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II· Trio64V+ Integrated Graphics/Video Accelerator

Neste estudo podemos distinguir dois tipos de participantes, designadamente a equipa de cinco formadores internos da ENB que ministram formação na área da gestão de operações com aplicação da SRV, que participam ativamente nas atividades dos ciclos de investigação-ação, e os dois grupos de formandos que participam na ação de formação.

Equipa de formadores internos da ENB

A equipa de formadores é constituída por cinco indivíduos do género masculino, que possuem idades compreendidas entre os 37 anos e os 50 anos de idade, sendo a média de idades de 44 anos. Ao nível das habilitações literárias, a maioria dos formadores possui o 12º ano de escolaridade, existindo apenas um dos formadores com habilitações literárias ao nível da licenciatura.

98 Relativamente à experiência profissional como formador, verifica-se que, em média, os elementos possuem 15 anos de experiência nessa atividade, ministrando formação em diversas áreas técnicas e desempenhando essa atividade a tempo inteiro. Todos os formadores desempenham a sua atividade nas instalações da ENB em Sintra.

Os formadores possuem uma enorme experiência a nível operacional, contando todos eles com mais de 20 anos de atividade como bombeiro. À exceção de um dos elementos, todos os restantes possuem experiência superior a 10 anos de serviço no desempenho de funções de comando.

Grupos de formandos

Segundo Bell (2010:28) “em educação e em ciências sociais são geralmente necessários grandes grupos de indivíduos, que permitam controlar as muitas variações e ambiguidades que o comportamento humano envolve.” Contudo, colocar em prática um estudo que envolva um elevado número de participantes não se afigura possível face às limitações de utilização dos recursos materiais e humanos necessários, nomeadamente no que respeita à utilização da SRV e do grupo de formadores, bem como devido às limitações de tempo inerentes à conclusão deste trabalho.

No estudo vamos recorrer a dois grupos de oito formandos, claramente distintos, cuja caracterização foi efetuada através da aplicação de questionário (Anexo V).

Em primeiro lugar, temos um grupo de formadores internos e externos que participam, na qualidade de formandos, na ação de formação piloto. Todos os elementos que integram este grupo têm em comum o facto de, além de serem formadores da ENB em diversas áreas técnicas, pertencerem ao quadro de comando de diferentes corpos de bombeiros, na maioria dos casos com mais de cinco anos de experiência no desempenho dessas funções, ou seja, são possuidores de requisitos idênticos, a esse nível, aos futuros recetores da ação de formação. Em segundo lugar, o grupo de formandos é constituído pelos reais destinatários da ação de formação, ou seja, elementos do quadro de comando dos corpos de bombeiros que, perante o novo contexto legislativo e para efeitos de renovação da respetiva comissão de serviço, têm que frequentar uma ação de atualização de conhecimentos na área da gestão operacional. O grupo de formandos foi selecionado e convocado pela DNB, de entre os elementos que se encontram nas condições legais acima mencionadas.

99 Dados sociodemográficos

No que diz respeito à distribuição por género, verifica-se que a totalidade dos participantes (N=16) é do género masculino (Tabela 2.1).

Os participantes do grupo “Formadores” têm idades compreendidas entre os 35 e os 59 anos, sendo que 37,5% possuem entre 35 e 39 anos de idade e, em igual percentagem, entre os 40 e os 44 anos de idade. Os restantes participantes têm uma idade entre os 45 e os 49 anos (12,5%) e entre os 55 e os 59 anos (12,5%). No grupo “Bombeiros” os participantes têm idades compreendidas entre os 40 e os 64 anos, sendo que 75,0% possuem entre 40 e 44 anos de idade, 12,5% têm uma idade entre os 50 e os 54 anos e os restantes 12,5% têm uma idade entre os 60 e os 64 anos.

Relativamente às habilitações literárias verifica-se que, em ambos os grupos, a maioria dos participantes (62,5%) possui o 12º ano de escolaridade, enquanto 12,5% dos participantes possuem habilitações literárias ao nível do 9º ano de escolaridade. Constata- se ainda que 12,5% dos participantes possuem habilitações literárias ao nível de licenciatura e os restantes 12,5% ao nível de mestrado.

Tabela 2.1 - Dados sociodemográficos dos participantes

Grupo “Formadores” N=8 Grupo “Bombeiros” N=8 Género Masculino 100% 100% Feminino 0% 0% Idade 35 - 39 37,5% 0,0% 40 - 44 37,5% 75,0% 45 - 49 12,5% 0,0% 50 - 54 0,0% 12,5% 55 - 59 12,5% 0,0% 60 - 64 0,0% 12,5% Habilitações literárias 9º Ano 12,5% 12,5% 12º Ano 62,5% 62,5% Bacharelato/Licenciatura 12,5% 12,5% Mestrado/Doutoramento 12,5% 12,5%

100 Situação no corpo de bombeiros

No que concerne à tipologia do corpo de bombeiros a que pertencem, a maioria dos participantes desempenha funções em corpos de bombeiros voluntários, enquanto os restantes estão integrados em corpos de bombeiros mistos (Tabela 2.2).

