The Notion of a Timestamp
Corollary 1 Given the dates of two events, determining if these events are causally related or not can require up to n comparisons of integers
O Estágio Profissional constitui um acumular de vivências, um processo de constante descoberta, onde nos conhecemos como professores, dando conta de quais as condições reais em que exercemos a profissão para nos podermos assumir como profissionais do ensino. É a partir deste ponto fulcral que começamos a tomar consciência das semelhanças e das diferenças entre o nosso processo reflexivo e de formação e aquele que propomos aos alunos.
O ano de estágio profissional é a sumula, o acumular de todos os saberes que nos foram transmitidos ao longo de toda a nossa formação. É como o topo da montanha que aspiramos e que, sem darmos conta, lá chegamos, com todos os “problemas”, que pensamos não existirem, mas que podem surgir a qualquer momento. Aqui a nossa função é arranjar uma solução, não uma solução qualquer, mas aquela que vá de encontro aos princípios que regem uma boa e correta educação e ensino.
O estágio constituiu-se assim como o último passo, o último desafio da minha formação inicial, antes de ingressar no mundo do trabalho e integrar a carreira docente. Foi o momento de provar que ser professora foi a opção para a qual estava vocacionada e para a qual que me fui preparando ao longo dos anos de faculdade. Este ano apresentou-se como um ano especial e muito diferente dos anteriores, pois teve um papel fulcral na transição do “aprender a aprender” para o “aprender a ensinar” e do “aprender a ser aluno” para o “aprender a ser professor”.
Enquanto professora, a minha maior finalidade era conseguir promover um ensino de qualidade. Assim, procurei sempre analisar e refletir sobre o que fiz, fundamentando a minha ação, nas suas mais variadas vertentes, onde se destacam as funções letivas, de organização, investigação e gestão.
Neste ano de estágio profissional, deparámo-nos com os diferentes intervenientes da escola, desde o Diretor da escola, o Orientador de estágio, o professor Cooperante, o nosso Grupo de estágio, os professores da turma, os professores da área disciplinar de Educação Física, os docentes do concelho de turma até aos alunos, à nossa turma, a toda a comunidade escolar, desde o
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pessoal docente ao pessoal não docente. O bom ambiente e a forma de interação com o meio são fundamentais para um trabalho favorável.
O motivo que me levou a optar pela escola onde realizei o estágio, deve- se ao facto de ser uma escola prestigiada, que frequentei durante largos anos, e da qual sempre tive muito boas referências, a nível do corpo docente, não docente e alunos. Apresentava-se como uma escola com um ótimo espírito de trabalho, que zela pelos interesses dos alunos e que possui excelentes condições de trabalho. Uma escola que nos exige rigor e exigência profissional, pontos fundamentais para o nosso futuro enquanto professores.
No estágio profissional pude pôr em prática tudo o que aprendi, além de que o meu leque de aprendizagem ainda se mostrou muito mais desenvolvido, graças a todas as vivências das quais fui fazendo parte. Funcionou como um ano em que tentei dar o meu melhor para prosseguir na carreira, tentando sempre alcançar os meus objetivos sem grande medo de errar, mas aprendendo com esses mesmos erros. O estágio foi um momento
único, uma experiência que me forneceu um vasto leque de novas
experiências e aprendizagens que me fortaleceram enquanto nova professora, ajudando-me a conseguir intervir atempadamente, a saber criticar e expor a minha opinião, a saber arranjar soluções para problemas reais que surgiam aquando da lecionação.
Motivação e espírito de aprendizagem foram palavras que me
acompanharam durante todo o ano, oportunidades de participação a vários níveis e em diferentes funções ensinaram-me a saber atuar em cada momento. Encarei o estágio como uma oportunidade e um guia para o futuro, que me permitiu ficar com uma maior bagagem no que respeita ao grande projeto de ser Professor de Educação Física.
O estágio permitiu-me enfrentar a realidade profissional de ser responsável por uma turma, por um conjunto de alunos, sabendo gerir todos os momentos, encarando os problemas reais, permitindo ter um contacto mais próximo, conseguindo preparar os alunos e ir completando a sua formação, ao assumir um papel de educadora e, ao mesmo tempo, de amiga, acompanhando de perto os alunos.
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Pretendi, sempre, pautar o meu estágio pela competência do meu
trabalho; os hábitos de perfeccionismo e organização fizeram parte integrante
dessa caminhada, de modo a formar os alunos em todos os aspetos e encaminhá-los para serem pessoas, no seu todo, mais responsáveis e autónomas. Desejei, igualmente, conseguir incutir nos alunos um maior gosto
pela prática desportiva, proporcionando-lhes uma enorme diversidade de
atividades, tentando não tornar as aulas monótonas, mas em todas elas imprimindo dinamismo e criatividade.
As expectativas relativamente às aulas previam desenvolver um trabalho onde o clima positivo de aprendizagem prevalecesse, com grande respeito e com muito rigor no que diz respeito ao planeamento.
Este ano ocorreu a passagem da formação à profissão, que teve lugar num palco de mudanças, de dificuldades, de desafios constantes, que temos de saber superar e ultrapassar de forma positiva.
Numa turma, nenhum aluno é igual, logo o meu trabalho foi desenvolvido em prol de proporcionar igualdade de oportunidades de práticas aos meus alunos; na sequência dessa premissa, o trabalho foi organizado de forma diversificada e por níveis de trabalho, conseguindo a inclusão participativa de todos os alunos, assim como o desenvolvimento pessoal, nunca descurando a formação do aluno, que é fundamental.
Cabendo-me uma turma de 10º ano, esperava deste grupo de alunos comportamentos já com alguma maturidade, hábitos de trabalho enraizados e, pela idade que os caracteriza, acreditava que apresentassem gosto pela Educação Física. Consciente de que esta podia ser uma visão um pouco utópica, não podia demarcar-me de tentar, ao máximo, que este grupo de alunos terminasse o ano com mais hábitos desportivos e que cada um deles apreciasse um pouco mais os benefícios da prática de atividade física.
Os papéis inverteram-se: junto do grupo/ turma passei do papel de aluna, ainda que universitária, ao de professora. No início do estágio existia algum nervosismo, contudo o meu trabalho foi-se gradualmente desenvolvendo, tornando-me mais confiante.
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O meu percurso enquanto professora baseava-se numa constante reflexão sobre a prática, permitindo reconstruir novos saberes e tornando a distância entre a teoria e a prática cada vez mais curta.
Ao rever todo o ano que fui percorrendo, encarei-o como um desafio constante, um puzzle, uma encruzilhada de enigmas, um projeto em
constante construção; a formação nunca acaba, são apenas etapas e fases
da vida que vão sendo ultrapassadas.
Para engrandecer o estágio, tive a oportunidade de trabalhar com um
professor cooperante extremamente exigente e muito sábio, sempre atento
à nossa prática e ao envolvimento da escola, com quem pude aprender imenso, proporcionando o desenvolvimento das minhas capacidades. Desde logo, o Professor Cooperante, me transmitiu uma característica fundamental em todo este processo – necessidade de nos desafiarmos constantemente. Para além do mero cumprimento de tarefas, temos de fazer mais e melhor e tentar chegar mais além. No fundo, a nossa missão, este ano, foi “aprender a
ser professor, construindo e inovando”. Esta frase surgiu de uma dinâmica
no seio do núcleo de estágio e foi uma das premissas que considerei como que um guia para a minha ação.
2.3. Entendimento do Estágio Profissional – caminhar em direção ao