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3.1 Etude de prévalence des affections pharyngées et laryngées chez le cheval de course

3.1.4 Etude de prévalence des affections multiples

O primeiro dos quatro trabalhos apresentados na terceira parte da disciplina disse respeito ao resgate da paisagem sonora própria da sala de caixas eletrônicos de uma agência bancária. Na fala introdutória da parte escrita que foi entregue, juntamente com as filmagens, os alunos argumentam que os sons, característicos das diversas paisagens do mundo moderno são ouvidos, cotidianamente, sem merecerem uma devida análise. Segundo eles, “o som é adotado, na maioria das vezes, apenas como uma série de percepções que o ouvido recebe todos os dias, sem merecer uma devida reflexão a respeito do que ouvimos, a qualidade do som, a sua natureza e originalidade. Além disso, as finalidades do som produzido, como a mensagem e ideologia e as possíveis consequências que a recepção do som pode trazer são algumas das ponderações necessárias para a formação de um ouvido crítico.”.

Ao selecionarem esta paisagem sonora, destacaram os aspectos históricos, culturais, sociais e econômicos envolvidos. Evidenciando o sentido ‘lato’ desta tecnologia ao ser destacada toda a ‘teia’ a qual tal paisagem está ligada, revelam uma síntese da história do capitalismo financeiro e as influencias desse na sociedade. Noutra dimensão, regatam igualmente o estudo técnico, ressaltando as variáveis envolvidas na percepção desse som. Por meio da análise dos objetos sonoros num programa editor de áudio, permitiram a visualização do fenômeno sonoro, proporcionando maior riqueza de recursos para o estudo de acústica.

Na abertura das apresentações, realizamos um breve comentário, evidenciando a importância de eles relatarem a história envolvida na escolha da paisagem sonora, bem como na sua análise. Convidamos uma professora, pesquisadora da área de educação em ciências, para acompanhar conosco as apresentações dos estudantes e que muito contribuiu no debate dos temas expostos.

Pesquisador: boa tarde. Hoje estaremos realizando a terceira parte do nosso curso. Combinamos que iríamos fazer uma apresentação dos registros das paisagens sonoras que vocês escolheram. Eu queria que quando falassem sobre o trabalho, o quanto possível, falassem da forma como vocês fizeram, o motivo pelo qual escolheram a paisagem analisada, a forma como vocês se organizaram para fazer o trabalho, as dificuldades que apareceram e que interdisciplinaridade vocês utilizaram para ligar a paisagem sonora com o ensino de física. Se houve ligação com a história, se ouve ligação com a música, enfim, a forma como vocês utilizaram aquela paisagem para trazer esse mundo interdisciplinar para uma possível aula de física numa escola.

Estudante 2: o título do nosso trabalho é “uma análise sócio- histórica de uma paisagem sonora por meio de recursos tecnológicos”. Nosso trabalho tem por objetivo revelar uma paisagem sonora de um processo de

retirada de dinheiro por meio de um caixa eletrônico localizado na cidade de Ilha Solteira. Esse caixa eletrônico está situado no Banco do Brasil, próximo à churrascaria da giratória. Realizamos uma análise técnica, cultural e biológica da paisagem sonora, a fim de proporcionar um leque de sugestões a respeito do estudo e observação desse som. Além de falar da parte histórica, vamos tentar também trazer os conceitos de física, amplitude, energia, assim como os outros apresentados pelo Schafer.

Estudante 3: na introdução queríamos ressaltar que o som acontece a todo o momento. Faz parte das nossas vidas desde quando entendemos o que é som e por isso envolve fatores culturais, sociais, dentro do nosso cotidiano. Por isso, por meio desse trabalho, queríamos ressaltar que qualquer som do nosso cotidiano, desde a nossa infância, pode ser analisado de uma forma mais ampla, no desenvolvimento de uma audição crítica. Estudante 2: os sons que ouvimos no nosso dia a dia não são analisados. Não refletimos sobre a influência na nossa vida, na sociedade. Então, com esse trabalho, além de proporcionar essa análise do som, tentamos resgatar a influência de cada, no nosso caso, do caixa eletrônico, as questões do capitalismo, como surgiu, por que surgiu, a eletricidade que levou ao surgimento desse aparelho.

