As categorias triádicas são modalidades específicas de apreensão do signo. Propõem uma sistematização e organização teórica a partir da identificação dos sentidos existentes no fenômeno estudado. Isto possibilita uma verificação experimental de implicações de conjecturas, as associando em um construto. Segundo Codato e Lopes (2010), a semiótica fornece a compreensão de sentidos, do espaço do discurso, da representação, da construção dos simulacros significantes, do sujeito, do corpo, das vivências, enfim de uma série de fatores que permeiam as atividades humanas.
De acordo com Salatiel (2009, p. 8), “para Peirce o conhecimento só pode avançar em mentes abertas a novas hipóteses”, por isso seu método estimula a invenção e a inspiração, possibilitando a criação de procedimentos transmetodológicos. A semiótica peirceana estabelece relação de causalidade entre conjuntos de dados, sendo sempre crítica, reflexiva e infindável. Aspecto que reitera o modelo como um processo ininterrupto. Por isso, a semiótica corresponde apenas uma parte no processo de produção do conhecimento e se torna definível em função de um conjunto que envolve a relação com outras estratégias de investigação. Esta correlação deve estabelecer o ponto inicial e o ponto final no processo investigativo.
Como o processo interativo em comunicações turísticas da Fanpage da Prefeitura de Salvador corresponde a produções discursivas, pode-se dizer que cada elemento estabelecido por Peirce corresponde a uma unidade do discurso, compreendendo narrativas específicas dotadas de complexidades. Desse modo, para análise das memórias turísticas de Salvador, situou-se o modelo de Peirce (2005) à arquitetura de análise do discurso proposta por Foucault (2014).
Cada categoria triádica traz em si reflexões, princípios de classificações e contextualizações sociais ou regras normativas que objetivam as relações nas quais se evidenciam os discursos. Por isso, estas unidades possibilitam a constituição de categorias de análises da memória turística. Com base em Foucault (2014, p. 27), compreendem-se estes aspectos como “fatos de discurso que merecem ser analisados ao lado de outros, mas que não constituem seus caracteres intrínsecos, autóctones e universalmente reconhecidos”. São elementos de heterorreferência e como tal, dotado de especificidades.
A memória turística não é uma unidade homogênea nem imediata, muito menos pode ser limitada a um único princípio ou alicerce. Nela, há unidades secretas, unidades que se estabelecem justamente pelo não-dito, que habita o conteúdo latente na mente dos seguidores
da fanpage, e que estão sempre em continuidade. Estas dimensões ocultas indicadas pelos conteúdos manifestos na rede digital, evidenciam a necessidade de estruturas que possam mostrar como as unidades do discurso articulam o dito, o não-dito e também o já-dito. Como considera Foucault (2014), todo discurso resulta de construções cujas regras devem ser conhecidas e suas justificativas controladas.
Para buscar no campo da cultura turística elementos que se enquadrem nas categorias triádicas da semiótica peirceana, é necessária uma delimitação metodológica que regulamente o processo de formulações conceituais pretendidas. É preciso a definição de início e final do processo interativo, considerando que o caráter dinâmico da fanpage pode tornar qualquer enunciado início ou final de um discurso, de acordo com a percepção do observador. Deve-se fixar critérios para os enquadramentos das proposições, norteando o campo de investigação.
Foucault (2007; 2014) entende o discurso como um objeto que se forma sistematicamente a partir de práticas sociais. Neste contexto, as regularidades discursivas correspondem a um processo que propõe a descrição de enunciados em suas especificidades, obedecendo a estruturações lógicas que atribuem legitimidade ao discurso. Nesta sistematização, estão regras sociais, aspectos históricos, dinâmicas espaciais, econômicas e temporais que definem especificidades da cultura turística e atribuem as condições de exercício da função enunciativa que cooperam para a construção de memórias turísticas.
As regularidades discursivas estabelecem sucessões lineares da produção do discurso que permitem um encadeamento lógico entre conteúdo manifesto na fanpage e conteúdo latente na mente do seguidor. Por isso, permitem a construção de uma estrutura voltada para a análise dos enunciados. Ao possibilitar um enquadramento das categorias tríádicas de Peirce (2005), as regularidades discursivas de Foucault (2014) propõem a estruturação de categorias de análise da memória turística, permitindo o desenvolvimento de uma crítica sistematizada aos discursos.
