4. CLASIFICATION ET EVALUATION DES PERFORMANCES DES IDS/IPS
4.2. EVATUATION SOLEN LES OBJECTIFS DE LASECURITE INFORMATIQUE
4.2.4. Evaluation des performances des outils de détection et prévention d’intrusion
4.2.4.2. Evaluation selon les attaques
A paideia fundamentou a conduta humana e explicitou a prática de virtudes em forma de um ideal a ser seguido, criando referências para um modelo educacional. Os indivíduos encaram a virtude como prática do bem e esta como promotora da felicidade dos seres, seja de forma individual ou coletiva. Para aperfeiçoá-la, esses indivíduos avaliam seus desempenhos humanos em relação às normas comportamentais pertinentes definindo, assim, a sua conduta. A discussão que sempre existiu sobre a conduta humana se dá entre dois argumentos causais: de um lado existe o livre arbítrio do indivíduo, que implica a eventual punibilidade de seus atos, de outro lado, a constituição biológica, considerada como uma fatalidade orgânica que empurra a pessoa a agir dessa ou daquela maneira. Pode-se representar essa diferença a partir de conceituações referentes ao que é chamado de temperamento e caráter.
Aparentemente, a teoria mais antiga sobre o temperamento, e que ainda hoje tem os seus adeptos, foi criada há 2.500 anos por Empédocles (QUADRO 1) (ALLPORT, 1966:59):
A teoria começa com a antiga crença grega, atribuída a Empédocles, do século V a C., de que toda a natureza é composta de quatro elementos, isto é, ar, terra, fogo e água. O segundo estágio da teoria foi acrescentado por Hipócrates, o “pai da medicina”, segundo o qual essa fórmula para a natureza como um todo (o macrocosmo) deve refletir-se na constituição do homem (o microcosmo). Muito antes da época da endocrinologia, admitiu que esses elementos são representados, no corpo humano, sob a forma de quatro “humores”. Se um humor predominasse no corpo, deveríamos esperar uma predominância correspondente de um temperamento. A teoria foi mais elaborada pelo médico romano Galeno, no século II da era cristã. Galeno via os humores como a raiz não apenas do temperamento, mas também das doenças.
Elementos cósmicos Suas propriedades Humores correspondentes Temperamentos correspondentes
Empédocles, aprox. 450 a C Hipócrates, aprox. 400 a C
Galeno, aprox. 150 da era cristã
Ar Quente e úmido Sangue Sanguíneo
Terra Frio e seco Bílis negra Melancólico
Fogo Quente e seco Bílis amarela Colérico
Água Frio e úmido Fleuma Fleumático
Quadro 1 – Os quatro temperamentos Fonte: Allport (1966)
O temperamento não é imutável, podendo ser modificado dentro de certos limites através de influências médicas, cirúrgicas, de nutrição, assim como no desenrolar da aprendizagem e das experiências de vida. Allport (1966:57) realizou uma definição sucinta sobre temperamento:
O temperamento refere-se aos fenômenos característicos da natureza emocional de um indivíduo, na qual se incluem sua suscetibilidade à estimulação, a intensidade e a rapidez usuais de resposta, a qualidade de sua disposição predominante, e todas as peculiaridades de flutuação e intensidade de disposição, sendo que tais fenômenos são vistos como dependentes da organização constitucional e, portanto, como em grande parte originários da hereditariedade.
O termo caráter origina-se do grego “kharasseín” ou “kharakter” significando, respectivamente, gravação e marca. Ele foi conceituado da seguinte maneira (ALLPORT, 1966:53):
É a marca de um homem – seu padrão de traços ou seu estilo de vida... O termo caráter adquiriu uma conotação específica, alheia ao seu sentido original de gravação. Quando dizemos de um homem que tem “bom caráter”, fazemos referência às suas qualidades morais... Sempre que falamos de caráter, tendemos a supor um padrão moral e a fazer um julgamento de valor.
Alguns povos antigos já tinham a noção de caráter. Heráclito dizia que o caráter de um homem era o seu destino. Teofrasto definiu no texto intitulado “Os Caracteres”, a descrição
de trinta tipos de caráter morais (dissimulação, bajulação, tagarelice, insolência, vaidade, avareza, etc.), descritos precisamente com base em suas manifestações habituais. Allport (1966:67) percebe esta ótica como a seguir: “É uma peculiaridade dos Caracteres de Teofrasto que os trinta apresentam tipos perversos ou, pelo menos, desagradáveis. Não podemos dizer se achou desinteressante escrever sobre o homem bom, ou se muitas de suas descrições se perderam”.
Esquecida durante a Idade Média, quando o termo “caráter” serviu, sobretudo, para designar a indestrutibilidade da ordenação sacerdotal, essa noção foi retomada no século XVII por La Bruyère (Les Caractères, 1687), cujos estudos basearam-se nos Caracteres de Teofrasto. Em
Antropologia, ele distingue um caráter físico, que é o sinal instintivo do homem como ser
natural, do caráter moral, que é o sinal do homem como ser racional, provido de liberdade. O caráter físico diz o que se pode fazer do homem; o caráter moral diz o que o homem é capaz de fazer de si mesmo.