Todos os participantes desempenham funções no quadro de comando dos respetivos corpos de bombeiros. No caso do grupo “Formadores” verifica-se que 50,0% dos participantes exercem funções de Adjunto de Comando, enquanto 37,5% desempenham funções de 2º Comandante e os restantes 12,5% desempenham funções de Comandante. No grupo “Bombeiros” constata-se que 25,0% dos participantes exercem funções de Adjunto de Comando, enquanto 37,5% desempenham funções de 2º Comandante e os restantes 37,5% desempenham funções de Comandante.

Tabela 2.2 - Situação no corpo de bombeiros

Grupo “Formadores” N=8 Grupo “Bombeiros” N=8 Corpo de bombeiros Voluntário 87,5% 75,0% Misto 12,5% 25,0% Profissional 0,0% 0,0% Função/cargo desempenhado Adjunto de Comando 50,0% 25,0% 2º Comandante 37,5% 37,5% Comandante 12,5% 37,5% Anos de serviço Menos de 5 0,0% 0,0% 5 - 10 12,5% 0,0% 10 - 15 0,0% 12,5% 15 - 20 25,0% 12,5% Mais de 20 62,5% 75,0% Vínculo atual Voluntário 75,0% 25,0% Assalariado 25,0% 75,0%

101 No que respeita aos anos de serviço no corpo de bombeiros, constata-se que a maioria dos participantes possui mais de 20 anos de serviço, não se registando qualquer participante com menos de 5 anos de serviço no corpo de bombeiros (Tabela 2.2).

Os participantes do grupo “Formadores” são maioritariamente voluntários (75,0%), ou seja, não possuem um vínculo laboral com a entidade detentora do corpo de bombeiros, verificando-se que apenas 25,0% dos participantes são assalariados, ou seja, possuem uma relação jurídica de emprego com a Associação Humanitária de Bombeiros (AHB). No caso do grupo “Bombeiros” os participantes são sobretudo assalariados (75,0%), constatando-se que apenas 25,0% são voluntários. Nenhum dos participantes é bombeiro profissional (Tabela 2.2).

Experiência na atividade

Em relação aos anos de experiência na atividade de bombeiro (Tabela 2.3) do grupo “Formadores”, verifica-se que 50,0% dos participantes possuem mais de 20 anos de experiência, enquanto 25,0% dos participantes possuem entre 15 a 20 anos de experiência e os restantes 25,0% possuem entre 5 a 10 anos de experiência como bombeiro. No grupo “Bombeiros”, constata-se que 87,5% dos participantes possuem mais de 20 anos de experiência, enquanto 12,5% dos participantes possuem menos de 5 anos de experiência como bombeiro.

No desempenho de funções de comando (Tabela 2.3), a maioria dos participantes do grupo “Formadores” possui entre 5 a 10 anos de experiência (62,5%), enquanto apenas 12,5% possui menos de 5 anos de experiência. Os restantes participantes possuem entre 15 a 20 anos (12,5%) e mais de 20 anos (12,5%) de experiência nessas funções. No que diz respeito ao grupo “Bombeiros”, podemos verificar que 37,5% dos participantes possuem entre 10 a 15 anos de experiência e outros 37,5% possuem entre 15 a 20 anos de experiência. Os restantes participantes possuem entre 5 a 10 anos (12,5%) e mais de 20 anos (12,5%) de experiência em funções de comando.

Relativamente aos anos de experiência na função/cargo atual (Tabela 2.3), verifica-se que no grupo “Formadores” metade dos participantes possui uma experiência entre os 5 e 10 anos e a outra metade indica uma experiência inferior a 5 anos. No grupo “Bombeiros” a maioria dos participantes possui uma experiência na função/cargo atual entre os 10 e 15 anos (62,5%). Os restantes participantes possuem uma experiência entre os 5 e 10 anos

102 (25,0%) e entre os 15 e os 20 anos (12,5%). As diferenças em relação aos dados obtidos na questão anterior ficam a dever-se ao facto de alguns dos participantes terem sido entretanto nomeados para um novo cargo no quadro de comando.

