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DES INFRASTRUCTURES DE TRANSPORT TERRESTRE SUR LA COMMUNE DE COURNANEL

Dans le document > RAA SPECIAL N° 14 - AOUT 2016 - tome 2 (Page 119-125)

PREFECTURE DE L'AUDE

DES INFRASTRUCTURES DE TRANSPORT TERRESTRE SUR LA COMMUNE DE COURNANEL

subdivide em Verbal (LGV), Pictórica (LGP) e Esquemática (LGE), sendo esta última o eixo estrutural de ligação entre os esquemas gráficos contidos nos livros de geometria gráfica e os princípios teóricos e práticos do design da informação a serem aplicados na elaboração deste tipo de artefato educacional.

Alguns pesquisadores, teóricos e práticos do design informacional, desenvolveram modelos de análise da informação, utilizando variáveis gráficas para identificar e nomear as características das informações apresentadas em suportes diversos, de modo a colaborar com a aplicação mais eficiente e eficaz das mesmas. Essas características são observadas em revistas, jornais, livros, sinalizações de ambientes internas e externas, jogos, etc., aplicados em suportes impressos, digitais, sonoros, entre outros.

Portanto, elencamos três desses estudiosos do infodesign que são: Michael

Twyman, Paul Mijksenaar e Jacques Bertin. Seus trabalhos, nesta área, nos deram

subsídios para refletir sobre os princípios que norteiam a observação e aplicação da Linguagem Gráfica Verbal, Pictórica e, sobretudo a Esquemática, na qual está presente e nos dará suporte na maior parte do nosso estudo.

Material a ser analisado

Nesta fase de análise da pesquisa, procuramos traduzir, por meio dos modelos analíticos já citados, os modos de representação impressas nos livros utilizados no estudo da geometria gráfica. Buscamos assim, definir se existe, ou não, um padrão de representação gráfica que possua elementos gráficos com características que favoreçam a compreensão ou a desorientação em relação ao conteúdo exposto nestes artefatos.

Os livros utilizados na análise fazem parte da ementa da disciplina Geometria

Descritiva, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade do Vale do Ipojuca

(FAVIP). Neste momento da pesquisa, foram analisadas as páginas de três temas pertinentes à disciplina citada, num total de 108 páginas (ver tabela 4.1).

ASSUNTO LIVRO Nº DE PÁGINAS ANALISADAS Nº DE OCORRÊNCIAS VERIFICADAS Sistema Mongeano

GGT – volume I. Autor: Costa. M. 18 49

Verdadeira Grandeza

Geometria Descritiva: Autor: Montenegro. G. 10 13

Verdadeira Grandeza

Noções e fundamentos de Geometria Descritiva: Autora: Lacourt. H.

13 38

Pertinência Geometria Descritiva. Autor: Pereira.A. 57 116

Pertinência GGT – volume II. Autor: Costa, M. 10 20

108 236

Tab. 4.1 | Lista dos livros e temas utilizados para a pesquisa analítica deste estudo

4.1 Jacques Bertin

Em 1973, o cartógrafo e teórico francês Jacques Bertin, em um estudo aplicado a mapas e gráficos, baseado no livro intitulado Semiologie Graphique, de sua autoria, classificou o uso dos elementos visuais gráficos de forma sistemática na representação desses dados.

Todos os elementos estudados por Bertin apresentam os princípios do que ele denominou semiologia gráfica, onde ele definiu os elementos básicos de informação visual e suas relações mútuas. Esses princípios são usados na normatização da representação gráfica, os quais se baseiam em sete tipos de variáveis gráficas: posição, forma, tamanho, contraste, textura, cor e direção, onde uma análise dos mesmos foi realizada para direcionar a representação visual dos mapas de acordo com a classificação a seguir:

Forma: é o formato do elemento gráfico a ser estudado. Por exemplo: a forma de um mapa retangular, circular, etc., numa página de um livro.

