3. Les copolymères di-blocs à l’interface air/eau
3.2. Section 2 Travaux d’optimisation complémentaires
3.2.3. Influence du solvant de déposition et de la température
De acordo com entrevista realizada com um membro da equipe diretiva da Escola 1,- Entrevistado 1A - sua atuação na gestão da escola teve início no ano de 2009 e o PME foi iniciado na escola no ano de 2010. O entrevistado diz que, antes do PME, a escola já ofertava outros programas no contraturno, como: “[...] a sala de
33 Dados encontrados no site oficial da Secretaria Estadual de Educação
– Consulta Escolas. Disponível em: http://www.consultaescolas.pr.gov.br/consultaescolas/f/fcls/escola/visao Acesso em 03 mar. 2016
apoio, CELEM, sala de recursos” (Entrevistado 1A, 2015).
Comentou que, após uma apresentação de forma resumida do PME em uma reunião do NRE com os diretores, a escola foi comunicada que tinha sido selecionada para aderir ao PME. Segundo o relato feito, a escola se interessou por isso, pois, além de “[...] receber recursos financeiros, ainda contemplava atividades diferenciadas e em contraturno para a comunidade carente” (Entrevistado 1A, 2015). Este dado converge com a destinação do PME para regiões de vulnerabilidade social como vimos em capítulos anteriores.
O processo de escolha das atividades que seriam desenvolvidas no PME ficou a cargo da equipe pedagógica e, conforme comentou o Entrevistado 1A sobre a escolha das atividades: “[...] infelizmente não foi, assim, um processo bem democrático, mas, foi pensando também, na comunidade” (Entrevistado 1A, 2015). Acrescentou que a escolha seguiu as regras do Manual Operacional, levando em consideração a estrutura física da escola e as características da comunidade, “[...] por exemplo, a escolha do hip hop foi o maior sucesso [...]” (Entrevistado 1A, 2015).
De acordo com o Entrevistado 1A, foram selecionadas cinco atividades: “[...] letramento, taekwondo, hip hop, jornal e rádio” (Entrevistado 1A, 2015). Como pode ser visto no trecho de sua fala,a atividade a que os alunos mais aderiram era o hip hop:
[...] a que eles mais gostavam era o hip hop, então foi a mais requisitada, a que tinha maior frequência, a que eles gostavam mais, talvez, por um contexto né?! Por ser uma dança que fazia parte do cotidiano deles, pela professora fazer um trabalho bem bacana e também, conseguimos na época uma parceria de não ficar só na dança, mas trabalhar com o grafite, com o basquete de rua. Então, foi um conjunto que favoreceu essa oficina (Entrevistado 1A, 2015). O Entrevistado 1A também comentou sobre como se deu a organização do espaço físico para desenvolvimento do PME. Percebe-se que, com a implantação do PME e consequente recebimento dos recursos financeiros, a escola construiu um pátio coberto e um salão munido de espelhos e barras. Também houve adequação de recursos humanos, visto que “[...] a escola começou a contar com dois pedagogos no período que o projeto acontecia e também influenciou em mais um serviço geral” (Entrevistado 1A, 2015). Observa-se que a escola promoveu adaptações em seu espaço físico visando ao atendimento de mais uma demanda de trabalho. Para além do espaço físico, verifica-se a mobilização de funcionários,
aspecto que mostra que a escola precisava se reestruturar para atender ao Programa.
Conforme o Entrevistado 1A, a escola recebia recursos financeiros destinados à alimentação dos alunos participantes do PME. Porém, a parcela do recurso destinado a este fim, não era suficiente, então, um recurso adicional na merenda escolar era custeado pelo Estado.
Podemos observar, então, que o PME, no Estado do Paraná, contava com uma parceria entre o Governo Federal e o Governo Estadual em dois aspectos: contratação de um professor graduado por atividade e um adicional na merenda. Estes professores que atuavam no PME, embora fossem graduados, necessitavam de formação para melhor entender e desenvolver as atividades do PME. Sobre isto, o entrevistado relata: No início do PME, aconteceram “[...] algumas oficinas para professores que atuavam no projeto, sim, eu não sei se chegou a ser uma capacitação [...]” (Entrevistado 1A, 2015).
Este dado confere com Perrude (2013), quando esta menciona a política de formação de professores para atuar no PME predominando reuniões técnicas para desenvolvimento do mesmo, conforme já citamos nesta pesquisa. Trata-se de um dado importante, pois novamente caracteriza ações desarticuladas entre NRE e escolas que desenvolvem o PME.
Conforme as informações do Entrevistado 1A, os professores que atuavam no PME em 2010 eram concursados, pertenciam ao Quadro Próprio do Magistério (QPM), porém, nos anos seguintes, as aulas do PME deveriam ser ministradas pelos professores contratados temporariamente pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS). Algumas atividades pertenciam a um macrocampo, mas a escola elaborava sua proposta pedagógica não tão específica, pois entendiam que tanto o professor de uma disciplina quanto de outra poderiam assumir as aulas da atividade. Por exemplo: a atividade de hip hop pertence, de acordo com o Manual Operacional, ao Macrocampo Cultura e Arte, no entanto, foi um professor graduado em Educação Física que ministrou tal oficina como podemos comprovar no excerto da entrevista: “[...] o hip hop, se não me engano, não estava no Macrocampo Educação Física. Era Cultura e Arte, mas, para mim, envolvia dança e a dança também é um dos conteúdos estruturantes da Educação Física” (Entrevistado 1A, 2015 – grifo nosso). Pelo que ficou explícito na resposta do Entrevistado 1A, frente a isto, a escola elaborou a proposta pedagógica desta atividade, de tal modo que tanto um professor
da disciplina de Educação Física quanto um da disciplina de Arte pudessem desenvolver tal atividade, o que mostra que a escola fez adaptações para atender ao PME, como pode ser visto no excerto:
Então a gente tentou contemplar as duas, quando eu te disse Cultura e Arte é porque o macrocampo no documento é Cultura e Arte, mais a professora desenvolvia mais a parte da dança, que é da Educação Física, só que ela mesma buscou algumas parcerias que envolvia a arte, nós tivemos uma oficina paralela de grafite [...] (Entrevistado 1A, 2015).
De acordo com o Entrevistado 1A, a SEED realizava o acompanhamento e avaliação do PME via portal do Dia a Dia Educação34, através dos relatórios das escolas encaminhados pelo NRE. O acompanhamento
[...] sempre foi no sentido de ver se o projeto estava acontecendo, de ver quantos alunos frequentavam, que eu acho que era um dos problemas da maioria das escolas. A nossa escola no final do ano passado, infelizmente, por questões financeiras foi bastante prejudicada, mais era uma das escolas que tinham um melhor desempenho, envolvimento, as oficinas aconteciam, aí o acompanhamento deles começou a ser de uma forma assim, até mais produtiva, da escola apresentar em eventos, de mostrar o trabalho que era desenvolvido na escola para outras escolas [...] (Entrevistado 1A, 2015).
Observa-se pelos dados que há um empenho significativo da escola para realização do Programa. Há que se considerar que, se é importante o número de participantes e se as experiências escolares com o Programa são apresentadas para outras escolas, cumpre-se um processo de valorização de práticas escolares, de quantidade de alunos atendidos, deixando submersas questões importantes a serem problematizadas como: a formação docente para o PME, o investimento na estrutura física da escola, a necessidade de políticas contundentes do Estado para resolução dos problemas sociais que estão sendo apaziguados na escola.