Tabela 2.3 - Experiência na atividade

Grupo “Formadores” N=8

Grupo “Bombeiros” N=8

Anos de experiência como bombeiro

Menos de 5 0,0% 12,5%

5 - 10 25,0% 0,0%

10 - 15 0,0% 0,0%

15 - 20 25,0% 0,0%

Mais de 20 50,0% 87,5%

Anos de experiência em funções de comando Menos de 5 12,5% 0,0% 5 - 10 62,5% 12,5% 10 - 15 0,0% 37,5% 15 - 20 12,5% 37,5% Mais de 20 12,5% 12,5%

Anos de experiência na função/cargo atual Menos de 5 50,0% 0,0% 5 - 10 50,0% 25,0% 10 - 15 0,0% 62,5% 15 - 20 0,0% 12,5% Mais de 20 0,0% 0,0%

Experiência na gestão de operações

Relativamente à experiência na gestão das operações (Tabela 2.4), que correspondem aos quatro tipos de ocorrências consideradas mais relevantes para a atividade operacional dos corpos de bombeiros, os participantes do grupo “Formadores” indicam possuir mais experiência nas operações de incêndios florestais, seguindo-se os incêndios urbanos/industriais e as operações com elevado número de vítimas. A gestão de operações em ocorrências com a presença de matérias perigosas é a tipologia em que os participantes indicam ter menos experiência operacional.

103 Os participantes do grupo “Bombeiros” indicam possuir mais experiência nas operações de incêndios florestais, ao que se seguem as operações com elevado número de vítimas e os incêndios urbanos/industriais. Os participantes indicam ter menos experiência operacional na gestão de operações com a presença de matérias perigosas (Tabela 2.4).

Tabela 2.4 - Experiência na gestão de operações

Grupo “Formadores” N=8

Grupo “Bombeiros” N=8

Gestão de Operações de Incêndios Urbanos/Industriais

Pouca 12,5% 12,5%

Razoável 50,0% 62,5%

Elevada 25,0% 12,5%

Muito Elevada 12,5% 12,5%

Gestão de Operações de Incêndios Florestais

Pouca 0,0% 0,0%

Razoável 50,0% 25,0%

Elevada 37,5% 62,5%

Muito Elevada 12,5% 12,5%

Gestão de Operações com a presença de Matérias Perigosas

Pouca 87,5% 37,5%

Razoável 12,5% 62,5%

Elevada 0,0% 0,0%

Muito Elevada 0,0% 0,0%

Gestão de Operações com elevado número de vítimas

Pouca 37,5% 0,0%

Razoável 25,5% 62,5%

Elevada 25,0% 25,0%

Muito Elevada 12,5% 12,5%

Competência na gestão de operações

Quando questionados sobre o modo como classificam a sua competência na gestão das operações (Tabela 2.5), os participantes do grupo “Formadores” assinalam ser mais competentes na gestão de operações de incêndios urbanos/industriais e incêndios florestais,

104 seguindo-se as operações com elevado número de vítimas. Os participantes indicam ser menos competentes na gestão de operações com a presença de matérias perigosas.

Os participantes do grupo “Bombeiros” indicam ser mais competentes na gestão de operações de incêndios florestais e operações com elevado número de vítimas, seguindo-se os incêndios urbanos/industriais. A competência na gestão de operações com a presença de matérias perigosas obtém a menor classificação dos participantes comparativamente com as restantes (Tabela 2.5).

Tabela 2.5 - Competência na gestão de operações

Grupo “Formadores” N=8

Grupo “Bombeiros” N=8

Gestão de Operações de Incêndios Urbanos/Industriais

Má 0,0% 0,0%

Satisfatória 12,5% 37,5%

Boa 62,5% 62,5%

Muito Boa 25,0% 0,0%

Gestão de Operações de Incêndios Florestais

Má 0,0% 0,0%

Satisfatória 37,5% 25,0%

Boa 50,0% 37,5%

Muito Boa 12,5% 37,5%

Gestão de Operações com a presença de Matérias Perigosas

Má 37,5% 0,0%

Satisfatória 62,5% 62,5%

Boa 0,0% 37,5%

Muito Boa 0,0% 0,0%

Gestão de Operações com elevado número de vítimas

Má 12,5% 0,0%

Satisfatória 50,0% 37,5%

Boa 25,0% 50,0%

105 Formação em gestão de operações

No que diz respeito à formação na área de gestão de operações (Tabela 2.6), verifica- se que a maioria dos participantes (62,5%) do grupo “Formadores” frequentou a formação atualmente exigida para o desempenho de funções no quadro de comando (cf. tabela 1.1). Relativamente à formação de aperfeiçoamento técnico na área de gestão de operações, constata-se que a percentagem de participantes que indica possuir formação é relativamente menor, nomeadamente em Incêndios Florestais - nível 4 (50,0%), Incêndios Urbanos e Industriais - nível 4 (25,0%), Incêndios Florestais - nível 5 (25,0%) e Postos de Comando - nível 1 (37,5%).