Tamanho: avalia qual o tamanho do elemento gráfico na sua apresentação visual. Valor/Contraste: define os tons de contraste, as variações do mais claro ou mais escuro da área ou do elemento gráfico. Permite a diferenciação dos elementos impressos uns com os outros e com o fundo da imagem.

Textura: avalia as diferenças das texturas aplicadas aos elementos que constituem uma área gráfica. Exemplo:

Cor: variação de cor e seus tons, empregados em um mesmo contraste.

Orientação: variação de orientação, inclinado, horizontal e vertical, de linhas ou padrões.

Posição: analisa o posicionamento dos elementos gráficos dentro de um suporte específico, por exemplo: centro, centro-inferior, centro-superior, ou centro-lateral direita, centro-lateral esquerda, lateral direita superior /inferior, lateral esquerda superior/inferior, ou mesmo não ter posição definida.

Fig. 4.2 | Três exemplos de textura. O da esquerda é o gráfico sociográfico original; à direita, dois exemplos diferentes de representação gráfica, utilizando texturas/hachuras para demonstrar a mesma informação. Fonte: Mijksenaar (1997:39)

Segundo Bertin:

A representação gráfica constitui um dos sistemas de signos básicos concebidos pela mente humana para armazenar, entender e comunicar informações essenciais. Como uma “linguagem” para o olho, a representação gráfica beneficia por suas características ubíquas de percepção visual. Como um sistema monossêmico, ela forma a porção racional do mundo da imagem. (BERTIN, 1983)

Jacques Bertin distingue o sistema monossêmico dos demais, como segue:

Monossêmico: não há mais de uma interpretação para a imagem. Exemplo: símbolos matemáticos e a linguagem esquemática

Polissêmico: são as imagens pictóricas que oferecem mais de uma interpretação correta. Exemplo: ilustrações narrativas ou simbólicas (imagens denotativas) capa de disco.

Pansêmico: imagens com infinitas interpretações. Exemplo: pintura abstrata.

No sistema monossêmico o significado de cada signo é reconhecido imediatamente, o que não permite lacunas para interpretações dúbias sobre o que determinado signo representa. A monossemia permite que a leitura dos signos seja padronizada para todos os leitores. A legenda é o elemento responsável pela padronização do significado de cada signo.

De acordo com Aparecida Silva:

As Representações Gráficas são significativas para entender textos, idéias e dados de forma eficaz e sintetizada. Assim, elas devem comunicar as informações instantaneamente, através de imagens visuais de forma monossêmica, isto é, sem ambigüidade, permitindo uma única leitura. (SILVA, 2008:11)

Bertin sustenta a necessidade de se trabalhar com representações monossêmicas, para sintetizar e padronizar as informações visuais, utilizando uma linguagem visual unificada. O objetivo é de facilitar a transmissão da informação, sem correr o risco de cometer equívocos de duplicidade na compreensão de seus significados, como ocorre nas representações polissêmicas e pansêmicas que, para Bertin, são discutíveis. Contudo, Jacques Bertin, “ao confinar sua atenção à imagística monossêmica e descartar imagens polissêmicas, tem pouco ou nada a

dizer sobre as imagens pictóricas, que são uma parcela considerável da linguagem gráfica” (ASHWIN, 1979, apud LIMA, 2009:37).

4.1.1 Análise dos dados a partir do modelo proposto por Bertin (1973)

Com o objetivo de qualificar os dados dos livros didáticos de geometria gráfica utilizados neste trabalho, utilizamos como parâmetros as informações referentes à normatização das variáveis gráficas definidas por Jacques Bertin.

Um fato a ser considerado nesta análise é que, mesmo que estes parâmetros tenham sido desenvolvidos para caracterizar mapas e gráficos de dados geográficos, não impossibilitou as nossas análises em relação ao artefato deste estudo. Devemos ressaltar, porém, que os princípios definidos por Bertin, não consideram textos e suas respectivas características tipográficas, limitando nossas observações apenas nos gráficos impressos nas páginas dos livros didáticos.

Foi desenvolvida uma tabela de dados, baseada nas variáveis de Bertin, no intuito de facilitar a visualização das informações dos gráficos analisados:

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