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Fondements de la distribution Debian

Dans le document Guide de référence pour Debian Osamu Aoki (Page 21-29)

Na década de 60, começou a ser produzido no Instituto Seminário Bíblico de Londrina (ISBL) o Programa “Ondas de Paz”. A dinâmica deste programa parecia seguir a mesma estratégia do CAVE, pois além de não ser ligado a nenhuma igreja específica, era produzido e enviado para diversas igrejas. No final de cada programa era gravado o nome da igreja local e endereço. Esse programa entrou no ar em agosto de 1962, conforme reportagem da Folha de Londrina (01.09.1971), em que seu coordenador, o reverendo Jessé Murphy relembra que as primeiras gravações do programa eram feitas amadoramente em dois velhos gravadores e levados ao ar em uma

26 http://www.metodista.org.br/conteudo-impressao.xhtml?c=9196 acessado em 27 de setembro de

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E-mail de 10 de junho de 2011.

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Conforme decreto http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Dnn/Dnn12721.htm acessado em 28 de setembro de 2011

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emissora de Londrina. “Não tínhamos uma sala adequada para as gravações, e quando passava um carro ou uma lambreta em frente o Instituto, éramos obrigados a interromper a gravação para começar tudo de novo.” Posteriormente com investimentos de sociedades missionárias americanas, “Ondas de Paz” adquiriu um dos melhores estúdios de gravação do país para programas evangélicos. Em 1971 este programa era transmitido por sete emissoras de rádio. A transmissão por meio da Rádio Copacabana, no Rio de Janeiro, era a que possuía maior audiência. Prado (1969:47) afirmou que, entre 1966 até 1969, o programa havia recebido cerca de oito mil cartas. Um dos motivos do sucesso do programa era sua pluralidade. Apresentado toda semana de segunda a sábado, a cada dia um público diferente era focado com um estilo próprio. Segundo a Folha de Londrina (01.09.1971), os dias eram classificados como:

Na segunda-feira há “Mananciais no Deserto”, de cunho inspirativo. Terça-feira, “Encontro Verdadeiro”, onde pastores de diversas igrejas são convidados para apresentarem uma série mensal de mensagens; quarta-feira “Quem é o meu próximo”, com dramatizações e músicas, etc., quinta-feira, “Crianças para Cristo” também com dramatizações retratando histórias bíblicas, coro infantil etc. (uma “titia” narra as histórias para dois “sobrinhos” que participam do programa); sexta-feira, “Páginas de Ouro”, com estudos bíblicos em conversação (um “professor” e dois “alunos”); sábado, “Juventude Alegre”, com dramatizações, músicas e charadas.

Esta variedade de temas nos programas tornou-se a identidade do “Ondas de Paz” para tentar levar a mensagem do evangelho de forma criativa, diferenciando-se dos demais programas da época que seguiam muitas vezes um roteiro repetitivo que poderia ser considerado cansativo pelos ouvintes. Dramatizações e história teatrais eram uma inovação para a época, utilizadas apenas pelo “Ondas de Paz” e pela equipe do CAVE na elaboração dos programas evangélicos.

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Conclusão

Neste capítulo pudemos observar a inserção do protestantismo brasileiro no rádio brasileiro a partir da década de 30. Nesta época, o rádio era o principal meio de comunicação e com algumas dificuldades, arrendavam horários em emissoras para evangélicos. Os principais contratempos para se manterem no rádio foram os altos valores cobrados pelas emissoras aliado à escassez de recursos financeiros das igrejas e uma perseguição religiosa que por muitas vezes os impediram de estarem no ar. A dificuldade financeira pode ser vista no primeiro programa, a “Voz Evangélica” que necessitou da união de diversas igrejas, membros da Confederação Evangélica do Brasil, para custearem as despesas da programação. Outra dificuldade era a precariedade de recursos técnicos e pessoas com o mínimo de conhecimento do rádio para organizar a programação. Vimos que os programas religiosos não obtinham grandes audiências, pois eram rotineiros, previsíveis e com pregações longas, semelhantes à liturgia de suas igrejas. Faltava-lhes dinâmica e espontaneidade exigidas pelo rádio para manutenção da audiência. Outro obstáculo foi a perseguição religiosa praticada pela sociedade, caso que dificultava a entrada dos evangélicos nas emissoras pela influência da Igreja Católica, seja por meio de seus padres, ou por seus seguidores, que não viam os protestantes com bons olhos.

