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Evaluation du protocole

VII.3 Evaluation des surco^uts

VII.3.1 Surco^uts temporels

VII.3.1.3 Etude de la pollution

Krogh, Ichijo e Nonaka (2000) definem como capacitadores de conhecimento o conjunto de atividades de uma organização que impactam de forma positiva na criação de conhecimento e que envolvem uma nova forma de perceber o conhecimento, assim como um certo cuidado emocional dentro da organização,

orientados à forma como as pessoas se relacionam e como é encorajada a criatividade. Esses autores acreditam que há cinco capacitadores para a criação de conhecimento: (i) introduzir uma visão de conhecimento; (ii) gerenciar conversas; (iii) mobilizar ativistas de conhecimento; (iv) criar contexto correto; (v) tornar global o conhecimento local.

O primeiro deles, contribui para orientar de forma preventiva as crenças justificadas sobre clientes, mercado, tecnologia, parceiros, entre outros pontos relevantes. Uma abordagem estruturada de uma visão de conhecimento, segundo Krogh, Ichijo e Nonaka (2000), serve para incentivar a formação de microcomunidades, justificar e disseminar conceitos dentro de uma organização. Isso significa, segundo eles, aceitar que nem todo conhecimento ocorre de forma explícita, muito encontra-se tácito em uma organização e precisa ser liberado ou explicitado. Introduzir uma visão de conhecimento confere à empresa uma razão de ser, estabelecendo uma base para vantagens competitivas, e inspirando a pesquisa em determinadas áreas, que sejam úteis para enfrentar os desafios do negócio no futuro (KROGH; ICHIJO; NONAKA, 2000).

Para esses três autores, a visão de conhecimento está relacionada a uma estratégia em que se imagina um futuro com base nas condições do passado e do momento presente da organização. Segundo Krogh, Ichijo e Nonaka (2000), a visão de conhecimento oferece um mapa mental que relaciona o mundo do momento presente em que se vive, aquele mundo em que almeja viver e uma estratégia que se deve estabelecer para criar o conhecimento para se chegar ao resultado desejado.

O segundo capacitador – gerenciar conversas – possibilita maior criatividade e compartilhamento de conhecimento tácito, assim como facilita criar conceitos, justificativas, protótipos e difundir o conhecimento dentro da organização, ou seja, permite que as cinco fases de compartilhamento sejam estimuladas (KROGH; ICHIJO; NONAKA, 2000). Segundo esses três autores, a conversação é um dos melhores meios para compartilhar e criar conhecimento e, para ser efetiva na construção de conhecimento, precisa seguir quatro princípios: (i) estimular a participação; (ii) estabelecer uma etiqueta para a conversação; (iii) editar apropriadamente a conversação; e (iv) nutrir uma linguagem inovadora.

O terceiro capacitador é a mobilização de ativistas de conhecimento. Segundo Krogh, Ichijo e Nonaka (2000), ativistas de conhecimento são atores capazes de catalisar e coordenar as iniciativas de criação de conhecimento. São, geralmente, eles que fazem a disseminação do conhecimento na organização, podendo estar em um departamento específico, em funções pré-existentes, ou assumindo cargos especiais para desempenhar o papel de ativista (KROGH; ICHIJO; NONAKA, 2000).

Podem também, de acordo com esses três autores, formar microcomunidades de conhecimento, ou seja, atores engajados, em grupos pequenos, de cinco a sete pessoas, capazes de criar conhecimento, que interagem face a face, e evoluem ao longo do tempo, não estando ligado a prazos ou projetos.

A importância das microcomunidades é analisada por Fletcher (2014). Ele as considera um fenômeno ainda pouco estudado, mas entende que um aspecto da teoria de Krogh, Ichijo e Nonaka (2000) que merece ser mencionado a respeito das microcomunidades é que os seus integrantes se reúnem a partir de diferentes práticas ou grupos funcionais – o que confere a eles heterogeneidade – com o objetivo de criar novos conhecimentos sobre um serviço, produto, sistema um modo de fazer algo. Para Fletcher (2014), não basta a interação de atores em uma prática social, mas requer que os atores que vão interagir sejam originários de diversas práticas sociais.

