Os sistemas PAYT já foram implementados em diferentes países e de variadas formas, pois existem vários modelos de implementação.
diferentes modelos variam consoante
medição dos resíduos produzidos em quase todos os ambientes.
Fig. 13 – Principais alternativas para implementaç Sistema de
Contabilizado por Esquema Identificação do
Sistema PAYT
Em alguns casos, têm de ser estudadas medidas tendo em vista essas
subsídios, redução e/ou isenção da tarifa, possibilidade de recolha doméstica para o caso dos idosos e programas de sensibilização em várias línguas direccionados para os estrangeiros residentes e para os turistas, dependendo da zona em questão. (Canterbury, 1994)
conveniente conhecer o estado financeiro da população, o seu nível de educação e de sensibilização relativamente a questões ambientais, bem como a idade média e a
spectos técnicos
Os aspectos técnicos estão extremamente relacionados com a capacidade de garantir a conveniência dos serviços de recolha de resíduos. Neste campo incluem-se a possibilidade de separar as diversas fracções de resíduos, acessibilidade na identificação do produtor, distâ
equipamentos de deposição, relação entre a capacidade disponível dos equipamentos e a respectiva frequência de recolha e confiança na recolha, e cálculo de valor a cobrar. É
um levantamento dos equipamentos actualmente disponíveis aos utilizadores e avaliar as al
PAYT
Os sistemas PAYT já foram implementados em diferentes países e de variadas formas, pois existem vários modelos de implementação. Através do esquema apresentado na Fig.
diferentes modelos variam consoante os meios técnicos de identificação do produtor de resíduos e medição dos resíduos produzidos em quase todos os ambientes.
Principais alternativas para implementação de Sistema PAYT conhecidas na Europa. Reichenbach, 2008)
Contabilizado por Identificação do
Responsabilização do produtor através de
Utilizador Peso Câmara Volume Câmara Receptáculo Individual Peso Identifica- ção
populações, nas quais se de de recolha doméstica para o caso dos idosos e programas de sensibilização em várias línguas direccionados para os estrangeiros
(Canterbury, 1994)
anceiro da população, o seu nível de educação e de como a idade média e a
pacidade de garantir a conveniência se a possibilidade de separar as diversas identificação do produtor, distância adequada aos ção entre a capacidade disponível dos equipamentos e a respectiva então fundamental fazer um levantamento dos equipamentos actualmente disponíveis aos utilizadores e avaliar as alterações a
Os sistemas PAYT já foram implementados em diferentes países e de variadas formas, pois existem Fig. 13 verifica-se que os do produtor de resíduos e
PAYT conhecidas na Europa. (Adaptado de
Responsabilização do produtor através de
Receptáculo Volume Identifica- ção Pré-Pago Rotina -
Como se pode ver, num sistema PAYT, a responsabilização do produtor pode ser através de identificação do utilizador ou do receptáculo para a deposição. Isto acontece porque a facturação deverá ser efectuada o mais próximo da fonte da produção de resíduos. De seguida, esclarece-se cada uma das alternativas apresentadas na figura os sistemas PAYT.
1)Identificação do Utilizador – os utilizadores são directamente cobrados no acto de acesso aos
equipamentos ou instalações para deposição de resíduos ou possuem meios de identificação. Estes meios de identificação podem ser chaves ou cartões electrónicos que permitem o registo da utilização do serviço e posterior facturação. O esquema de identificação de carácter individual, identifica o próprio utilizador. Quanto à quantificação de resíduos por Sistema de Câmara (também conhecido como bloqueio de resíduos ou instalação lockhopper - neste caso os contentores apresentam uma boca de abertura com dimensão específica), esta pode ser baseada no:
Fig. 14 – Exemplo de Sistema PAYT por sistema de câmara.
a)Volume – a porta de acesso ao equipamento de deposição tem uma dimensão determinada, que
determina o máximo volume que pode ser introduzido, ou existe uma antecâmara no contentor onde o volume é medido, após compressão ou não;
b)Peso – o contentor possui um sistema que contabiliza a diferença de peso da totalidade de resíduos nele depositados, antes e após a abertura do contentor, ou existe uma antecâmara no contentor, tal como em sistemas baseados no volume, munida de uma balança que pesa os resíduos introduzidos.
