3 Linear Programming
3.3 Implementation of the Simplex Algorithm
Aquando da lecionação das unidades didáticas de voleibol e basquetebol optei pela junção de dois modelos instrucionais, designadamente o MED e o MEJPC.
A utilização concomitante destes modelos de ensino deveu-se ao facto de pessoalmente defender que o jogo, na sua vertente integral ou parcial, dentro de um contexto competitivo e entusiasta é o melhor mecanismo de aprendizagem do aluno.
O MED foi proposto por Siedentop (1987) na tentativa de conferir um cunho afetivo e social às aprendizagens (Mesquita & Graça, 2011). Segundo Mesquita e Graça (2011, p. 59) este modelo é definido “como uma forma de educação lúdica e critica as abordagens descontextualizadas, procurando estabelecer um ambiente propiciador de uma experiência desportiva autêntica, conseguida pela criação de um contexto desportivo significativo para os alunos”. Os mesmos autores referem que o principal propósito passa por desenvolver indivíduos desportivamente competentes, cultos e entusiastas, fornecendo aos alunos oportunidades de desenvolver as habilidades e a capacidade de compreensão e participação no fenómeno desportivo para toda a vida.
De acordo com Siedentop (2002) o termo competente surge no sentido de que os alunos são atletas conhecedores do jogo. O termo culto refere-se ao facto de os educandos conhecerem e valorizarem os valores do desporto e distinguirem a boa da má prática desportiva. O termo entusiasta aponta para que os discentes participem e se comportem de forma a preservar, proteger e melhorar as culturas desportivas.
O autor supracitado refere ainda que existem seis características diferenciadoras do MED. A época desportiva que muitas vezes é duas a três vezes mais longa que as unidades didáticas comuns. A filiação que permite que os alunos planeiem, pratiquem e compitam em conjunto, bem como beneficiem de todas as oportunidades de desenvolvimento social que acompanham o grupo a que pertencem. A competição formal que sendo
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organizada desde início, permite que os alunos pratiquem e joguem dentro de quadro competitivo previsível de uma concorrência leal. O registo estatístico que é mantido e utilizado para fins de motivação, feedback, avaliação e construção de normas e tradições. Os eventos culminantes que marcam o término da época desportiva e dão a oportunidade de assinalar o progresso e de comemorar os sucessos. Por último, a festividade que deverá acompanhar toda a época desportiva de modo a celebrar o sucesso através de esforços contínuos.
Após detetar que a turma não detinha hábitos desportivos, era pouco autónoma e com reduzida fidelização com a EF achei por bem operacionalizar este modelo de ensino por se constituir como uma novidade para a turma, levando-me a especular se a sua aplicação poderia elevar os níveis motivacionais dos alunos, sobretudo nos menos aptos, despertando a sua curiosidade e interesse para a disciplina. Contudo, estava consciente que a turma poderia não estar preparada para acarretar com a responsabilidade, a autonomia e o compromisso que o mesmo exige.
No momento de aplicação do MED na minha prática pedagógica, a época desportiva, característica evidenciada anteriormente como importante na diferenciação deste modelo, não foi seguida integralmente visto que existiu sempre o condicionalismo imposto pelo domínio temporal, visando o cumprimento do planeamento anual previamente definido. Assim, não houve diferenciação da unidade didática comum e da época desportiva pertencente ao MED, perdurando no tempo durante o mesmo período. Todavia, todas as outras características foram seguidas rigorosamente, uma vez que assumi todas elas como essenciais para que os educandos se relacionassem com as atividades e se envolvessem nas mesmas, havendo portanto um aumento considerável dos padrões motivacionais, cooperativos e festivos.
“Numa primeira instância aquilo que deve ser evidenciado é o facto de os alunos terem recebido com grande entusiasmo a metodologia que irá ser imposta durante a unidade didática de voleibol, mostrando estes enorme disponibilidade para cumprir com aquilo que é requisitado no modelo de educação desportiva (MED). Foi com enorme surpresa que recebi a exaltação demonstrada pelos alunos, uma vez que
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previamente à aula a minha expectativa era pequena, pensando antemão que este modelo de ensino para idades mais avançadas não iria ser tão bem recebido” (Diário de Bordo 1, p.25).
Tal como demonstrado acima, os alunos revelaram bastante recetividade, contudo numa primeira fase devido à reduzida autonomia que estava presente na turma, os educandos não aderiram fielmente a esta medida de inovação de ensino, uma vez que não correspondiam a todos os pedidos que eram solicitados. No entanto, numa segunda abordagem (basquetebol), depois de ter sido fomentada a responsabilidade e a autonomia durante o primeiro período, os resultados foram expressamente prosperes, promovendo um enorme envolvimento através do trabalho cooperativo assente num clima de aprendizagem divertido e motivante.
Reforçando a ideia inicial, o outro modelo de ensino aplicado foi o MEJPC produzido por Bunker e Thorpe (1982), permitindo uma abordagem contrária ao ensino dos jogos desportivos coletivos orientado para as habilidades técnicas de forma isolada, enfatizando a importância da compreensão tática do jogo.
De acordo com Graça (2008, p. 30) a primeira preocupação do modelo é evitar a alienação do jogo, questionando os alunos “do que fazer” e “quando fazer” e não apenas “do como fazer”. O contexto de jogo e o significado das ações, “os porquês”, têm precedência sobre a técnica, justificando a sua oportunidade e adequação.
O grande objetivo pessoal passou por atribuir ao aluno sublime preponderância no seu processo evolutivo, valorizando os aspetos relacionados com a tomada de decisão e compreensão dos acontecimentos situacionais do jogo, mas também utilizar o jogo como uma estratégia atrativa para a prática, uma vez que a natureza caótica do mesmo conduz ao gosto e consequente participação.
Face ao exposto, foi promovido um ensino centrado na descoberta guiada, em que os alunos eram sujeitos a uma dada situação-problema e estimulados a procurar soluções para a mesma (Mesquita & Graça, 2009).
Sucintamente, o jogo evidenciou-se como o elemento primário do processo de ensino e aprendizagem, sendo este apresentado maioritariamente
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da forma modificada na lecionação das diferentes modalidades. As várias alterações efetuadas ao jogo visaram essencialmente o enquadramento lógico das tarefas à capacidade real dos alunos, através da enfatização dos elementos essenciais e pela redução da complexidade, levando à perceção exata do objetivo e tornando este tangível por parte do educando.
4.1.6 Tornar-me Progressivamente Prescindível no Processo de