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I.2 Mise en place et formation des plutons

I.2.1 Historique

Este capítulo tem como objetivo apresentar as minhas reflexões finais a partir da realização do presente estudo.

Faço algumas reflexões para transformar a unidade didática: “No violence - It’s just a game”. Também reflito a respeito das contribuições, limites e dificuldades encontrados no percurso da realização deste trabalho, bem como possibilidades de futuros projetos.

O processo de escrever esta dissertação foi por um lado prazeroso e por outro, muito dolorido. Prazeroso porque tomei consciência das várias vozes que me constituíram ao longo da minha vida e da importância disso atualmente na minha atuação profissional, e por ter me dado uma nova chance de estudar, ler textos e livros interessantíssimos, enfim, construir um vasto conhecimento. Descobri, por exemplo, que sou sonhadora e romântica.

Ao utilizar o arcabouço da TASHC, consegui perceber a complexidade das várias atividades em que nós atuamos. A importância do contexto sócio- histórico e cultural em que nos envolvemos.

No entanto, também foi um processo decepcionante. Acreditava que a unidade didática era perfeita, sem erros, pois foi muito elogiada pelas professoras do curso Reflexão sobre Ação. Assim, todo o processo de aplicá- la, relacioná-la com as aulas e, por fim, perceber que havia alguns pontos que não estavam de acordo com as teorias que estudava, foi me entristecendo. É como descobrir que um filho que você criou com tanto carinho e amor, se desvirtuou. Na verdade, a minha decepção não foi somente com a unidade didática, mas principalmente foi a descoberta que só o amor, a dedicação e o carinho não são suficientes para que “alguém” seja bom, é preciso ter, além disso conhecimento, isto é, estar sustentado em uma base sólida.

Também, descobri que não sou perfeita e que, portanto, as coisas que realizo também não o são. Assim, sei que esta pesquisa tem falhas, gostaria de ter corrigido-as, mas nem tudo consegui perceber.

4.1. Sugestões para a transformação da unidade didática

Após este estudo, gostaria de sugerir algumas mudanças para a unidade didática, baseada nas teorias estudadas neste trabalho, tais como: as questões de linguagem, como engajamento discursivo e consciência crítica e com uma visão crítica de ensino-aprendizagem.

Começaria privilegiando o conhecimento de mundo dos alunos não só quanto ao tema (violência) como foi proposto, mas também sobre características dos tipos de texto utilizado. Talvez, utilizasse apenas o texto jornalístico. Nesse caso, pesquisaria mais alguns textos jornalísticos autênticos sobre o mesmo tema para apresentar aos alunos. Partiria da observação e comparação entre os textos de uma mesma tipologia, para que os alunos pontuassem as principais características desse tipo de texto, tanto lexicais, quanto morfo-sintáticos.

Poderia propor que os alunos encontrassem textos jornalísticos para serem lidos e discutidos em sala de aula. Tornando-os, assim, participativos, atuantes no seu processo de aprendizagem de língua estrangeira.

Discutiria a importância do texto jornalístico, por exemplo: • para que serve esse tipo de texto?

• qual a sua função social?

• onde esse tipo de texto se veicula? • quem escreveu?

• para quem eles foram escritos? • quando foram escritos?

• se esses textos tivessem condições diferentes, isto é, se fossem escritos para outro público, ou em épocas diferentes, por exemplo, como eles seriam? Quais seriam as diferenças? Por quê?

E assim, poderia discutir o papel da linguagem, como a linguagem interfere no mundo social. E mostrar que através da linguagem, o autor pode manipular, persuadir, ou influenciar as idéias dos outros participantes da atividade.

Por meio dessa prática, acredito que poderia ajudar os alunos a ter uma consciência e apreciação do repertório do discurso e saber como usar esse discurso em atividades particulares, em práticas sociais das quais fazemos parte no nosso dia-a-dia.

Também poderia dar acesso às formas de uso da linguagem para ajudá- los a entender as organizações textuais e para usá-las efetivamente como meio de aprendizado, para alcançar interesses e desenvolver entendimento compartilhado. Pois acredito que a melhor forma de combater a violência, é instrumentalizar as pessoas, isto é, dando subsídios para saberem argumentar, explicando em que contextos devem utilizar determinada expressão e porque.

4.2. Dificuldades

Com tantos dados gerados, uma das maiores dificuldades foi organizá- los para analisar e interpretar. A princípio, escolhi apenas duas aulas (a primeira e a última), mas no caminhar da dissertação, percebi que não poderia privilegiar apenas duas aulas, assim, preferi fazer alguns recortes, mas de todas as aulas.

Outra dificuldade que percebi diz respeito, também, ao início da análise: a necessidade de ver a unidade didática como um texto escrito, um documento, como se fosse linear, como um capítulo de livro, artigo, e dividi-la em conteúdos temáticos.

Com base nos conhecimentos construídos ao longo da realização deste estudo, pretendo continuar a criar unidades didáticas que possam colaborar com a formação crítica dos alunos e auxiliar também na formação de professores atuantes como intelectuais políticos e críticos.

Acredito, assim como Estefogo (2005), que outros pesquisadores poderiam estudar a questão de como a linguagem organizou as três fases da unidade didática – o momento da criação, a unidade como um documento e a aplicação desta em aulas.

Esta pesquisa é relevante para o curso Reflexão sobre Ação, porque pode contribuir para que os alunos possam analisar e compreender o que ocorreu com essa unidade didática em especial e verificar quais foram as falhas ocorridas e apontadas neste trabalho, podendo assim na hora de montar suas unidades, refletir melhor e buscar sanar as lacunas.