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A História da Escola Normal de Natal tem o seu início no final do século XIX com três tentativas fracassadas de inauguração. Primeiro em 1874, instala-se a Escola Normal de Instrução Primária num salão do Atheneu, todavia, os registros também dão em 1879 a inauguração da escola no mesmo prédio. Possivelmente funcionava antes em prédio adaptado, tendo a sede própria em 1879. Até que em 1890, a Lei nº 13, criou uma Escola Normal, no Atheneu Norte-Riograndense, mas esta não foi provida, sequer (FERNANDES, 1973, p. 104). Da Reforma da Instrução Pública, em 1908, o Governador Alberto Maranhão expede o Decreto nº 178, de 29 de abril de 1908, e entre outras providencias, constata, do art. 5º o seguinte: “[...] criando uma Escola Normal para o preparo do Magistério de ambos os sexos, anexo ao Atheneu Norte-Riograndense com as suas cadeiras provindas mediante contrato e a sua direção confiada a um dos lentes do Atheneu” Foi o Dr. Francisco Pinto de Abreu, então diretor da Instrução (FERNANDES, 1973, p. 104).
Imagem 4 – Atheneu Norte-Riograndense. (Prédio à esquerda)
Inaugurada a 13 de maio de 1908, a Escola Normal de Natal alojou-se inicialmente como anexo em um dos salões do Colégio Atheneu Norte-Riograndense, localizado à época na Avenida Junqueira Aires. (FERNANDES, 1973, p. 104). Funcionou nesse local por pouco tempo e logo começam as
migrações. Fonte: Siqueira (2017).
Quadro dos formandos da primeira turma da Escola Normal de Natal. A cerimônia de formatura dessa turma foi presidida pelo Governador Alberto Maranhão:
Quadro 2 – Relação de alunos formados pela primeira turma da Escola Normal de Natal (1910).
Nº Nome dos alunos formados
01 Luiz Antônio dos Santos Lima 02 Severino Bezerra de Melo 03 Manuel Tavares Guerreiro
04 Anfilóquio Carlos Soares Câmara 05 Francisco Ivo Cavalcanti
06 José Rodrigues Filho
07 Luís Garcia Soares de Araújo 08 Ecila Pegado Cortez
09 Judite de Castro Barbosa 10 Aurea Fernandes Barros 11 Olda Marinho
12 Stela Vesper Ferreira Gonçalves 13 Beatriz Cortez
14 Arcelina Fernandes 15 Guiomar de França 16 Anita de Oliveira
17 Francisca Soares da Câmara 18 Maria Natália da Fonseca 19 Maria Abigail Mendonça 20 Maria das Graças Pio 21 Clara Fagundes
22 Maria da Conceição Fagundes 23 Maria Julieta de Oliveira 24 Maria Belém Câmara 25 Maria do Carmo Navarro 26 Helena Botelho
27 Josefa Botelho
Essa turma de diplomados prestou solenemente o juramente constante de Lei – “Prometo pela minha honra dedicar-me ao magistério e bem servir à causa da instrução e da educação da mocidade, com a superior convicção de que, desse modo, estarei contribuindo para o engrandecimento cívico do Rio Grande do Norte e do Brasil.” (FERNANDES, 1973, p. 109).
Antigamente, o professor diplomava-se e ia ensinar nos lugares mais longínquos – Patu, Pau dos Ferros, São Miguel e daí começava a sua ascenção. Terceira classe – um ano inteiro sofrendo ou provando o seu amor à profissão. Segunda classe – subia, para as ‘vilas dos confins’ ou cidadezinha que não figurava no mapa. Primeira classe – era cidade classificada, com curso complementar ou mesmo na Capital, puxando pela competência e um padrinho, que isto sempre funcionou. Ainda havia, para os menos afortunados ou menos capazes uma categoria. Rudimentar – que atuava nas povoações. (FERNANDES, 1973, p. 108)
Quadro 3 – Corpo Docente que formou a primeira turma da Escola Normal de Natal (1908).
Corpo Docente Matéria
1 – Ezequiel Benigno de Vasconcelos (?)
2 – João Tibúrcio Português
3 – Pe. Calazans (?)
4 – Manuel Garcia - Matemática
5 – Teódulo Câmara Geografia e História
6 – José Gervásio (?)
7 – Clotilde Oliveira Trabalhos manuais (?)
8 – Otávio Arantes (?)
9 – Nestor Lima Diretor (?)
Fonte: Fernandes (1973, p. 104).
O corpo docente composto pelos nove professores destacados no quadro anterior diplomou a primeira turma da Escola Normal de Natal em (1908 – 1910). Foram 27 alunos que se diplomaram na primeira turma da Escola, dos quase 60 candidatos que se submeteram a exame de admissão e dos 40 que foram aprovados, mas não chegaram a concluir o curso por vários diferentes motivos (FERNANDES, 1973, p. 105).
Após a diplomação da primeira turma da Escola Normal de Natal em 1910, longo período de migrações e mudanças de espaço sucederam-se. Dona Francisca Nolasco Fernandes menciona essa peregrinação junto às alunas da Escola Normal de Natal como “andorinhas de verão”, em seu livro menina feia e amarelinha: da Escola Normal ou Grupo Modelo, – hoje Faculdade de Direito – na Ribeira, ao Instituto de Educação – hoje Colégio Estadual do Atheneu Norte-rio-grandense, na rua Potengi (FERNANDES, 1973, p. 116). Peregrinação essa que não encerra por aí e perdura até a Instalação definitiva no Instituto de Educação Presidente Kennedy em 1965.
Segue imagem da turma Diplomada na Escola Normal do Rio Grande do Norte, no ano de 1911. Pela data, a turma provavelmente funcionava nas instalações como anexo em um dos salões do Atheneu Norte-Riograndense, localizado à época na Avenida Junqueira Aires e consta de nomes ilustres que marcaram época no cenário educacional no Estado.
Imagem 5 – Turma da Escola Normal do Rio Grande do Norte, Diplomada em 1911.
Constam na referida turma Diplomada: O Diretor Nestor Lima, Professor Theodulo Câmara de Geografia e História, Professor Ab. Barroso de Francês, Professor Manoel Garcia de Matemática, Professora Ecila Cortez de trabalhos manuais, Dr. Mario Lyra professor de Química e Física, Tertuliano Pinheiro professor em Inglês, Professor Thomaz Babini de Música e o professor de Português e Paraninfo João Tibúrcio. Foram diplomados seis alunos: dois homens e quatro mulheres. Elyseu Vianna da Paraíba, F. Gonzaga Galvão de Currais Novos, Celina Guimarães de Natal, Stellina Mello de Natal, Marcia Emiliana de Canguaretama e Maria Carolina de Assú. Essa é a turma diplomada pela Escola Normal do Rio Grande do Norte em 1911(?).
Através de tantos nomes ilustres, constatamos que: “O magistério primário potiguar sempre honrou o seu diploma e tudo fez, através de numerosos elementos de turmas subsequentes para dignificar a sua missão [...].” (FERNANDES, 1973, p. 116)