5 CRÉATION ET GESTION D’UNE ENTREPRISE 6
5.1.2 Société à responsabilité limitée (SÀRL)
Para Engel, Blackwell e Miniard (2000) pode-se destacar que os consumidores demonstram seu comportamento conforme os seus recursos econômicos, temporais e cognitivos. Os recursos econômicos dizem respeito à renda do consumidor e sua capacidade de adquirir produtos e serviços. Segundo Kotler (2000) a renda disponível, poupança, patrimônio, condições de crédito entre outros são elementos que afetam diretamente na escolha de produtos.
Segundo Engel, Blackwell e Miniard (2000) o recurso temporal é representado pelo tempo limitado que o indivíduo tem e como ele utiliza para tomar decisões. Esse tempo é dividido em três partes:
a) Tempo-trabalho: é o tempo empregado pelo consumidor no exercício de sua atividade remunerada. Pressupõe-se que durante esse tempo a pessoa não estará disponível para realizar compras.
b) Tempo-obrigatório: é o tempo gasto para realizar as atividades rotineiras como alimentação, sono, higiene pessoal e esperas em filas dentre outras coisas.
c) Tempo-discricionário: é o tempo que o indivíduo pode desfrutar com suas vontades pessoais, que seria o tempo livre entre o trabalho e o obrigatório.
Os tempos modernos faz com que as pessoas se sobrecarregassem com o aumento das atividades. A jornada de trabalho foi estendida, a necessidade das pessoas de manter-se atualizadas, aumentou a carga horária de estudos. Diante disso, o tempo tornou-se um recurso escasso e valioso, e a facilidade e agilidade do comércio eletrônico tem chamado atenção dos consumidores para conciliar a necessidade com a praticidade.
E por último, Engel, Blackwell e Miniard (2000) afirmam que o fator cognitivo é a capacidade de processar e usar a informação para realizar a escolha do produto. Segundo Schiffman e Kanuk (2000) o fator cognitivo consiste na elaboração de pensamentos, considerando as crenças dos consumidores sobre a mercadoria.
Para Miranda e Arruda (2004), as intenções de compra estão concentradas em cinco fases sendo: comprar ou não, quando comprar, o que comprar, onde comprar e como pagar. Fatores como mudança de motivação, novas informações e falta do produto podem influenciar na primeira fase, que é a decisão de comprar ou não, em que muitos consumidores desistem da compra. A segunda fase está relacionada à relação compra planejada x compra por impulso. O onde comprar, terceira fase, pode ser definido através de outros fatores que influenciam esta escolha como: localização da loja, propaganda, preço, serviços oferecidos, pós-venda, atendimento, etc. Quanto à forma de pagamento, “atualmente existe a tendência inexorável de abandonar o pagamento em dinheiro pelo uso de cartões de crédito e outras formas de pagamento postergado” (MIRANDA; ARRUDA, 2004).
Quanto à utilização da internet para realização de compras, alguns fatores como princípios religiosos, de conduta, valores familiares, conceitos de identidade, hábitos, atitudes, aversão ao risco, entre outros, podem estar relacionados tanto positiva quanto negativamente à resistência por essa modalidade de compra (LIMEIRA, 2001).
Com base no estudo de Korgaonkar e Wolin (1999 apud MORGADO, 2003) observa- se diversos tipos de motivação ou atitudes favoráveis quanto a utilização da Internet referente ao comportamento do consumidor, que são os seguintes: (1) escapismo social, ou seja, fugir da realidade por meio de atividades prazerosas e agradáveis através da internet; (2) satisfazer a necessidade de informação e educação de maneira mais rápida, prática e com um custo menor; (3) o controle, sendo ele que define o que vai ver, como, quando, onde e com quem; (4) a socialização, já que este meio possibilita a interação entre as pessoas; (5) influenciar refere-se a natureza econômica, refere-se a compra de bens em que este meio facilita a comparação de preços e a coleta de informações antes da tomada de decisão.
Importante notar que o meio é um dos fatores que influenciam na decisão de compra sendo que, no caso do comércio eletrônico, a internet é esse meio influenciador.
