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Jésus est l’égal de Dieu par rapport à son honneur

Dans le document La divinité de Christ. John Mac Arthur (Page 165-172)

Figura 3 - Mapa do processo de análise dos dados

Todos os dados produzidos foram analisados a partir da “[...] análise compreensiva-interpretativa” de SOUZA (2004, 2014). Esta se constitui em três tempos, por considerar “[...] o tempo de lembrar, narrar e refletir sobre o vivido” (SOUZA, 2004, p. 122). A interpretação se desenvolve desde o momento inicial da formação, tanto para o investigador, como aos participantes da pesquisa.

Esse processo, conforme Souza (2004, 2014), constitui-se em três tempos: Tempo I: Pré-análise/leitura cruzada; Tempo II: Leitura temática/unidade de análises descritivas; Tempo III: Leitura interpretativa-compreensiva do corpus. Segundo Souza (2014),

[...] os três tempos de análise como dimensão metodológica graduam entre si relações de dialogicidade e reciprocidade, tendo em vista que mantem entre si aproximações, vizinhanças, mas também singularidade em seus tempos, momentos de análise. (SOUZA, 2014, p. 43).

O Tempo I: Pré-análise/leitura cruzada “revela-se como singular, tendo em vista a construção do perfil do grupo pesquisado, tanto na perspectiva individual, quanto coletiva” (SOUZA, 2014, p. 44). O autor ressalta que “[...] no processo de leitura cruzada ou na pré-análise, faz-se pertinente considerar as singularidades de cada história de vida expressa nos textos narrativos e revelados pelos sujeitos” (Ibid., p. 44).

De início, as narrativas orais produzidas tanto no GF, quanto na entrevista narrativa oral foram transcritas, para depois dialogarem com os dados produzidos pelos diários de campo e relatórios estágio. Posteriormente estes dados foram cruzados considerando a particularidade de cada participante.

O Tempo II: Leitura temática/unidade de análises descritivas vincula-se “`as leituras cruzadas do tempo I” e “como tempo II, consiste na construção, após a leitura cruzada, das unidades de análise temática, tendo em vista a análise compreensiva-interpretativa” (Ibid., p. 44).

[...] a análise temática visibiliza a complexidade, a singularidade e a subjetividade das narrativas, exigindo um olhar e uma leitura atentos do pesquisador, uma vez que as regularidades, as irregularidades e as particularidades apresentam-se na oralidade e na escrita, através dos sentidos e significados expressos e/ou não, no universo particular das experiências de cada sujeito. A leitura analítica e a interpretação temática têm o objetivo de reconstituir o conjunto das narrativas, no que se refere à representação e agrupamento, através das unidades temáticas de análise, a fim de apreender sutilezas, o indizível, as subjetividades, as diferenças e as regularidades históricas que comportam e contem as fontes (auto)biográficas. (SOUZA, 2014, p. 44).

Neste processo foi construída uma leitura analítica e uma interpretação temática sobre o conjunto das narrativas orais e escritas. Constituiu-se no processo de agrupamento de unidades temáticas a fim de perceber excertos que estavam ocultos e/ou visíveis no conjunto dos dados produzidos.

Para melhor organização e desenvolvimento da análise dos dados produzidos, foi utilizado o software QDA Miner Lite uma ferramenta gratuita, assistida por computador, que facilita o processo de análise dos dados organizados pelo pesquisador, por oferecer recursos inerentes a esta ação, como: importação de documentos, codificação de dados, capacidade de adicionar comentários ao trecho codificado, pesquisa rápida do texto codificado, análise de frequência do código codificado, exportação de gráficos, entre outros.

O QDA Miner Lite auxilia no processo de unitarização e categorização do corpus. O processo não é automático, sendo necessário o trabalho do pesquisador no processo de organização dos registros. Ao final da codificação o software gera a planilha de unitarização com as categorias emergentes.

No quadro abaixo é apresentado o surgimento e o agrupamento das unidades temáticas de análise a partir do conjunto das narrativas orais e escritas, observando em sua totalidade as regularidades e irregularidades dos sentidos expressos em cada experiência narrada.

Quadro 6 - Relação das Unidades Temáticas

(continua) Unidades

temáticas Núcleo de análise das unidades temáticas

Pedagogia Noturno

Interfaces - estudante trabalhadora Disciplina de educação musical Importância do ES

Implicações do TCC

Organização da matriz curricular

GF

Relações, conhecimentos e sentidos construídos e adquiridos no GF GF como dispositivo potencializador às atividades do ES

Conhecimentos musicais e pedagógico-musicais construídos no GF para o

ES

GF como dispositivo potencializador à construção da docência em música Troca de experiências

Quadro 6 - Relação das Unidades Temáticas

(conclusão)

ES

Dados do ES

Dificuldades enfrentadas no ES

Construção da docência em música

Insegurança/Material de apoio

Planos de aula

Conceito de aplicar

Interferências das professoras orientadoras

Relatório de ES

Interdisciplinaridade

Motivação da estagiária

Ausência da educação musical

Entrelaçamento dos espaços

formadores

Aglomeração de atividades

Inexistência de tempo livre

Trabalho Dados do trabalho

Educação musical

Fonte: Elaborado pela pesquisadora

O tempo III – análise interpretativa-compreensiva

[...] vincula-se ao processo de análise, desde o seu início, visto que exige leituras e releituras individuais e em seu conjunto do corpus das narrativas, recorrendo aos agrupamentos das unidades de análise temática e/ou ao conjunto das narrativas e das fontes utilizadas. (SOUZA, 2014, p. 46, grifo do autor).

No tempo III, foi recorrido ao conjunto das narrativas tendo em vista os agrupamentos das unidades temáticas, para o desenvolvimento de uma análise interpretativa dos dados. Exigiu constantes leituras e releituras, sendo considerados os dados pertinentes para a construção de uma teoria emergente, tendo por base o objeto de estudo e os objetivos da pesquisa.

A organização da escrita da análise adotada nesta pesquisa apresenta o Tempo I no capítulo III, e os Tempos II e III entretecidos no capítulo IV, de modo a facilitar ao leitor a interpretação dos conhecimentos e sentidos expressos, produzidos e analisados de cada narrativa no conjunto do corpus.

Os temas e os dados mais importantes foram selecionados e entrelaçados no desenvolvimento do capítulo IV, como forma de potencializar a construção de uma teoria emergente, sem minimizar as particularidades, lembranças e vivências que foram significativas e narradas pelos sujeitos da formação.

Desta forma, a análise compreensiva-interpretativa (SOUZA, 2004, 2014) vai ao encontro da metodologia pesquisa-formação (JOSSO, 2010a, 2010b, 2010c) utilizada, por considerar a dimensão compreensiva e interpretativa das experiências vivenciadas e dos processos formativos constituídos. Compreende-se que esta análise forneceu subsídios necessários para o desenvolvimento da pesquisa, pois possibilitou construir produções empíricas sobre o tema estudantes trabalhadoras do curso de Pedagogia Noturno e Educação Musical.

CAPÍTULO III

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