Geodetic Reference Frames In France:
III. GEODETIC REFERENCE FRAMES; THE IGN/SGN ACTIVITIES ACTIVITIES
IV.3 ITRF2005 main results
A
SPECTOSC
LÍNICOSEE
PIDEMIOLÓGICOSDescrição - Doença viral aguda que pode evoluir para forma crôni-
ca, apresentar-se como infecção assintomática, sintomática ou como formas gravíssimas, inclusive com óbito. O vírus HDV ou delta é alta- mente patogênico e infeccioso. Pode ser transmitido junto com o HBV a indivíduos sem contato prévio ao HBV, caracterizando a co-infecção, ou pode ser transmitido a indivíduos já portadores de HBsAg, caracte- rizando a superinfecção. Na maioria dos casos de co-infecção, o quadro clínico manifesta-se como Hepatite Aguda benigna, ocorrendo com- pleta recuperação em até 95% dos casos. Excepcionalmente, pode levar a formas fulminantes e crônicas de Hepatite. Na superinfecção, o prog- nóstico é pior, pois o HDV encontra condição ideal para intensa repli- cação, podendo produzir grave dano hepático e evolução para cirrose hepática. A doença crônica cursa, geralmente, com períodos de febre, icterícia, epistaxe, astenia, artralgia e, principalmente, esplenomegalia.
Agente etiológico - Vírus da Hepatite D ou Delta (HDV). Um
vírus RNA, único representante da família Deltaviridae. É um vírus defectivo (incompleto), que não consegue, por si só, reproduzir seu próprio antígeno de superfície, o qual seria indispensável para exercer sua ação patogênica e se replicar nas células hepáticas. Assim sendo, necessita da presença do vírus da Hepatite B.
Reservatório - O homem.
Modo de transmissão - Semelhante ao da Hepatite B, ou seja, por
via sexual, solução de continuidade (pele e mucosa), transfusões de sangue, procedimentos médicos e odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança, transmissão vertical (mãe - filho), contatos íntimos domiciliares (compartilhamento de escova dental e lâminas de barbear), acidentes perfurocortantes, comparti- lhamento de seringas e de material para a realização de tatuagens e
piercings. A transmissão vertical depende da carga viral do HBV. Ou-
tros líquidos orgânicos (sêmen, secreção vaginal, leite materno) po- dem conter o vírus e constituir-se como fonte de infecção.
Período de incubação - De 30 a 180 dias, sendo menor na supe-
rinfecção: de 14 a 56 dias.
Período de transmissibilidade - 1 semana antes do início dos
sintomas da infecção conjunta (HDV e HBV). Quando ocorre supe- rinfecção, não se conhece esse período.
Complicações - Pode ocorrer evolução para a cronicidade em até
75% dos casos de superinfecção. Com isso, há agravamento das mani- festações clínicas e dos quadros bioquímico e histológico. Se compa- rada à infecção pelo HBV somente, na superinfecção, ocorre uma evo- lução em maior velocidade para a cirrose hepática e, na co-infecção, uma maior probabilidade de quadros fulminantes.
Diagnóstico - Clínico-laboratorial. Apenas com os aspectos clínicos
não é possível identificar o agente etiológico, sendo necessária a rea- lização de exames sorológicos. Os exames laboratoriais inespecíficos incluem as dosagens de transaminases – ALT/TGP e AST /TGO – que denunciam lesão do parênquima hepático. O nível de ALT pode estar 3 vezes maior que o normal, podendo atingir até mais de 2.000UI/ l. As bilirrubinas são elevadas e o tempo de protrombina pode estar diminuído (indicador de gravidade). Outros exames podem estar al- terados, como a glicemia e a albumina (baixas). Os exames específicos são feitos pela identificação dos marcadores sorológicos para HBV (HBsAg/Anti-HBc IgM/Anti-HBc total) e HDV (HDAg/Anti-HDV IgM/Anti-HDV IgG).
Diagnóstico diferencial - Hepatite por vírus A, B, C ou E; infecções
como leptospirose, febre amarela, malária, dengue, sepse, citomegaloví- rus e mononucleose; doenças hemolíticas; obstruções biliares; uso abu- sivo de álcool e uso de alguns medicamentos e substâncias químicas.
