Segundo Sanches(2005)A I-A promove a mudança social. Nesse contexto, o presente estudo baseou-se na disponibilização de ferramentas Web 2.0 como instrumento para uma mudança que se entenda positiva dentro da UEM.
Cada ciclo de investigação foi organizado em quatro fases, de acordo com a listagem abaixo:
• PLANIFICAÇÃO e REPLANIFIÇÃO (para o 2º e ciclos posteriores) • AÇÃO
• AVALIAÇÃO • REFLEXÃO
inclusão de possíveis recomendações e mudanças feitas tanto ao nível técnico como administrativo, como resultado do trabalho do ciclo anterior. A Figura 20 representa os ciclos de investigação incluindo as suas fases. Cada ciclo organiza-se em 4 fases de intervenção (representadas na Figura 20 pelas letras A-D) designadamente e em ordem cronológica da sua aplicação: Planificação (A), ação (B), avaliação (C) e reflexão (D). De seguida faz-se uma descrição, com algum pormenor, de cada uma das fases.
Figura 20 - Ciclos de investigação incluindo as suas fases.
4.1.1 Primeira fase: Planificação
A fase da Planificação é o primeiro passo do ciclo de investigação definido para este trabalho. Como tarefa fundamental para este ciclo foi definida a pesquisa bibliográfica referente ao estágio de utilização de diferentes ferramentas Web 2.0 em instituições de Ensino Superior no mundo, com um enfoque especial nas que poderiam ser de fácil enquadramento na pilotagem na UEM (ao nível técnico de instalação, configuração, disponibilização, formação, acompanhamento e que se revelassem de fácil utilização pelos públicos alvo) e que contassem com grande popularidade universalmente em contextos universitários.
As ferramentas a escolher teriam em conta também a relevância da sua utilização para o grupo alvo (no contexto de ensino e aprendizagem assim como para a administração e gestão universitária).
Nesta fase, foram, também, definidos os mecanismos organizacionais iniciais que iriam permitir a realização de sessões de sensibilização e formação à comunidade universitária beneficiária, assim como, o seu acompanhamento e assistência sempre que necessário.
O aspeto da dimensão e dispersão geográfica institucional foi identificado como primordial tendo como base a capacidade e condições existentes em termos logísticos para conduzir a pilotagem da iniciativa na UEM. Nesse contexto, assumiu-se como
4.1.2 Segunda fase: ação
A segunda fase do ciclo de investigação teve em conta aspetos ligados à forma como o processo foi planificado para que as ferramentas fossem disponibilizadas aos grupos-alvo (assim como a comunidade universitária no geral) mas a atividade principal desta fase foi um contato direto com os beneficiários e a implementação das ações definidas na fase anterior.
As ações efetuadas nesta fase foram:
• Contatos e reuniões com pessoas chave do processo;
• Palestras de sensibilização na sala LOSS com os diversos intervenientes (que foram organizadas por órgão mas com momentos comuns para órgãos com menor número de participantes);
• Sessões de demonstração e/ou formação com os grupos alvo (sessões diferenciadas);
• Adequação das ferramentas de interesse e relevantes para cada grupo;
• Atividades de promoção usando a Internet (usando também o sítio web principal da UEM);
• Apresentação da iniciativa em reuniões e seminários realizados a diferentes níveis.
Estas ações permitiram identificar os grupos primários com interesse para formar um núcleo inicial de utilizadores assim como ajustar as metodologias para o envolvimento de estudantes.
Uma atividade permanente nesta ação foi a sensibilização de docentes/estudantes sobre a importância do uso das ferramentas Web 2.0 para a sua rotina académica e social, e isso foi alcançado através de palestras proferidas sempre que a ocasião justificasse e em alguns casos nas instalações do órgão beneficiário.
Esperava-se com estas ações alcançar um maior número de beneficiários assim como obter algumas constatações (através das palestras) diferentes a um entendimento
Estrategicamente foi implementado um portal da iniciativa onde os participantes das palestras e/ou beneficiários da iniciativa poderiam obter mais informações sobre a mesma e sobre as ferramentas Web 2.0 no geral (exemplos: contatos, informações diversas assim como poderiam partilhar algo sobre as suas boas práticas entre outros) assim como esclarecimentos e suporte permanente (pelo investigador) permitindo uma interação permanente entre os envolvidos.
Uma outra oportunidade para o processo seria a colaboração de académicos de outras instituições de ensino superior com experiências relevantes a partilhar, como é o caso dos Professores da Universidade de Aveiro que durante as suas deslocações a Maputo organizaram palestras diversas que beneficiaram diferentes Faculdades, assim como, reuniões estratégicas com pessoas chave que, pela sua posição, estavam em condições de contribuir para uma adoção mais alargada e efetiva da iniciativa. Outro contributo feito pelos Professores da UA verificou-se ao nível técnico, tendo em conta aspetos de configuração e disponibilização de ferramentas para a comunidade universitária no geral.
Nesta fase foram administrados inquéritos por questionário como forma de recolher dados, para uma análise do processo a posterior.
Dados adicionais relacionados com a utilização das próprias ferramentas foram anotados para reforçar possíveis conclusões do ciclo.
4.1.3 Terceira: Observação
A 3ª fase dirigiu-se à análise do processo e avaliação/medição dos resultados colhidos durante o primeiro ciclo do estudo.
Este exercício permitiu fazer uma visualização do estado real da implementação das ferramentas Web 2.0 na UEM e nesse contexto, foram aplicados inquéritos por questionário e teve-se em conta o comportamento dos grupos perante a exposição e uso das ferramentas localmente instaladas na Universidade.
Nesta fase foi efetuado um acompanhamento e verificado o comportamento dos grupos alvo em relação a:
i) Processo como um todo, permitindo analisar aspetos relacionados com os mecanismos estabelecidos para participação em sessões de formação (ex. presença regular e interesse pelas temáticas abordadas);
iv) Possíveis anomalias técnicas que pudessem limitar a utilização efetiva das ferramentas.
Sendo assim, a observação realizou de forma direta e indireta (Quivy & Campenhoudt, 2008). O investigador pode obter informações diretamente dos participantes do estudo e através de estatísticas das ferramentas em uso, complementado pela recolha de dados em inquéritos por questionário.
4.1.4 Quarta: Reflexão
A fase de reflexão é dedicada à análise do percurso das fases anteriores, à avaliação dos dados colhidos conjugados com os diversos fatores que estiveram em volta do processo, tais como:
• Metodologia de interação com os públicos alvo (através de palestras e sessões de formação);
• Configuração e garantia de acessibilidade às ferramentas; • Uso (efetivo) das ferramentas;
• Estratégias utilizadas para a disseminação da iniciativa na instituição; • Relevância do processo nos diferentes sectores da instituição;
• Recomendações feitas pelos grupos alvo;
• Aspetos relacionados com a literacia digital dos grupos alvo.
Esta fase encerra o ciclo inicial da investigação e como resultado permite avaliar a necessidade de criação dum plano revisto como ponto de partida para a implementação do ciclo seguinte.
A base de reflexão para esta fase foram os dados colhidos através de inquéritos por questionário aplicados aos grupos alvos e a já referida observação.