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Hermite’s Constant and Lattice Algorithms

Dans le document Information Security and Cryptography (Page 32-36)

Atualmente, ainda são poucos os fatores que se sabe estarem realmente relacionados com a PIO e quais os seus mecanismos de ação:

• Tabagismo – a nicotina presente no tabaco tem efeitos

vasoconstritores, o que leva a uma diminuição do fluxo sanguíneo e aumento da pressão arterial a nível ocular. Com o aumento dessa pressão, há uma diminuição na eliminação do HA, aumentando a PIO50;  

• Corticosteróides – há várias teorias acerca da influência dos

corticosteróides na PIO. Uma das teorias afirma que, como os corticosteróides aumentam a expressão de elastina, glucosaminoglicanos e algumas proteínas no olho, levam a um bloqueio progressivo dos canais drenantes do HA, o que dificulta a sua eliminação. Uma outra teoria defende que as prostaglandinas aumentam a drenagem do HA, pelo que a sua diminuição causada pelo efeito anti-inflamatório destes fármacos leva a uma diminuição da drenagem do HA51;  

• Fármacos com efeito anticolinérgico – fármacos como

antidepressivos, anti-histamínicos, antipsicóticos e outros que tenham efeito anticolinérgico levam a uma dilatação da pupila, o que faz com que a íris bloqueie os canais de drenagem do HA52;  

• Exercício físico – são poucos os dados acerca da influência do

exercício físico na PIO. Apesar do conhecimento geral de que uma atividade física regular é benéfica para a saúde, é desaconselhado o exercício físico intenso em pessoas que já se encontrem em grupos

de risco de desenvolvimento de glaucoma, uma vez que durante o exercício há uma redução da perfusão ocular e as próprias posições corporais do indivíduo podem aumentar a PIO de uma forma aguda, o que pode causar danos no nervo ótico. No entanto, após o exercício físico tem sido notado um aumento na drenagem do HA, o que acaba por diminuir a PIO. Assim, os indivíduos que apresentem um valor basal de PIO já elevado devem praticar um exercício físico moderado e adaptado às suas necessidades53;  

• Etnia e género – como na maioria das condições, também a PIO

está dependente de fatores genéticos. A PIO apresenta valores superiores em indivíduos africanos e latinos; as mulheres também apresentam valores de PIO superiores aos dos homens54;  

• Diabetes – o seu papel no aumento da PIO ainda não está

totalmente definido. No entanto, acredita-se que a hiperglicemia associada à diabetes causa espessamento da membrana basal capilar, o que causa hipóxia. Assim, há uma ativação de fatores de crescimento que estimulam a angiogénese (neovascularização) no olho. Esses novos vasos sanguíneos ocupam áreas que os iniciais não ocupavam, podendo bloquear os canais de drenagem do HA55;  

• Hipertensão arterial – apesar de, tal como na diabetes, o seu papel

ainda não estar totalmente definido, acredita-se que o aumento da pressão nos capilares do corpo ciliar, como consequência da hipertensão arterial, levam ao aumento da produção do HA. Se a drenagem do HA se mantiver igual, há um desequilíbrio entre a produção e eliminação, o que aumenta a PIO56.  

3.5. Intervenção na comunidade

O PFM é constituído por uma população com mais dificuldade de acesso a cuidados de saúde (por ser afastado de qualquer centro de saúde, por dificuldades monetárias ou mesmo de mobilidade), pelo que estas acabam por ver o farmacêutico como primeira ou mesmo única opção. Consequentemente, é essencial criar atividades que permitam não só avaliar o estado de saúde dos utentes como também incutir de uma forma simples os cuidados necessários ao seu bem estar.

Deste modo, organizei um rastreio no Posto Farmacêutico com a ajuda de técnicos especializados de optometria. Enquanto eu media a pressão arterial dos participantes, a sua pulsação e preenchia um questionário (Anexo V), os técnicos mediram a PIO. No questionário estavam incluídos fatores como género, idade, valores da PIO, pressão arterial e pulsação, qual a medicação que o utente costuma tomar, se está grávida, os hábitos tabágicos, o número de cafés consumidos e o número de horas semanais passadas a praticar exercício como caminhadas e outros. Os valores da PIO foram, depois, relacionados com estes diversos fatores.

3.6. Resultados

Tabela 1 – Apresentação dos resultados do rastreio da pressão intraocular

Nota: (a) Utente apresenta historial de surtos psicóticos e ataques de pânico geralmente despoletados em consultórios médicos, o que pode explicar a elevada pressão arterial

3.6.1. Interpretação dos resultados

De todos os utentes que foram ao Posto Farmacêutico no dia do rastreio, quase 100% aceitou participar. No entanto, a amostra em questão é bastante reduzida (31 pessoas) e pouco homogénea, como no exemplo da idade, em que a maioria dos participantes se encontra na mesma faixa etária. Assim, é importante ressalvar que esta interpretação de resultados apenas se prende à população em estudo, não devendo ser feitas conclusões acerca da influência das variáveis na alteração da PIO.

Com o aumento da pressão arterial diastólica, verificou-se aumento da PIO, exceto para valores acima de 110 mmHg, que se prendem com a medição da pressão arterial do utente com crises de ansiedade despoletadas em consultórios,

Figura 7 – Valores médios da PIO em relação

à medicação  

Figura 8 – Valores médios da PIO em relação

ao número de cafés consumidos, aos hábitos tabágicos e ao número de horas semanais passadas

a praticar exercício físico

Figura 5 – Valores médios da PIO em relação

à idade  

Figura 6 – Valores médios da PIO em

relação ao género  

o que pode explicar o elevado valor da pressão arterial. Verificou-se uma relação positiva entre a pessão arterial sistólica e a PIO, exceto para o intervalo 141-160 mmHg.

Em relação à idade, nota-se um aumento da PIO com aumento das faixas etárias, com exceção do intervalo [18; 30] e acima dos 75 anos, o que poderá ser justificado pela falta de homogeneidade das amostras.

Na questão do género, os valores de PIO medidos foram superiores nas mulheres em relação aos homens. Tal vai de encontro ao que já foi explicado acerca da influência de fatores genéticos sobre a PIO.

Relativamente à medicação, é difícil interpretar resultados neste estudo devido à polimedicação. De facto, é complicado perceber se um valor de PIO foi superior em quem toma determinado medicamento em relação a quem não toma pois tal poderá dever-se a outros medicamentos. De qualquer forma, quem toma anti-hipertensores apresentou um valor de PIO superior a quem não toma. O mesmo se verificou nas estatinas, glucocorticóides, benzodiazepinas e antidepressivos. Apenas em relação aos antidiabéticos orais se verificou uma menor PIO em quem os toma relativamente a quem não toma.

Por fim, verificou-se que quem não costuma consumir cafés teve um valor de PIO inferior a quem consome 1 café por dia, valores esses que foram diminuindo conforme o aumento do número de cafés diários consumidos. Nos não fumadores, contrariamente ao que seria de esperar, os valores de PIO foram superiores comparativamente aos dos fumadores e ex-fumadores. Já em relação ao exercício físico, registaram-se valores de PIO cada vez mais altos quanto mais horas semanais de exercício os participantes praticassem.

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