Existem várias teorias que descrevem o caráter como algo que integra a personalidade do indivíduo. O caráter é definido ao longo da existência podendo, portanto, ser modificado. Influenciado pelo ambiente, sua formação se consolida a partir do contexto em que se vive, podendo englobar a condição social, ambiente familiar, educação e outros aspectos importantes para a construção de suas características. Percebe-se aí o desenvolvimento, um aprendizado social que se dá em contato com outros indivíduos. É por meio do caráter que a personalidade e o temperamento do indivíduo se manifestam. Portanto, conhecer o caráter de uma pessoa significa conhecer os traços essenciais que determinam o conjunto de seus atos.
A teoria psicanalítica de Freud apresenta duas concepções de caráter. A primeira26 liga-se às formulações apresentadas no livro Interpretação dos Sonhos (1900), onde ele afirma que tudo aquilo que nos ocorre ao longo da vida permanece inscrito em nosso inconsciente sob forma de traços mnêmicos indeléveis, e o caráter é construído sobre os traços das primeiras experiências que agiram em nós da maneira mais impressionante. A segunda concepção27, ligeiramente diferente da primeira, entende o caráter como uma formação essencialmente
26
O caráter normal tem a sublimação como mecanismo predominante em sua formação. A sublimação se define como derivação do impulso sexual em direção a um objetivo não sexual.
27
O caráter reativo tem a formação reativa como mecanismo predominante em sua formação. A formação reativa é uma atitude ou hábito de sentido oposto a um desejo inconsciente. Freud fornece alguns exemplos de formações reativas através da análise do pudor, que se opõe às tendências exibicionistas, de nojo, opondo-se às tendências anais, e da piedade, como reação contra as tendências sádicas do sujeito.
defensiva, destinada a reagir face aos impulsos sexuais e a opor-se ao aparecimento de sintomas.
Adler (1940:173) define assim o que chama de traço de caráter:
Chamamos traço de caráter todo modo especial de expressão pelo qual o indivíduo tenta adaptar-se ao mundo onde vive. O caráter é um conceito social. Não é possível falar em traço de caráter sem considerarmos as relações de um indivíduo com o seu ambiente. Pouco importa a espécie de caráter que tivesse Robinson Crusoé. O caráter é uma atitude psíquica resultante do modo por que o indivíduo se defronta com o meio onde exerce a sua atividade. É o padrão de procedimento que condiciona, dentro do senso de sociabilidade do indivíduo, a sua luta para adquirir consideração e predomínio social... Os traços de caráter são apenas as manifestações exteriores de seu estilo de vida, de seu padrão de conduta.
Devido a disposições orgânicas ou ao fundamento instintivo, Jung28 (ABBAGNANO,
2000:116) considera o caráter como uma orientação predominantemente inconsciente em sua teoria dos tipos psicológicos. Sendo assim, o caráter de um indivíduo é a direção em que ocorre o encontro entre esse homem e a sociedade, quer seja o complexo de atitudes ou disposições para agir ou reagir em certa direção. Quando verifica o relacionamento entre o indivíduo e o mundo, Jung considera possível a existência de duas atitudes fundamentais: a atitude extrovertida, que produz abertura e sociabilidade, a dominação do mundo pelo indivíduo, com atitude ativa, positiva, criadora; ou então, a atitude introvertida, situação que indica fechamento, timidez e relutância em se relacionar com os outros e com as coisas.
Seguindo uma linha comportamentalista, Skinner (2003:64) fazia menção às atitudes do ser humano relacionando-as aos reflexos e condicionamentos aos quais eles se submetem:
Os reflexos, condicionados ou não, referem-se principalmente à fisiologia interna do organismo. Muitas vezes estamos mais interessados, entretanto, no comportamento que produz algum efeito no mundo ao redor. Este comportamento origina a maioria dos problemas práticos nos assuntos humanos e é também de um interesse teórico especial por suas características singulares. As conseqüências do comportamento podem retroagir sobre o organismo. Quando isto acontece, podem alterar a probabilidade de o comportamento ocorrer novamente. A língua portuguesa contém muitas palavras, tais como "recompensa" e "punição", que se referem a este efeito, mas só através da análise experimental será possível formar uma noção mais clara.
Pelo exposto, leva-se a concluir que o caráter do indivíduo, embora tenha os seus principais traços mais definitivos definidos na infância, pode ser aperfeiçoado ao longo de sua vida. Tal observação possibilita que em cenários de aprendizado individual ou coletivo, a motivação
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que leva ao aperfeiçoamento dos hábitos das pessoas e a melhoria do resultado de práticas estabelecidas, podem contribuir ativamente para o desenvolvimento de um determinado grupo social. Essa crença coloca-nos diretamente em contado com a perspectiva do senso como sendo intimamente ligado à idéia de caráter.