2) Identificação do Receptáculo – os receptáculos (contentores) permitem o registo, utilização dos produtores por subscrição, atribuição ou compra. Assim a identificação é feita através de dispositivos indexados ao receptáculo. Quanto à quantificação de resíduos, esta também pode ser efectuada por:
a)Volume – a tarifa a pagar é determinada com base no volume do contentor, existindo um
sistema de:
i) Identificação sendo normalmente efectuada através de um chip ou de um código de barras que são reconhecidos/lidos aquando da recolha dos contentores;
ii) Pré-pagamento, em que os utilizadores pagam antecipadamente a quantidade de resíduos que querem colocar para recolha, comprando etiquetas ou vinhetas que deverão ser fixadas nos receptáculos, ou sacos devidamente identificados para o efeito. Desta forma só serão recolhidos os receptáculos devidamente identificados como pertencentes ao sistema.
b)Peso – a tarifa a pagar é determinada com base no peso do conteúdo do contentor. Desta forma
será necessária a incorporação de uma balança no sistema de elevação do veículo de recolha. Existe apenas um sistema de identificação tal como para o sistema de volumetria.
i) Esquema individual – considera que o volume de contentor está completamente cheio, pois os contentores têm volume conhecido; mas é dada a possibilidade aos utilizadores de colocarem o contentor para recolha apenas quando o desejarem, de modo a aproveitarem a totalidade do volume do seu contentor. Neste caso a identificação é feita através de um chip ou de um código de barras que são reconhecidos/lidos aquando da recolha dos contentores.
ii) Esquema de rotina – a frequência de recolha é definida pela entidade responsável, sendo contabilizada uma recolha para todos os contentores, mesmo que estes estejam vazios. Deste modo, este sistema incentiva os utentes a adquirirem um contentor de volume adequado às suas necessidades, para que seja recolhido sempre cheio e só paguem a quantidade que realmente produzem. (Reichenbach, 2008)
Fig. 15 - Exemplo de Sistema PAYT pré-pago por identificação do receptáculo, com armazenamento individual contabilizado por volume. À esquerda, exemplo de saco pré-pago e à direita, exemplo de etiquetas
identificadoras.
Dentro do espectro de sistemas actualmente em uso, a identificação no receptáculo é de longe a opção mais popular para os municípios e sistemas de gestão de resíduos na Europa. Para esta abordagem é fundamental ter um bom sistema para o armazenamento dos resíduos, particularmente em zonas densamente habitadas, áreas multi-familiares, de forma a assegurar a responsabilização para os resíduos gerados. Outras soluções a ter na implementação de um sistema deste tipo será incluir contentores fechados e com um sistema criado para um conjunto de munícipes identificados.
São mais correntes os sistemas por volume do que por peso. Na Tabela 2 faz-se uma comparação entre ambos, considerando os seus prós e contras.
Tabela 2 – Comparação entre uma gestão por peso e por volume de resíduos. Gestão por peso de resíduos Gestão por volume de resíduos
Investimento inicial avultado Consideravelmente mais económico Requer uma manutenção assídua e
dispendiosa
Custos operacionais dependem mais das equipas e equipamentos do que do peso recolhido Sujeito a calibrações periódicas Maior operacionalidade do equipamento Binómio custo/beneficio desfavorável
Independentemente do sistema que se venha a mostrar mais adequado para uma determinada zona, para que este tenha sucesso, devem-se ter em conta, logo desde o início, diversos pontos, nomeadamente: tipo de população alvo, objectivos a atingir bem definidos, meios humanos
necessários para permitir um sistema bem organizado e eficaz, programas educativos bem estruturados e adaptados a cada tipo de público-alvo, existência de fortes programas de reciclagem (como alternativa à deposição indiferenciada), valor da tarifa a praticar (tarifas demasiado baixas podem não cobrir os custos do sistema, mas tarifas muito elevadas criam resistência da população na adesão ao sistema), medidas para controlar a deposição e queima ilegais de resíduos, entre outros.