Podem identificar-se dois pólos distintos, v
de habitações colectivas em altura (edifícios com vários pisos e diversos alojamentos de famílias diferentes), situada mais a Norte e Oeste
predominantemente a Sudeste. Apresentam Fig. 19 e Fig. 20.
Fig. 19 – Exemplos de habitações
Pessoa e à direita Torre do Lago (vista da Rua Manuel Gonçalves Ramos) com um máximo de 11 pisos.
Fig. 20 – Exemplos de Habitações Unifamiliares, à esquerda na
Em toda a sua área, encontram
moradias. Para efeitos de cálculo, considera moradores inquiridos, ou por
entre 2 a 11 pisos, sendo de maior
condomínio dum conjunto de moradias geminadas, moradias, tendo 3 delas acesso pel
Na área em estudo existe ainda uma casa abandonada que se pensa pertencer à EDP, uma vez que do outro lado da Rua do Santo Contestáve
se dois pólos distintos, verificando-se uma estrutura urbana dominante de edifícios de habitações colectivas em altura (edifícios com vários pisos e diversos alojamentos de famílias
situada mais a Norte e Oeste, e outra com habitação unifamiliar (moradias)
Sudeste. Apresentam-se exemplos das principais tipologias habitacionais nas
Exemplos de habitações multifamiliares. À esquerda habitações de 4 e 5 pisos na Rua Fernando Pessoa e à direita Torre do Lago (vista da Rua Manuel Gonçalves Ramos) com um máximo de 11 pisos.
Exemplos de Habitações Unifamiliares, à esquerda na Rua Manuel Gonçalves Ramos e à Direita da Rua dos Maninhos.
sua área, encontram-se 1 015 fogos distribuídos por cerca de 42 edifícios em altura e 56 a efeitos de cálculo, considera-se que 20 fogos não estão habitados, ou por indicaç moradores inquiridos, ou por se verem as habitações para venda. Os edifícios em altura apresentam entre 2 a 11 pisos, sendo de maior predominância os edifícios de 3 e 5 pisos.
condomínio dum conjunto de moradias geminadas, o qual tem um compartimento
delas acesso pela Rua da Central e as outras 3 pela Travessa Justiniano Pacheco. Na área em estudo existe ainda uma casa abandonada que se pensa pertencer à EDP, uma vez que do outro lado da Rua do Santo Contestável existe uma subestação que se encontra identificada como tal.
se uma estrutura urbana dominante de edifícios de habitações colectivas em altura (edifícios com vários pisos e diversos alojamentos de famílias e outra com habitação unifamiliar (moradias), situada se exemplos das principais tipologias habitacionais nas
multifamiliares. À esquerda habitações de 4 e 5 pisos na Rua Fernando Pessoa e à direita Torre do Lago (vista da Rua Manuel Gonçalves Ramos) com um máximo de 11 pisos.
Rua Manuel Gonçalves Ramos e à Direita da
cerca de 42 edifícios em altura e 56 habitados, ou por indicação de habitações para venda. Os edifícios em altura apresentam 5 pisos. Há também um compartimento comum a 6 pela Travessa Justiniano Pacheco. Na área em estudo existe ainda uma casa abandonada que se pensa pertencer à EDP, uma vez que do
Para além disso, existe ainda um conjunto de habitações ilegais (cerca de 5 moradias), tendo acesso por um portal comum e uma via em terra batida. Segundo o PDM 2009 da Maia, pretende-se “a legalização e qualificação dessa área urbana de génese ilegal”.
Em relação ao sistema viário dentro da área de estudo identificaram-se ruas com dois sentidos ou apenas um, e identificaram-se ainda as ruas sem saída. Este factor territorial é fulcral para a decisão do tipo de viatura, rota e tempo gasto na recolha dos resíduos urbanos.
Verifica-se apenas a existência de uma parte da Rua Fernando Pessoa com sentido único, podendo nas restantes circular-se nos dois sentidos. Em relação às ruas sem saída, verificam-se em maior número (Rua Manuel Gonçalves Ramos, Rua dos Catramilos, Rua de António Pereira da Maia, Rua Fernando de Almeida, a parte Norte da Rua António Francisco Coelho, a Travessa Justiniano Pacheco e o Bairro da Electricidade de Portugal – constituído apenas por uma rua), o que obriga a manobra de inversão de marcha (por vezes com manobras difíceis), e acarreta maior tempo de recolha.
Para além das ruas sem saída, existem vias com locais que têm muito mais espaço e não parecem apresentar dificuldades à passagem de um veículo de recolha de resíduos e outros locais, que devido à presença de automóveis estacionados nos dois lados da rua, se podem tornar de passagem alternada de veículos alternada, e, consequentemente, provocar atrasos na recolha de RSU (ver Fig. 21). Muitas vezes, não será possível o estacionamento do veículo de recolha, tendo este de ser feito em segunda fila, o que pode obstruir a passagem e consequentemente atrasos ao circuito de recolha e demora no trânsito. No entanto, o tráfego é geralmente reduzido por se tratar de uma zona claramente habitacional. Dessa forma, não se prevê que sejam apresentados grandes problemas à implementação de um sistema PAYT.
Fig. 21 - Exemplo de uma rua sem saída com necessidade de manobra por parte da viatura de recolha (à esquerda) e de uma rua com dificuldade de passagem devido a estacionamento dos dois lados da rua (à direita).