Desde o início, notamos a preocupação com o desenvolvimento do que eles chamaram de uma audição crítica. A paisagem sonora trazida à análise, além de desvelada em seus diversos objetos sonoros, constituiu-se na ponte por meio da qual os estudantes caminharam em direção à análise sócio-histórica, revelando aspectos interessantes da história do capitalismo e da forma como esse aparato tecnológico acompanhou o desenvolvimento das tecnologias subjacentes.

Estudante 3: como o caixa eletrônico envolve dinheiro, vai nas origens do capitalismo. Na idade média, com a queda do feudalismo, nas cruzadas, que eram um tipo de comércio atrás da religião, começa o capitalismo, em que começa a aparecer um estado único, com as primeiras metrópoles: Portugal e Espanha. Essas metrópoles, com o pessoal saindo do campo para a cidade, começaram a adquirir colônias para obter as especiarias, comércio e exploração. Então, nessa época, começaram a surgir trocas de mercadoria, moedas. Precisou-se do ouro e da prata como meios de troca. Então, o capitalismo tem origem nesse momento, a partir do momento que apareceu a compra e a venda de produtos e a moeda. O capitalismo começa a tomar uma dimensão tão grande que o estado, por meio do mercantilismo, começou a ter grande poder. Poucas pessoas começaram a ter um grande poder, por suprirem os bens da sociedade. A parte burguesa que adquiriu bens econômicos, começa a se revoltar com todo esse absolutismo e daí vieram as revoluções industriais. E nesse contexto das revoluções aparece a primeira teoria que é o liberalismo, em que o estado não pode interferir na vida econômica de cada pessoa. Aí foi então que começaram a surgir as classes sociais. Surgiu então a corrente contra o liberalismo, que é o socialismo utópico. O socialismo utópico consistiria numa apresentação do que seria o socialismo, mas sem oferecer sugestões de como ele poderia intervir na sociedade. Então aparecem Engels e Marx com o socialismo científico, consistindo num estudo em cima da teoria capitalista, que começa a apresentar sugestões, tais como a luta da classe. E dessa forma, avançando um pouco mais dos séculos, desde 1500, quando começou a imprensa em Portugal, podemos falar de globalização. Por quê? Porque com a imprensa na Europa vai espalhando essa cultura, essa tradição capitalista. No começo, a uniformização da informação do padrão de

vida foi só beirando a Ásia e a África, mas depois, com o passar do tempo, depois da revolução industrial, a globalização foi tomando maior proporção, de forma que hoje sabemos que é muito uniforme, no modelo de vida ocidental. Em todo o lugar do mundo as pessoas querem adquirir os bens, casa, carro. Dentro desta lógica, é que inserimos o contexto do som. Na globalização, o caixa eletrônico consiste num meio de facilitar a vida das pessoas. Em qualquer lugar do mundo que você vá, você vai lá e retira dinheiro, como retiramos aqui em Pernambuco. Retiramos nosso dinheiro que está lá em Ilha Solteira, que deixamos na conta lá em Ilha Solteira. Passamos a nos questionar em que o caixa eletrônico modifica nossa vida, o quanto ele é facilitador, o quanto ele é prejudicial e o som dele é uma obra que é muito parte disso, e toda a tecnologia envolvida que vem dos conceitos de física. Então este é o cruzamento que construímos.

Nesta fala da estudante 3, o conceito de globalização, que surge como o processo de ‘normalizar‘ as práticas capitalistas, criando uma ‘cultura’ generalizada ou globalizada, parece trazer o peso do fenômeno que expropria o povo de sua cultura, de sua identidade, sem precisar de uma escola para isto. Ao mesmo tempo que evidencia as vantagens de tal dispositivo, coloca-o como símbolo do mundo capitalista moderno, desta cultura do consumismo. Na sequência, os estudantes apresentam uma breve história do desenvolvimento do capitalismo, seguida da evolução tecnológica que levou ao aperfeiçoamento do dispositivo.