Tais regularidades, sintetizadas na Tabela 02 (Regularidades discursivas) , definem-se por: formação do objeto (possibilita a identificação dos elementos que caracterizam uma prática discursiva); formações discursivas (elementos da análise contidos no próprio contexto dos discursos); formação de modalidades enunciativas (colaboram para compreensão das particularidades contidas nos objetos a partir da experiência); formação dos conceitos (centram os argumentos das categorias de representação da cultura).
Tabela 02: Regularidades discursivas
Regularidade Característica
Formação do objeto Identificação dos elementos que caracterizam uma prática discursiva;
Formação discursiva Envolve aspectos que instauram e qualificam o discurso, verificando condições de existência, coexistência, manutenção, modificação e desaparecimento do objeto em uma dada repartição discursiva;
Formação de modalidades enunciativas
Associa-se às experiências dos intérpretes ou sujeitos do discurso. Manifesta a dispersão dos sujeitos do discurso nos diversos status, lugares, posições que ocupa em seu lugar de fala; Formação dos conceitos Vincula-se à consolidação da operação cognitiva. Estabelece uma rede conceitual a partir das regularidades intrínsecas ao discurso, recolocando as intenções livres de não contradição em um emaranhado de compatibilidades e incompatibilidades conceituais, relacionados às regras que caracterizam uma prática discursiva.
Conforme explica Foucault (2014), estas regularidades estabelecem séries lógicas que articulam elementos do discurso: revelam princípios e consequências de transformações de ambientes ao longo da história. Com base em Sodré (2014), considera-se que tal estruturação tem caráter tão pragmático quanto à semiótica peirceana. As formações são sequenciais e interdependentes, e o conhecimento produzido em cada etapa está, de algum modo, relacionado à posterior.
Até a formação conceitual, o saber produzido vai seguindo uma linha ascendente e acumulativa de informações, que na articulação produzem, o que se verifica em Peirce, como interpretante final. No entanto, Foucault (2014)87 observa que suas regularidades não estabelecem as categorias que ligam a formação discursiva à formação conceitual. O que pode ser construído por meio da equivalência às categorias triádicas da semiótica peirceana que, pelo princípio da falibilidade, necessitam de uma estruturação para definir limites da investigação.
As regularidades discursivas apresentam dimensões próprias do enunciado que permitem a identificação de elementos que compõem a estruturação do discurso enquanto representação da cultura, pois considera aspectos como área social, econômica, geográfica ou linguística. Já categorias triádicas estabelecem a concretude necessária à investigação, por permitirem a classificação e articulação de elementos da percepção, experimentação e
87 E considerarei não que eu tenha construído um modelo teórico rigoroso, mas que tenha liberado um domínio coerente de descrição, do qual se não estabeleci o modelo, pelo menos abri e preparei a possibilidade – se tiver conseguido fechar o círculo e mostrar que a análise das formações discursivas está bem centrada na descrição do enunciado em sua especificidade. Em suma, se tiver conseguido mostrar que as dimensões próprias do enunciado é que estão utilizadas na demarcação das formações discursivas. Não se trata de fundar, de direito uma teoria – e antes poder eventualmente faze-lo (não nego que lamento não ter ainda chegado a tanto) – mas sim, no momento, de estabelecer uma possibilidade. (Foucault, 2014, p. 140).
formações conceituais. A articulação entre os modelos gera um novo procedimento metodológico aqui denominado de ‘equação semiótica’.
Uma equação é uma sentença matemática que propõe equivalência entre diferentes elementos. Os membros são aqueles que definem as diretrizes; as incógnitas permitem a especificidade dos resultados. Portanto, as regularidades discursivas se comportam como os membros da equação, pois estabelecem as delimitações da investigação, assegurando a ordem de conexão entre elementos da memória digital e social. Os elementos das categorias triádicas correspondem a incógnitas já que permitem a penetração nas peculiaridades dos discursos.
