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9 Introduction to hibernate – Hibernate, HQL – J2EE(struts) and hibernate –Hibernate

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Dentre as perspectivas teóricas, atualizadas, ancoradas no âmbito da Sociologia que problematizam a questão ambiental tendo como os impactos das novas biotecnologias, destacam-se três linhas de abordagens.

Segundo Ferreira (2006,p.08), com o pós–guerra ocorre uma redefinição das perspectivas teóricas para integrar os novos processos sociais e nestes a inclusão da questão ambiental. No âmbito das Ciências sociais, a sociologia ambiental é considerada pioneira e que emerge justamente como conseqüência da intensificação dos impactos socioambientais decorrentes da expansão econômica e pela reação social deflagrada pelos movimentos sociais.

A premissa de que teria surgido a reboque dos movimentos de contestação social da década de 60 se configura como uma máxima entre os estudiosos da área (FERREIRA,2006; ALONSO,2000), entretanto se observa que de diferentes maneiras tal perspectiva é agregada ao escopo da referida área.

Em sua trajetória evolutiva o ponto de partida decorre da sua vinculação com as perspectivas norte-americanas que predominaram entre as décadas de 80 e 90, e cujo enfoque enfatizou a forte tendência das sociedades modernas à degradação ambiental. Mais recentemente, encontram-se novas abordagens abrigadas principalmente no âmbito da perspectiva denominada modernização reflexiva (BECK;GIDDENS;SPAARGAREN e MOL) e outras nas chamadas perspectivas socioconstrutivistas, dentre estas a Sociologia dos conflitos ambientais.

Uma outra vertente, a Ecologia política, considera que as mudanças instituciona is é o cerne da problemática ambiental contemporânea, entretanto coloca de forma secundária a

integração entre os sistemas de produção e de consumo no âmbito da problematização. (SCHNAIBERG,2006).

A modernização ecológica se constitui em outra vertente, expressão que designa o processo pelo qual as instituições políticas internalizam as preocupações ecológicas no propósito de conciliar crescimento econômico com a redução dos problemas ambientais, inicialmente formulada pelo alemão Joseph Huber (LEONARDI;M AGALHÃES,1996).

Por fim, a Teoria da Sociedade de riscos, formulada por Beck e trabalhada por Giddens, analisa as conseqüências da problemática ambiental tomando como referência as condições de mudança da modernidade, em que se questiona o papel da ciência e tecnologia quando consideram que estas exercem papel crucial na organização social da percepção de riscos5.

Giddens/Beck (1997) sugerem que as grandes questões colocadas pela sociedade industrial, possam ser analisadas à luz da formulação conceitual de modernização reflexiva em que se postula que as questões ambientais não podem ser simplesmente reduzidas a uma preocupação com o ambiente, “pois o que é natural está intrinsecamente confundindo com o que é social.”

Beck particularmente considera que os mundos social e natural estão influenciados pelo conhecimento humano reflexivo, entretanto não nos permitiria ser ou ter a noção de pertencimento dos nossos destinos, muito pelo contrário, pois em face dos riscos colocados pela nossa civilização, estamos como que dependentes e co-responsáveis na elaboração de um arsenal que não nos assegura uma relativa segurança. A partir desta formulação, na concepção do autor, tornar-se-ía necessário des e re–incorporar as práticas/formas sociais colocadas pela sociedade industrial, como por, exemplo, a noção de risco, por outras relativamente menos letais a nossa sobrevivência.

Ainda, segundo Beck(1997,p.15), neste processo, devem-se observar duas fases para sua compreensão: a primeira em que os efeitos são sistematicamente produzidos, contudo não se tornam questões públicas ou o centro de conflitos políticos e um segundo, quando os perigos postos pela sociedade industrial começam a fazer parte dos debates e domínios públicos e privados.

5 FLORIT, Luciano. Teoria social e relação sociedade/natureza a partir da obra de Anthony Giddens. (61 –

Ao mesmo tempo em que solicita mudanças em termos de configuração organizacional, a noção de sociedade de risco, enquanto teoria social, evidencia e traz à tona as ameaças produzidas, bem como provoca transformações notáveis em várias dimensões: a relação entre processos produtivos versus ut ilização de recursos naturais e cultura da humanidade, e, principalmente nas fontes de significados coletivos da sociedade civil, ou seja, nas esferas públicas e privadas dos quais os atores sociais tecem suas relações sociais acerca do mundo material e simbólico.