O quarto capacitador diz respeito às atividades para a criação de contexto capacitante, ou seja, o contexto capacitante, ou ba. Segundo Krogh, Ichijo e Nonaka (2000), este capacitador influencia o compartilhamento de conhecimentos nas microcomunidades, bem como a criação de conceitos e de protótipos. Isso envolve nutrir sólidas relações entre os atores a fim de tornar efetiva a colaboração (KROGH; ICHIJO; NONAKA, 2000). É evidente, explicam esses três autores, que nem todo o contexto organizacional é adequado para criar conhecimento, até porque, como já observado, há muito de arte em criar o contexto capacitante correto. Segundo esses autores, o contexto correto é aquele que envolve a criação de um contexto capacitante favorável para o desenvolvimento da espiral do conhecimento, já descrita anteriormente, em que ocorre a conversão de conhecimentos nas quatro diferentes modalidades (Modelo SECI).

Outro aspecto importante, abordado por Krogh, Ichijo e Nonaka, é que reconhecer e entender o contexto capacitante não é suficiente, sendo necessário aplicar nele as cinco condições capacitantes e as cinco fases de compartilhamento de conhecimento já descritas, a fim de converter o que é tácito em conhecimento social efetivo.

Nesse sentido, Sujatha e Krishnaveni (2015) consideram que comunicação, compartilhamento e interação contínua – por meio de reuniões formais, comunidades informais, ferramentas tecnológicas e equipes multifuncionais - são fundamentais para a criação de conhecimento.

O quinto capacitador mencionado no trabalho de Krogh, Ichijo e Nonaka (2000) é globalizar o conhecimento produzido localmente, o que está vinculado à quinta fase de compartilhamento – difusão interativa de conhecimento. A função deste capacitador, explicam Krogh, Ichijo e Nonaka (2000) é a de difundir o conhecimento em toda a organização, sendo influenciado pelos outros quatro facilitadores. Este último capacitador faz sentido especialmente para grandes empresas cuja atuação é global, como as que são analisadas nos estudos desses três autores.

Examinados os cinco capacitadores de conhecimentos, completa-se a apresentação da revisão de literatura referente ao conceito de ba e suas derivações que são adequadas a este estudo. Isso porque, infere-se, a compreensão do processo de conversão de conhecimentos tácito em explícito, e vice-versa, o conceito de contexto capacitante, as cinco fases de compartilhamento de conhecimento, bem como as cinco condições capacitadoras e os cinco capacitadores permitem a compreensão de como emergem ambientes adequados à criação conhecimento inovador, a exemplo de aceleradoras e outros.

Nesta pesquisa, estudam-se especificamente uma pretensa modalidade destes ambientes, os programas de capacitação de empreendedores de startups em aceleradoras e outros ambientes de criação de conhecimento, que é o que se passa a expor agora no alinhamento conceitual deste estudo.

4 ALINHAMENTO CONCEITUAL E PROPOSTA INICIAL

O alinhamento conceitual da pesquisa inicia preliminarmente definindo startup, foco das propostas deste estudo. Depois analisa-se a dinâmica das startups em programas de capacitação de aceleradoras, na busca por desenvolver conhecimentos que as possibilitem descobrir modelos de negócio viáveis. Para tanto, utiliza-se o suporte teórico da Teoria Ator-Rede, a fim que se permita compreender a dinâmica de interação dos atores envolvidos, especialmente no que tange às atividades desenvolvidas por startups em programas de capacitação oferecidos por aceleradoras.

Em seguida, discorre-se sobre o conceito de aceleradoras, compreendendo- as como ambientes de criação de conhecimento, à luz do conceito de ba, espaços colaborativos ou contexto de capacitante.

E, finalmente, apresenta-se a proposta deste trabalho, de investigar em que medida os programas de capacitação de startups são ambientes de construção de conhecimento.