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Implementing LibSVM with Java

Dans le document Machine Learning (Page 180-187)

A implementação de sistemas PAYT tem vindo a ser intensamente estudada no sentido de avaliar o seu sucesso e poder promover a generalização de acções que a viabilizam. No entanto, existem algumas discordâncias na literatura relativamente aos efeitos da sua aplicação. Um dos efeitos mais citados na bibliografia é o aumento da reciclagem, e, consequentemente, redução na produção de resíduos, principalmente dos indiferenciados para deposição em aterro ou incineração, ou seja redução na fonte, promovendo assim avanços significativos na direcção do cumprimento de objectivos de redução, prevenção e valorização dos resíduos. Diversos estudos de monitorização de sistemas PAYT em funcionamento revelam que a produção de resíduos após a entrada em funcionamento do PAYT decresceu, em média, entre 15 a 30%, e as taxas de reciclagem, pelo contrário, subiram para valores entre os 30 e 60%.

Outros dos benefícios mais citados, são os benefícios ambientais, pois, com o incremento da reciclagem, há uma diminuição da extracção de matérias-primas, uma diminuição do consumo de energia e uma redução das emissões de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) associadas à produção, distribuição, uso, e, consequentemente deposição dos resíduos.

O ponto fulcral e imagem de marketing do sistema, de forma a cativar os munícipes, é a justiça do sistema (equidade), pois cada utilizador paga unicamente os resíduos que gera.

Também se trata de um sistema muito flexível, podendo o PAYT ser implementado numa grande variedade de tipos e dimensões populacionais, com uma grande diversidade de gestão de recolha e de quantificação como já descrito anteriormente.

Por vezes é também referida uma maior compactação dos resíduos, pois os utilizadores, para que possam espaçar o período de recolha, compactam mais os seus resíduos, de forma a não pagarem tanto.

A questão da percepção de direitos adquiridos é importante e não pode ser desligada das soluções técnicas a adoptar. Qualquer solução que passe por cobrar aos munícipes individualmente pelos resíduos que produzem é passível de ser quebrada. Caso não hajam incentivos à tomada da atitude pretendida, haverá sempre munícipes a tentar contornar o sistema, depositando o lixo do lado de fora do contentor, ou indo depositá-lo ao município vizinho. Assim, algumas das barreiras após a implementação de sistemas PAYT, são a deposição ilegal e a migração de resíduos para outros locais (em contentores públicos noutras freguesias ou municípios, nos locais de trabalho ou em outros locais que os utilizadores frequentem e não necessitem de pagar tarifa). Por vezes, também acontece os utilizadores procederem à queima dos seus resíduos como uma escapatória ao pagamento das tarifas. Por outro lado, qualquer solução que altere demasiado os hábitos dos cidadãos é de difícil adopção, ou muito impopular. Pedir aos munícipes que tragam consigo cartões magnéticos para abrir o contentor, ou impor multas em caso de transgressão podem condenar os projectos à partida.

Formas de contornar estes problemas incidirão essencialmente na existência de fortes programas de reciclagem e de campanhas de sensibilização e informação. Assim, uma forma de envolver os munícipes no sistema e evitar a sua fuga será através de demonstrar que o utente só tem a ganhar com a adopção da nova medida.

Será de ressalvar ainda a sobrecarga das famílias numerosas ou com baixos rendimentos Para minimizar este problema, pode atribuir-se descontos para que este tipo de despesa não seja um “fardo” tão elevado nos seus rendimentos. No entanto, aquando da implementação do sistema será necessário definir as regras para uma família ser considerada como tal.

Outro factor importante a referir é o aumento dos custos de exploração devido a campanhas de informação e de educação ambiental, de modo a explicar aos utilizadores em que consiste o novo sistema e as suas vantagens; à formação aos colaboradores; ao aumento de investimento em equipamentos, pois terão de existir novos contentores ou adaptações dos existentes, e ao seu aumento , devido à implementação de programas complementares, como a compostagem. No entanto, a implementação de um sistema PAYT leva a um incremento da separação selectiva, logo a um aumento dos proveitos decorrentes da venda de recicláveis. Adicionalmente, devido à redução da produção de resíduos indiferenciados, os custos associados à gestão (recolha, transporte e destino final) diminuem.

Um dos maiores desafios do sistema PAYT é a implementação em edifícios em altura. Estes edifícios podem abrigar uma grande parcela de população, especialmente em áreas densamente povoadas. Muitas vezes, nestas situações, os resíduos são recolhidos em estruturas construídas para o efeito, designadas por compartimentos ou casas do lixo. Estas estruturas são partilhadas pelos diversos moradores. Desta forma, pode ser difícil oferecer a esses moradores um incentivo económico directo para reduzir os resíduos, com um preço por unidade. Para agravar este problema, neste tipo de construção há menos vias para redução de resíduos que nas famílias com moradias.

Existem várias opções possíveis para resolver as barreiras colocadas pelos edifícios multi-familiares. Uma opção é vender a cada residente sacos ou etiquetas identificativas, e, assim, no final, aqueles que geram mais resíduos pagarão mais pela sua recolha. No entanto, surgem problemas quando as famílias não cumprem com este sistema, pois os residentes podem facilmente colocar os seus resíduos na sua casa do lixo sem pagar o saco ou a etiqueta. Outra abordagem consiste em modificar o sistema de colocação de resíduos para recolha de edifícios multi-familiares. Por exemplo, as casas do lixo, ou os contentores, podem ser modificados para funcionar somente quando um cartão magnético ou outro

comprovativo de pagamento é utilizado. Estas tecnologias oferecem a possibilidade de um registo exacto do morador. Apesar de tudo, tais modificações podem ser bastante dispendiosas.

Uma outra solução para ajudar a aumentar os incentivos económicos directos inerentes a um sistema PAYT em edifícios multi-familiares será passar a poupança da recolha dos resíduos para os residentes na forma de descontos em dinheiro, em reduções de renda ou acesso livre a serviços do prédio. Mas, neste caso, o impacto do incentivo seria diluído, uma vez que está dispersa por todos os moradores do edifício. (Canterbury, 1994)

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