PARTIE 2 : Etude des interactions par Résonance Plasmonique de Surface
5. Lames de dextran carboxyméthylé
5.1. Lame CM5
5.1.1. Immobilisation des différentes isoformes sur la lame CM5
A informação é um elemento que faz parte do cotidiano das diversas ciências, bem como está presente no meio social e nas organizações. Para a CI, ela é o objeto de estudo, compartilhado com pesquisadores de diversas outras disciplinas científicas, cuja definição e delimitação (de informação) são bastante complexas e controversas.
Dado, informação e conhecimento são elementos que possuem estreita correlação, sendo que a definição de um tem relação com a definição dos demais.
Dado é definido por Le Coadic (2004, p. 8) como “a representação convencional, codificada, de uma informação em forma que permita submetê-la a processamento eletrônico”. Meadow, Boyce e Kraft (2000, p. 35) interpretam dado “como uma sequência de símbolos elementares, como dígitos ou letras”.
Lima e Alvares (2012) trazem a visão do termo dado e a relação com a informação e conhecimento na TI, campo esse que tem uma visão mais utilitarista dos termos:
No campo da Tecnologia da Informação, de uma forma mais pragmática tem-se o seguinte: dado é a menor partícula da informação que, quando isolado, não possibilita uma decodificação clara e comum ao entendimento humano, pois está fora do contexto que favorece a sua compreensão; informação é o conjunto de dados que permitem extrair algum significado, que pode favorecer o conhecimento. Por exemplo, se é apresentado para alguém a seguinte sequência de caracteres “JOSÉ M 32”, temos um conjunto de dados, cuja interpretação será a mais diversa possível. Porém se apresento: “Nome: JOSÉ; Sexo: M; Idade: 32”, já apresentamos elementos que compõem a informação e possibilitarão uma interpretação e que, dependendo do contexto, poderá produzir novos conhecimentos. (LIMA; ALVARES, 2012, p. 24)
Não se intencionou simplificar o fenômeno da informação apenas pela ótica da TI, conforme definições acima; contudo, para o que se propôs na presente tese, é interessante essa compreensão pragmática de dado, informação e conhecimento, desde que não se fique reduzido a ela.
No âmbito da CI, Capurro (2003, p. 9) conceitua informação: “refere-se aos processos cognitivos humanos ou a seus produtos objetivados em documentos”.
Le Coadic (2004, p. 4) apresenta que:
Informação é um conhecimento inscrito (registrado) em forma escrita (impressa ou digital), oral ou audiovisual em um suporte [...] é um significado transmitido a um ser consciente por meio de uma
mensagem inscrita em um suporte espacial-temporal: impresso, sinal elétrico.
Ampliando as discussões sobre a amplitude do termo, Capurro e Hjørland (2007) colocam que o conceito de informação, como usado no inglês cotidiano no sentido de conhecimento comunicado, desempenha papel fundamental na sociedade contemporânea. Porém, os referidos autores observam que a dificuldade em manter o termo formalmente definido, sem que isto gere confusão ou ambiguidade, é devido à sua utilização em diversos outros campos do conhecimento.
Buckland utiliza uma distinção que será importante para a compreensão de alguns elementos da presente tese. O autor propõe a compreensão e importância da “informação-como-coisa” – aspecto geralmente rejeitado por uma legião de teóricos da informação –, que é mais um conceito tão importante quanto “informação-como-processo” e “informação-como-conhecimento”, os dois respeitáveis usos do termo informação (BUCKLAND, 1991a, b).
A ação de informar, a forma de organizar a informação para ser recuperada envolve a amplitude e a complexidade da informação-como-processo. Informação-como-conhecimento tem um aspecto que é intangível, sendo que, para comunicá-la, é necessário descrevê-la, expressá-la ou representá-la de forma física, ou seja, informação-como-coisa. Contudo, o termo informação-como-coisa, por si só fica muito amplo; Buckland exemplifica que um fóssil também é informação-como- coisa. O autor propõe que, para se definir o que é informação, devem ser observados os aspectos: informação é circunstancial - conforme a situação, um objeto e um evento podem ser considerados informativos, uma vez que carregam em si informação para denotar uma classe de objetos que, provavelmente, são considerados bastante úteis para o futuro; paralelamente, é necessário considerar a informação pelo consenso; esse julgamento não pode ser apenas uma questão individual, deve ser um consenso entre os pares ou no meio social (BUCKLAND, 1991a, b).
Observando o aspecto processual da informação, pode-se perceber que informação-como-coisa está em interação com a informação-como-processo e com a informação-como-conhecimento. São elementos correlatos e interdependentes, sendo que um não prescinde dos demais.
