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O presente trabalho objetivou apresentar como a adoção do quadro kanban, no setor de licitações de uma IFES, pode apoiar o gerenciamento da execução dos planos de ação de mitigação dos riscos do processo de Pregão. Desse modo, corroborando com os objetivos específicos, o trabalho apresetou o passo a passo da implementação da Gestão de Riscos no Setor de Licitações da IFES; apresentou como foi a adoção do kanban para subsidiar a execução dos Planos de ação e Gestão de Riscos do processo Pregão; e demonstrou como foi a realização dos planos de ação e quais eram as percepções dos colaboradores quanto ao uso da técnica para a gestão de riscos no processo.

De maneira geral, a técnica kanban conseguiu tornar o controle e execução das ações eficiente, de maneira que 75% dessas ações foram realizadas, resultando na diminuição das ameaças, resolução de problemas, otimização e eficiência no processo; resultando também no alcance dos objetivos do processo para a instituição, agregando valor ao macroprocesso de compras. Ainda assim, o melhor dimensionamento do trabalho apresenta-se como um avanço na literatura sobre os benefícios que o kanban pode proporcionar quando bem implementado.

No decorrer da utilização da técnica para a realização das ações, foram identificadas os benefícios referentes a melhoria no desempenho da equipe, a facilitação no compartilhamento das informações e comunicação fluida, resolução ágil dos problemas no decorrer da execução e maior controle das atividades com a visualização clara de tudo que estava sendo feito a partir do quadro.

Mesmo com esses resultados, algumas ações não obtiveram êxito em suas realizações, estando elas em andamento ou impedidas. Isso se deu por conta da necessidade da participação de terceiros na execução. Diante disso, infere-se que a atuação de terceiros na realização dos planos deve ser observada no decorrer da mitigação dos riscos, para se delimitar o que pode ser feito pela equipe e o que se deve transferir para os demais atores dos processos, tornando o escopo do gerenciamento do setor claro e alcançável.

Algumas limitações no decorrer da pesquisa foram identificadas, das quais: a falta de disponibilidade da metade dos colaboradores do setor para sua participação no grupo focal para a coleta das impressões quanto ao uso do kanban, resultando em constatações limitadas e não condizentes com todos os colaboradores; e a ausência de uma literatura consolidada no

país sobre a gestão de riscos e ferramentas utilizadas para esse gerenciamento no contexto das IFES e setor público em geral.

Contudo, como proposições de trabalhos futuros, tem-se: a avaliação das ações realizadas, para a verificação da efetividade delas na mitigação dos riscos; pesquisas voltadas para a aplicação de demais ferramentas para o monitoramento de riscos, tendo como exemplo as ferramentas da gestão de projetos; e pesquisas sobre a dinâmica do engajamento dos colaboradores com a utilização da técnica kanban.

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APÊNDICES

APÊNDICE 1: LCC DO PROJETO

Figura 9: Planejamento do Projeto com o Life Cycle Canvas

APÊNDICE 2: MAPA DE RISCOS

Tabela 11: Mapa de Riscos

Identificação de Eventos

Descrição do Evento de Risco Causas Consequências P I Risco Licitante ausente. Comunicação do pregoeiro

com o licitante via CHAT.

Tempo excessivo de

negociações. 4 5

Cancelamento de itens em virtude de falhas na fase interna.

Preço mal estimado; itens mal especificados; falta de especificação de documentos

por item; e pregões com um número de itens excessivos.

Necessidade de realizar novos certames (itens fracassados). 4 5 Falta de interesse e participação

das unidades requisitantes no processo de contratação.

Falta de capacidade técnica das unidades.

A contratação não atender as

necessidades do demandante. 4 4 16

Tempo excessivo para recebimento dos pareceres

técnicos.

Falta de normatização que disponha sobre prazos máximos para emissão de

pareceres técnicos.

Atraso na conclusão do

certame. 4 4 16

Dificuldade de comunicação com os requisitantes e/ou equipes de

apoio.

Falta de canais diretos/claros de comunicação com os requisitantes/equipes de

apoio.

Ausência de pareceres; demora no processo; e dificuldade na

tomada de decisão.

4 4 16

Divergência na especificação dos itens entre o Comprasnet e

SIPAC.

Dificuldade na obtenção de novos códigos no

Comprasnet.

Cancelamento dos itens. 4 4 16 Pareceres mal elaborados,

ocasionando insegurança na tomada de decisão. Falta de assessoramento jurídico de servidores atuantes no compliance. Diminuição da eficiência do processo. 5 3 15 Demora no opinamento jurídico.

Demora na análise dos processos de licitação pela

PROJUR.

Demora na finalização do

certame e na contratação. 5 3 15

Pregoeiros inadequadamente preparados para desempenharem

suas funções.

Insuficiência na quantidade de capacitações destinadas

aos pregoeiros.

Diminuição da eficiência do processo de seleção dos

fornecedores.

4 3 12

Equipes de apoio

inadequadamente preparados para desempenharem suas funções.

Insuficiência na quantidade de capacitações destinadas às

equipes de apoio.

Prestar

esclarecimentos/responder a pedidos de impugnação com base em pareces técnicos mal

elaborados.

Parecer mal elaborado ou inexistente. Falta de incentivo à participação; e desconhecimento das responsabilidades das equipes.

