2.3 Principaux types d’ICMs EEG
2.3.3 Imagerie motrice et modulation c´er´ebrale volontaire
Na Figura 25A estão representados os dados obtidos pelo método PLS-DA respeitantes às amostras de urina do grupo dos pacientes com cancro da mama. Esta figura permite visualizar a presença de dois grupos distintos, nomeadamente o conjunto de pacientes com cancro da mama e outro do grupo controlo. O grupo controlo está associado maioritariamente a valores negativos de LV1 e o grupo dos pacientes com cancro da mama a valores positivos de LV1.
Figura 24- Cromatograma SIM do furano (A), do dissulfureto de dimetilo (B) e do p-tert-
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Os metabolitos que caracterizam o grupo dos pacientes com cancro da mama são o 1- [2-(Isobutiriloxi)-1-metiletil]-2,2-dimetilpropil 2-metil-propanoato, 4-bromo-fenol e o 1,7- dimetilnaftaleno (Figura 25B). Hanai et al [12] verificaram que o metabolito 1-[2- (Isobutiriloxi)-1-metiletil]-2,2-dimetilpropil 2-metil-propanoato foi um dos VOMs libertados pela linha celular humana A549 do adenocarcinoma pulmonar e que após três semanas de incubação, este analito aumentou no meio de cultura das células A549 em comparação às células não tumorais. Para além disto, num outro estudo, este metabolito foi detetado em pele humana [194]. Um grande número de fenóis halogenados são detetados no sangue humano, de peixe ou de outros animais. Olsen et al [195] caracterizaram a atividade semelhante ao estrogénio do 4-bromo-fenol e de outros fenóis halogenados. Para tal foram utilizadas linhas
Figura 25- Gráfico de scores PLS-DA LV1 x LV2 (A) e LV1 gráfico de pesos das componentes
LV1 e LV2 (B) da urina de pacientes com cancro da mama (CM) e de indivíduos saudáveis (CTL) usando um subconjunto de 26 metabolitos: frn- furano; dsdm- dissulfureto de dimetilo;
4hpt- 4-heptanona; cmn- p-cimeno; tsdm- trissulfureto de dimetilo; mmf- 2-metil-5- (metiltio) -
furano; cmnn- p-cimeneno; acac- ácido acético; teap- 2,6,10,10-tetrametil-1-oxa-spiro [4.5] dec- 6-eno; hbh- 1,2,5,5,6,7-hexametil biciclo [4.1.0] hept-2-en-4-ona; edmf- 5-etenil dihidro-5-metil- 2 (3H)- furanona; mnt- mentol, dmbf- 4,7-dimetil-benzofurano; dhtn- 1,2-dihidro-1,1,6-trimetil- naftaleno; tmchb- 1-(2,6,6-trimetil-1,3-ciclohexadien-1-il)-2-buten-1-ona; tmpmp- 1-[2- (Isobutiriloxi)-1-metiletil]-2,2-dimetilpropil 2-metil-propanoato; 2clfenl- 2-cloro-fenol; 2brfenl- 2-bromo-fenol; 4brfenl- 4-bromo-fenol; dmnl- 1,7-dimetil-naftaleno; tmchdb- 4-(2,6,6-trimetil ciclohexa-1,3-dienil)but-3-en-2-ona; fenl- fenol; 4mfenl- 4-metilfenol; cdefenl- 2-cloro-4-(1,1- dimetiletil)-fenol; tbtf- p-tert-butilfenol; bdfenl- 2,4-bis(1,1-dimetiletil)-fenol.
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celulares humanas MCF-7 do cancro da mama dependentes de estrogénio. Estes investigadores verificaram que o 4-bromo-fenol foi capaz de se ligar ao recetor do estrogénio e originou uma redução significativa do crescimento celular estimulado por estrogénio, possivelmente indicando algumas propriedades antagonistas [195].
Os dados resultantes do MCCV permitiram verificar que a taxa de classificação do PLS-DA foi de 93,1%, a sua sensibilidade de 92,4% (≅7,6% dos pacientes com cancro da mama foram classificado erradamente como controlos) e a sua especificidade de 93,8% (≅ 6,2% de falsos positivos). Quanto ao valor de Q2 mais comum, este foi de 0,8, estando os
valores predominantes no intervalo 0,7-0,9, como se constata na Figura 26.
3.2.4.2. Análise Multivariada aplicada à matriz de dados dos VOMs identificados na urina de pacientes com cancro do pulmão
A Figura 27A apresenta os resultados obtidos pelo método PLS-DA relativos às amostras de urina do grupo dos pacientes com cancro do pulmão. Através desta, podemos verificar que existem dois grupos bem definidos, o grupo dos pacientes com cancro do pulmão e o grupo controlo. O grupo oncológico é maioritariamente associado por valores positivos do LV1, já o grupo controlo está associado a valores negativos do LV1.
Figura 26- Distribuição dos valores do Q2 da validação
cruzada de Monte Carlo original e permutada para o PLS-DA da urina de pacientes com cancro da mama do subconjunto de 26 metabolitos.