Apesar das dificuldades técnicas, financeiras e perseguições, a participação dos protestantes históricos começou a se expandir na década de 50, como vimos em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Com este crescimento, a iniciativa e empolgação com o rádio não apenas partia de uma decisão unânime de certas igrejas, mas de muitos membros de igrejas, que apesar de leigos, se faziam presentes. A chegada de missões que trabalhavam especificamente com o audiovisual, caso do CAVE e do “Ondas de Paz”, aumentaram a qualidade dos programas superando a da primeira década de utilização do rádio por meio dos protestantes “tradicionais”.

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CAPÍTULO 3

Evangélicos pentecostais no rádio brasileiro

Introdução

O objetivo deste capítulo é mostrar como aconteceu a participação das igrejas pentecostais, oriundas de uma cultura da oral, no rádio brasileiro. Leonildo Silveira Campos (1997:249) afirma que “o pentecostalismo nasceu daquele ímpeto de novidade, que estimula rápidas divulgações, que exigem serem contadas de qualquer forma.” O rádio seria o meio ideal para a finalidade de divulgar a mensagem do evangelho rapidamente. Segundo José Rubens Lima Jardilino (1994:69) o pentecostalismo, representado pela Assembléia de Deus, chega na década de 30 a cidade de São Paulo e “traz consigo uma visão de mundo própria da zona rural”. Jesús Martín-Barbero (2004:159) pesquisando acerca das culturas de matrizes orais, expressa o homem do campo nos seguintes termos.

Perguntem a um homem do campo de que modo ele faz sua vida, e poderão constatar não só a riqueza de seu saber e a precisão de seu vocabulário, mas a expressividade de seu saber contar. Peçam a ele, porém, que escreva o que disse, e verão que se cala.

O pentecostalismo chegou à cidade em um momento de industrialização e modernização trazendo consigo sua mensagem falada. Quentin J. Schultze (1994), diz que o pentecostalismo por ser uma religião oral levava esperanças de mudanças diretamente ao povo e que tem a vantagem de usar uma linguagem comum para “fortalecê-los”, rumo a uma transformação social e pessoal “sem a intermediação de páginas escritas, a oralidade pentecostal possui ‘espontaneidade, poder e imediatismo’”. Schultze ainda chama a atenção para a necessidade de se tornar imperativo as pesquisas neste campo para podermos ler esses “livros orais”.

Entendemos e procuraremos mostrar neste capítulo que o pentecostalismo, com sua oralidade se adaptou melhor ao rádio em comparação com os protestantes “tradicionais”. Os anos da década de 50

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foram uma indicação de que o movimento pentecostal e o rádio teriam uma relação cada vez maior. Igrejas nasceram e cresceram usando o rádio com desenvoltura. Para isso, estudaremos os pioneiros desse empreendimento, o surgimento do “pentecostalismo de cura divina” e os seus principais atores deste espetáculo midiático. As décadas de 50, 60 e 70 marcaram uma fase no rádio em que os pentecostais utilizaram-no para iniciar e expandir novas igrejas, seja na capital ou em cidades de menor porte. Nesta análise observaremos além da Assembléia de Deus com o seu pioneirismo, alguns personagens como Manoel de Mello e David Miranda que tiveram o crescimento de suas igrejas por meio da radiodifusão. E por fim, analisaremos o novo pentecostalismo no rádio.

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