2.2.2.1 Personalidade, valores e estilo de vida
A personalidade faz com que os indivíduos sejam únicos, diferentes dos demais e isso com certeza afeta a maneira pela qual consomem ou avaliam produtos e serviços. Já os valores podem ser sociais, transmitidos pela interação com meio no qual o indivíduo está inserido, ou individuais, exclusivos de cada pessoa, e ajudam o consumidor a definir se um produto, serviço ou loja pode ser considerado “para ele”. Por sua vez, os estilos de vida são padrões nos quais as pessoas vivem e gastam tempo e dinheiro, sendo o resultado de forças econômicas, culturais e sociais que acabam criando grupos similares de consumidores (ENGEL et al., 1993 apud MORGADO, 2003).
No que se refere à personalidade e valores, Donthu e Garcia (1999 apud MORGADO, 2003) identificaram que os compradores via Internet davam maior importância à conveniência, eram mais inovadores e mais impulsivos que os não compradores.
São também menos avessos ao risco que os não-compradores. Goldsmith (2002 apud MORGADO, 2003) verificou que uma propensão à inovação (geral e em relação à Internet), aliada a um maior envolvimento com a rede, têm papel importante na explicação de compras e de intenção de compras online. Segundo o autor, esses consumidores seriam mais inovadores e aventureiros (do tipo que quer testar novas tecnologias) e os que se vêm intrigados pela Internet, vendo-a como uma curiosidade (um gadget ou gizmo em inglês), teriam maior propensão a comprar pela rede.
Li et al. (1999 apud MORGADO, 2003) notaram dois aspectos fundamentais nos quais compradores, compradores eventuais e não-compradores pela Internet diferenciavam-se. Segundo esses autores, em termos de orientação de compras, as diferenças encontravam-se na menor busca por conveniência e na orientação experiencial que os não-compradores costumam ter.
No que se refere ao estilo de vida, Bellman et al. (1999 apud MORGADO, 2003) com suas pesquisas identificaram que o típico comprador nesta mídia tem um estilo de vida denominado por eles de “wired”. Essas pessoas, segundo os autores, têm estado na Internet por anos, não somente por uns poucos meses. Recebem um grande número de mensagens de e-mail por dia, trabalham na Internet em seus escritórios todas as semanas e concordam que a
Internet e outros desenvolvimentos na tecnologia de comunicação incrementaram sua produtividade no trabalho. Da mesma forma que usam a Internet para a maioria de suas outras atividades (tais como a leitura de notícias em casa), essas pessoas naturalmente voltam-se para a Internet para buscar informações de produtos e serviços.
Bellman et al. (1999 apud MORGADO, 2003) afirmam que a falta de tempo (“time starvation”), expressa pelo número de horas trabalhadas por semana, e um estilo de vida “plugado” (“wired”), são ainda os maiores determinantes dos gastos online que uma pessoa faz, apesar da falta de tempo parecer não influenciar se a pessoa decide ou não por fazer compras online.
Alreck e Settle (2002 apud MORGADO, 2003) concordam que os compradores da Internet (e de catálogos) são preocupados com economia de tempo (time savers), contudo afirmam que estes, raramente, fazem compras através dessas mídias com o objetivo de poupar tempo. Apesar dos pesquisados indicarem as compras por catálogo e pela Internet como as duas primeiras opções para economia de tempo, quando perguntados sobre as práticas que efetivamente utilizam para atingimento desse fim, as alternativas mais frequentemente citadas são comprar na loja física mais próxima e quando estas não estão cheias. Segundo esses autores, a razão para esse aparente conflito poderia ser que “conveniência” significa poupar tempo e esforço. Assim, os consumidores talvez percebam as compras online e por catálogo como uma maneira de poupar tempo, contudo as consideram de excessivo esforço para serem empregadas rotineiramente.
3 METODOLOGIA
Conforme explica Gil (1999) é através de pesquisas, com a devida utilização de métodos científicos, que são encontradas as respostas para as questões de estudo. Ou seja, a pesquisa tem como principal objetivo proporcionar respostas aos problemas propostos. E por este motivo é requerida sempre que não se dispõem de informação suficiente para responder ao problema ou ainda quando essas informações estão em tal estado de desordem que não conseguem ser interpretadas e relacionadas de forma correta com o problema.
É necessário compreender quais foram os procedimentos metodológicos que nortearam o estudo. Nessa etapa é apresentado o tipo de pesquisa que foi utilizada, a amostra da coleta de dados, a análise e interpretação dos dados. De forma que esta se constitui como uma das mais importantes partes do estudo, pois através de uma metodologia bem feita, é possível alcançar melhores resultados.