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Através Figura 27B podemos observar que o dissulfureto de dimetilo, o o-cimeno, o ácido acético, o 2-etil-1-hexanol e finalmente o 2-furanometanol são os metabolitos que caracterizam o grupo dos pacientes com neoplasia do pulmão. O dissulfureto de dimetilo provavelmente é produzido pela metabolização dos aminoácidos com enxofre, a metionina e a cisteína, na via da transaminação [108, 196]. Tal como verificado por Silva et al [54], os níveis de dissulfureto de dimetilo foram superiores no grupo oncológico. O o-cimeno é reportado na literatura por Francavilla et al [197] por estar presente na saliva de crianças com doença celíaca, sendo também encontrado na urina humana [198]. Contudo este metabolito pode ter origem exógena, pois é possível que derive de fontes alimentares ou ambientais
Figura 27- Gráfico de scores PLS-DA LV1 x LV2 (A) e LV1 gráfico de pesos das
componentes LV1 e LV2 (B) da urina de pacientes com cancro do pulmão (CP) e de indivíduos saudáveis (CTL) usando um subconjunto de 27 metabolitos: frn- furano; ctmtl- cloreto de metileno; dsdm- dissulfureto de dimetilo; 4hpt- 4-heptanona; cmn- p-cimeno;
ocmn- o-cimeno; tsdm- trissulfureto de dimetilo; mmf- 2-metil-5- (metiltio) -furano; cmnn- p-cimeneno; acac- ácido acético; teap- 2,6,10,10-tetrametil-1-oxa-spiro [4.5] dec-6-
eno; hbh- 1,2,5,5,6,7-hexametil biciclo [4.1.0] hept-2-en-4-ona; edmf- 5-etenil dihidro-5- metil-2 (3H)- furanona; dmbf- 4,7-dimetil-benzofurano; 2ethol- 2-etil-1-hexanol; 2fmtol- 2-furano metanol; dhtn- 1,2-dihidro-1,1,6-trimetil-naftaleno; tmchb- 1-(2,6,6-trimetil-1,3- ciclohexadien-1-il)-2-buten-1-ona; 2clfenl- 2-cloro-fenol; 2brfenl- 2-bromo-fenol; tmchdb- 4-(2,6,6-trimetil ciclohexa-1,3-dienil)but-3-en-2-ona; fenl- fenol; 4mfenl- 4-metilfenol;
cdefenl- 2-cloro-4-(1,1-dimetiletil)-fenol; bdefenl- 2-bromo-4-(1,1-dimetiletil)-fenol; tbtf-
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[175]. Por sua vez, o ácido acético é produzido como resultado da degradação de hidratos de carbono no intestino através da fermentação bacteriana anaeróbia [151]. Huang et al [182] verificaram que o ácido acético apresentou uma diferença significativa entre pacientes com cancro gastro-esofágico, grupo positivo (indivíduos com doenças não-cancerosas do trato gastrointestinal superior) e grupo saudável. Estes investigadores observaram que as concentrações do ácido acético foram superiores no grupo oncológico [182]. Smith et al [199] também mostraram através do seu estudo, níveis superiores de ácido acético no ar exalado de pacientes com cancro do pulmão. O mesmo foi verificado no trabalho presente. Com isto, é possível concluir que provavelmente o ácido acético seja produzido e libertado por células cancerígenas. Num estudo recente o 2-etil-1-hexanol foi encontrado exclusivamente na saliva de pacientes com cancro do pulmão, não sendo detetado em pacientes com outro tipo de cancro [200]. Isto não se verificou no trabalho realizado, pois este metabolito também foi detetado na urina de pacientes com cancro da mama. Noutra investigação, os níveis de 2-etil-1-hexanol encontrados em linhas celulares de cancro do pulmão de células não pequenas foram superiores, mas estes níveis diminuíram em linhas celulares de cancro do pulmão de pequenas células, em comparação com o meio [201]. A origem deste metabolito poderá estar relacionada com o metabolismo dos alcanos, os quais podem ser alterados nas diferentes histologias do cancro do pulmão. É possível que os álcoois originados desta forma sejam metabolizados no organismo por diversas enzimas, tais como a álcool desidrogenase e o citocromo p450 [63]. Por fim, o 2-furanometanol também foi identificado por Silva et al [54] na urina de pacientes com cancro da mama e em indivíduos saudáveis, sendo que a frequência de ocorrência deste metabolito nas amostras estudadas foi superior no grupo saudável. Contudo o verificado neste estudo foi o oposto, no grupo dos pacientes com cancro do pulmão a frequência de ocorrência foi de 88% enquanto que no grupo controlo foi de apenas 13% (verTabela D em anexo no formato digital, pág.131).
O método MCCV possibilitou verificar que a taxa de classificação do PLS-DA foi de 93,1%, a sua sensibilidade de 92,4% (≅7,6% dos pacientes com cancro da mama foram classificado erradamente como controlos) e a sua especificidade de 93,8% (≅ 6,2% de falsos positivos). O valor Q2 mais frequente foi à volta de 1 (Figura 28), com predomínio dos
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Figura 28- Distribuição dos valores do Q2 da validação cruzada de
Monte Carlo original e permutada para o PLS-DA da urina de pacientes com cancro do pulmão do subconjunto de 27 metabolitos.
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