A equação semiótica corresponde a uma articulação entre modalidades de análise do discurso que permite tanto a delimitação da estrutura investigativa quanto a categorização e articulação dos conteúdos identificados. Este procedimento transmetodológico não estabelece verdades nem se comporta como um sistema fechado e infalível, mas estabelece a construção de categorias de análise da memória turística do residente.
Define-se a equação semiótica como uma estrutura formal, lógica e pragmática que permite ao investigador o estabelecimento de uma linha de raciocínio com começo, meio e fim. Propõe a conexão entre aspectos hipotéticos, experimentações sociais e formulação de conceitos, que permitem a análise de memórias turísticas a partir dos processos interativos na
Fanpage da Prefeitura de Salvador. Trata-se de um procedimento metodológico qualitativo
descritivo-investigativo, que se preocupa com potencialidades subversivas e criativas da recepção no intuito de estabelecer um movimento de desconstrução e reconstrução de elementos discursivos que compõem memórias turísticas.
A formação das estratégias é o primeiro passo do procedimento metodológico. Corresponde a um tipo de planejamento que estabelece os limites da investigação. Propõe a construção e ordenamento de uma sequência operacional lógica que envolve: formação do objeto, formação discursiva, formação das modalidades enunciativas e formação dos conceitos. Em seguida, devem-se contextualizar o objeto de investigação, por meio do qual terá início a análise do discurso. O objeto – o processo interativo nas comunicações turísticas da Fanpage da Prefeitura de Salvador – aponta para a formação discursiva (enunciado da instância de delimitação), pois é ele que instaura o processo interativo. Esta será analisada em nível de primeiridade.
Na sequência, parte-se para a formação das modalidades enunciativas. Como esta está associada à experiência dos intérpretes, logo a análise volta-se para o seguidor da página. O estudo entra no nível de secundidade. Como as modalidades enunciativas se manifestam nas dispersões dos intérpretes em seus status e lugares em que circulam, exige, portanto, que se
entre em contato com os seguidores da fanpage para identificar tais modalidades. Neste sentido, as proposições devem ser elaboradas, com base em conceitos dos elementos da secundidade.
O conteúdo manifesto pelo seguidor, corresponde ao índice (objeto dinâmico). Do mesmo modo, o sin-signo é representado pelo perfil do usuário. Muitas vezes o usuário não disponibiliza informações necessárias para sua identificação nem para que se compreenda suas relações no contexto da cultura turística. Por isso, devem ser efetuadas proposições diretas ao usuário sobre o bairro onde mora e sobre suas atividades cotidianas. Para identificar interpretantes dinâmicos devem-se efetuar aos residentes proposições sobre o efeito que a publicação da prefeitura provoca em sua mente (interpretante dinâmico emocional) e sobre suas intenções em usufruir dos eventos, produtos espaços e serviços institucionalizados como turístico. Também devem ser verificadas as possibilidades de saciarem seus desejos (interpretante dinâmico energético/dicente).
Em seguida, a análise parte para a formação dos conceitos cujas proposições se referem ao nível de terceiridade. Para identificação do legi-signo, deve-se verificar a relação que o usuário estabelece entre a postagem da prefeitura e a dinâmica da cidade. Os elementos que os usuários elegem para representação da cidade, referem-se ao símbolo. Por fim, a questão referente ao argumento, que corresponde ao interpretante dinâmico lógico e final, é sobre a concepção de turismo em Salvador. A estratégia está sintetizada na Tabela 03 (Princípio estruturante da equação semiótica).
Tabela 03: Princípio estruturante da equação semiótica
Membros Incógnitas
Formação das estratégias Delimitação do início e final da investigação, especificando procedimentos operacionais; Formação do objeto Contextualização do objeto de investigação,
especificando os elementos da análise;
Formação discursiva Análise em nível de primeiridade (quali-signo icônico remático);
Formação das modalidades enunciativas Análise em nível de secundidade (sin-signo indicial dicente);
Formação dos conceitos Análise em nível de terceiridade (legi-signo simbólico argumental).
