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Interpretation of Data (Column 8)

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Dinamização Cultural nos Bairros foi o nome dado, na Fundação Cultural do Estado da

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Culturais para as Populações Carentes Urbanas, projeto implantado pelo Ministério da

Educação e Cultura em março de 1980 e viabilizado em Salvador pela FUNCEB, entre setembro de 1980 e dezembro de 1982. A Fundação se organizava então em Grupos de Trabalho temáticos (Bairros, Interior, Memória e Educação) e este projeto ficou a cargo do Grupo de Trabalho Bairros.

Segundo relato da assistente social Cristina Valle, colaboradora da Fundação Cultural que coordenou a implantação local do projeto, a iniciativa visava o

fortalecimento e revitalização da identidade cultural das populações dos bairros; incentivo e apoio à criação e divulgação de suas manifestações expressivo-simbólicas; facilitação do intercâmbio e difusão da produção de outros segmentos junto às mesmas; formação de agentes multiplicadores de ação sociocultural de natureza processual, participativa, criativa e educativa” (FONSECA et al, 2004).

Em Salvador, o PRODASEC atuava em três linhas: Oficinas de Criação e Expressão Artística (nas áreas de teatro, dança, música, cerâmica, teatro de bonecos, capoeira e maculelê), ações de Comunicação Sócio-Cultural (através da linguagem audiovisual) e Apoio ao Produtor Cultural (realização de eventos com resultados das oficinas, empréstimo de equipamentos para produções locais, cursos e treinamentos técnicos e assessoria para a produção de eventos).

Ao longo do projeto, foram atingidos um total de 39 bairros. As ações de comunicação sociocultural e apoio ao produtor eram as mais difundidas, tendo atendido a 27 e 24 bairros, respectivamente. Já as oficinas de criação e expressão artística foram ministradas em apenas 5 bairros, num total de 25 oficinas. Em apenas 3 bairros foram implementadas as três linhas do projeto: Cabula, Nova Brasília e Alagados.

Um relatório publicado em 1983, sobre a implantação do projeto nos bairros de Salvador revela que os objetivos e métodos adotados nas oficinas de expressão e criação artística não eram exclusivamente voltados para o aprendizado e aperfeiçoamento estético da linguagem ou manifestação em questão – teatro, dança, capoeira, etc. As linguagens artísticas e manifestações culturais eram encaradas como ferramentas de transformação social, o que é expresso nos depoimentos de participantes apresentados no referido relatório. A autoria dos depoimentos não foi identificada no documento, mas muitos deles se referem a aspectos desta

79 experiência que estão além do aprendizado de arte; aspectos relativos à sociabilidade, à vida cotidiana e até à auto-estima:

“hoje nos sentimos capazes de tomar decisões”, “conheci muitas pessoas e vi que com a ajuda de todos as coisas se tornam mais simples de resolver”, “descobri as minhas dificuldades e as minhas facilidades e tenho mais condições de viver com elas”, “o bairro é triste, sem movimento, a gente animou o bairro”.52

A principal intenção declarada do projeto, ao menos da sua implantação pela Fundação Cultural, era “revitalizar a identidade cultural nos bairros”. O uso dos termos “revitalização” ou “identidade”, mesmo o texto não explicando que entendimento se tinha deles, poderia revelar um sério problema conceitual do projeto, considerando o caráter de fixidez e imutabilidade trazido pelo termo identidade, que comparece com freqüência nos discursos sobre políticas culturais, quase sempre associado a ações como “revitalização”, “resgate” ou “preservação”. Fazer reviver uma certa identidade – que identidade seria esta? Como fotografá-la para depois imitá-la? – equivaleria a determinar que aspectos culturais de uma população devem ser difundidos para o conjunto desta população, congelando suas possibilidades simbólicas.

Ao rechaçar o uso recorrente da idéia de identidade nos discursos sobre políticas culturais, ALBUQUERQUE JR. defende a singularidade como premissa verdadeira:

A singularidade é a afirmação do movimento, do devir, a identidade é o medo do devir, é a afirmação da estaticidade, da fixidez, da paralisia. Não precisamos de identidade para existir, nada na natureza ou na cultura existe na identidade, mas sim na diferença, na diversidade, na mudança, na mutação, na coalecência, na coexistência, na convivência, na mistura, na informação (2007, p.21-22).

Considerando que não existe a possibilidade de que as atividades culturais “se repitam no tempo sem mudanças de sentido, de significado, sem deslocamentos nos próprios arranjos dos rituais, dos objetos, dos motivos, dos temas, dos próprios agentes e de lugares onde se realiza” (ALBUQUERQUE JR, 2007, p.15), revitalizá-las seria inseri-las em um universo onde já não têm o mesmo ou nenhum sentido.