Estudante 1: É importante ressaltarmos também como era o sistema antes do capitalismo, até chegar ao modelo que temos hoje. Antes existia o feudalismo, depois o mercantilismo, que, depois, evoluiu para o capitalismo. Como a sociedade vivia no feudalismo? Tinha o soberano que era como se fosse o senhor feudal e os vassalos que eram os escravos. Os vassalos trabalhavam para os soberanos e com isso eles recebiam o sal. O sal naquela época era uma moeda de troca. Depois eles pegavam esse sal, iam à feira e trocavam por outros mantimentos, carne, vestimentas, o que eles precisassem. Com o passar do tempo, foi evoluindo para o mercantilismo, onde apareceram outras moedas de troca, feiras onde poderiam trocar o que eles produziam. Se eu era um agricultor e produzisse tomate, eu poderia trocar por batatas ou por outros artefatos. Com o tempo, começou a surgir a questão de que essas trocas não eram muito justas. Por exemplo, eu produzo tomate e troco por batata. Sua batata é melhor que o meu tomate, então começaram a surgir especulações a respeito disso e aí a necessidade de criar o dinheiro, que era a moeda. As primeiras moedas eram em ouro, em prata, em bronze. Cada uma tinha um valor, seu tamanho específico. Depois surgiram as cédulas, até chegar no momento em que estamos, o dinheiro que conhecemos.

Estudante 3: Com respeito aos caixas eletrônicos. John Sheperd-Barron criou o primeiro modelo de máquina de caixa eletrônico. Teve a ideia depois que ficou trancado fora de seu banco e queria saber como poderia fazer para conseguir dinheiro sem que precisasse ter acesso ao seu banco. Nessa reflexão e angústia, lembrou dos caixas que vendiam chocolate. Você colocava lá o número e saia o chocolate. Assim criou o primeiro modelo de caixa eletrônico, em que era apenas um número. O código tinha que ser digitado, pois não havia cartão. É só um número de identificação pessoal que eles chamavam de "pin". Teve, inicialmente, a ideia de colocar seis

dígitos para a senha, mas a esposa dele tinha problema de memória e pediu para que fosse de 4 dígitos. Por isso que ficou um bom tempo, acho que foi esse ano que mudou para 6 dígitos. Ficou muito tempo com 4 dígitos. Toda essa história ele contou numa entrevista para a BBC em 2007, tendo falecido nesse mesmo ano no dia 15 de maio.

Estudante 1: Naquela época não se trocava dinheiro, trocava-se cheques e os cheques tinham uma numeração química, tinha um sensor na máquina que decodificava essa numeração química e daí eram liberados os cheques.

Estudante 2: a quantia do cheque era sempre de uma nota de 10 libras. Não era outro valor no começo. Foi em um banco em Londres que instalaram o primeiro caixa.

Estudante 3: o caixa eletrônico possui um computador e é por meio dele que o caixa é ligado ao banco. Aqui é um esquema do caixa eletrônico que conhecemos. São 6 dispositivos, 2 de entrada e 4 de saída. Os 2 de entrada com leitor de cartão e os de saída... (mostrando a figura no projetor multimídia, a estudante explica o esquema

básico de funcionamento do dispositivo).

Estudante 3: só lembrando algumas coisas, tem dois tipos desses processadores hospedeiros ligados tanto ao computador do banco quanto aos caixas eletrônicos simultaneamente. Se for linha de rápida transferência, é uma linha mais agilizada que serve para uma rede muito grande de caixas eletrônicos que seria essa linha de rápida transferência. Ela usa a linha de telefone. O outro tipo chama-se acesso discado, esse é mais para o comércio, para aqueles que não precisam de muitos caixas eletrônicos em rede. Daí é uma coisa bem mais lenta e usa geralmente um provedor de internet, um modem.

Na sequência, os alunos continuam situando detalhes das diversas tecnologias ligadas ao funcionamento dos caixas. Nestas falas, podemos observar a valorização dada à tecnologia do mundo moderno, estando a ciência na base desta pirâmide, reiterando a visão tecnicista e instrumental do ensino de ciências, contrapondo-se àquela visão crítica, externada no início, quando da identificação dos processos de expropriação própria do capitalismo.

