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Importance du contexte du 3’UTR de l’ARNm dans la liaison du miARN

1.1 Caractéristiques des miARN

1.1.3 Principes de reconnaissance d’un ARN messager par un miARN

1.1.3.4 Importance du contexte du 3’UTR de l’ARNm dans la liaison du miARN

O espermatozóide suíno é particularmente sensível ao resfriamento para temperaturas inferiores a 15ºC, principalmente quando o sêmen fresco é resfriado rapidamente, o que resulta em uma redução da sobrevivência espermática. Os efeitos do resfriamento sobre a célula espermática incluem uma série de mudanças nos espermatozóides, quando o sêmen é exposto a temperaturas abaixo de 15ºC (Pursel et al., 1973; Althouse et al.,1998).

Essas mudanças em conjunto, têm sido denominadas de choque pelo frio ou “cold shock”. O choque térmico caracteriza-se pela presença de espermatozóides com movimentação atípica, perda prematura de motilidade, alterações nas membranas acrossômica, plasmática e mitocondrial, resultando em mudanças bioquímicas envolvendo o metabolismo celular, perda de enzimas intracelulares e distribuição de íons (Amman e Pickett, 1987; Zeng e Terada, 2000).

A severidade do choque térmico depende da taxa de resfriamento e da amplitude da temperatura mínima mantida durante a conservação do sêmen, sendo o seu efeito mais severo para os espermatozóides suínos no intervalo de 12ºC a 2ºC (Watson e Plummer, 1985; Weitze, 1990a).

Visando-se identificar a temperatura crítica em que ocorre o choque térmico, Althouse et al. (1998) avaliaram o efeito de diferentes temperaturas de armazenamento (8, 10, 12, 14 e 17ºC), utilizando doses de sêmen de 80 mL contendo 4x109 espermatozóides, durante 48 horas. Verificou-se que o choque térmico ocorre in vitro quando o sêmen diluído é armazenado à temperaturas inferiores a 12ºC, resultando em queda significativa da motilidade, que atingiu índices inferiores a 70% nas primeiras 12 horas, para o sêmen armazenado a 8ºC, e em 48 horas, para o sêmen armazenado a 10ºC. A motilidade foi superior a 75% para o sêmen armazenado a 12, 14 e 17ºC durante todo o período, sem que houvesse diferenças significativas entre esses tratamentos. Não houve efeito do período de armazenamento nem da temperatura de conservação sobre a morfologia espermáti ca, principalmente do acrossoma, possível mente, pela presença de BSA no diluidor utilizado.

No estudo in vitro conduzido por Paulenz et al. (2000), estudou-se o efeito de um período de 96 horas de armazenamento do sêmen diluído em BTS à diferentes temperaturas, sobre a motilidade e integri dade acrossômica. Após 96 horas de estocagem, a motilidade inicial (77,8%) foi reduzida significativamente para 52%, 59%, 51% e 43% nas temperaturas de estocagem de 25, 20, 15 e 10ºC, respectivamente, sendo as percentagens de acrossomas intactos reduzidas significativamente de 96% para 92, 91, 81 e 68% para as mesmas temperaturas de estocagem mencionadas anteriormente. Neste estudo, o efeito do choque térmico ocorreu à temperatura de

10ºC, com uma queda significativa da motilidade e integridade acrossômica, após 24 horas de armazenamento.

Chun-Xia e Zeng-Ming (2000) avaliaram a qualidade espermática da fração rica do ejaculado submetida à diferentes tempera turas de armazenamento (39, 20,15 e 4ºC), durante 48 horas, e observaram que, decorridas oito horas, a motilidade caiu significativamente para todas as temperaturas, apresentando o sêmen armazenado a 20ºC uma motilidade de 70%, que contrasta com a de 54%, observada no sêmen armazenado a 4ºC. Os percentuais de acrossomas normais foram de 86%, 82%, 64% e 39% para as temperaturas de 20, 15, 4 e 39ºC, respectiva mente.

Bamba e Cran (1992) observaram uma melhor retenção da motilidade (50 vs 45%) e de acrossomas normais (73 vs 69%) para o sêmen armazenado a 5ºC, durante seis dias, após diluição com BTS e BTS associado ao butilato de hidroxitolueno, respectivamente.