Tratamento - O tratamento é complexo e, muitas vezes, o paciente
volta a expressar o RNA-HDV no soro. Não existe tratamento específi- co para a forma aguda. Se necessário, apenas sintomático para náuseas, vômitos e prurido. Como norma geral, recomenda-se repouso relativo até, praticamente, a normalização das aminotransferases. Dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior benefício é ser mais agradável para o paciente anorético. De forma prática, deve-se recomendar que o próprio paciente defina sua dieta, de acordo com seu apetite e aceitação alimentar. A única restrição re- laciona-se à ingestão de álcool, que deve ser suspensa por 6 meses, no mínimo, sendo, preferencialmente, por 1 ano. Medicamentos não de- vem ser administrados sem recomendação médica para não agravar o dano hepático. As drogas consideradas “hepatoprotetoras”, associadas ou não a complexos vitamínicos, não têm nenhum valor terapêutico. Na forma crônica, pode-se tentar terapia com Interferon Convencio- nal em pacientes com anti-HDV IgM ou HDV-DNA positivo e com ALT/TGO acima de 2 vezes o limite superior da normalidade. Pacien- tes que desenvolverem a forma fulminante devem ser encaminhados a
serviços especializados. Estudos mais detalhados são necessários para definir uma terapia mais adequada e efetiva.
Características epidemiológicas - A distribuição mundial do
HDV difere em parte, com a prevalência do HBV. Em áreas de baixa endemicidade do HBV, a prevalência do HDV também é geralmente baixa. Em regiões de moderada e alta endemicidade do HBV, a preva- lência do HDV é variável. Na África, sudeste asiático, Venezuela, Peru, Mediterrâneo e regiões amazônica ocidental e matogrossense, a preva- lência do HDV também é alta em pacientes infectados pelo HBV. Em áreas endêmicas de infecção pelo HBV, o estado de portador crônico (HBsAg positivo) constitui o principal fator para a propagação do HDV, bem como grupos de risco acrescido, como usuários de drogas, hemodialisados e politransfundidos.
V
IGILÂNCIAE
PIDEMIOLÓGICAObjetivos - Conhecer a magnitude, tendência, distribuição da do-
ença, por faixa etária e áreas geográficas. Vacinar contra Hepatite B a população residente em áreas endêmicas.
Notificação - Os casos suspeitos, confirmados e os surtos devem ser
notificados e investigados.
Definição de caso
• Caso suspeito - Indivíduo com icterícia aguda e colúria e/ou dosagem
de transaminases igual ou maior que 3 vezes o valor normal e/ou história de contato por via sexual, parenteral, percutânea ou vertical com paciente que apresente sorologia reagente para Hepatite D.
• Caso confirmado - Indivíduo que, na investigação epidemiológica,
apresente marcadores conforme quadro abaixo.
QUADRO 16 - HEPATITE DELTA: INTERPRETAÇÃODOSRESULTADOSSOROLÓGICOS Interpretação HBsAg Anti-HBc IgM HDVAg Anti - delta IgM Anti-delta IgG
Co-infecção* ou superinfecção**recente (+) (–) (+) (–) (–) Co-infecção recente (+) (+) (–) (+) (–) Superinfecção recente (+)(+) (–)(–) (+)(–) (+)(+) (–)(–) Superinfecção antiga (+) (–) (–) (–) (+) Imunidade (–) (–) (–) (–) (+)
* Co-infecção: Infecção aguda simultânea pelos vírus B e delta da Hepatite.
** Superinfecção: Infecção pelo vírus delta da Hepatite em paciente portador crônico do vírus B da Hepatite. HEPATITE D
M
EDIDASDEC
ONTROLEA vacina contra a Hepatite B é uma forma de reduzir a prevalência da Hepatite D. Os portadores e doentes devem ser orientados para evitar a disseminação do vírus, adotando medidas simples, tais como usar preservativos nas relações sexuais, não doar sangue e não comparti- lhar seringas e agulhas descartáveis, evitando o compartilhamento. Os profissionais de saúde devem seguir as normas de biossegurança em procedimentos odontológicos e cirúrgicos. Os serviços de hemotera- pia (hemocentros e bancos de sangue), de doenças sexualmente trans- missíveis, de saúde do trabalhador e as unidades básicas de saúde de- vem notificar os portadores por eles diagnosticados e encaminhá-los ao serviço de vigilância epidemiológica municipal ou estadual, para completar a investigação e receber assistência médica.