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Eye-tracking data can be misleading

A tarefa educativa demanda um determinado tempo para que as combinações do conjunto de elementos dos saberes/habilidades possam transformar de figuras do aprender em figuras epistêmicas do saber (Charlot, 2000). Este processo está dividido no sistema de educação escolar em níveis e modalidades de educação e ensino14.

Para o aprendizado dos elementos que compõem os conteúdos de ensino do karatê demandam um determinado tempo. Para isso, é necessário que o mestre faça uma organização didático-pedagógica das aulas para que os alunos possam desenvolver-se e atingir os objetivos de ensino a curto, médio e longo prazo. Neste momento, é importante retificar que a intencionalidade pedagógica dos mestres de karatê está presente nas aulas. Porém, dado as características do contexto em que está situada, não apresenta o mesmo grau de estruturação desses componentes do ensino que a educação escolar.

Os mestres de karatê precisam organizar as aulas de alguma forma para que aconteça o processo de apropriação dos conteúdos pelos alunos. Neste aspecto, o aprendizado docente ganha relevo na medida em que o mestre coloca em prática os saberes que deram certo em situações anteriores.

Antes de iniciar a aula, o mestre precisa fazer certa seleção e estruturação dos conteúdos para desenvolver durante a aula. A partir daí é que ele vai apresentar os conteúdos aos alunos para que possam ou estabelecer uma relação entre as experiências anteriores com as novas situações ou repetir atividades anteriores para consolidar a aprendizagem. Estes elementos acontecem no decorrer de um processo de ensino-aprendizagem em situações cotidianas e ao longo de um período de tempo.

As aulas são condicionadas por um período de tempo para a assimilação e consolidação dos conteúdos de ensino pelos alunos: as técnicas de defesa, de ataques, as bases, as katas etc.

A maioria dos mestres de karatê tem organizado o tempo de aprendizagem dos conteúdos de ensino considerando o domínio de determinadas destrezas físicas e técnicas para cada nível de graduação. Estes níveis são divididos e regulamentados por um período de tempo.

A aprendizagem dos conhecimentos está dividida hierarquicamente por um sistema de graduação de faixas coloridas, atualmente o mais aceito. Este sistema está dividido em duas etapas.

A primeira etapa são as classes de Nível Inferior denominada de Kyus. Elas correspondem a progressão da qualificação técnica representadas pelas cores das faixas, cuja organização apresenta uma seqüência decrescente.

De acordo com as normas e os critérios de graduação estabelecidos pela Confederação Brasileira de Karatê15 (CBK), a seqüência da coloração das faixas obedece as seguintes

características16 :

a) 7º kyu: branca;

b) 6º kyu: característica do estilo; c) 5º kyu: característica do estilo; d) 4º kyu: característica do estilo; e) 3º kyu: Verde

f) 2º kyu: Roxa g) 1º kyu: Marrom

Com base na tradição, a faixa branca representa a inocência, a ‘mente vazia’ em relação aos conteúdos do karatê, e na medida em que progride a aprendizagem a cor da faixa tende a escurecer até chegar à primeira classe, a faixa marrom. Esta é a cor da terra e tem o significado da fertilidade para continuar a aprendizagem.

A segunda etapa são os graus de Nível Superior denominado de Dan e é caracterizado pela Faixa Preta. Estes graus são classificados em ordem crescente, do 1º ao 10º grau. A faixa preta tem o significado de que a pessoa conseguiu superar vários obstáculos e desenvolver conhecimentos apurados da arte durante anos de treinamento. O título de sensei representa um

15 Estão estabelecidas pelo regulamento de outorga e controle de graduação da Consolidação das Leis do Karatê. 16 A seqüência das faixas de graduação podem variar segundo o estilo de karatê.

elevado cargo nas artes marciais e significa uma pessoa exemplar, culta, educada e de conduta irrepreensível, além do domínio elevado de habilidades físicas.

Existem também diretrizes estabelecidas pela CBK que constam critérios de idade e tempo onde as Federações devem observar, obrigatoriamente, em relação a cada graduação dos Níveis Inferiores e Superiores.

A idade mínima para submeter à primeira avaliação prática nos níveis inferiores é de quatro anos (7º kyu). São estipuladas também a duração e a quantidade de aulas mínimas para que os alunos possam ter condições de acesso às graduações subseqüentes. Elas se apresentam da seguinte maneira:

a) de 7° kyu para o 6° kyu: 3 meses e número de 30 horas/aula; b) do 6º kyu para o 5° kyu: 4 meses e número de 40 horas/aula; c) do 5º kyu para o 4° kyu: 5 meses e número de 50 horas/aula; d) do 4º kyu para o 3° kyu: 10 meses e número de 100 horas/aula; e) do 3º kyu para o 3° kyu: 12 meses e número de 120 horas/aula; f) do 2º kyu para o 1° kyu: 15 meses e número de 180 horas/aula;

Nos níveis superiores a idade mínima para que um carateca possa se candidatar à avaliação é de quinze anos completos. Todavia, estes indivíduos que obtiverem a aprovação serão considerados apenas faixa preta, sem distinção de grau. Para ascender aos níveis de graduação superior é necessário atender, obrigatoriamente, os requisitos do tempo e idade mínimos para cada grau, conforme descrito abaixo:

Graus Interstícios Idades

a) Para o 1º grau 15 meses no 1º kyu (faixa marrom) 18 anos

b) Para o 2º grau dois anos no 1° grau 20 anos

c) Para o 3º grau três anos no 2º grau 23 anos

d) Para o 4º grau quatro anos no 3º grau 27 anos

e) Para o 5º grau cinco anos no 4° grau 32 anos

f) Para o 6º grau seis anos no 5º grau 38 anos

g) Para o 7º grau sete anos no 6º grau 45 anos

h) Para o 8º grau oito anos no 7º grau 53 anos

i) Para o 9º grau nove anos no 8º grau 62 anos

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