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On-the-Fly Computation of Global States

Nature of Distributed Computations and the Concept of a Global State

6.5 On-the-Fly Computation of Global States

O Estágio Profissional proporcionou-nos o primeiro contacto como docentes no meio escolar. Por essa razão, na fase inicial desta experiência, por sentir-me como um corpo estranho neste novo meio, esperava mais acompanhamento do nosso professor cooperante.

Esta opinião já foi referida anteriormente, na reflexão da relação com o professor cooperante. E mais uma vez destaco que embora a orientação/acompanhamento do professor na altura pareceu distante, certamente que foi um dos impulsionadores para integração conseguida com o meio escolar.

A visão do professor, e a sua metodologia de trabalho, supunha que nós encarássemos esta adversidade e a ultrapassássemos. No caso específico da relação com o meio escolar, por estarmos grande parte do tempo em constate contacto, compulsou para a construção desta relação com os docentes, auxiliares da educação, psicólogos, conselho executivo, funcionários do complexo desportivo, entre outros serviços ou pessoas.

Esta metodologia conduziu a uma formação autodidata por parte dos elementos do núcleo.

No início do estágio, quando ainda estávamos a perceber como funcionaria a relação entres estudantes estagiários e o professor cooperante, muitas das nossas dúvidas colocadas, como por exemplo, sobre rotinas do meio escolar, metodologias de lecionação, não nos era dada a resposta na totalidade mas sim ideias ou pequenos esclarecimentos, que nos obrigava a pesquisar, a refletir, para que pudéssemos solucionar o nosso problema ou dúvida.

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Esta construção do “ser professor”, através de uma formação autodidata, que agora revejo como uma excelente forma de orientar, foi uma prática constante ao longo deste ano. Para além de unir o nosso núcleo de estágio, e criarmos neste grupo, momentos de reflexão, troca de opiniões, preparou-nos para a realidade que um dia nos espera. Ajudou-nos a definir o nosso próprio caminho e a atingirmos os nossos objetivos de forma autónoma.

Segundo Alarcão (1996b, p. 2) “refletir para agir autonomamente

parece ser uma das expressões-chave no contexto educativo internacionais deste final do século XX”.

Numa fase posterior, depois de percebermos o método de atuar do professor, a nossa intervenção com este alterou-se. Passamos a refletir, a criar uma opinião antes de o abordarmos e este, caso concordasse, autorizava-nos ou aprovava a nossa ideia ou caso achasse que nos estávamos a desviar dos objetivos que ele considerava como ideais ou a pensar utilizar metodologias que para ele não eram as mais corretas, este criava mais um momento de reflexão, questionando ou dando a entender a sua opinião sobre a temática.

Esta orientação autodidata, em conjugação com uma filosofia reflexiva entre elementos do núcleo, docentes e professor cooperante, originou uma construção de um estudante estagiário mais rico e mais preparado para a realidade profissional que o espera.

Concluindo, utilizo uma frase de Habermas cit. Alarcão (1996b, p. 1) que resume a construção do meu processo de formação sob orientação do professor cooperante: “Só o eu se aprende a si próprio. Como sujeito que se

questiona a si mesmo, o eu consegue a autonomia”.

4.1.6. (In)viabilidade do Programa Nacional – DOG

Ao longo do primeiro ano do segundo ciclo via Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, surgiram alguns debates tendo como tema a Inviabilidade do Programa Nacional. Eram criados momento de reflexão e crítica sobre o programa nacional e as metas/objetivos definidos pelo mesmo.

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As conclusões finais destes momentos dirigiam-se todas para o mesmo ponto de vista: os professores deveriam adaptar/ajustar os currículos nacionais, numa primeira fase pelo Departamento de Educação Física e Desporto e posteriormente pelo professor, com base nas características dos seus alunos.

É certo que um professor de Educação Física, pelo motivo anteriormente apresentado, terá de ter cuidado na elaboração do plano de turma e nas tarefas que lhe estão associadas, dado que o principal objetivo é o aperfeiçoamento efetivo dos alunos. Isto quer dizer, que a criação de prioridades de desenvolvimento identificadas pela avaliação diagnóstica e formativa é também tida em consideração na elaboração do plano curricular de turma.