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80 No entanto, o uso generalizado da idéia de identidade demanda mais atenção à análise das práticas do que aos discursos, já que as mais diversas ações carregam a bandeira identitária, muitas vezes sem maiores implicações em sua concretização.

No caso do PRODASEC e, em especial, da atuação do projeto no bairro de Alagados, a variedade das ações implementadas faz pensar que não se tratava de um esforço de congelamento cultural e sim de uma tentativa de reconhecimento do território como base para a criação cultural. Nesse sentido, envolvia necessariamente as organizações locais e grupos culturais já existentes nos bairros.

Segundo o relatório citado anteriormente, a execução do projeto foi norteada pelas seguintes idéias e procedimentos:

Desenvolvimento de atividades que correspondessem aos interesses explicitados e às possibilidades de realização pelo projeto, após um planejamento conjunto entre grupos/organizações e equipe técnica; Implantação gradativa, sem sobrecarga e alteração do ritmo natural dos grupos/organizações; Realização de novas atividades, a partir das iniciais, segundo o curso normal dos fatos, procurando-se caminhar do mais simples para o mais complexo; Reflexão constante e conjunta – equipe e participantes – sobre a prática cultural e o andamento, buscando-se diferentes formas de avaliação individual e grupal.53

A linguagem escolhida para o trabalho em Alagados foi o teatro, porém o formato adotado no bairro era diferente daquele estabelecido como padrão para o projeto. A primeira oficina de teatro realizada no bairro foi ministrada por quatro professores – Guilherme Marback, Jair Assumpção, Beto Roquenzel e Ilona Filet. O grupo de atores trouxe para Alagados sua experiência com a Companhia Paulista de Teatro, de que eram integrantes e que havia montado dois anos antes, em 1978, o espetáculo Macunaíma, com o reconhecido diretor Antunes Filho.

Não se tem informação sobre o motivo da escolha de Alagados como sede de oficinas do projeto, mas sabe-se que o bairro havia ganho projeção nacional, pela precariedade em que viviam seus moradores, especialmente com a visita do Papa João Paulo II, que veio ao bairro em 1980, ocasião em que inaugurou a Paróquia de Nossa Senhora dos Alagados.

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81 Para a implantação das oficinas, o PRODASEC buscava sempre um parceiro local, que cedia o espaço de realização das atividades e colaborava na divulgação e inscrição de participantes. Em Alagados, a instituição parceira, que sediou as oficinas, foi a Escola Polivalente San Diego, situada no Final de Linha do Uruguai.

O grupo de crianças e adolescentes que participaram das oficinas se formou a partir de estímulos e interesses diversos:

Eu fui indicada por uma das minhas professoras pra fazer parte. Eu não lembro por que. A gente tinha muita ligação com os professores e eles tinham essa preocupação de a gente não ficar apenas com o que a escola dava, mas que a gente participasse de outras coisas. Essa professora sempre indicava alguns alunos que ela preferia investir, incentivar a procurar outras coisas. Foi assim que eu fui incentivada pela minha professora de história, chamada Marta, pra ir participar do grupo de teatro, pra gente se encontrar com outros grupos de alunos que ela queria ver no futuro tomar conta do grêmio.54

Quando a gente entrou na escola, eu tava na 7ª série, a gente ganhou o grêmio e com o grêmio a gente negociou com o diretor da escola que trouxesse teatro pra dentro da escola, porque a gente tinha vontade de fazer teatro. Tinha músicos já dentro, a gente já fazia festa de São João, a gente fazia toda movimentação dentro da escola e sentia isso, que eles percebiam que havia uma valorização da comunidade.55

Na verdade eu fui, de certa forma, coagido por minha professora de matemática, Ana Santana, que como tinha eu e um outro garoto “Reca”, nós éramos muito... (risos) Ela disse “olha, eu tenho uma parada legal para vocês aí. Vão fazer teatro. Vou falar com o pessoal para botar vocês no teatro”. Aí também nós fizemos nossa condição “a gente entra no teatro, mas a gente sai da aula de educação física. (...) Para mim foi uma novidade – acho que não só para mim – porque a gente nunca tinha tido contato com o teatro.56

O número de inscrições para a oficina de teatro superou as expectativas da organização: as aulas começaram com 167 alunos, de faixas etárias bastante diferentes. Os professores então optaram por dividir os participantes em duas turmas, o que, segundo as entrevistas, foi feito

54 Jacira de Jesus Costa, membro do CAMA – Centro de Arte e Meio Ambiente e colaboradora da FUNCEB lotada no Espaço Cultural Alagados. Entrevista cedida à autora em 15 de maio de 2009, no Espaço Cultural Alagados.

