4. CLASIFICATION ET EVALUATION DES PERFORMANCES DES IDS/IPS
4.3. CLASSIFICATION DES OUTILS ID/PS BASEE SUR LE RESEAU DE
4.3.3. Classification des outils ID/PS
O cristão segue aos ensinamentos de Jesus Cristo e usa o Novo Testamento para extraí-los de suas passagens e parábolas, buscando adequar o próprio caráter ao caráter de Jesus. O cristão vê como essencial ao caráter um estilo de vida, um padrão que seja pleno de expectativas e que o conduza à prática de virtudes. As primeiras referências à educação clássica no cristianismo foram feitas como a seguir (MARROU, 1975:479):
A expressão "educação cristã" encontra-se já sob a pena de São Clemente de Roma, por volta de 96; São Paulo, antes dele, preocupara-se em dar conselhos aos pais sobre a maneira de educar os filhos: esta é realmente uma das mais constantes preocupações do cristianismo. Quando se fala hoje de "educação cristã", entende-se as mais das vezes, uma impregnação pelas preocupações cristãs do conjunto da formação da criança e, antes de tudo, de sua instrução escolar. É preciso tomar cuidado, pois para a Igreja antiga o termo tem um sentido mais estrito e mais profundo: trata-se essencialmente da educação religiosa, isto é, de uma parte, da iniciação dogmática: quais são as verdades em que precisamos acreditar para sermos salvos; e por outra parte, da formação moral: qual é a conduta que convém ao cristão?... A educação cristã, no sentido sagrado e transcendente da palavra, não podia, como e educação profana, ser ministrada na escola, mas na e pela Igreja e, por outro lado, no seio da família.
Esta educação se baseia, por um lado, sobre as verdades de que o ser humano necessita para encontrar a salvação, por outro lado, sobre a formação moral do cristão. Dessa forma seria dever dos pais instruir os filhos pela fé e pela disciplina, tendo como dever principal a consolidação da sua vida pelo caminho da moral. Verificam-se fundamentos da tradição judia
na essência do cristianismo, em que a família assume um papel preponderante na formação da consciência religiosa de seus membros.
Essa forma de instrução no seio da família cristã foi definida como a seguir (MARROU, 1975:480):
A família cristã é o meio natural em que se deve formar a alma da criança. Consistindo o fundamento principal de toda educação na imitação do adulto, trata-se, antes de tudo, de uma educação através do exemplo, mas esta não exclui um esforço consciente de pedagogia religiosa. Um tratado, por muito tempo negligenciado, de São João Crisóstomo contém proveitosos conselhos sobre a maneira pela qual os pais devem educar os filhos. Aos pais, ao pai sobretudo (à mãe para as moças), cabe o cuidado de sua formação cristã: devem ensinar-lhes a História Sagrada, as belas histórias de Abel e Caim, de Esaú e Jacó, sob uma forma familiar, esforçando-se para aguçar-lhes a curiosidade.
Por volta do ano 405, Santo Agostinho propôs uma teoria da catequese em seu tratado “Como catequizar os que ignoram os rudimentos da fé”, cujos valores se prolongaram por muitos séculos. A formação religiosa do cristão, iniciada a partir do batismo, prosseguiria pela vida cristã, aproveitando os cultos para fazer leituras e pregações.
Conforme acesso ao sítio do Vaticano (<http://www.vatican.va>), o catecismo29 da Igreja Católica é definido como um conjunto de normas que objetivam à educação moral, para a realização e o aprimoramento do ser humano. O Catechismus Romanus ex decreto Concilii
Tridentini ad Parochos, foi elaborado a partir do Concílio de Trento (1543-1565) sob a
chancela do Papa Pio V e caracterizava-se por uma rígida normatização no campo da moral e da fé. Em 1912 foi reeditado numa versão resumida: O Catecismo de São Pio X e após o Concílio Vaticano II foram criados vários subsídios catequéticos, diretórios e novos catecismos locais, que buscam traduzir o espírito renovador do Vaticano II.
Originalmente expressam-se no catecismo as virtudes humanas, consideradas atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais de entendimento e de vontade que regulam nossos atos, ordenam nossas paixões e guiam nossa conduta segundo a razão e a fé. Proporcionam facilidade, domínio e gozo para levar uma vida moralmente boa. O homem virtuoso é o que pratica livremente o bem. Tais virtudes se adquirem mediante as forças humanas e são frutos e os germens dos atos moralmente bons. Quatro virtudes desempenham um papel
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Catecismo da Igreja Católica: Terceira parte – A Vida em Cristo, primeira seção – A Vocação do Homem: A Vida no Espírito, capítulo 1 – A Dignidade da Pessoa Humana, artigo 7 – As Virtudes, 1 - As Virtudes Humanas.