Entretanto, como ressalta Crubelatte (2003,p.104), a Teoria da análise riscos é uma dessas tentativas críticas e contributivas que peca justamente por superdimensionar a dimensão valorativa a partir dos conceitos de confiança e risco.

Observa-se ainda que o referido autor, ao priorizar um dos enfoques da sociologia ambiental em sua interface com a teoria do sistema social e categorias de risco e confiança (Luhman), portanto sistêmica, caiu no chamado pessimismo, alertado por Trevisan apud Mol (2003,p.06), quando considera que “a gestão ambiental é um esforço social, mas um projeto impossível, pois as soluções serão sempre limitadas”.

No Brasil, a emergência da sociologia ambiental, além de estar referida à emergência dos movimentos sociais e criação do Partido Verde (1985), aparece vinculada à teoria da análise de riscos e, portanto, às contribuições de Beck e Giddens. Observa-se que tomar deste angulo a questão ambiental, ressente-se de uma clivagem que permita a realização de estudos comparados.

Em outra vertente da sociologia dos conflitos ambientais, considera-se que os conflitos envolvem disputas técnicas e políticas e voltam-se sobretudo à esfera pública , considerando-a como uma arena de conflitos e negociação entre atores. Esta perspectiva vincula as mudanças operadas na sociedade com arcabouços institucionais, e de onde a questão ambiental é foco privilegiado. Alonso(2000) ressalta que somente a partir da metade dos anos 80, pode-se falar em um interesse sistemático das Ciências Sociais pe la questão ambiental no Brasil. Considera que, efetivamente, após a ECO–92, ocorreu uma explosão na produção teórica nesta área e, por resultante, os especialistas começaram a mudar o foco de seus estudos, seja pela facilidade financiamento, bem como pela visibilidade do tema na sociedade.

Destaca-se que nesta trajetória, as relações entre Meio ambiente e Democracia têm merecido a atenção dos cientistas sociais, tendo como enfoque a sociologia da ação de Touraine e que pressupõe a disseminação do ambientalismo por setores da sociedade e do Estado como espécie de “idéia – força “ para corrigir e esclarecer tanto a política estatal como as nuances econômicas do mercado.

Segundo Alonso, uma das críticas a ser feita a esta abordagem diz respeito à ilusão de que este ambientalismo seria compartilhado por todos os atores sociais. Conforme ressalta a referida autora: “A adesão a valores ambientalistas não se exprime automaticamente em práticas. A própria difusão do discurso sustentável se deve menos aos proselitismo de atores ambientalizados que à existência de constrangimentos políticos e morais que impedem o reconhecimento de posições ambientalistas incorretas e sua validação. (p.05).

Do ponto de vista desta abordagem, os conflitos ambientais existiriam enquanto conflitos de valor, transitórios e em processo. Assim, permanece ancorada em viés normativo, supondo uma correlação automática entre preservação ambiental e participação social. Como contraponto, esta perspectiva sugere que os conflitos sejam analisados à luz do contexto sóciopolítico que envolve um processo de construção pública e disputas técnicas e políticas. (GUIVANT,1998,p.231).

Configura-se então uma abordagem em que há uma preocupação quanto aos componentes de constituição dos conflitos, a saber: a ação, representada pelos agentes envolvidos; a determinação, ilustrada com os processos estruturais e a mediação que contempla as políticas culturais. Nesta concepção, estes recursos são enriquecidos ao considerar-se o alinhamento entre a dimensão cognitiva com a dimensão prática dos conflitos ambientais.

Em seus estudos, Alonso (2000) sugere a abordagem ou escola do processo político ou, ainda, teoria da mobilização de recursos que focaliza a dinâmica dos conflitos sociais, baseada nos trabalho de C. Tilly (1978) que toma como referência a lógica das ações coletivas. Alguns aspectos contidos neste abordagem merecem destaque, especialmente, as questões relativas ao conteúdo das ações coletivas e sua asserção no âmbito da referida configuração teórica.