Estudante 2: vemos como o surgimento de certos aparatos para facilitar a nossa vida depende muito dos avanços tecnológicos das outras ciências. Não podemos tentar desvincular a física, a engenharia, a ciência da nossa vida, da humanidade. Muita coisa que vai acontecer conosco vai depender também da ciência.

Estudante 3: até o próprio som do caixa eletrônico depende também dessas coisas. Esse barulho todo que ouvimos nesse momento é todo esse processo de separação de notas, descarte da nota errada. A maior fonte de erro não é da máquina, é humana. Para sair uma nota errada, sair mais dinheiro ou menos, é necessário que as notas sejam colocadas em lugares errados. Por exemplo, notas de 10 no lugar das de 50. É bom prestar atenção que a maior fonte de erro é disso, não detectaram outra além dessa.

Na sequência, os alunos passam a analisar os objetos sonoros registrados durante todo o processo de saque realizado num caixa eletrônico de uma agência bancária em Ilha Solteira. Nesta parte notamos o zelo com o qual discorreram sobre os conceitos relativos aos estudos

de paisagem sonora, tais como ambientes lo-fi, hi-fi, espaço auditivo, ruído o que reitera o que dissemos acima. Realizaram uma análise na qual concorreram ciência, tecnologia, paisagens sonoras, mas que faltou a transcendência desta visão instrumental para aquela crítica, dialética, onde outras perspectivas de análise poderiam entrar em cena.

Estudante 2: bom, para análise do som que nós registramos, utilizamos alguns conceitos do livro 'a afinação do mundo' do Schafer e alguns artigos que foram disponibilizados pelo professor Nairon.

Estudante 4: a revolução industrial iniciou na metade do século XVIII. Com a revolução industrial, houve um aumento de tudo isso (referindo-se ao aumento do nível sonoro das diversas paisagens sonoras do mundo

moderno). De acordo com dados retirados dos textos, para a análise do ruído, retomamos quatro definições,

mas tem mais. Som forte, som não desejável, som não musical, distúrbios de sinais. Nós temos a paisagem sonora e o objeto sonoro. Paisagem sonora é o contexto em geral, no nosso caso podemos falar que nossa paisagem sonora é a do banco. Nosso evento sonoro são os sons gerados pelo caixa eletrônico, os sons que são gerados quando acessamos o dispositivo.

Estudante 2: na revolução industrial, surgiram novas máquinas, como a máquina a vapor, com avanços tecnológicos, técnicos e científicos. Com isso, apareceram novos ruídos, gerados na confecção, trabalho e tudo. Surgiu o culto ao ruído. Tudo se voltou para a revolução industrial, para o desenvolvimento das máquinas, o que levou a esse paradoxo, qual seja da preocupação com a poluição sonora que veio com o desenvolvimento. Nesse sentido, apareceram as definições de ruído e também com a revolução industrial acabou transformando, segundo Schafer, o ambiente hi-fi, que é de alta qualidade, num ambiente lo-fi, que é de baixa fidelidade. O ambiente hi-fi é um ambiente mais tranquilo, é um ambiente que você tem mais clareza do som. Você consegue 'a olho nu' distinguir a pureza de cada som e a característica de cada som. No lo-fi, não conseguimos, devido ao amontoado de sons, um querendo cobrir o outro. Não conseguimos identificar claramente o que cada som é, o que constitui cada som. No nosso caso, o nosso ambiente é lo-fi. Por quê? Além dos ruídos do condicionador de ar da agência, os de carros passando, motos. Não é muito alto, mas se pararmos para analisar onda por onda, veremos que tem muito ruído no registro.

Estudante 4: notação. O que é notação? Conversão do som em sinais visuais. Esse formato do som é analisável em termos do ataque, corpo, transientes e decaimento. São características de quase todos os gráficos, dependendo da amplitude, do tempo e da frequência.

Estudante 2: nesse sentido, a representação gráfica desses três, frequência, amplitude e do tempo, creio que é uma representação acústica do som. Nessa parte da representação do objeto sonoro por meio dos sinais visuais, só é possível fazer uma análise completa do som, relacionando frequência, amplitude e tempo. Existem vários gráficos de amplitude x frequência, amplitude x tempo e frequência x tempo. No nosso caso, a análise é feita a partir do gráfico de amplitude x tempo.

