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Governance structure

Dans le document Annual Report (Page 97-100)

O processo de envelhecimento da população brasileira (OLIVEIRA; MENEZES, 2011) pode acarretar problemas de saúde como doenças crônicas, incapacidades (OLIVEIRA; MENEZES, 2011) e a síndrome de fragilidade (FRIED et al., 2001), o que destaca esse tema na enfermagem gerontológica (CARNEIRO, 2013).

Essa parcela de idosos frágeis representa um aumento da necessidade de cuidados gerontológicos, o que gera a necessidade de desenvolvimento de estratégias de prevenção e estadiamento do quadro (CARNEIRO, 2013).

Com a possibilidade de identificação em diferentes níveis de atenção à saúde (OLIVEIRA; MENEZES, 2011), emerge o desafio para profissionais de saúde, com destaque para o enfermeiro (LINCK; CROSSETTI, 2011), já que essa condição deve se tornar prioridade diante das políticas públicas de saúde (FRIED; WALSTON, 2003).

Em revisão integrativa, constatou-se escassez de estudos nacionais (dois) acerca da fragilidade e implicações da enfermagem, quando comparados com pesquisas internacionais (14). O enfoque das publicações com idosos frágeis permeava mudanças ou inovações no modelo assistencial, participação da família como cuidador, validação de instrumentos, descrição de pesquisas realizadas, percepção dos idosos frágeis sobre serviços de saúde, QV e a condição de fragilidade em idosos institucionalizados. Ainda, o profissional de enfermagem propõe cuidados aos idosos frágeis com uma perspectiva inovadora, criativa, sensível, integral e interdisciplinar (LINCK; CROSSETTI, 2011).

A importância do cuidado de enfermagem ao idoso frágil não deve englobar apenas o âmbito da comunidade (LINCK; CROSSETTI, 2011), mas também situações agudas vivenciadas por esse grupo, como a hospitalização, considerada resultado adverso dessa síndrome (FRIED et al., 2001; LINDHARDT et al., 2008). Isso é corroborado pela relação entre a avaliação gerontológica realizada de maneira ineficiente e a ocorrência de hospitalização precoce ou readmissão hospitalar (GONÇALVES; TOURINHO, 2012), o que revela a importância da enfermagem em melhorar a qualidade, a segurança e a acessibilidade nos cuidados de saúde (HAPP, 2010).

No âmbito hospitalar, o desafio no cuidado ao idoso frágil é pautado no enfoque da manutenção de sua identidade, estimulação da autonomia e a tomada de decisão para que o próprio idoso seja capaz de reconhecer-se como agente ativo durante o processo de cuidado (HAPP, 2010).

Entretanto, o idoso hospitalizado apresenta dificuldade para adaptação nesse ambiente (FRIED et al., 1991). Isso decorre da complexidade que a condição frágil implica ao indivíduo (CARLSON et al., 1998; ROZZINI et al., 2000), fazendo com que uma abordagem abrangente, incluindo o contexto e a capacidade funcional, se torne essencial (YOUNG, 2003).

Dessa maneira, a partir da realização de fóruns com a finalidade de identificar as opiniões e ideias de enfermeiros nos setores do cuidado em saúde, foi realizado, em 2009, o The Acute Care Forum (Fórum de Cuidados Agudos) em Los Angeles – CA, o qual verificou dificuldades na inserção de um cuidado individualizado ao idoso frágil em seus modelos de atenção e enfatizou a necessidade da multidisciplinaridade envolvida nesse processo (HAPP, 2010).

Esse cuidado individualizado para idosos frágeis é definido como "Uma abordagem interdisciplinar que reconhece os idosos como pessoas únicas, sendo praticado através de relacionamentos afetivos contínuos" (HAPP et al., 1996, p.63).

A realização de uma avaliação integral do idoso pelo profissional de enfermagem previne o desenvolvimento ou agravamento da síndrome de fragilidade (LINCK; CROSSETTI, 2011).

A importância para o trabalho da equipe multidisciplinar é que o desenvolvimento da síndrome de fragilidade advém de uma fase subclínica, ou seja, de pré-fragilidade, que apresenta maior potencial de melhora. Contudo, os autores afirmam que, após a instalação da condição de fragilidade, os objetivos devem ser direcionados à prevenção, ao adiamento ou à amenização de seus efeitos adversos (TEIXEIRA; NERI, 2006).

Como resultado, o índice de hospitalização pode ser diminuído, alterando positivamente as taxas de morbimortalidade para essa parcela de idosos (MACEDO; GAZZOLA; NAJAS, 2008).

Intervenções pautadas na prevenção para esse grupo são primordiais; porém, ainda há dificuldades para o alcance desse objetivo (THEMESSL-HUBER; HUBBARD; MUNRO, 2007).

Em estudo de intervenção denominado 'Continuum of care for frail elderly people' com idosos após alta hospitalar, verificou-se que estratégias contínuas de cuidado realizadas por equipe multiprofissional e direcionadas ao idoso frágil podem trazer resultados positivos para sua saúde (WILHELMSON et al., 2011).

Uma pesquisa em Boston – EUA realizada com idosos frágeis e enfermeiros gerontólogos com o objetivo de compreender e descrever as atividades desse profissional nas

residências dos idosos identificou: atividades de gestão da saúde e doenças do idoso e educação em saúde. Dessa forma, de acordo com relatos dos enfermeiros do estudo, isso resulta em prevenção de erros de medicação, quedas, hospitalizações e melhora da QV (DICK; FRAZIER, 2006).

Entretanto, para o enfermeiro, alguns obstáculos ainda permeiam o cuidado integral ao idoso; de acordo com a visão desse grupo, o cuidado é meramente prático, revelando a necessidade do desenvolvimento de ações com enfoque nas necessidades globais (OLIVEIRA; MENEZES, 2011).

Com isso, para uma compreensão adequada acerca da fragilidade, o enfermeiro deve ater-se às alterações biológicas e fisiológicas, possíveis alterações na dinâmica familiar e da percepção do idoso nesse contexto (OLIVERIA; MENEZES, 2011).

A inserção da condição de fragilidade no contexto de cuidado do idoso, tanto no âmbito hospitalar quanto na comunidade, deve ser realizada a partir do vínculo com enfermeiros e de capacitações para desenvolver esse cuidado de maneira efetiva e em todas as dimensões do idoso (LINCK; CROSSETTI, 2011).

Diante do exposto, destaca-se a escassa produção científica brasileira relacionada à fragilidade em idosos hospitalizados, assim como sua relação com as variáveis de possível influência nas mudanças em suas condições. Isso destaca a necessidade de aprofundamento do tema para uma melhor caracterização da população brasileira e, com isso, fomentar subsídios para o desenvolvimento de futuras intervenções ao idoso frágil e pré-frágil, bem como a manutenção da QV ao não frágil. Para o enfermeiro, compreender as variáveis que melhoram ou pioram a condição de fragilidade do idoso resulta na possibilidade de rastreamento e estratégias precoces direcionadas aos que apresentam maior risco, resultando em maiores chances de êxito.

Dans le document Annual Report (Page 97-100)