Capurro e Hjørland (2007) enfatizam a distinção entre informação como objeto ou coisa e informação como conceito subjetivo que é dependente da interpretação de um agente cognitivo. Segundo os autores, “quando representamos dados em nossos sistemas de informação, o fazemos a fim de dar suporte a certas atividades humanas” (p. 194).
No que se refere ao termo informação, também se ressalta uma observação feita por Capurro e Hjørland (2007, p. 154–155) sobre a questão: “quando usamos o termo informação em CI, deveríamos ter em mente que informação é o que é informativo para uma determinada pessoa”.
Já o termo conhecimento, dependendo do enfoque, pode envolver a esfera individual e cognitiva (processos mentais relacionados) como também a esfera coletiva, como as questões filosóficas, epistemológicas, científicas etc., da gênese que envolve a evolução do pensamento humano e da compreensão do mundo que o cerca; esse conhecimento coletivo pode ser artístico, de senso comum, teológico, mitológico, científico e filosófico.
Wilson (2006, p. 38) define o “conhecimento como aquilo que sabemos. Envolve processos mentais de compreensão, entendimento e aprendizado que passam na mente e apenas na mente, independentemente de interação com o mundo exterior à mente e a interação com outros”.
Curras (2010) comenta o aspecto do conhecimento como o saber acumulado no tempo, da esfera social do conhecimento.
Em pesquisa por meio de um painel Delphi com a participação de 57 especialistas da CI de diversos países, Zins (2007a), ao sintetizar os conceitos apresentados pelos especialistas sobre dado, informação e conhecimento, subdivide-os em dois domínios, o subjetivo e o universal. No domínio subjetivo:
[...] dados são os estímulos sensoriais que são percebidos pelos nossos sentidos. Informação é o significado desses estímulos sensoriais (i.e. percepção empírica) [...] Conhecimento é um pensamento na mente do indivíduo, que é caracterizado pela crença justificável do indivíduo de que ele [o pensamento] é verdadeiro. Pode ser empírico ou não empírico (ZINS, 2007a, p. 487, grifo do autor, tradução nossa)6.
6
“[…] data are the sensory stimuli, which we perceive through our senses. Information is the meaning of these sensory stimuli (i.e., the empirical perception). Knowledge is a thought in the
No domínio universal (objetivo), segundo Zins, dado, informação e conhecimento são artefatos humanos. São representados por sinais empíricos e podem tomar diversas formas: pinturas, sinais digitais, sinal de luz etc. Nesse domínio,
[...] dados são conjuntos de sinais que representam estímulos empíricos ou percepções, informação é um conjunto de sinais, que representam o conhecimento empírico e conhecimento é um conjunto de sinais que representam o significado (ou o conteúdo) de ideias cujas crenças justificáveis do indivíduo acreditam que são verdadeiros [o conjunto de sinais]. (ZINS, 2007a, p. 487, grifo do autor, tradução nossa 7).
Ao sintetizar as definições dadas pelo painel de especialistas, Zins (2007a) apresenta 5 arranjos de classificação possíveis. O arranjo que ocorreu com mais frequência: dado e informação estariam no domínio universal e conhecimento no domínio subjetivo. O resultado demonstra, de certa forma, a tendência na área da CI.
Para o presente trabalho, entendeu-se o termo “dado” pela ótica pragmática da TI.
O termo informação foi tomado por duas óticas: pela ótica pragmática da TI, quando estiver relacionado com os recursos computacionais e da informação- como-coisa. Quando se fez a relação com o fenômeno da informação (a informação – “o quê?”, a quem se destina – “para quem?”, “por quê?”, “para que” e “como?”), optou-se pela concepção apresentada por Capurro e Hjørland: informação como aquilo que é informativo para uma determinada pessoa (que não deixa de ser subjetivo), que está registrada em algum suporte, e envolve a relação mútua entre informação-como-coisa, informação-como-processo e informação-como- conhecimento, conforme preconizado por Buckland.
O termo conhecimento foi compreendido pela ótica subjetiva, envolvendo os processos intelectuais (cognitivos e afetivos) que ocorrem na mente humana e que dialogam com os conhecimentos prévios, a cultura, os valores etc., a respeito
individual’s mind, which is characterized by the individual’s justifiable belief that it is true. It can be empirical and non-empirical […]” (ZINS, 2007a, p. 487).
7
“[…] data are sets of signs that represent empirical stimuli or perceptions, information is a set of signs, which represent empirical knowledge, and knowledge is a set of signs that represent the meaning (or the content) of thoughts that the individual justifiably believes that they are true.” (idem).
dos quais se pode fazer algumas aproximações, mas sendo impossível ser objetivado ou compreendido na sua amplitude e complexidade. Além disso, o termo “conhecimento” também teve como significado: o saber acumulado, pela ótica da ciência e da epistemologia, compartilhado por um grupo social.