Na metodologia da pesquisa, o estudante 2 faz um interessante resumo das duas primeiras partes do curso, onde revela elementos da percepção que teve das atividades lá desenvolvidas.

Estudante 2: agora apresentaremos a metodologia de pesquisa. Inicialmente, vamos falar sobre a característica do curso. Esse curso foi dividido em três etapas. A primeira etapa de 20 horas foi na primeira semana de julho. Foi aquela apresentação de tentar trazer a cultura, tentar relacionar os sons vividos por nós, as paisagens sonoras vividas por nós, trazer para o estudo nosso, para a reflexão da cultura, como aquilo lá influenciou na nossa vida, etc.

Estudante 4: o que marcou é que na primeira semana colocamos chaveiro, abrir a porta. Colocamos também o som do trovão, coisas mais da natureza. Na primeira semana foi praticamente isso.

Estudante 2: na segunda semana foi mais da análise em si, do objeto sonoro, aprendemos a mexer no programa. No caso é o sonar 8. Aprendemos essa parte da análise do ataque, transientes, corpo, decaimento. Essa segunda parte ficou mais restrita à análise do som em si e às características.

Estudante 4: podemos dizer que foi uma parte mais técnica mesmo.

Estudante 2: e na última etapa, que estamos realizando agora, temos um ciclo de apresentações e de palestras aqui em Recife.

De fato, nos primeiros encontros, trouxemos todo um universo de paisagens sonoras, antes naturais e, depois, humanas e do aparecimento da máquina. Alinhados com o querer inicial de que os estudantes pudessem perceber que a ecologia acústica é rica em seus aspectos históricos, realizamos o exercício inicial de resgate de sons relevantes para eles e a posterior classificação desses sons em naturais, humanos e tecnológicos. Na segunda parte do curso, trouxemos o universo investigativo possibilitado pela utilização de um programa gravador e editor de áudio, na qual colocamos à análise muitas paisagens sonoras musicais que retratavam interessantes aspectos sociais, históricos e políticos, possibilitando a inserção da dimensão crítica. Muito embora os estudantes tenham realizado esse resgate, as inserções por eles construídas incorporaram os estudos de paisagens sonoras num modo ainda instrumental, voltado à análise técnica, afastando-se dos elementos reveladores da presença do poder econômico no mundo moderno, levantados nas falas iniciais. Na sequência, os alunos descreveram os principais passos do processo de gravação do evento sonoro. Nesse relato, podemos notar o cuidado dos envolvidos em preservar a fidelidade da gravação, bem como no tratar com dados. Nesta etapa, passaram verdadeiramente por um processo de lidar com uma situação nova, desconhecida e tiveram que tomar decisões, analisando o problema por meio das variáveis envolvidas.

Estudante 2: quanto ao registro da paisagem sonora, fomos ao banco às 9:00 horas da noite, quando o banco tinha vários caixas eletrônicos em uso. Entramos na agência, esperamos que as pessoas saíssem. Esperamos o momento em que só tivéssemos nós. Apesar da nossa respiração influenciar também, tentamos fechar o nariz lá. Para fazer o processo, colocamos o gravador perto. Quando eu colocava o cartão, ia com o gravador perto.

Quando eu apertava a tecla, ele também ia, na hora da retirada também. Em todo o processo o gravador esteve presente. Mesmo assim o condicionador de ar estava ligado fazendo muito barulho.

Estudante 4: escolhemos a parte noturna devido ao fluxo menor de pessoas, apesar de ter que esperar que uma criancinha parasse de chorar. Foi um processo árduo.

Estudante 2: teve uma situação em que fomos retirar dinheiro na conta e não tinha dinheiro (todos riem). Tivemos que começar outro processo, começar tudo novamente. Essa parte foi muito interessante porque nos questionamos sobre a forma como iríamos gravar os sons. Vamos deixar o gravador parado em tal lugar? Nessa primeira parte, percebemos que os registros de certas operações ficaram pouco intensos. Daí decidimos chegar mais perto e não apertar a tecla com suavidade.

Alguns elementos novos apareceram quando foram analisar o evento sonoro,