que a comunicação é uma função contínua, faz uma observação importante em relação às definições de comunicação, defendendo que o conceito de comunicação como algo que liga e desliga é muito falho, visto que, na verdade, não se pode parar de comunicar ou de receber comunicação, do mesmo modo como não se pode parar de respirar e continuar a viver. Alem disso, não é uma tarefa ocasional a qual o ser humano escolhe.
Nesse sentido, percebe-se que a comunicação envolve uma riquíssima matriz de significados: troca, transmissão, fluxo, interação e ligação. É por meio da comunicação que ocorrem as trocas, as transmissões, os fluxos de informação, as interações e as ligações entre os indivíduos. Nenhum dos elementos desta “matriz”
ocorre sem a presença da informação. Sendo assim, pode-se afirmar que não há comunicação sem informação.
De acordo com Santaella (1996, p. 31), “em qualquer situação em que uma informação seja transmitida de um emissor para um receptor, tem-se aí um ato de comunicação, não havendo, portanto, comunicação sem informação”. A interdependência da comunicação e da informação é tão forte que há quem defina comunicação como um “processo de passar informação e compreensão de uma pessoa para outra”. (DAVIS, 1967, p.317).
“A comunicação é o processo; o mecanismo, a ação; e a informação é a matéria, o produto que será comunicado. [... É papel da comunicação transmitir informação”. (LE COADIC, 1996, p. 13, 33).
Thayer (1972) separou em quatro os níveis de análise dos problemas na área de comunicação. Segundo o autor, é possível analisar os problemas de comunicação que ocorrem entre o indivíduo e si mesmo, nível intrapessoal; entre indivíduo e indivíduo, estudando como se afetam e se intercomunicam, nível interpessoal; nas redes de sistemas de dados, que ligam os membros de uma organização, nível organizacional e na tecnologia da comunicação, nível tecnológico.
Processos comunicativos ocorrem em todos os níveis de análise, mesmo no nível intrapessoal, e em todos eles a informação é insumo básico. No nível organizacional, que se preocupa com a ligação dos membros de uma organização, a informação é fator inerente à integração. No nível tecnológico, cuja preocupação é com equipamentos que geram, armazenam, processam, traduzem, distribuem ou exibem dados, é preciso que esses dados tenham sentido ao usuário para serem transformados em informação.
Conforme os autores Mac Bride apud Alarcon (1994) e Bordenave (1983), a comunicação tem função informativa, de socialização, de identidade, de relacionamento, de motivação, de expressão, de educação, de promoção e de integração. É necessária à natureza humana a interação, o relacionamento, o vínculo, a auto-afirmação e a informação, isto é, tratar e difundir as notícias, dados, opiniões, comentários e mensagens para o entendimento de situações individuais. A função de informar só é exercida se houver comunicação.
“A comunicação não ocorrerá a menos que alguém adquira e consuma alguma informação a respeito de si mesmo e do seu meio ambiente. A informação é, pois, básica para todas as outras funções aplicadas da comunicação”. (THAYER,
1972, p.207). Logo, “o que é comunicado é a informação, simples ou complexa, em nível das relações humanas ou sociais, ou, inclusive em nível biológico”. (grifo nosso) (PIGNATARI, 1968, p. 17).