Formação das estratégias:
A delimitação das estratégias deu-se após observação participativa aos eventos do calendário turístico de Salvador, no verão 2016-2017, e realização de entrevista semiestruturada, com os então secretários de Comunicação e de Cultura e Turismo da
Prefeitura Municipal de Salvador, considerando estes como representantes da instituição.
Durante o mês de dezembro de 2017 a janeiro de 2018, intensificou-se o monitoramento da Fanpage da Prefeitura de Salvador. Nesse período, a instituição potencializa a comunicação turística. No entanto, o monitoramento da página foi uma ação contínua deste processo de investigação.
O procedimento metodológico estabelece conexões entre categorias triádicas de Peirce e as estratégias de Foucault: primeiridade corresponde à formação discursiva; secundidade se equipara às modalidades enunciativas; e terceiridade, consiste na formação dos conceitos;
Para identificação da secundidade e terceiridade foi aplicado questionário aos usuários que interagiram na postagem escolhida. O contato foi realizado por meio do
Messenger88. O questionário está representado na Tabela 04 (Quadro demonstrativo de proposições aos usuários da rede e suas relações com teorias que direcionam a investigação).
Tabela 04: Quadro demonstrativo de proposições aos usuários da rede e suas relações com teorias que direcionam a investigação
Questões Objetivos
1. Perfil do usuário Equivale ao sin-signo 2. Qual o bairro onde você mora? Descreva
seu cotidiano, em seu bairro e em Salvador.
Proposição que completa o sentido do sin-signo. 3. Conteúdo manifesto (comentário do
seguidor)
Refere-se ao objeto dinâmico, tendo função de índice.
4. Que sensação a postagem pode provocar no cidadão que mora em Salvador?
A proposição tem o objetivo de completar o sentido do sin-signo, permitindo uma maior compreensão sobre a atitude do usuário;
5. Que sensação, a mensagem provoca em você? Você tem a intenção de participar dos eventos turísticos? Do seu bairro há facilidades para os próprios moradores usufruírem dos atrativos turísticos em Salvador?
As proposições referem-se ao interpretante dinâmico emocional e energético, tendo função de discente.
6. Que relação você faz entre a postagem e o dia a dia do seu bairro e de Salvador?
Agora, entra-se no nível da terceiridade, onde estão as formulações conceituais dos usuários da rede. Esta proposição refere-se ao legi-signo. 7. Na sua concepção, que elementos
representam o turismo em Salvador?
Especificação de símbolos da cidade, o que delimita os elementos de representação da cultura, permitido a materialização da memória turística.
8. Qual a sua concepção de turismo em Salvador?
Questão que busca extrair uma conceptualização dos usuários sobre turismo, correspondendo, portanto, ao Argumento.
As entrevistas com os seguidores ocorreram entre os dias 13 e 20 de dezembro de 2017, pelo Messenger. Verificou-se se o usuário era residente em Salvador pelo seu perfil. Em caso afirmativo, deu-se um like e/ou comentário em sua manifestação na Fanpage da Prefeitura, para chamar sua atenção, entrando em contato com ele in box. Como alguns usuários usavam o recurso de proteção de privacidade, para poder acessa-lo, solicitou- se amizade no Facebook, e imediatamente, realizou-se um comentário em uma publicação de sua página pessoal, apresentando a pesquisa e o convidando a participar. As questões foram aplicadas pelo Messenger, porém alguns usuários pediram para ser realizadas por WhatsApp para que eles pudessem responder oralmente.
O objeto analisado corresponde ao processo interativo na postagem89 referente ao Festival Virada Salvador (Figura 37). A escolha considerou que se trata de um evento local transformado em mega evento por esta atual administração municipal. A postagem foi publicada no dia 11 de dezembro de 2017 às 13h05.
Figura 37: Formação do objeto – processo interativo da postagem do Festival Virada Salvador 201890
Publicação sobre o Festival Virada Salvador. Na semana de observação, constatou-se 117 comentários, 452 curtidas, 101 compartilhamentos e 17 mil visualizações.
89https://www.facebook.com/viradasalvador/videos/308736919621261/
A análise envolve o conteúdo manifesto pela instância de delimitação e pelo usuário. Foram considerados apenas comentários. De acordo com Maldonado (2007), a escrita é um meio de potencializar a memória, possibilitando aprofundamento das reflexões propostas e uma estrutura de pensamento menos fugaz e precária.