Falta de engajamento da equipe

de apoio. 3 4 12

Dificuldade em escolher pareceristas quando houver

pedido de

esclarecimento/impugnação.

Falta de critérios claros para a definição do parecerista para impugnações, esclarecimentos e aceitação. Incapacidade de resposta ao fornecedor; e suspensão do pregão. 3 4 12 Pregoeiros se sentirem desvalorizados.

Falta de gratificação por

função (pregoeiro) Desmotivação. 5 2 10 Realização de licitações sem

prazos definidos.

Falta de prazo nas atividades da fase externa.

Demora na finalização do

certame e na contratação. 5 2 10 Tempo excessivo para análise das

amostras.

Falta de critérios objetivos para análise de amostras.

Atraso na conclusão do

certame. 3 3 9 Urgência para lavratura de atas. Falta de planejamento na

fase interna.

Erros e falhas no processo; e

várias atas complementares. 3 3 9 Distribuição desproporcional dos

certames entre os pregoeiros.

Ausência de indicadores de desempenho.

Impossibilidade de mensurar a produtividade individual e

coletiva dos pregoeiros.

2 2 4

Necessidade de renovação da validade junto ao fornecedor.

Expiração da validade das propostas.

Falta de renovação da validade

das propostas. 2 1 2 Inconsistências no Comprasnet. Problemas técnicos do

Comprasnet.

Demora na finalização do

certame e na contratação. 1 2 2 Processo em desacordo com a

legislação. Falta de check-list. Descumprimento da legislação. 1 1 1

APÊNDICE 3: AÇÕES

Tabela 12: Planos de ação para a Mitigação dos Riscos

Ação

Solicitar aos pregoeiros a inclusão da planilha Situação dos Pregões e do Calendário Zimbra em suas rotinas para acompanhamento 1 Solicitar separação de fases de Aceitação e Habilitação nos editais de

RDC 2

Atividade de análise preliminar na aceitação, quanto ao atendimento às

condições de participação e análise das propostas. 3 Discutir com a PROJUR a possibilidade de estabeler um prazo médio

para emissão de pareceres jurídicos e monitorar esse prazo. 4 Normatizar os prazos da fase externa 5 Definir checklist para ser aplicado após a adjudicação 6 Definir junto à PROAD plano de capacitação para pregoeiros. 7 Tratar com a PROAD a possibilidade de disponibilização de servidor para

atuar exclusivamente no compliance dos processos licitatórios. 8 RDC - Normatizar o prazo de resposta da SIN referente às impugnações e

esclarecimentos. 9

Implantação da gratificação aos pregoeiros. 10 Normatizar os prazos de elaboração e envio de pareceres técnicos em

pregões. 11

RDC - Definir juntamente com a SIN rotina de trabalho que preveja a análise das DIVERGÊNCIA ENTRE OS VALORES EM EDITAL,

ORÇAMENTO E SIPAC antes do envio do processo à SELIC.

12 Ausência de prazos para envio de parecer técnico de proposta, habilitação

ou contábil 13

Dificuldade em escolher pareceristas quando houver pedido de

esclarecimento/impugnação 14 Inconsistências no Comprasnet 15 Construção de um repositório com lições aprendidas. 16 Criação de critérios para a categorização dos pregões. 17 Definição de modelo de parecer e normatizá-lo. 18 Direcionar o parecer para integrante da equipe de apoio. 19 Encaminhar relatório elaborado pelos pregoeiros após a conclusão do

certame. 20

Normatizar quanto aos "benefícios" decorrentes da participação de

servidores nas equipes de apoio. 21 Solicitar à DMP a inclusão de cláusula nos editais de pregões detalhando

a forma de relacionamento com os licitantes e tentativas de comunicação, estipulando o limite de 2 sessões (em dias diferentes) para resposta do

licitante no chat do Comprasnet.

22 Solicitar à DMP a inclusão de critérios objetivos nos editais de pregões

para solicitação e avaliação de amostras. 23 Solicitar à DMP a inclusão nos editais de pregões de cláusula que

estabeleça que, em caso de divergência entre a especificação do edital e do comprasnet, prevalece a do edital.

24

APÊNDICE 5: DETALHAMENTO DOS PLANOS DE AÇÃO

PLANO DE AÇÃO PARA GESTÃO DE RISCOS NO SETOR DE LICITAÇÕES DA UFRN

AÇÃO DATA DE ENTREGA PERIODICIDADE DE

ACOMPANHAMENTO

Solicitar aos pregoeiros a inclusão da planilha Situação dos Pregões e do Calendário Zimbra em suas rotinas para acompanhamento e alerta dos prazos de

validade de propostas

A partir dos Pregões Eletrônicos com data de abertura marcada para 2019

Por certame.

Solicitar separação de fases de Aceitação e Habilitação nos editais de RDC

A partir dos editais de RDC de 2019,

pois já houve alteração dos seus

itens 6.24 e 7.5.

Por certame.

Atividade de análise preliminar na aceitação, quanto ao atendimento às condições de participação e

análise das propostas.

A partir de

21/01/2019 Por ação.

Discutir com a PROJUR a possibilidade de estabeler um prazo médio para emissão de pareceres jurídicos

e monitorar esse prazo.

Até 12/04/2019 Por ação.

Normatizar os prazos da fase externa Até dia 12/04/2019 Por ação.

Definir checklist para ser aplicado após a adjudicação