Pensando na recolha PaP em moradias, analisou-se a largura dos passeios, tendo-se verificado que apresentam uma largura suficiente para a colocação dos contentores individuais, não perturbando assim a circulação de peões.
Relativamente às áreas verdes, espaços comuns e terrenos/lotes não edificados, fez-se um levantamento fotográfico no terreno. Estas áreas poderão ser propícias para deposição ilegal. Dentro da zona limite, a Nordeste, existe uma área de terreno de 15 000 m2 com alguma vegetação. No entanto, esta zona não apresentada deposição ilegal, até ao momento. A Este existem também terrenos
com pouca vegetação, que terão servido de cultivo noutros tempos, com área de aproximada de 7 500 m2.
Quanto aos espaços verdes públicos, estes são escassos. Existe uma área pública (cerca de 6 875 m2) entre a Rua Fernando Almeida, e Rua Manuel Gonçalves Ramos e o Edifício do Lago, com um pequeno lago, algumas árvores, sendo o restante preenchido por relvado. Esta área é frequentada por pessoas de todas as idades, tanto devido à presença de duas cafetarias, como pela existência de um parque infantil.
Espaços comuns, por norma, pertencem aos condomínios, sendo geridos por estes. Os edifícios em altura situados mais a Poente, não apresentam espaços verdes, existindo apenas terraços comuns a todos os moradores no piso térreo. Por sua vez, os edifícios em altura existentes na área oposta, apresentam pequenas áreas com relva, e árvores de baixo porte.
Relativamente aos lotes que actualmente estão vazios, pode considerar-se que estes serão, futuramente para construção e consequentemente ditarão o crescimento da população na área. Verifica-se que a maioria está coberta de vegetação descontrolada, como silvas e eucaliptos, e muitas vezes, quando não vedados, apresentam alguma deposição ilegal, tanto de resíduos domésticos, como de resíduos de construção e demolição (ver exemplos apresentados na Fig. 22). Nestes locais dever-se-á proceder à limpeza, pois são atractivos a mais deposições.
Fig. 22 – Exemplos fotográficos de deposição ilegal na Rua Santo Contestável, à esquerda, Rua Altino Gomes da Silva, no centro, e num terreno não edificado na dos Rua Maninhos.
Também se analisou a envolvente da área de estudo, por se considerar que é uma zona vulnerável à influência da implementação de um sistema PAYT. No entanto, não se definiu uma distância específica para essa análise, uma vez que se entende que as pessoas que têm a possibilidade de transportar os seus resíduos, por exemplo na viatura própria, poderão depositá-los em qualquer local, para fugir ao pagamento pela quantidade produzida, quando o sistema for implementado. Esta forma de escapar às consequências do sistema é a que tem menos possibilidades de se controlar. Os locais de deposição é claro que podem ser os contentores existentes na via pública noutras áreas, por exemplo nas proximidades do local de trabalho. De qualquer das formas, as imediações da área seleccionada têm também grande probabilidade de serem contaminadas. Nestas verificou-se a existir uma área significativa (aproximadamente 2,6 ha), que delimita a Sul a zona em estudo. Até à data, numa parte dessa área já existe o Parque Urbano dos Maninhos com vários tipos de plantas e árvores, relva e caminhos. Verifica-se que afluem a este parque essencialmente pessoas de meia-idade. O PDM 2009 da Maia, diz que se pretende “a ampliação do Parque Urbano dos Maninhos, a ser continuado até à Rua do Santo Contestável, associado à linha de água”.
Pretende-se ainda a consolidação da área residencial existente, sendo o uso dominante o habitacional, mas admitindo-se usos complementares compatíveis, nomeadamente comércio e serviços, devendo ser garantida uma área para espaço verde de utilização colectiva contínua com um mínimo de 12 000 m2. A cércea máxima admitida na construção é de 5 pisos. Assim, o PDM informa que haverá um crescimento nas proximidades da área de estudo, sendo as novas famílias englobadas no sistema PAYT, visto que não existirá outro serviço de recolha de resíduos.
A Este, há razões para grandes preocupações uma vez que existe uma Sub-Estação da EDP, que está vedada, portanto de acesso condicionado. Já a Nordeste isto não se verifica, uma vez que existem terrenos de cultivo, não vedados, podendo ser locais propícios a deposição ilegal.
A Norte e a Oeste, as preocupações apenas se colocam na deposição de resíduos em ecopontos existentes, pois trata-se de uma área densamente populada.
A Fig. 23, ilustra o Plano Director Municipal (PDM) na área em estudo e envolvente para identificar possíveis limitações da área, bem como identificar possíveis projectos de alterações e, consequentemente, crescimento da zona piloto.
Fig. 23 – Plano Director Municipal para a área de estudo e envolvente (adaptado de (CMM, 2010)).
São de destacar as áreas de estruturação especial. Esta categoria corresponde a áreas de expansão ou de reconversão urbanística, para as quais é indispensável a definição detalhada da sua concepção e forma de ocupação, com recurso ao desenho urbano, designadamente através de projectos integrados em Unidade Operativas de Planeamento e Gestão (UOPG). Estão apresentados na imagem pelos indicativos 3.11, 3.12 e 3.13. A UOPG 3.11 refere-se ao tratamento visual da Subestação da EDP, e as correspondentes a 3.12 e 3.13, referem-se, como dito anteriormente, à ampliação do Parque dos Maninhos e consolidação da área residencial.