Inicialmente, destaca-se que o próprio conflito em sua definição, supondo a interação entre diversos grupos de agentes, pode derivar em variadas modalidades de interação:

cooperação, alianças, parcerias, etc, entretanto, ressalta-se que esta ( interação) é conflituosa:

As disputas ocorrem em torno do controle de bens e recursos ou do poder de gerar e impor certas definições da realidade. Isto é, os conflitos se estruturam simultaneamente em torno de interesses e de valores. [...] A produção de alianças, adesão a valores, etc é processual. Tal perspectiva compreende assim, uma sociologia da ação, sem abrir mão do enfoque sociohistórico mais amplo, incidindo sobre trajetórias”.

Para tanto, o processo político é caracterizado a partir de quatro conceitos básicos: a) Estrutura de oportunidades políticas, caracterizada pelos elementos relativos às mudanças no ambiente sócio – político que permitiram ou não as opções de ação e atuação disponíveis; b)Lógica da ação coletiva, caracterizada pelos elementos constituintes da ação quanto ao imbricamento e/ou distanciamento no tocante à problemática em questão; c)Estruturas de mobilização, caracterizada pelos elementos constituintes da estrutura material e simbólica,(recursos materiais, informações, identificação, etc) que assegurem a realização da ação e d)Repertório contencioso, caracterizado pelos elementos constituintes que expresse os sentidos da ação (valores e recursos simbólicos - slogans, modalidades e conteúdo de interação com a sociedade, etc).

Assim a estruturação do processo teórico – metodológico, com foco nos conflitos e na análise da questão ambiental, privilegia sua dinâmica em um contexto de transformações macrossociais, e à medida que realiza esta interface entre micro – macro; infra – estrutura/superestrutura etc permite a operacionalização de uma relação dupla de “ida e volta”, que engloba, parafraseando Chanlat (2001),“as dimensões esquecidas”, do campo organizacional, contida no âmbito da Teoria das Organizações.

Contextualizando e transcendendo esta contribuição, consideramos que a abordagem dos conflitos à luz das novas biotecnologias tem o advento do capitalismo como máxima desta modalidade de inovação tecnológica. Por um lado, induz a substituição progressiva dos processos de mecanização por uma cientifização dos processos produtivos, de outro imprime a necessidade de elaboração de arcabouços que articulem conceitos para explicar o processo atual do capital perante os desafios da globalização e da sustentabilidade ecológica.

Como sugere Leff(2001),Santos(2002),Dupas(2004) e Tokar (2002), neste novo arcabouço, é de fundamental importância articular as práticas sociais de reprodução e transformação social não estritamente enquanto recurso metodológico de uma nova produção teórica, mas, sobretudo, a partir do entendimento de que tais práticas sociais são resultantes de uma luta social que solicita a visibilidade de um conjunto de saberes que explicam as relações entre sociedade e natureza e que buscam formalizar a constituição de uma racionalidade que está integrada à realidade, já que atinge todos os âmbitos da organização social.

Por meio dos conflitos colocados pelas novas biotecnologias, problematizam-se interesses disciplinares e os paradigmas estabelecidos do conhecimento, e por extensão, consubstancia a emergência de um saber ambiental que, conforme Leff, acentua, reorienta o desenvolvimento do conhecimento em 3 níveis: a) orientação de pesquisas e da aplicação dos conhecimentos científicos e técnicos por meio das políticas científicas tecnológicas; b)integração interdisciplinar de especialidades diversas em torno de um objeto e de problemáticas comuns; c) problematização dos paradigmas teóricos de diferentes ciências, possibilitando a re-elaboração de seus conceitos, emergência de novas áreas e constituição de novas disciplinas. (ibidem,p.140).

Considerando–se esta possibilidade de vislumbrar a reconfiguração deste campo de disputa, em que a sustentabilidade emerge enquanto uma de suas dimensões da Questão ambiental, é que sinalizamos para o ponto de partida da compreensão de temas contemporâneos, nesta proposição, acerca da problemática das novas biotecnologias, enquanto possibilidade de subsidiar, de maneira propositiva, a conceituação da noção de conflitos organizacionais, a partir das ações organizacionais.

3.2 ORGANIZAÇÕES E MEIO AMBIENTE NOS PARADIGMAS

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