55 Jamira Muniz, educadora, atual coordenadora do Espaço Cultural Alagados. Entrevista cedida à autora em 11 demaio de 2009, na Escola Comunitária Luiza Mahin.

56 Wanderlei Moreira, liderança do movimento cultural do bairro e coordenador do Espaço Cultural Alagados entre 2007 e 2009. Entrevista cedida à autora em 03 de setembro de 2008, no Espaço Cultural Alagados.

82 por critério de idade e também de porte físico. Dentre todos os inscritos, apenas 30 alunos optaram por abdicar de suas férias escolares para continuar na oficina. Cada turma deu origem a um grupo de teatro: os meninos mais novos ou de menor porte formaram o grupo infantil chamado Sapinho Colorido e os mais velhos ou de maior porte formaram o grupo Explosão e

Aventura.

Segundo depoimentos dos participantes, a oficina não tinha a princípio o objetivo de montar um espetáculo, mas ao longo dos trabalhos, os próprios alunos criaram textos que depois quiseram apresentar. Foram então montados dois espetáculos, Um Bairro Chamado Alagados, pelo grupo Sapinho Colorido, e Alagados, pelo grupo Explosão e Aventura.

E, sem querer, terminava os dois espetáculos funcionando um como continuidade do outro. Era como se as crianças começassem com “Um Bairro Chamado Alagados” e, em determinado momento, você dá o corte e já começa a parte adulta, com “Alagados”, a visão já do adulto. E tanto um quando outro se encerram com a chegada do Papa aqui, na inauguração da Igreja, que foi um marco daqui de Alagados.57

A repetição da temática nesses espetáculos nos pareceu, em princípio, uma busca pela tal identidade de Alagados, que buscaria identificar os jovens e crianças às condições precárias da vida no bairro. No entanto, nas realizações posteriores foram trabalhadas diversas temáticas, com a produção de textos próprios, porém explorando outros universos simbólicos, e também com textos de outros autores, inclusive estrangeiros.

A busca de referências diversas era, aliás, uma preocupação presente não apenas nas oficinas de Alagados (ao longo de pouco mais de dois anos foram realizadas quatro oficinas no bairro, dando continuidade ao trabalho com o grupo de alunos inicial), mas também no projeto como um todo. A atividade de Comunicação Sócio-Cultural era a mais empenhada nesse objetivo.

Enquanto os segmentos Oficinas e Apoio ao Produtor Cultural centravam-se basicamente na produção representativa/expressiva dos bairros e na sua respectiva difusão, o segmento Comunicação Sócio-Cultural levou àquelas localidades outras informações, gerais e específicas, relacionadas também aos interesses das populações, mas pelo seu próprio caráter quanto a conteúdo, linguagem e veículo – cinema e audiovisual –, diferenciados dos outros segmentos.58

57 Wanderlei Moreira, na mesma entrevista citada anteriormente.

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83 Vale notar também a relevância do PRODASEC para a formação de um movimento cineclubista ancorado nos bairros populares de Salvador. Entre 1980 e 1982, o setor de Comunicação Sócio-cultural do PRODASEC envolveu 38 grupos de cinema e cineclubes em atividades de exibição audiovisual. Os grupos e cineclubes foram formados através de treinamentos e do empréstimo de filmes e equipamentos de projeção.

Nem todos os grupos que participaram do PRODASEC neste período se consolidaram, inclusive devido ao término do projeto em 1982, mas certamente essa ação de política cultural implementada pelo Estado contribuiu para o avanço do movimento cineclubista em Salvador, inclusive financiando a ida de alguns dos jovens membros dos cineclubes aos eventos de articulação do movimento, como a XV Jornada Nacional de Cineclubes e II Encontro Latino Americano de Cineclubes (Piracicaba - SP, em 1982) e a Pré-Jornada de Cineclubes de 1983 (Vitória - ES).

Voltando aos espetáculos montados a partir das Oficinas de Criação e Expressão Artística, as primeiras apresentações foram realizadas na biblioteca do Colégio Polivalente, onde aconteciam as aulas e ensaios. Dentro das ações de difusão da “produção representativa/expressiva” dos bairros, o PRODASEC previa a realização de eventos conjuntos, com mostras de resultados das oficinas implementadas. Em 1981 foram realizados o I Circuito Cultural de Alagados, palco das primeiras apresentações dos grupos Sapinho Colorido e Explosão e Aventura, o I Circuito de Lazer Cultural do Cabula e o Circuito de Comemorações Natalinas.

