5.5 Scheduler under the Full LTE PHY/MAC Protocol Stack
5.5.2 Interference Scenario Description
comportamento questionador diante das informações estatísticas.
Com isso podemos ver que a interpretação de gráficos não se constitui numa simples atividade automática de apreensão das informações, essa atividade envolve outros tantos aspectos que faz-nos questionar sobre o que teria mais influencia em determinadas interpretações de representações gráficas.
Todos esses aspectos discutidos acima se fazem presentes nas diversas formas de representação gráfica e consequentemente em toda a interpretação que se possa fazer a respeito deles, porém com o desenvolvimento crescente da tecnologia e o aumento da acessibilidade ao computador outra discussão tem se expandido no que se refere as representações de dados em ambientes computacionais.
3.3 Os Ambientes Computacionais e a Representação Gráfica
No cenário educacional brasileiro, a tendência que se apresenta é a gradativa ampliação do uso do auxílio do computador no ensino e na aprendizagem escolar.
Experiências com calculadoras gráficas e computadores em Educação Matemática foram realizadas para compreender como a informática pode ser inserida em situações de ensino aprendizagem da Matemática. No caso da Estatística essas experiências começaram a partir do uso das planilhas eletrônicas enquanto instrumento que possibilitam uma melhor visualização e exploração de um grupo de dados (SANTOS, 2003)
Ainley, Nardi e Pratt (2000) defendem o uso do computador por crianças já desde os anos iniciais do Ensino Fundamental, utilizando planilhas eletrônicas, para trabalhar as habilidades de interpretação de gráficos. Esses autores chamam a atenção para as possibilidades de construir gráficos no computador. Ao contrário do ensino tradicional, o ensino baseado no uso de computadores não demanda um extensivo tempo na construção dos gráficos. Dessa maneira, pode-se reservar mais tempo para aprofundar a leitura dos dados representados graficamente. Os autores denominam a abordagem tradicional de “construção e interpretação passiva de gráficos”, e propõe a “construção interpretação ativa de gráficos” cujo destaque maior estaria na interpretação dos gráficos e exploração dos dados.
Ponte (1991; apud Carvalho 2000) afirma que as potencialidades trazidas pelo uso dos computadores geram novos espaços de diálogo entre os alunos, entre os alunos e o professor e entre os alunos e o próprio saber matemático. O papel do professor deixa de ser apenas o de ensinar como se constrói um gráfico, mas também o de ensinar a ler um gráfico dialogando com o que os alunos dizem.
A construção de gráficos gerados pelo computador apresenta um número de características as quais diferem significativamente dos gráficos feitos por lápis e papel. Por exemplo, os gráficos em ambientes computacionais são mais dinâmicos no sentido que seus tamanhos e proporções podem ser alterados segundo o desejo de seu construtor. Além disso, os gráficos em computadores podem ser criados interativamente, por exemplo, quando um dado é modificado no banco de dados a alteração na representação é instantânea. A aparência do gráfico pode ser mudada de acordo com os menus, que geralmente os softwares colocam a disposição dos usuários. É possível fornecer diferentes formas de representar o mesmo grupo de dados, assim como manipular diferentes aspectos de uma mesma representação explorando assim o banco de dados.
Ainley (1995) e Pratt (1995) investigaram a interpretação de gráficos de linha por crianças de 6 e 8 anos de idade com o uso de computador e obtiveram resultados positivos. Ainley percebeu que quando as crianças interpretam gráficos em ambientes computacionais acabam por adquirir uma percepção significativa das convenções e técnicas para a construção de gráficos.
Lima e Magina (2007) realizaram um estudo com 48 estudantes dos 5º anos de uma escola pública de São Paulo onde investigaram a compreensão de gráficos de barra e de dupla entrada no aplicativo educacional Tabletop. As autoras perceberam que depois que os alunos passaram por um momento de intervenção com o software, elas apresentaram melhores desempenhos na leitura que faziam “dos dados” e “entre os dados”. Tais resultados foram favorecidos pelo uso do ambiente computacional que oferecia a possibilidade de exploração de um mesmo conjunto de dados, usando distintas representações.
O aumento das possibilidades de construção das representações gráficas, devido o desenvolvimento tecnológico, possibilitou o surgimento de uma nova filosofia nos estudos estatísticos que foi a Análise Exploratória de Dados, introduzida por Tukey (1977, apud BATANERO; ESTEPA; GODINO, 1991). Segundo Batanero, Estepa e Godino (1991) essa filosofia consiste no estudo dos dados a partir de todas
as suas perspectivas e com todas as ferramentas possíveis, para que com isso se possa extrair o máximo de informações possíveis sobre os dados, gerar novas hipóteses e conjecturar sobre as observações realizadas. Segundo Biehler (1989, apud VIEIRA, 2008) a ideia subjacente da análise exploratória de dados é que, variando a representação e empregando representações múltiplas dos dados, tem- se um meio de desenvolver novas idéias e novos conhecimentos.
Dentro dessa filosofia, segundo Vieira (2008), o trabalho com ambientes computacionais é necessário para que os estudantes possam efetivamente se preocupar com as interpretações e com os conceitos envolvidos, sem ter que ater-se a cálculos e construções com pouco significado cognitivo para eles.
Tendo em vista esses aspectos, pode-se dizer que os gráficos produzidos com o uso do computador podem vir a trazer mudanças significativas para o modo como os gráficos são ensinados e aprendidos em sala de aula.
Dessa maneira é que nos interrogamos como se dá a interpretação de gráficos em um ambiente computacional que é destinado para o trabalho em sala de aula com estudantes do Ensino Fundamental desde os anos iniciais. Essa questão mobilizou a nossa pesquisa que procurou responder: como estudantes dos anos iniciais interpretam gráficos num software de análise de dados?
Na capítulo seguinte explicitaremos a metodologia adotada para responder a essa questão e contemplar os objetivos deste estudo.