No grupo “Bombeiros” a maioria dos participantes não frequentou os módulos de formação atualmente exigidos na legislação para o desempenho de funções no quadro de comando, já que no período em que iniciaram essas funções a formação requerida era diferente. No que diz respeito à formação de aperfeiçoamento técnico na área de gestão de operações, a maioria dos participantes indica ter frequentado os módulos de Incêndios Florestais - nível 4 (75,0%), Incêndios Florestais - nível 5 (62,5%), Postos de Comando - nível 1 (62,5%) e Incêndios Urbanos e Industriais - nível 4 (50,0%).

Tabela 2.6 - Formação em Gestão de Operações

Grupo “Formadores” N=8

Grupo “Bombeiros” N=8 Formação

Organização Jurídica, Administrativa e

Operacional 62,5% 50,0%

Gestão Operacional I 62,5% 37,5%

Gestão Operacional II 62,5% 25,0%

Gestão Operacional III 50,0% 25,0%

Incêndios Florestais - nível 4 50,0% 75,0% Incêndios Urbanos e Industriais - nível 4 25,0% 50,0% Incêndios Florestais - nível 5 25,0% 62,5%

Postos de Comando - nível 1 37,5% 62,5%

Utilização de computador pessoal

106 No que concerne à competência que os participantes consideram possuir na utilização de computador pessoal (Tabela 2.7), metade do grupo “Formadores” indica uma competência “Muito Boa” e a outra metade classifica essa competência como “Boa”.

A maioria dos participantes (62,5%) do grupo “Bombeiros” considera possuir uma competência “Muito Boa” na utilização de computador pessoal, enquanto 12,5% dos participantes indica uma competência “Boa” e os restantes 25,0% consideram possuir uma competência “Satisfatória”.

Tabela 2.7 - Utilização de computador pessoal

Grupo “Formadores” N=8

Grupo “Bombeiros” N=8

Utilização habitual de computador pessoal Sim 100% 100% Não 0% 0% Competência na utilização de computador pessoal Má 0,0% 0,0% Satisfatória 0,0% 25,0% Boa 50,0% 12,5% Muito Boa 50,0% 62,5%

Experiência na utilização de videojogos, simuladores e mundos virtuais

A experiência dos participantes de ambos os grupos na utilização de videojogos, simuladores e mundos virtuais (Tabela 2.8) é verdadeiramente reduzida, sobretudo no que diz respeito aos mundos virtuais.

É na utilização de videojogos e simuladores de realidade virtual que se verifica uma maior experiência dos participantes do grupo “Formadores” (Tabela 2.8). Relativamente aos simuladores de realidade virtual, a experiência que é assinalada resulta do facto de alguns dos participantes utilizarem essa ferramenta na ENB.

Os participantes do grupo “Bombeiros” assinalam uma maior experiência na utilização de videojogos. Relativamente aos simuladores de realidade virtual a experiência indicada pelos participantes é reduzida (Tabela 2.8).

107 Tabela 2.8 - Experiência na utilização de videojogos, simuladores e mundos virtuais

Grupo “Formadores” N=8

Grupo “Bombeiros” N=8

Frequência de jogar videojogos (PC ou consola)

Nunca 37,5% 0,0%

Raramente 50,0% 75,0%

Uma vez por semana 0,0% 0,0%

Duas ou três vezes por s emana 12,5% 25,0%

Todos os dias 0,0% 0,0%

Frequência de utilização de simuladores de realidade virtual

Nunca 25,0% 25,0%

Raramente 50,0% 75,0%

Uma vez por semana 25,0% 0,0%

Duas ou três vezes por semana 0,0% 0,0%

Todos os dias 0,0% 0,0%

Frequência de utilização de mundos virtuais

Nunca 75,0% 50,0%

Raramente 25,0% 50,0%

Uma vez por semana 0,0% 0,0%

Duas ou três vezes por semana 0,0% 0,0%

Todos os dias 0,0% 0,0%

Em relação aos dispositivos utilizados, a maioria dos participantes (75,0%) do grupo “Formadores” refere o uso do teclado em videojogos, simuladores e mundos virtuais. O Joystick é utilizado por 37,5% dos participantes e apenas um dos participantes indica a utilização de Gamepad (Joypad) e óculos de realidade virtual.

A totalidade dos participantes do grupo “bombeiros” refere a utilização do teclado em videojogos, simuladores e mundos virtuais, enquanto o Joystick é usado por 25,0% dos participantes.

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