As análises dos enunciados dos interlocutores foram realizadas com base em suportes teóricos e documentais.
A análise sobre a formação discursiva considera elementos de primeiridade, demostrado na Tabela 05 (Formação discursiva (primeiridade)). Este será conteúdo do primeiro tópico (Turismo, o jogo do prazer) do próximo capítulo (Memória turística de Salvador e sua apropriação pelo governo municipal);
Tabela 05: Formação discursiva (primeiridade)
Quali-signo Ícone Hipótese/rema
Práticas e ideologias turísticas da gestão municipal.
Conteúdo manifesto pela gestão (objeto imediato)
Uma perspectiva do efeito da publicação, por meio da correlação entre ícone e quali- signo.
A análise das modalidades enunciativas envolve elementos de secundidade (Tabela 06 - Formação de modalidades enunciativas (secundidade)), e integra o segundo tópico do próximo capítulo (A cultura turística além do princípio do prazer).
Tabela 06: Formação de modalidades enunciativas (secundidade) Sin-signo Índice Dicente
Perfil do usuário e informações sobre seu local de moradia e sobre seu cotidiano.
Conteúdo manifesto pelo usuário (objeto dinâmico)
A sensação provocada pela mensagem, intenção e
possibilidades de participar dos eventos turísticos.
Na análise da formação dos conceitos, estão elementos da terceiridade (Tabela 07 - Formação dos conceitos (terceiridade)), completando o segundo tópico do próximo capítulo.
Tabela 07: Formação dos conceitos (terceiridade)
Legi-signo Símbolo Argumento
A relação entre a postagem o cotidiano do bairro e de Salvador
Elementos que representam a memória turística.
A concepção de turismo em Salvador.
Conforme determinação de Foucault (2014), após as análises foram efetuadas verificações in loco das realidades descritas pelos entrevistados, buscando pertinências das observações e consequências decorrentes do processo analítico. Entre 28/12/2018 e 28/01/ 2019, realizou-se observação participativa em eventos e locais institucionalizados como turísticos pela prefeitura e nas regiões de residência dos entrevistados.
A equação semiótica permitiu a construção de nove categorias de análise da memória turística do residente que estabelecem articulação entre elementos que compõem as memórias digital e social. A primeira categoria denominou-se ‘Qualificações do centro turístico’, envolvendo ideologias e práticas da gestão municipal que cooperam para a produção comunicacional na rede digital.
Já a segunda categoria – ‘Representações do centro turístico’ – corresponde à análise do produto comunicacional, considerando aspectos que o constituem como um acoplamento estrutural turístico e sua relação com as práticas e ideologias da gestão. A terceira categoria – ‘Hipóteses pelo acoplamento estrutural turístico (Efeitos do acoplamento estrutural turístico)’ – considera uma interpretação das ideologias e práticas da gestão e do acoplamento turístico. Vislumbram-se possíveis efeitos que podem provocar nos seguidores da página. Estas três primeiras categorias dizem respeito à formação discursiva, caracterizando-se como quali-signo, ícone e hipótese/rema, respectivamente, compondo a primeiridade da semiótica peirceana.
As próximas categorias compõem a formação das modalidades enunciativas. Associados à secundidade, compreendem o sin-signo, índice e dicente. A quarta (Perfil do residente), implica em uma descrição do usuário considerando suas informações disponibilizadas em rede, bem como suas opiniões sobre efeitos que a comunicação turística pode provocar nos residentes. A sua manifestação na rede é a quinta categoria (Conteúdo manifesto pelo residente). Ela aponta para sensações pessoais e intenções e possibilidades de usufruir dos eventos e atrativos turísticos que formam a sexta categoria: ‘Emoções e intenções do residente’.
As três últimas categorias são: ‘Norma relacional do residente’, que investiga a relação que o usuário faz entre a comunicação turística e o cotidiano do bairro em que mora e do município de modo geral; ‘Símbolos da memória turística’, referindo-se aos elementos que os residentes elegem para representar o turismo na capital; e, por fim, ‘Conceito de turismo do