fundamental, e por isso são chamadas virtudes cardeais30: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança. Todas as demais se agrupam em torno dessas quatro, cujas descrições sucintas podem ser encontradas em acesso ao sítio <http://www.vatican.va>:
A prudência é a virtude que coloca em prática a razão para discernir em todas as circunstâncias nosso verdadeiro bem e eleger os meios retos para realizá-lo. Além de ser citada em textos bíblicos, a prudência também foi citada nos ensinamentos de São Tomás de Aquino31 e de Aristóteles. É a prudência que guia diretamente o juízo de consciência, o homem prudente decide e ordena sua conduta segundo esse juízo. Graças e essa virtude pode-se escolher o bem que se deve fazer e o mal que se deve evitar... A justiça é a virtude moral que consiste na firme e constante vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhe são devidos. A justiça para com Deus é chamada “a virtude da religião”, a justiça para com os homens dispõe a respeitar os direitos de cada um e a estabelecer, nas relações humanas, a harmonia que promove o respeito mútuo entre as pessoas... A fortaleza é a virtude moral que assegura firmeza e constância nas horas difíceis, na busca constante do bem. Reafirma a vontade de resistir às tentações e de superar os obstáculos na vida moral. Com essa virtude o ser humano se faz capaz de vencer seus temores, de fazer frente às suas provas e perdas, inclusive a morte... A temperança é a virtude moral que modera a atração dos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos nos limites da honestidade.
Segundo a Igreja Católica, as virtudes humanas adquiridas mediante a educação, atos deliberados e com perseverança e esforço, são purificadas e elevadas pela graça divina. Com a ajuda de Deus forjam o caráter e impulsionam à prática do bem.
Os cristãos também possuem imperativos morais relacionados em um código de conduta citado no Velho Testamento da Bíblia Sagrada: são os Dez Mandamentos que ainda hoje se encontram em vigor. Encontram-se expressos em Êxodo 20.2-17 e Deuteronômio 5.6-21 e, segundo as escrituras, foram revelados a Moisés, no cume no Monte Sinai, por intermédio de duas pedras escritas a fogo por Deus.
Para buscar um entendimento da religião na formação da moral dos indivíduos, Vázquez (1999:89) expõe a seguinte situação:
Se a religião oferece a salvação dos males deste mundo, significa que reconhece a existência real desses males, isto é, a existência de uma limitação ao pleno desenvolvimento do homem e, neste sentido, é “a expressão da miséria real”. Por outro lado, prometendo este desenvolvimento na outra vida, significa que, também nesta forma, a religião não se resigna com os males deste mundo e lhes dá uma solução, ainda que num mundo ultraterreno, colocado além do mundo real: neste sentido, a religião é “o protesto contra a miséria real”.
30
O termo origina-se do latim cardus, que significa gonzo, que abre o portal da vida.
31
São Tomás de Aquino designou a virtude humana como ultimum potentiae, ou, em linguagem de hoje, o máximo daquilo que uma pessoa pode ser.
O cristianismo afirmava em seus preceitos que, sem a crença em Deus, apresentada como a garantia da moral, seria impossível existir uma moral autônoma. Dessa forma ajudou a fortalecer sistemas econômicos e sociais dominantes (escravidão, feudalismo e capitalismo), mas atualmente está buscando se afastar dessa tradição conformista, apoiando as forças para a plena transformação do mundo humano real. Essa transformação permite que as velhas virtudes (resignação, humildade, conformismo, entre outras) cedam lugar a outras virtudes associadas ao esforço coletivo.
Konzen (2001:148) propõe a existência do valor moral como um compromisso que constitui a dimensão ética do ser humano e sua motivação poderia ser expressa da seguinte maneira: “O espírito de motivação do comportamento moral geralmente se exprime em uma das seguintes formulações alternativas: a) por dever ou por prazer?; b) por imposição da autoridade (de Deus...) ou com liberdade autônoma?; c) por esperança de recompensa ou por medo de castigo?”.
Brooks considera que o indivíduo de elevado caráter moral é uma pessoa cuja conduta está dirigida intencionalmente para o bem comum, e que a igreja e a escola possuem a tarefa de estimular o desenvolvimento moral do jovem, usando de sua autoridade impulsora na formação de seus ideais e de sua conduta. Embora haja forças externas que agem sobre os indivíduos, deve ser dada maior ênfase à autoridade das forças internas a eles. Pode-se objetar que o teste pragmático do caráter é a conduta, e que atuar em concordância com os artigos essenciais dos códigos de conduta é tudo o que se necessita. A elaboração de muitos hábitos e outros elementos constitutivos do caráter moral é realizada em consonância com a orientação externa. A liberdade do indivíduo e o aprendizado de como governar a si mesmo são dificultados pela regulação entre os ambientes interno e externo, onde, neste último, existem as leis, regras, costumes sociais, métodos, tabus e outras formas de opinião públicas (BROOKS, 1959:312).
Brooks (1959:316) relaciona o hábito, os ideais e os conhecimentos como elementos constitutivos do caráter moral. Para a formação dos hábitos, sugere a utilização tanto da repetição como do efeito relacionado, e seus estímulos relacionados diretamente ao nível de satisfação obtidos pelas respostas.