• Aucun résultat trouvé

Les interactions mésostabilisantes

Dans le document 4Chapitre 4 (Page 38-47)

4.2 Identification des interactions méso- et thermostabilisantes L’objectif de cette deuxième partie, n’est plus de considérer et d’étudier un type

4.2.2 Les interactions mésostabilisantes

importância do intelecto. Concedemos que ele tem ‘o quê’, mas não ‘o porquê’ ou se o concedermos, é à parte. E vemos um homem ou um olho, se calhar como uma imagem ou uma imagem [5] de uma imagem. O facto é que lá no inteligível existe o homem e existe o porquê de haver homem, se o homem ali deve ser algo intelectual tal como o olho e o porquê de haver olho; ou não existirão de todo se não houver porquê. Aqui tal como cada uma das partes está separada, assim também o está o porquê. Mas lá no inteligível todas as coisas estão na unidade, de tal forma que a coisa e o ‘porquê

[10] da coisa’ são o mesmo. Muitas vezes também aqui a coisa e o porquê são o mesmo, por exemplo

‘o que é um eclipse’. O que é que evita também que cada coisa seja o seu porquê também nos outros casos, e que isto seja a substância de cada coisa? É absolutamente necessário; e têm êxito os que tentam compreender assim ‘o que é’ uma coisa. Aquilo [15] que cada coisa é, é a razão porque é. Eu não digo que a forma seja para cada coisa a causa do ser – isto é naturalmente verdade – mas digo que, se cada forma, ela própria se desdobrar de volta a si própria encontrarás nela ‘o porquê’. Aquilo que é inerte e não tem vida não tem em absoluto ‘o porquê’, mas se é uma forma e pertence ao [20] intelecto de onde obterá ‘o porquê’? Se alguém disser ‘a partir do intelecto’ não está separado dele, supondo que é ele próprio também intelecto; se [ele próprio] deve ter estas coisas às quais nada lhe falta, não lhe deve faltar o porquê. O intelecto tem assim cada porquê das coisas nele; e em relação às coisas nele, ele próprio será cada coisa das coisas nele, de tal modo que nenhuma delas [25] necessita do porquê do seu nascimento, mas ao mesmo tempo que nasceram, têm nele próprio a causa da sua existência. Não sendo casual, nada do seu ‘porquê’ lhe poderá faltar, mas porque tem tudo, tem também a perfeição juntamente com a causa. E dá às coisas que dele participam, de tal modo que elas têm o seu ‘porquê’. E, tal como [30] em tudo isto composto de muitas coisas, todas as coisas estão ligadas umas às outras e tal como cada porquê está no ser em tudo – como também em cada um a parte é vista em relação à totalidade –, não é isto que nasce e a seguir aquilo, depois daquele outro, mas todas as coisas estabelecem umas em relação às outras ao mesmo tempo a causa e o efeito, [35] assim também é sobretudo necessário que todas as coisas ali [no inteligível] estejam relacionadas com a totalidade e cada uma consigo própria. Se há uma coexistência de todas as coisas juntas e todas as coisas são independentes do acaso e não deve haver separação, as coisas causadas terão em si próprias as causas e cada uma será tal que tem a sua causa de forma não causal. Se as coisas [40] não têm a causa do existir e são auto-suficientes e independentes da causa, terão a causa em si mesmas e com elas mesmas. Se ali nada é em vão e muitas coisas estão em cada coisa, poderás dizer cada porquê em relação a todas as coisas que contém. Ali o porquê pré-existiu e coexistiu, não sendo um ‘porquê’ [45] mas um ‘quê’; ou melhor os dois são um. O que é que poderia ter acima do Intelecto, como se fosse uma intelecção do Intelecto, não sendo tal qual um produto perfeito? Se é perfeito, não é possível dizer o que é que lhe falta nem porque é que isso não está presente. Estando presente, poderás dizer porque é que está presente; do mesmo modo o porquê está contido na existência; [50] em cada intelecção e em cada acto [do Intelecto], por exemplo [na intelecção] do Homem, mostra-se o Homem inteiro, tendo consigo nele desde o princípio tudo quanto tem [e] está preparado na totalidade. Além disso, se não está inteiro, mas se lhe deve acrescentar algo, pertence a algo que foi criado. Mas existe para sempre, de tal modo que é inteiro. Mas o [55] Homem que veio a ser é gerado.

38 2. [5] [10] [15]     [20] [25] [30]   [35] [40] [45] [50] [55]

39

se à hipótese [de Platão]: supôs ele que as coisas se tornam/nascem. E é assim que surgem a deliberação e o raciocínio. Ao mostrar que as coisas se ‘tornam/nascem para sempre’, [5] suprime que [Deus] raciocina. Não é possível raciocinar-se no que é para sempre; isso seria característico de alguém que tivesse esquecido como as coisas eram anteriormente. Se as coisas fossem melhores mais tarde, não teriam sido antes belas; mas se eram belas mantêm-se iguais. Elas são belas juntamente com a sua causa; uma vez que agora uma coisa é bela porque é tudo – é isso que é a forma: o [10] tudo – e porque controla a matéria; controla-a, se não deixar nenhuma parte dela sem forma; deixa-a sem configuração se lhe falta alguma forma, por exemplo: um olho ou alguma outra coisa, de tal modo que ao referires as causas, falas de tudo. Porquê os olhos? Para o todo. Porquê as sobrancelhas? Para o todo. E se disseres ‘para protecção’ [15] dizes que salvaguarda a essência que nela se encontra; e que isto contribui para isso. E a essência existia assim antes disto e a causa era parte da essência; e isto que é, é algo diferente da essência. Todas as coisas existem umas em relação às outras e a totalidade é perfeita e inteira e contéma perfeição juntamente com a [20] causa e na causa, e a essência e o ser que é e o porquê do ser é um. Se o ter sensibilidade e o ter sensibilidade desta forma está contido na forma por uma necessidade eterna e pela perfeição do Intelecto, que se é perfeito, tem nele as causas de tal modo que nós mais tarde vemos que esta é a forma correcta de as coisas serem [25] (ali a causa é uma e completa e ali o Homem não era apenas Intelecto ao qual se lhe acrescentou a sensibilidade quando se preparava para nascer), como é que aquele Intelecto não se há-de inclinar para as coisas assim? O que é que será a sensibilidade senão a percepção das sensações? Como não haveria de ser absurdo que houvesse sensibilidade [30] a partir da eternidade e que aqui se exercesse essa sensibilidade e cumprisse a actividade inerente ao seu poder ali, quando a alma se torna pior?

4. Em face desta dificuldade, devemos de novo analisar desde o princípio. Talvez seja preciso

Dans le document 4Chapitre 4 (Page 38-47)

Documents relatifs