A inviabilidade do cumprimento refletida anteriormente não se deve pela falta de empenho, técnica e saber por parte dos docentes, mas principalmente pela indisponibilidade de recursos materiais para o desenvolvimento de conteúdos e cumprimento de metas referidas no programa. De conversas informais, também surge que a disponibilidade física dos alunos tem vindo a decrescer com o passar dos anos, sendo por alguns docentes também um fator da inviabilidade do programa nacional.

No caso específico da Escola Secundária das Laranjeiras, os recursos materiais encontrados dão condições aos professores de desenvolverem o seu trabalho, que não são possíveis de se encontrar na maioria das escolas a nível nacional. Para além disto, o Departamento de Educação Física e Desporto da escola não define o decréscimo da disponibilidade física como um fator, mas sim como responsabilidade do professor em alterar este fenómeno.

A Escola Secundária das Laranjeiras, especificamente o Departamento de Educação Física e Desporto, apercebeu-se também deste assunto, tendo por isso construído o Documento de Organização e Gestão do Departamento de Educação Física e Desporto.

A “Bíblia”, como é conhecido o documento anteriormente referido entre os professores do departamento, é o regimento do departamento. Por outras palavras, é um documento orientador, cujo todos os professores do departamento se devem reger.

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Este documento para os professores contratados colocados pela primeira vez na Escola Secundária das Laranjeiras e para os estudantes estagiários que na mesma instituição realizam o Estágio Profissional, como foi o nosso caso, tem ainda mais importância, pois permite de forma clara e objetiva enquadrar o professor com o novo meio.

O Documento de Organização e Gestão encontra-se dividido em vários capítulos sendo eles: caracterização do contexto educativo da escola; desenvolvimento programático da Educação Física; normas para a implementação das opções de organização curricular; avaliação diagnóstica; avaliação sumativa (estando definido os domínios e respetiva ponderação, referencias do sucesso, situações particulares e diferenças nos ciclos e nos programas especializados); atividades de enriquecimento curricular; normas gerais para as aulas de Educação Física e atividades de complemento curricular; plano curricular dos cursos tecnológico de desporto e profissional de técnico de apoio à gestão desportiva; livros referenciados; livros adotados; coordenador do desporto escolar; regimento do departamento; plano de formação do pessoal docente e por último, como anexo, as fichas de autoavaliação e o caderno de atividades para o respetivo ano.

No que diz respeito às metas definidas pelo departamento, estas têm por base os programas nacionais. Isto porque a escola tem todas as infraestruturas com condições mais que suficientes para abordar os conteúdos propostos, sendo então da responsabilidade do professor definir estratégias/metodologias para que as metas sejam atingidas e/ou potenciem ao máximo o desenvolvimento do aluno.

Por último, era da minha responsabilidade, enquanto estudante estagiário, definir as metas a atingir para os meus alunos, tendo em conta a avaliação diagnóstica, as capacidades dos mesmos e a diversidade e qualidade das instalações para lecionar. Posso afirmar que para a minha turma, foram propostos e cumpridos praticamente todos os conteúdos propostos pelo programa para o décimo segundo ano, como por exemplo, bloqueios diretos no basquetebol, pivô no andebol, mortal engrupado no minitrampolim, abordagem da técnica de bruços e mariposa na natação, entre

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outros conteúdos que possivelmente noutras escolas haveria maior dificuldade ou impossibilidades de serem abordados.

Em suma, a inviabilidade que ao longo da minha formação muitas vezes foi referida juntamente com o possível decréscimo da disponibilidade física dos alunos, não foram razões para que não cumprisse as metas de aprendizagem do programa nacional.

Restringindo apenas à minha experiência no Estágio Profissional, poderia considerar viável o programa nacional, contudo, a realidade da escola onde realizei estágio é uma minoria no país, daí que defenda que os programas nacionais devam ser reestruturados/adaptados à realidade do país, não devendo porém facilitar em demasia desvalorizando as capacidades das escolas com condições como é o caso da Escola Secundária das Laranjeiras.

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