Em 1982, os 5 grupos teatrais formados a partir da atuação do PRODASEC realizaram a Jornada de Arte dos Bairros. Em 10 dias de programação o evento apresentou as atividades dos grupos ligados ao projeto, mas também de diversos grupos existentes e atuantes nos bairros populares da cidade, nas diversas linguagens artísticas.

A apresentação dos espetáculos produzidos em Alagados ganhou boa repercussão nos meios de comunicação e gerou convites para a participação em outros eventos, como relata Isael Barros, educador e primeiro coordenador do Espaço Cultural Alagados: “em 81 nós tínhamos um espetáculo já montado. Fizemos uma apresentação na SBPC [encontro da Sociedade

84 Brasileira para o Progresso da Ciência], lá em Ondina, e foi o maior público que já tivemos, foram cinco mil pessoas assistindo ao espetáculo”.59

Em sua coluna de crítica teatral no Jornal da Bahia, em 1981, o ator Bemvindo Sequeira comentou os espetáculos:

Maravilha! Maravilha o trabalho das crianças dos Alagados. Um dos mais sérios trabalhos de teatro popular já desenvolvidos na Bahia. Talvez seja o que Gramsci chamava de “formação de intelectuais orgânicos”. Ninguém soprou nos ouvidos das crianças o que deveriam dizer. Tudo elaborado pelas cabecinhas delas. (...) Parabéns ao pessoal do “Macunaíma” [espetáculo de que participaram os atores que ministraram as primeiras oficinas de teatro em Alagados], que levou um ano dando de si, emprestando-se para que as camadas oprimidas tenham sua própria voz.60

Essa produção “que se fazia ouvir em toda cidade e que se tornou uma referência, no campo dos trabalhos realizados com jovens e adolescentes de comunidades periféricas de Salvador” (MOREIRA, 2007, s/p), possibilitou a inserção dos grupos de Alagados em um circuito local. Sobre esse período, Isael Barros relata que “a gente conseguiu fazer alguns elos com a Federação Baiana de Teatro Amador, conseguimos fazer alguns elos com o próprio teatro Vila Velha, participando de oficinas, assistindo espetáculos, o pessoal vinha também ver nosso espetáculo”.61

A repercussão dos primeiros espetáculos montados e o fortalecimento dos grupos começou a causar transtornos à Escola Polivalente San Diego, onde as atividades ainda aconteciam, ocupando improvisadamente os espaços da biblioteca e da cantina.

Durante o Circuito Cultural nós enchemos a biblioteca da escola toda. No mês seguinte a gente passou alguns filmes. A gente percebeu que começou a incomodar a direção da escola, que já não nos via mais com bons olhos, porque a gente começou a levar a comunidade inteira pra lá. O objetivo era que ficasse um grupo mais fechado, aí a gente levou todo mundo, encheu a biblioteca, a cantina. Vieram outros grupos. (...) Foi nesse momento que a gente percebeu que não dava pra gente ficar somente na escola. (...) A gente foi procurar pessoas que pudessem ceder espaços, vimos diversos espaços

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Isael Barros, educador e primeiro coordenador do Espaço Cultural Alagados. Entrevista cedida à autora em 02 de setembro de 2008, na Associação dos Moradores do Conjunto Santa Luzia.

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Jornal da Bahia, 31 de julho de 1981.

85 abandonados que pertenciam à Prefeitura e ao Estado e fomos procurar saber o que se podia fazer.62

Através de um dos professores dos grupos, Guilherme Marback, parente do então Secretário da Educação do governo de Antonio Carlos Magalhães, Eraldo Tinoco, foi entregue ao Secretário um abaixo-assinado reivindicando um espaço para os ensaios e apresentações dos grupos locais. A reivindicação foi encaminhada ao governador que, em ano eleitoral, ordenou a construção de um Cine-Teatro.

A gente queria um galpão com cadeiras, uma tela de projeção, um palco pra apresentação e também um espaço pro povo da capoeira, uma coisa que a gente pudesse administrar localmente. Aí a gente recebeu o golpe. ACM [o então governador Antonio Carlos Magalhães] resolveu fazer uma coisa que era tão maravilhosa e não ia deixar com a gente. A gente ganhou, mas não levou.63

O grupo foi crescendo, foi crescendo dentro da Escola, sempre com dificuldades, a gente tirava carteira, botava carteira... Eis que um dia aparece uma conversa, de que a AMESA ia construir o teatro. Foi dito isso, não me lembro por quem, mas a partir desta mensagem eles viram o teatro ali por eles, eram eles que estavam merecendo ter aquele teatro.64

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