2.1.7.1 Uso do sêmen diluído e preserva do a 5ºC

A adequada avaliação do sêmen é um pré- requisito necessário para estabelecer estratégias de manejo visando aumentar a eficiência reprodutiva do plantel. Os testes mais comumente utilizados para avaliação da qualidade do sêmen envolvem estimati vas visuais da percentagem de motilidade e de defeitos morfológicos das células espermáticas, incluindo o percentual de acrossomas normais (Colenbrander e Kemp, 1990). Na tabela 6 estão apresentados alguns resultados de trabalhos de pesquisa envolvendo a preservação “in

vitro” do sêmen à 5ºC.

Há poucos estudos envolvendo a preser vação do sêmen suíno a 5ºC visando avaliar a sua eficiência “in vivo”, através da mensuração dos parâmetros de fertilidade, tais como das taxas de prenhez, de parto, de retorno ao cio e do tamanho da leitegada. Kasuya e Kawabe (1977) utilizando o sêmen diluído em um diluidor contendo leite em pó desnatado, glicose, bicarbonato de sódio, tris e glicina, armazenado a 5ºC e preservado por 7 dias, inseminaram 17 porcas e 13 leitoas e obtiveram 10,2 e 5,2 leitões nascidos vivos, respectivamente. Posteriormente, Park et al. (1996) utiliza ram o sêmen diluído em um diluidor lactose-gema de ovo com 2% de glicerol, preservado por 6 a 7 dias a 5ºC e obtiveram uma taxa de parto de 85%, com 10,4 leitões nascidos vivos por leitegada.

Foote (2002) utilizou o sêmen diluído em um diluidor a base de gema de ovo, resfriado a 5ºC e preservado por 48 horas para inseminar 70 leitoas e 55 porcas, obtendo uma média 10,1 leitões nascidos. A taxa de parto foi de 63%, sendo que as porcas pariram 1,5 leitões a mais em relação as primíparas.

Corrêa et al. (2006) propuseram um novo diluidor (PigPel-5) para diluir e armazenar o sêmen a 5ºC. Nesse experimento, avalia ram a manutenção de características físicas e a taxa de fertilização do sêmen resfriado após 24 horas de preservação, verificando uma motilidade média de 67,9 %, com uma maior freqüência (70,8%) de vigor igual a 4. Foram inseminadas 30 fêmeas e verifi cados o número e a taxa de óocitos fertiliza dos, que foram de 4,3 e 87,3%, respectiva mente, e não diferiram (p<0,05) dos resulta dos obtidos no grupo controle (sêmen diluído no BTS e armazenado a 17ºC).

Tabela 6. Avaliação da qualidade do sêmen suíno diluído em vários diluidores, submetido a diferentes períodos de incubação e estocado à diferentes temperaturas

Incubação Armazenamento Autores Diluidor ºC horas ºC Horas Mot. % NAR* %

Pursel (1972) 20% gema de ovo 30 5 5 10 min 55,00 49,30

0 33,00 65,00 2 42,00 65,00 4 52,00 70,00 6 55,00 72,00 Werber (1989) Androhep® 20 8 5 48 62,00 72,00 BTS® - - 5 48 42,00 73,00 Kotzias-Bandeira (1999) Androhep® - - - 48 42,00 72,00 Nascimento (1997) Mínima Contaminação - *RL 5 72 37,50 - - - 8 48 <70,00 - - - 10 48 <70,00 - Althouse (1998) Androhep® - - 12 48 >75,00 - Chuan-Xia e Zeng (2000) Sêmen fresco - - 4 48 12,00 31,00 Paulenz et al. (2000) BTS® - - 10 96 43,00 68,00

Foote (2002) 20% gema de ovo Ambiente 4 5 48 >70,00 -

Lactose-gema - - 5 48 51,43 69,80 Modena® - - 5 48 6,32 18,57 Lairintluanga (2002) Kiev® - - 5 48 6,57 20,23 24 5 72 65,60 80,10 Katzer (2002) BTS® 17 RL 5 72 62,80 78,50 BTS® - RL 5 36 43,13 - Roner (2003) X-Cell® - RL 5 36 55,00 - 24 5 72 68,40 71,40 12 5 72 65,70 68,10 15 3 5 72 52,20 70,10 Pérez-Llano (2005) Acromax® - - 5 72 24,10 44,40

*RL = Resfriamento Lento (7 a 8 horas); NAR = Percentual de células com reação acrossômica. Fonte: Adaptado de Katzer (2002).

2.1.8 Duração da estocagem do sêmen –